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segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Invocação do Mal

Recentemente falei aqui sobre o horrível ‘Ouija - O Jogo dos Espiritos’ (2014) e de como é difícil hoje em dia encontrar um bom filme de terror. Mas, o difícil não é o impossível! E nesse caso, essa teoria se aplica ao excelente ‘Invocação do Mal’, dirigido por James Wan, o mesmo de 'Jogos Mortais' (2004), 'Sobrenatural' (2010) e 'Velozes e Furiosos 7' (2015). Com um terror muito bem colocado, o longa faz jus ao roteiro com sustos garantidos.

O roteiro muito bem amarrado, nos mostra a cidade de Harrisville, Estados Unidos. Um casal (Ron Livinston e Lili Taylor) muda para uma casa nova ao lado de suas cinco filhas. Inexplicavelmente, estranhos acontecimentos começam a assustar as crianças, o pai e, principalmente, a mãe. Preocupada com algumas manchas que aparecem em seu corpo e com uma sequência de sustos que levou, ela decide procurar um famoso casal de investigadores paranormais (Patrick Wilson e Vera Farmiga), mas eles não aceitam o convite, acreditando ser somente mais um engano de pessoas apavoradas com canos que fazem barulhos durante a noite ou coisas do gênero. Porém, quando eles aceitam fazer uma visita ao local, descobrem que algo muito poderoso e do mal reside ali. Agora, eles precisam descobrir o que é e o porquê daquilo tudo está acontecendo com os membros daquela família. É quando o passado começa a revelar uma entidade demoníaca querendo continuar sua trajetória de maldades.

Baseado em um história real narrada pelo casal mais conhecido do mundo no assunto paranormal, Ed e Lorraine Warren, o longa de Wan, deixa bem claro que sim, ainda é possível fazer um bom longa de terror hoje em dia. Se você gosta de levar uns sustos e, principalmente, sentir uns arrepios dentro da sala escura, ‘Invocação do Mal’ é uma boa escolha.

O elenco faz com que a trama desenrole na medida certa, desde o elenco mirim, aos já veteranos, como por exemplo, e sem dúvida, todo o destaque para o casal Warren, interpretado por Vera Farmiga e Patrick Wilson. Como sempre Farmiga não deixa desejar com sua perfeita atuação na pele da vidente mais conhecida Lorraine Warren, ao lado do seu fiel parceiro e marido, Ed Warren (1926-2013), o casal faz com que o medo que o espectador tanto anseia se torne mais real e imprevisível, um dos pontos altíssimo desse longa.

O roteiro além de citar nas entre linhas, clássicos, como ‘O Exorcista’ e ‘Os Pássaros’, os gêmeos Chad e Carey Hayes não perde uma oportunidade sequer de inserir elementos instigantes e conhecidos, como relógios parando, um porão secreto, chiados de TV, ranger de assoalhos e portas. Além disso, um tradicional (e muito apavorante) puxão de pés na cama tem a companhia nada agradável de uma menina sonâmbula, um armário sinistro e uma brincadeira infantil, já exibida no trailer de arrepiar até os ossos.

Tudo isso, pode apostar, da um sentimento de medo mesmo. Mas também é certo que os mais “descolados” vão identificar uma série de clichês e poderão reclamar de algumas licenças típicas, como as filhas dormindo profundamente, enquanto uma mega cena tensa e barulhenta tá acontecendo com a mãe, entre outras situações, mas como todo bom cinéfilo e amante do gênero, sabe que não devemos se apegar aos detalhes. Mas isso não tira nem um pouco a força da obra, de jeito nenhum e a Warner já tem um "atividade paranormal" para chamar de seu.

O longa tem uma excelente trilha tensa e a direção der James Wan, o criador da franquia ‘Jogos Mortais’ é de arrepiar profundamente. O motivo de tamanha genialidade certamente, está na decisão acertada de não deixar o humor possuir a trama, como já aconteceu em alguns por aí. Ele até existe, mas foi devidamente dominado neste filme, que você pode assistir "com susto". Nos créditos finais, quem já tiver tirado as mãos da frente dos olhos, vai poder ver as fotos dos personagens reais, a família Warren e os Perron.

Nota: 08
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Título original: (The Conjuring)
Lançamento: 2013
Direção: James Wan
Roteiro: Carey W. Hayes e Chad Hayes
Duração: 112 min.
Gênero: Terror, Suspense         
Orçamento: US$ 13 milhões
Distribuidores: Warner Bros.
Classificação: 16 anos


Elenco


Vera Farmiga (Lorraine Warren)
Patrick Wilson (Ed Warren)
Ron Livingston (Roger Perron)
Lili Taylor (Carolyn Perron)
Shanley Caswell (Andrea Perron)
Hayley McFarland (Nancy Perron)
Joey King (Christine Perron)
Mackenzie Foy (Cindy Perron)
Kyla Deaver (April Perron)
Sterling Jerins (Judy Warren)
Shannon Kook-Chun (Drew)


Curiosidades


- Baseado em fatos reais, com a família Perron na cidade de Harrisville, em Rhode Island;

- Apesar das lembranças dolorosas, Roger Perron e seus cinco filhos foram ao local das filmagens de Invocação do Mal;

- A atriz Vera Farmiga contou com a ajuda da verdadeira medium Lorraine Warren, que auxiliou na preparação do longa-metragem;

- As sequências do lar de Ed e Lorraine Warren foram filmadas em uma casa de verdade, decorada pela designer de produção Julie Berghoff com um tapete e papel de parede que remetem aos anos 70;


- O diretor James Wan e o ator Patrick Wilson trabalharam juntos no terror ‘Sobrenatural’ (2010). O filme anterior também trazia um casal morando em uma casa junto com espíritos do mal.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Guardiões da Galáxia

‘Guardiões da Galáxia’ é o típico filme que você ama ou odeia. Se você conhece a história vaia amar, caso contrario pode achar o filme chato, entediante e qualquer outro adjetivo negativo, porém, se você não conhece a história, mas procura um filme de ficção, com muita aventura, ação e uma equipe de supre heróis fora da lei que só querem se dar bem e quem sabe salvar o planeta em que vivem.

O longa foi uma grande aposta da Marvel, ou até mesmo um tiro no escuro, mas , por sinal, é sem dúvida o mais divertido longa das adaptações dos quadrinhos da Marvel, funcionando quase que como uma comédia, oferecendo momentos em que o espectador irá não só se encantar nas cenas de ação, como pirar com os efeitos, trilhas e o bom humor inteligente que o longa promete. A direção é do não renomado James Gunn, o mesmo responsável por ‘Para Maiores’ (2013) e ‘Seres Rastejantes’ (2005), porém, dessa vez, ele se saiu bem e por hora está prometido para fazer a continuação de Guardiões.

O roteiro muito bem adaptado nos apresenta Peter Quill (Chris Pratt), quando criança foi abduzido da Terra logo após a perda de sua mãe. Já adulto, fez carreira como saqueador e ganhou o nome de “Senhor das Estrelas”. Quando rouba uma esfera, na qual o poderoso vilão Ronan (Lee Pace), da raça Kree, está interessado. Quill passa a ser procurado por vários caçadores de recompensas. Para escapar do perigo ele une forças com quatro personagens fora do sistema: Groot, uma árvore humanóide (Vin Diesel), a sombria e perigosa Gamora (Zoe Saldana), o guaxinim rápido no gatilho Rocket Racoon (Bradley Cooper) e o vingativo Drax, o Destruidor (Dave Bautista). Mas o “Senhor das Estrelas” descobre que a esfera roubada possui um poder capaz de mudar os rumos do universo, e logo o grupo deverá proteger o objeto para salvar o futuro da galáxia.

Com um elenco forte e um roteiro muito bem amarrado, o longa promete muita diversão, efeitos maravilhoso e uma trilha sonora perfeita para os amantes do bom e velho Rock n’ Roll dos anos 1980. A originalidade é um caso a parte. É claro que a palavra perde um pouco o sentido em se tratando de uma adaptação, mas dentro do universo Marvel, não havia sido lançado nada parecido até o momento. O longa conta com um frescor impressionante, traz novos personagens, jovens e carismáticos atores e um roteiro repleto de tiradas e boas cenas de ação.

Pois bem meus amigos, a Marvel conseguiu novamente surpreender em todos os sentidos. Resolver expandir seu universo cinematográfico para o espaço e apostar numa equipe pouco conhecida pode até ter sido realmente um tiro no escuro como já citado aqui. Mas a escolha do elenco, o roteiro que convence do inicio o fim, consegue não só apresentar e introduzir todos os personagens como também desenvolver todos com extrema facilidade. Efeitos especiais de encher os olhos, arrisco a dizer que ‘Guardiões da Galáxia’ é o "Star Wars" da Marvel.

Chris Pratt como protagonista convence, assim como todo o elenco. Vin Diesel e Bradley Cooper, dublando Groot e Rocket, arrebentam – sendo que para Diesel, não foi um grande desafio, sendo que por todo o filme seu dialogo é apenas: “I’m Groot” -, mas tudo está em perfeita sincronia. Com uma trilha de efeito e sonora memorável o longa não perde o ritmo em nenhum momento da trama. Confesso que não sou 100% fã da Marvel, porém, esse é mais uma mega produção que recomendo e me orgulho em poder presenciar mais uma grande obra da sétima arte!

Nota: 08
(Download em torrent)

 

Título original: (Guardians of the Galaxy)
Lançamento: 2014
Direção: James Gunn
Roteiro: Andy Lanning, Arnold Drake, Chris McCoy, Dan Abnett, Gene Colan, James Gunn, Nicole Perlman e Steve Englehart
Duração: 122 min.
Gênero: Ação, Aventura e Ficção Científica       
Orçamento: US$120 milhões
Distribuidores: Walt Disney Pictures
Classificação: 10 anos


Elenco


Chris Pratt (Peter Quill / Senhor das Estrelas)
Zoe Saldana (Gamora)
Vin Diesel (Groot)
Bradley Cooper (Rocket Raccoon)
Josh Brolin (Thanos)
Rob Zombie (Un ravageur)
Dave Bautista (Drax)
Lee Pace (Ronan)
Benicio Del Toro (Colecionador)
Karen Gillan (Nebula)
Glenn Close (Nova Prime)
John C. Reilly (Rhomann Dey)


Curiosidades


- Michael Rooker, famoso por seu papel como Merle Dixon na série de TV ‘The Walking Dead’, interpreta Yondu, um alienígena da tribo Centauri IV e um dos membros fundadores dos guardiões;

- Dezenas de atores fizeram o teste para interpretar Peter Quill. Joel Edgerton, Eddie Redmayne, Jensen Ackles, Lee Pace, Wes Bentley, Jack Huston, Logan Marshall-Green, Garrett Hedlund, Chris Lowell, James Marsden, Jim Sturgess, Joseph Gordon-Levitt, Aaron Paul, Michael Rosenbaum, John Krasinski e muitos outros participaram das audições. E o mais curioso é que James Gunn não estava nada motivado em assistir à audição de Chris Pratt. O diretor foi convencido por seu assistente e o teste aconteceu já no final da longa sessão. Bastaram 30 segundos de audição para Pratt deixar a desconfiança de Gunn de lado e impressioná-lo;

- De acordo com os realizadores do filme, Rocket Raccoon é um produto único de experimentação: "Ele é um pequeno animal no qual foram feitas experiências, depois separado, e então reintegrado, e recebeu implantes cibernéticos, então ele é meio máquina, meio guaxinim. Ele é uma criatura miserável, difícil, irritada porque não há nada parecido com ele. E não é fácil mesmo ser assim. ";

- Vin Diesel disse que teve de gravar mais de mil vezes a icônica frase "Eu sou o Groot", que é tudo que seu personagem diz durante o filme;

- Quando soube que conseguira o papel de Drax, o Destruidor, Dave Bautista se debulhou em lágrimas, tamanha a emoção em interpretar um personagem dos quadrinhos da Marvel. O fisiculturista e lutador de MMA, tratou de se inscrever imediatamente num curso extra de interpretação;

- Djimon Hounsou conseguiu o papel de Korath graças a seu filho: "Eu tenho um filho que ama super-heróis, de Homem-Aranha a Homem de Ferro e Batman etc. Um dia ele olhou para mim e disse 'Pai, eu quero ter a pele clara, assim eu posso ser o Homem-Aranha. Ele tem a pele clara.’ Isso foi um choque pra mim.”;

- Bradley Cooper citou Tommy DeVito, o inesquecível personagem de Joe Pesci em ‘Os Bons Companheiros’ (1990), como influência na dublagem de Rocket Racoon. Certamente, ambos têm muito em comum, a começar pelo pavio curto;

- James Gunn comparou ‘Guardiões da Galáxia’ a ‘Os Vingadores’ através de bandas musicais: "Os Vingadores são como os Beatles, mas os Guardiões são os Rolling Stones!";

- Zoe Saldana quase quebrou as costelas de Chris Pratt durante a gravação de uma cena de luta. Durante o treinamento, Pratt e Saldana usavam equipamentos de proteção, para que pudessem bater um no outro de verdade. No dia de filmar a cena, Pratt se esqueceu de vestir o equipamento de proteção, mas decidiu não contar a Saldana, achando que ela pudesse bater mais fraco (o que tornaria a luta menos crível) se a atriz soubesse disso. Então Saldana deu-lhe um belo chute nas costelas, levando Pratt à lona. O ator disse que o golpe rendeu-lhe uma contusão para o restante das filmagens;

- As negociações com Jason Momoa (da série ‘Game of Thrones’, ‘Conan, o Bárbaro’) não avançaram. Em seu lugar, foi contratado o lutador de MMA Dave Bautista. Ele interpreta Drax, o Destruidor;


- O longa foi indicado ao Oscar 2015 de Melhores Efeitos Visuais e Maquiagem e Penteado.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Missão Impossível - Nação Secreta

Depois de vários problemas pessoais e com a carreira, o grande astro dos anos 1990 está de volta com uma das melhores franquias já feito no gênero de ação e espionagem, Tom Cruise, depois de uma série de produções que simplesmente não decolaram, como ‘Operação Valquíria’ e ‘Encontro Explosivo’, ele volta às telas para a nossa felicidade no papel do agente secreto do IMF Ethan Hunt, em ‘Missão Impossível – Nação Secreta’. No quinto filme da franquia Cruise mostra que ainda está muito vivo e que ainda existe muito para ver de seu personagem nas telonas.

A direção está por conta de Christopher McQuarrie, que também assina o roteiro, diretor responsável por 'Jack, o Caçador de Gigantes', 'No Limite do Amanhã' e o excelente 'Jack Reacher - O Último Tiro' onde trabalho com Tom Cruise também. O longa traz algumas das melhores sequências de ação da franquia. Na verdade, é até difícil falar em cenas de ação, uma vez que tudo parece uma longa cena de ação ininterrupta. Cruise continua demonstrando coragem (ou seria falta de noção?) ao realizar a maioria das sequências, sem a ajuda de dublês. Parece detalhe, mas passa uma sensação de verossimilhança. Ou seja, tudo que o longa promete, cumpre e ainda contém brinde com as ótimas cenas sem cortes de perseguição com motos, carros, a pé e até mesmo de baixo d’água, as cenas de lutas estão como sempre impecáveis e aquele toque de ação que só essa franquia é capaz de proporcionar. Cenas do típico filme que americano gosta e para nenhum fã da franquia botar defeito.

Nessa mais nova missão Ethan Hunt (Tom Cruise) descobre que a famosa organização criminosa conhecida como o Sindicato é real, e está tentando destruir o IMF. Mas como combater uma nação secreta, tão treinada e equipada quanto eles mesmos? Principalmente quando o mesmo envolve grandes nomes do poder.  O agente especial então tem que contar com toda a ajuda disponível, incluindo de pessoas não muito confiáveis para tentar mais uma vez cumprir mais uma missão impossível.

Os quatro filmes anteriores foram algo realmente extraordinário, com histórias bem diferentes e personagens ainda cativantes. Simplesmente Insano. Tom Cruise novamente arriscando a própria vida em cenas de tirar o folego e prender o espectador no sofá, como sempre se entregando ao papel com sequencias de encher os olhos. Mas sem esquecer de todo o elenco que fez com que mais uma vez esse filme entrasse para a história como fez os anteriores.

Rebecca Ferguson que está no elenco como uma agente dupla Ilsa Faust, traída por sua agencia conseguiu fazer uma atuação perfeita e ao mesmo tempo de certa forma “intrigadora”, pois em certas partes transparecia que estava do lado do Ethan, em outras, mudava de lado, e isso te prendia á cadeira, tentando saber ao certo de que lado ela estaria. Para que gosta de ação insana, esse filme é um prato cheio.

Alec Baldwin também complete o roteiro, diria até como uma participação especial, ou melhor dizer, uma participação que vai além de especial. São poucas as cenas em que ele da o prazer de sua atuação, mas sempre representando muito bem o papel, nesse longa como o diretor especial da CIA, Alan Hunley, que está empenhado a acabar com IMF, devido a forma não social que a empresa paralela de espiões age em suas missões, sempre passando por tudo e todos para concluí-las.

Pois bem, ‘Missão Impossível - Nação Secreta’ prova que a franquia ganhou novo fôlego e ainda consegue respirar embaixo d'água por muito mais tempo. Mas um filme que realmente merece a atenção dos fãs não só do gênero, como da franquia e do protagonista. Sendo um filme com toda a empolgação e o humor que se espera da franquia, mas com personalidade própria graças à ação intensa, às reviravoltas inteligentes de toda a trama e à complexidade do herói.

Parabéns a Tom Cruise que novamente voltou a brilhar, e como no longa é dito: “Situações extremas, medidas extremas”.

Recomendo!

Nota: 09
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Título original: (Mission: Impossible – Rogue Nation)
Lançamento: 2015
Direção: Christopher McQuarrie
Roteiro: Christopher McQuarrie, Drew Pearce e Will Staples
Duração: 130 min.
Gênero: Ação  
Orçamento: US$ 130 milhões
Distribuidores: Paramount Pictures
Classificação: 16 anos


Elenco


Tom Cruise (Ethan Hunt)
Jeremy Renner (William Brandt)
Simon Pegg (Benji Dunn)
Rebecca Ferguson (Ilsa Faust)
Ving Rhames (Luther Stickell)
Sean Harris (Solomane Lane)
Simon McBurney (Atlee)
Alec Baldwin (Alan Hunley)
Jingchu Zhang (Lauren)
Tom Hollander (Primer Minister)
America Olivo (Turandot)
Nigel Barber (Chairman)
Anastasia Harrold (Silver Service)
Lasco Atkins (Cia Agent)
Pete Meads (Cia Agent)


Curiosidades


- A produção marca o reencontro de Tom Cruise com Christopher McQuarrie. O cineasta assinou o roteiro de ‘Operação Valquíria’ (2008) e ‘No Limite do Amanhã’ (2014) e roteiro e direção de ‘Jack Reacher - O Último Tiro’ (2012);

- Além de estrelar, Tom Cruise assina a produção;

- Durante as filmagens, Tom Cruise e o diretor Christopher McQuarrie encararam o desafio do balde de gelo, que serviu para estimular doações a entidades ligadas à esclerose lateral amiotrófica;

- Will Staples faz sua estreia como roteirista de longa-metragem. Ele é responsável pelo roteiro de videogames como ‘Call of Duty: Modern Warfare 3’ e ‘Need for Speed: Rivals’;

- O filme foi rodado em Londres, Áustria e Marrocos;

- Tom Cruise e Alec Baldwin trabalharam juntos no musical ‘Rock of Ages: O Filme’ (2012);

- Tom Cruise aparece num plano-sequência subaquático em que teve de prender a respiração por 6 minutos. Para essa cena, o ator fez um treinamento com o instrutor de mergulho Kirk Krack;


- Para a cena impressionante em que Tom Cruise aparece preso pelo lado de fora de um avião, o ator teve de usar lentes de contato especiais para proteger os olhos do vento e de detritos. A sequência foi repetida oito vezes.

Jurassic World - O Mundo dos Dinossauros

Lembro-me da primeira vez que assisti ao perfeito ‘Jurassic Park - Parque dos Dinossauros’ (1993), lembro da emoção de ver toda aquela aventura entre dinossauros, sentir o medo do maior predador pré-histórico, o Tiranossauro Rex ou T-Rex, conhecer a fúria e inteligência dos Velociraptors, e outras espécies que o longa apresentou ao comendo do grande diretor Steven Spielberg. Então sendo assim, por que não fazer uma sequência? Eis que Spielberg surge com ‘O Mundo Perdido - Jurassic Park’ (1997) que fez com que os fãs (como eu), ficassem não só decepcionados com a falta de respeito, mas também arrasados, então talvez uma forma de remediar o incrível diretor Joe Johnston o mesmo responsável pelo inesquecível ‘Jumanji’, nos apresenta de uma forma convincente o razoável ‘Jurassic Park 3’ (2001). Pois bem, não poderia ser pior que o segundo, - e não é -, mas também não se compara ao primeiro. Sendo assim seria uma boa ideia parar por aí.

Mas como Hollywood é Hollywood, e o mesmo ama os reboots, spin-offs e afins, por que não fazer um novo longa? Só modificar o nome um pouco, a história um pouco, trocar um elenco aqui, colocar outro roteiro ali e... Não! Não deu certo mesmo! O responsável pelo desastroso ‘Jurassic World - O Mundo dos Dinossauros’, é o diretor não muito experiente Colin Trevorrow que fez até agora ‘Sem Segurança Nenhuma’ (2012). E acreditem ou não, mas Steven Spielberg assina a produção dessa bomba.

O roteiro não muito bem amarrado, diria que até preguiçoso, mostra um novo parque temático: O Jurassic World, localizado na ilha Nublar que enfim está aberto ao público. Com isso, as pessoas podem conferir shows acrobáticos com dinossauros e até mesmo fazer passeios bem perto deles, já que agora estão domesticados. Entretanto, a equipe chefiada pela doutora Claire (Bryce Dallas Howard) passa a fazer experiências genéticas com estes seres, de forma a criar novas espécies. Uma delas logo adquire inteligência bem mais alta, logo se tornando uma grande ameaça para todos no parque.

É isso aí, você não leu errado, e para dar ênfase a sinopse, vou repetir: os dinossauros estão domesticados! Isso realmente dói. A ideia do reboot não convence em momento algum, além de um elenco sem convicção alguma com a fantasia de quem já foi um clássico da sétima arte. Posto assim, parece haver um excesso de personagens, subtramas e conflitos.

De todo o mal, a produção salva em partes, genuinamente, como os estúdios gostam de tachar, para todos os gostos e idades com um nível de violência realmente assustador, porém, parou por aí e depois tudo que se vê é um roteiro perdido com pontas soltas que não consegue amarrar em nenhum momento.

Algumas referencias ao primeiro filme acontece nesse, faz até você sentir saudade daquela trama tendo sobreviver a várias ameaças, sem contar aquela música de introdução que desperta a emoção de estar mais uma vez vendo aquele animais pré-históricos, vendo aquela ilha onde tudo começou... mas infelizmente você acaba voltando a realidade onde se depara com quatro fêmeas de Velociraptors comandadas por um humano que se julga o alfa entre eles. Não, novamente vou dizer: Não deu certo mesmo!

O filme não chega a ser tão ruim a ponto de ser um lixo, mas não chega a ponto de ser tão bom assim. As cenas de ação são boas, os efeitos são legais, mas não passa disso. Na verdade ‘Jurassic World - O Mundo dos Dinossauros’ é apenas um passa tempo para quem não tem mais esperança alguma sobre essa série, sem contar que a sequencia ‘Jurassic World 2’ já está confirmada. Só nos resta sentar, esperar e rezar por dias melhores na pré-história do presente.

Nota: 06
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Título original: (Jurassic World)
Lançamento: 2015
Direção: Colin Trevorrow
Roteiro: Amanda Silver, Colin Trevorrow, Derek Connolly, Michael Crichton e Rick Jaffa
Duração: 150 min.
Gênero: Aventura, Ação, Ficção Científica         
Orçamento: US$ 150 milhões
Distribuidores: Universal Pictures
Classificação: 14 anos


Elenco


Chris Pratt (Owen Grady)
Bryce Dallas Howard (Claire Dearing)
Nick Robinson (Zach Mitchell)
Ty Simpkins (Gray Mitchell)
B.D. Wong (Henry Wu)
Judy Greer (Karen Mitchell)
Irrfan Khan (Simon Masrani)
Vincent D'Onofrio (Vic Hoskins)
Jake Johnson (Lowery Cruthers)
Lauren Lapkus (Vivian)
Katie McGrath (Zara Young)
Omar Sy (Barry)
Andy Buckley (Scott Mitchell)
Rob Fuller (Ingen Military)
Brian Tee (Takashi Hamada)
Eddie J. Fernandez (Paddock Worker)


Curiosidades

- A produção é um reboot da franquia ‘Jurassic Park’;

- Steven Spielberg, que dirigiu os dois primeiros filmes da franquia, assina agora a produção do longa;

- O primeiro filme da franquia, ‘Jurassic Park - O Parque dos Dinossauros’ (1993), foi convertido para o formato 3D e lançado em 2013;

- O cineasta Joss Whedon, da franquia ‘Os Vingadores’ (2012), gerou polêmica nas redes sociais quando disse ter achado uma cena de ‘Jurassic World - O Mundo dos Dinossauros machista’. A sequência em questão mostra a discussão dos personagens de Chris Pratt e Bryce Dallas Howard, com tom de insinuações sexuais;


- A direção é de Colin Trevorrow, o mesmo de ‘Sem Segurança Nenhuma’(2012). Apesar de ser um diretor com pouca experiência, Trevorrow chegou a ser cotado para dirigir ‘Star Wars VII - O Despertar da Força’ (2015).

Ouija - O Jogo dos Espíritos

Quando o assunto é cinema eu me empolgo, sou cinéfilo assumido e não tenho um gênero mais favorito que o outro, todos de certa forma me agradam, desde que o filme seja bom. E quando o assunto é terror, fica complicado. Já faz tempo que não se vê um filme bom para sentir aquele medo, levar aquele susto. Se tiver uma coisa que sinto falta, é dos anos 1990, onde se via aqueles filmes de baixo orçamento, efeitos ruins, mas que realmente assustava, como as franquias de ‘Sexta-feira 13’, ‘Hora do Pesadelo’ e o meu favorito ‘Halloween’ com o psicopata mais cruel Mike Myers. Fora as franquias tina também os filmes solos como, por exemplo ‘Hellraiser - Renascido do Inferno’ (1987), 'Christine - O Carro Assassino' (1983) e ‘O Mistério de Candyman’ (1992), entre outros.

Pois bem, depois do desabafo vamos ao que interessa, ou não. O longa da vez é ‘Ouija - O Jogo dos Espíritos’, dirigido pelo iniciante Stiles White, sendo o primeiro longa da carreira como diretor, antes disso só fez alguns roteiros para filmes que também não emplacaram. A versão para os cinemas do "jogo do copo" é apenas mais um terror adolescente. O filme não oferece nada de novo, contando com cenas bobas, personagens mal desenvolvidos e com uma resolução pouco satisfatória.

A história gira em torno de Laine (Olivia Cooke), uma jovem que costumava jogar o jogo de tabuleiro Ouija com a amiga Debbie (Shelley Hennig) desde pequena. As duas viam aquilo como uma brincadeira e nunca tiveram muito problema. Determinado dia, com as duas já crescidas, Laine nota um comportamento estranho da amiga, mas não cria caso com isso. No dia seguinte, Debbie é encontrada morta. Sem saber o que fazer, Laine começa a procurar razões para o ocorrido e acaba encontrando um velho tabuleiro na casa de Debbie. Ela, então, convence outros amigos, incluindo seu namorado, sua irmã e o namorado da amiga que morreu, a jogarem Ouija para tentar se comunicar com a falecida. Como podem esperar a coisa não dá muito certo e o grupo se verá diante de uma ameaça sobrenatural.

E assim segue um roteiro atrapalhado sem um pingo de criatividade, redundante, previsível e cheio de buracos. Exagerando? Nem um pouco!

Tudo que você vai nesse longa é tudo que já vimos nos filmes novos de terror de hoje em dia. Sombra no espelho, porta que abre e fecha sozinho, aparelhos eletrônicos que ligam sozinho, a vitima levando susto com nada, enquanto você mero mortal espectador, sentado em seu sofá boceja sem esperança alguma que algo novo e diferente possa acontecer.

O é pouco original e nada envolvente. Olivia Cooke, que já havia se destacou em ‘A Marca do Medo’ e vem fazendo um ótimo trabalho em ‘Bates Motel’, está completamente apagada na pele da protagonista.

Enfim, não chega a ser um filme que ofenda a inteligência do espectador, mas que também oferece pouca margem pra gerar sensações positivas. Tudo é muito simples e mal executado. Talvez fosse até um entretenimento barato. No mais, valem todos os clichês do terror. Você sabe exatamente a ordem dos personagens afetados pelos "vilões" da história. Também sabe qual vai ser o final e até imagina qual vai ser a deixa para uma eventual e triste continuação.

Não que hoje em dia não existam filmes de terror ruins, pois temos como exemplo o ‘O Ritual’, ‘A Hora do Espanto’ e o remake de ‘A morte do Demônio’. Mas esse realmente não da para classificar, esse já caiu no esquecimento.

Nota: 02
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Título original: (Ouija)
Lançamento: 2014
Direção: Stiles White
Roteiro: Juliet Snowden e Stiles White
Duração: 89 min.
Gênero: Terror       
Orçamento: US$ 5 milhões.
Distribuidores: H2O Films
Classificação: 14 anos


Elenco


Olivia Cooke (Laine Morris)
Daren Kagasoff (Trevor)
Bianca Santos (Isabelle)
Douglas Smith (Pete)
Shelley Hennig (Debbie Galardi)
Sunny May Allison (Doris (10 years old))
Lin Shaye (Paulina Zander)
Robyn Lively (Mrs. Galardi)
Matthew Settle (Anthony Morris)


Curiosidades


- O filme é baseado na popular brincadeira do “jogo do copo”;

- A pronúncia correta do nome é "wee-já”, ao contrário do popular 'wee-Gee'. Charles Kennard, fundador da empresa de fabricação dos tabuleiros, alegou que aprendeu o nome de "Ouija" ao perguntar ao jogo como ele queria ser chamado;

- Embora existam muitos outros filmes de horror sobre tabuleiros Ouija - alguns com o mesmo título - este filme não é oficialmente um remake, e conta sua própria história girando em torno do jogo titular;

- De acordo com a figurinista Mary Jane Fort, o elenco e a equipe costumavam fazer pausas entre as filmagens e usar a placa de Ouija para prever, jocosamente, a bilheteria do fim de semana de abertura;

- Este é o primeiro longa-metragem dirigido por Stiles White. O roteiro foi escrito por Juliet Snowden e Stiles White, que já trabalharam juntos em ‘Presságio’ (2009) e ‘Possessão’ (2012).
- A atriz principal, Olivia Cooke interpreta a personagem Emma Decody na série americana ‘Bates Motel’.


- Produzido pela produtora de Michael Bay, Platinum Dunes, que também produziu os filmes de ‘Uma Noite de Crime’ e os remakes de ‘O Massacre da Serra Elétrica’, ‘Sexta-Feira 13’, ‘A Hora do Pesadelo’ e ‘A Morte Pede Carona’.

domingo, 3 de janeiro de 2016

Perdido em Marte

Já faz um tempo que o diretor Ridley Scott não entrega algo bom, o mesmo responsável por ‘Falcão Negro em Perigo’, ‘O Gângster’ e ‘Robin Hood’, só teve problemas depois de ‘Prometheus’ entre outros fiascos que passaram despercebido, porém, um nome como esse não foi feito para ficar entre as sombras de seus erros. O criador de ‘Blade Runner, o Caçador de Andróides’, o diretor de ‘Alien, o 8º Passageiro’ voltou à melhor forma em termos de entretenimento.

‘Perdido em Marte’ é baseado no romance homônimo do escritor Andy Weir, e podemos dizer que Scott conseguiu dar a volta por cima com um longa que te prende do começo ao fim, fazendo com que o espectador faça parte da trama e se sinta na pele do protagonista Matt Damon que mais uma vez dispensa comentários com sua atuação.

O roteiro gira em volta do astronauta Mark Watney (Matt Damon), enviado a uma missão em Marte. Após uma severa tempestade ele é dado como morto, abandonado pelos colegas e acorda sozinho no misterioso planeta com escassos suprimentos, sem saber como reencontrar os companheiros ou retornar a Terra ele começa seu plano de sobrevivência e tentar se comunicar com sua equipe para um possível resgate. E, até que o resgate chegue, vai demorar um intervalo de quatro anos, e ele tem que dar um jeito de se virar sozinho até lá.

Tudo corre muito bem, o elenco tem química, o roteiro é bem amarrado a trilha ajuda muito e a história convence em todo o momento. A aventura é conduzida de maneira a que não sobre uma unha intacta do espectador na poltrona. A fotografia ainda entrega uma sucessão de lindas imagens para o deleite da plateia. De volta ao espaço, Ridley Scott realmente está em casa.

O melhor de tudo é ver a criatividade do roteiro sem usar nenhum tipo de flashback ou qualquer coisa do tipo, os efeitos especiais são usados de forma correta, sem qualquer exagero como vinha acontecendo em alguns longas exagerados e sem vida de Ridley Scott. A trilha e efeitos sonoros convence do início ao fim e porque não em uma das cenas mais emocionantes não tocar o clássico de David Bowie ‘Starman’.

Um grande detalhe desse filme, é que em momento algum ou em quase nenhum momento se vê um vilão com planos para que algo de errado, (talvez esse poderia ser o personagem de Jeff Daniels, diretor da NASA, mas não é bem assim) para embaralhar o salvamento, ele apenas tem o pé atrás o tempo todo, mas sempre pensando na segurança de outros, ele seria o pessimista da história melhor dizendo.

Mas o fato, é que Matt Damon consegue dar vida a um personagem desesperado em retornar para casa e onde tudo que ele faz no planeta vermelho da errado, custando varias vezes sua vida.
Esse sem dúvida é mais um filme que não vai cair no esquecimento, merece ser visto por todos e vai para a lista de clássicos memoráveis de Ridley Scott, um dos nomes que tem poder em Hollywood!

Nota: 8,5
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Título original: (The Martian)
Lançamento: 2015
Direção: Ridley Scott
Roteiro: Drew Goddard
Duração: 120 min.
Gênero: Ficção Cientifica
Orçamento: US$ 108 milhões
Distribuidores: Fox Films
Classificação: 12 anos


Elenco


Matt Damon (Mark Watney)
Jessica Chastain (Melissa Lewis)
Kristen Wiig (Annie Montrose)
Jeff Daniels (Teddy Sanders)
Michael Peña (Rick Martinez)
Sean Bean (Mitch Henderson)
Kate Mara (Beth Johanssen)
Sebastian Stan (Chris Beck)
Aksel Hennie (Alex Vogel)
Chen Shu (Zhu Tao)
Eddy Ko (Guo Ming)


Curiosidades


- Perdido em Marte é baseado no livro homônimo de Andy Weir;

- O escritor levou três anos para desenvolver a história no qual o filme é baseado. Segundo ele, a ideia surgiu quando passou a imaginar como seria uma missão tripulada a Marte e considerou todas as formas possíveis de tudo dar errado e como a tripulação agiria;

- Em 2013, a 20th Century Fox comprou os direitos para levar ‘Perdido em Marte’ aos cinemas;
- O último filme de ficção científica dirigido por Ridley Scott foi ‘Prometheus’ (2012);

- A atriz Jessica Chastain e o ator Matt Damon também atuaram juntos no filme de ficção científica ‘Interestelar’ (2014), de Christopher Nolan;

- Uma página do roteiro do filme foi enviada para o espaço, junto com a cápsula Orion em uma missão da NASA. Em dezembro, a nave fez seu primeiro voo de testes, chegando a 6.000 km acima da Terra. A Orion já retornou ao planeta depois de fazer duas órbitas no espaço. Provavelmente a nave levará uma tripulação de quatro pessoas a Marte;

- Inicialmente, o roteirista da produção, Drew Goddard, também assinaria a direção. Mas ele desistiu da função após ser escolhido para dirigir o filme do ‘Sexteto Sinistro’ (2016);

- Scott e Simon Kinberg (X-Men: Dias de um Futuro Esquecido) produzem o longa;

- As filmagens passaram por Budapeste, pelo sul da Jordânia, em Wadi Rum, também conhecido como o Vale da Lua, uma paisagem icônica usado em filmes, tanto para trás como Lawrence da Arábia. O local tem sido usado anteriormente para paisagens marcianas para cenas passadas no planeta, como nos filmes ‘Planeta Vermelho’ (2001) e ‘Os Últimos Dias em Marte’ (2013),

- A produção foi indicada ao Globo de Ouro 2016 de Melhor Filme de Comédia ou Musical, Diretor e Ator de Comédia ou Musical (Matt Damon).

O Regresso

Decepção! Essa é a palavra para falar sobre o novo longa ‘O Regresso’ de Alejandro González Iñárritu na direção e Leonardo DiCaprio como o prometido para uma forte indicação ao Oscar. Sendo justo, não vou dizer que o filme é ruim, não, não é mesmo, a atuação de DiCaprio realmente merece uma estatueta, mas faltou algo. González que já dirigiu ‘Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)’ e ‘Biutiful’ ao meu ver, parece ter perdido o controle em uma direção que tinha tudo para alcançar a perfeição.

O roteiro ajuda, o elenco mais ainda, mas a história, o que a trama promete, dói, literalmente. A trama tem inicio em 1822. Hugh Glass (Leonardo DiCaprio) parte para o oeste americano disposto a ganhar dinheiro caçando. Atacado por um urso, fica seriamente ferido e é abandonado à própria sorte pelo parceiro John Fitzgerald (Tom Hardy), que ainda rouba seus pertences. Entretanto, mesmo com toda adversidade, Glass consegue sobreviver e inicia uma árdua jornada em busca de vingança.

Pois bem, isso é o que o roteiro promete, em meio às florestas do desconhecido EUA, um grupo de exploradores caçam animais e pegam suas peles para venda. DiCaprio, que quando sozinho é atacado brutalmente por um urso, lutando pela sua vida. Encontrado pelos companheiros, todos ajudam o protagonista a sobreviver a não ser Hardy que no primeiro momento, diz a todos que Glass está morto e se manda, deixando o homem em meio à neve, e ferido, para morrer. Porém Glass, com ódio, sangue e força de vontade agora o mesmo quer vingança, passando por uma “longa jornada” que poderá purificar a sua alma.

E aí está o problema, sua jornada é tão longa que tentaram resumir e acabaram por vez resumindo muito, sua sede de vingança é tão grande que na hora que você pensa: “agora vai”, o roteiro consegue parar e embaralhar toda a história paralela e mal contada de um grupo de índios procurando pela filha do “cacique” que em momento algum é explicado porque e quem a sequestrou, para de repente a tal índia aparecer com um grupo militar de franceses que vai saber o porquê da aparição deles.
Ainda que o nome de DiCaprio seja, merecidamente, mais comentado, afinal ele é sim o fio condutor da produção e até consegue entregar uma performance inesquecível, cabe destacar que todo elenco se esforça para ficar bem. Hardy é muito mais do que apenas o vilão. Ele consegue se destacar timidamente como um homem complexo, com medos e objetivos. Domhnall Gleeson e Will Poulter também surgem, mas só surgem.

Infelizmente o filme não me agradou mesmo, sou fã de DiCaprio desde ‘Gangues de New York’, talvez esse longa pode enfim render sua primeira e merecida estatueta, apesar de já ter merecido em outros momentos em parceria com a lenda vida Martin Scorsese. Mas a direção de Alejandro González Iñárritu  é falha, um roteiro com inúmeros buracos.

Pelo que percebi, vendo as críticas, fui um dos poucos a detestar esse filme, mas esse é minha opinião e crítica. Esse longa não passa de uma grande propaganda enganosa, essa é a palavra!

Nota: 06
(Download em Torrent)




Título original: The Revenant
Lançamento: 2016
Direção: Alejandro González Iñárritu
Roteiro: Alejandro González Iñárritu e Mark L. Smith
Duração: 156 Minutos
Gênero: Aventura / Drama
Orçamento: US$ 60 milhões
Distribuidores: Fox Films
Classificação: 17 anos


Elenco


Leonardo DiCaprio (Hugh Glass)
Tom Hardy (John Fitzgerald)
Domhnall Gleeson (Andrew Henry)
Will Poulter (Jim Bridger)
Paul Anderson (Anderson)
Kristoffer Joner (Murphy)
Brendan Fletcher (Fryman)
Lukas Haas (Jones)
Robert Moloney (Dave Chapman)
Peter Strand Rumpel (Sam)


Curiosidades


- O filme é baseado em fatos reais, narrados no livro The Revenant: A Novel of Revenge, de Michael Punke;

- John Hillcoat que trabalhou com Tom Hardy em ‘Os Infratores’ (2012), chegou a ser cotado para dirigir o filme;

- Leonardo DiCaprio e Lukas Haas atuaram juntos em ‘A Origem’ (2010);

- Os atores Christian Bale e Sean Penn foram sondados para o longa;

- A produção sofreu uma série de contratempos durante as filmagens, que foram atrasadas e muitas cenas foram refeitas. Além disso, alguns profissionais foram demitidos e o orçamento de US$ 95 milhões foi estourado;


- No Globo de Ouro 2016, o longa foi indicado nas categorias Melhor Filme de Drama, Diretor, Ator (Leonardo DiCaprio) e Trilha Sonora.

sábado, 2 de janeiro de 2016

Kingsman - Serviço Secreto

Não é um filme qualquer, ou melhor dizendo, “não é esse tipo de filme, xará!”.

Realmente não é mesmo, para explicar melhor, imagine só seria James Bond + Missão Impossível + Agente 86 + Kick Ass? Pois bem, o resultado desta equação só pode ser conferido em ‘Kingsman - Serviço Secreto’, que reúne o glamour de 007, os utensílios de Maxwell Smart (e também de Bond), a generalidade de Ethan Hunt e a violência brutal e estilosa dos quadrinhos de Mark Millar, que por sinal, Millar também é responsável pela HQ que dá origem a Kingsman, na qual trabalhou ao lado de Dave Gibbons (Watchmen), mas isso fica para as curiosidades.

Na direção dessa mega e perfeita produção, temos Matthew Vaughn, o mesmo responsáveis por produções memoráveis, como por exemplo: 'X-Men: Dias de um Futuro Esquecido', 'X-Men: Primeira Classe', 'Kick Ass - Quebrando Tudo' e 'Kick-Ass 2'. Já deu para notar que não estou falando de qualquer diretor, Vaughn realmente sabe a receita de fazer bons filmes com aquela maestria de convencer a todos com o que promete. Sendo assim não tem o que falar sobre sua direção nesse longa que torna seus 130 minutos memoráveis.

E por falar em memorável, além do roteiro – já chego lá -, o elenco tem que ser destacado com cuidado e respeito, até porque não temos qualquer nome, ou melhor dizendo: nomes! O filme já começa com Jack Davenport em ação, como o agente secreto Lancelot, nessa mesma linha ainda temos Colin Firth, Michael Caine, Samuel L. Jackson, Mark Strong, Taron Egerton, Sophie Cookson, Mark Hamill (sim, o Luke Skywalker), Sophie Cookson e Bjorn Floberg para dar vida a personagens que realmente foram feitos para cada um, com um toque especial e sem frescura.

O roteiro perfeitamente amarrado, acompanha Eggsy (Taron Egerton) um jovem com problemas de disciplina que parece perto de se tornar um criminoso. Determinado dia, ele entra em contato com Harry (Colin Firth), que lhe apresenta à agência de espionagem Kingsman. O jovem se une a um time de recrutas em busca de uma vaga na agência. Ao mesmo tempo, Harry tenta impedir a ascensão do vilão Valentine (Samuel L. Jackson).

E sem dúvida podemos dar um grande destaque para o vilão Valentine, um vilão que quer trazer o caos para o mundo, mas que não suporta violência e tem horror a sangue, isso mesmo, para entender melhor, só conferindo a ótima atuação de Samuel L. Jackson, que mais uma vez dispensa comentários em ação. Sem esquecer de Colin Firth, que faz o tradicional espião britânico, que diz respeito a pose e ao glamour. E também parte para a porrada quando necessário. O ator tem uma cena de ação em uma igreja, - isso mesmo, uma igreja - que deve deixar até o James Bond de Daniel Craig com inveja.

E oque falar da trilha desse filme, a cada cena nos deparamos desde clássicos, até os efeitos sonoros na hora e medida certa para prender o espectador na cadeira sem ar. Só na lista dos clássicos temos uma abertura com Dire Straits e ainda Lynyrd Skynyrd em uma cena de violência explicita de encher os olhos.

Pois bem, ‘Kingsman: The Secret Service’ (no original) não é um perfeito, diferente da maioria dos filmes de espiões que estamos acostumados. Tem muita ação, uma dose caprichada de drama e seguido de um incrível senso de humor negro controlado. Em alguns momentos parece um clássico filme de espionagem dos anos 70. O que é melhor ainda ter essa sensação!

Matthew Vaughn realmente se destacou novamente ao oferecer uma história original e repleta de personalidade. Fico feliz e seguro em dizer que não estamos diante de um filme qualquer, não é um simples e qualquer filme de espionagem que estamos acostumados a ver hoje em dia. Como eu disse antes: “não é esse tipo de filme, xará!”.

Nota: 09
(Download em Torrent)



Título original: (Kingsman: The Secret Service)
Lançamento: 2015
Direção: Matthew Vaughn
Roteiro: Matthew Vaughn e Jane Goldman
Duração: 130 min.
Gênero: Ação / Comédia
Orçamento: US$ 81 milhões
Distribuidores: Fox Films
Classificação: 16 anos.


Elenco

Colin Firth (Harry Hart / Galahad)
Samuel L. Jackson (Richmond Valentine)
Michael Caine (Arthur)
Mark Strong (Merlin)
Taron Egerton (Gary 'Eggsy' Unwin)
Jack Davenport (Lancelot)
Sophie Cookson (Roxy)
Mark Hamill (James Arnold)
Sophie Cookson (Gazelle)
Bjorn Floberg (Scandinavian PM)
Edward Holcroft (Charlie)
Tom Prior (Hugo)


Curiosidades

- O filme é uma adaptação da história em quadrinhos The Secret Service, criada por Mark Millar e Dave Gibbons;

- O autor Mark Millar é o criador das HQs Kick-Ass e O Procurado. Já o artista Dave Gibbons é conhecido pelas ilustrações dos quadrinhos Watchmen;

- Kingsman é a terceira adaptação de quadrinhos da carreira de Matthew Vaughn. As anteriores foram Kick-Ass -Quebrando Tudo (2010) e X-Men: Primeira Classe (2011);

- O diretor Matthew Vaughn, já trabalhou com o ator Mark Strong em ‘Kick-Ass: Quebrando Tudo’ (2010);

- Matthew Vaughn decidiu fazer Kingsman para prestar uma homenagem aos filmes antigos do agente James Bond, pois considera os estrelados por Daniel Craig muito sérios;

- Mark Strong e Colin Firth atuaram em ‘O Espião que Sabia Demais’ (2011);

- Aaron Taylor-Johnson, que trabalhou na franquia Kick-Ass, recusou o papel principal.
Emma Watson e Bella Heathcote foram sondadas para trabalhar no filme.

Kingsman: Serviço Secreto teve orçamento de US$ 80 milhões.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Pixels

A ideia era boa, a promessa de algo divertido também, mas uma coisa deu errado, ou melhor dizendo... Tudo, absolutamente tudo deu errado no mais novo longa de Adam Sandler, ‘Pixels’. Os efeitos especiais são no máximo “bonitinhos”, a mistura entre o mundo real e os games poderia ser algo promissor, até porque estão lá muitas referências para quem já teve o prazer e honra de um dia jogar os clássicos da década de 80, no Atari, fliperamas, e até no inesquecível Nintendo. E mesmo quem não é desse tempo, caso se ache gamer de verdade, tem que conhecer.

Space Invaders, Breakout, Asteroids, Duck Hunt, Frogger, Burger Time, Joust, Centipede, Tetris, Smurf, Dig Dug, Galaga, Mario, Donkey Kong, Pac-Man e sem se esquecer de Q*bert, ufa, acho que citei os principais. Pois é, o renomado diretor Chris Columbus, responsável por clássicos e mais clássicos de “Sessão da Tarde”, alguns como: ‘Esqueceram de Mim’ (1990), ‘Mamãe Não Quer que Eu Case’ (1991), ‘Uma Babá Quase Perfeita’ (1993), roteirista de ‘Gremlins’ (1984), ‘Os Goonies’ (1985), ‘O Enigma da Pirâmide’ (1985) e várias outras produções de tirar o chapéu e rever por muito tempo.

Mas infelizmente ‘Pixel’ é para cair no esquecimento mesmo, talvez até mesmo para Columbus, que não conseguiu dessa vez mesclar nada nesse longa com um elenco pesado, complicado e sem química alguma do começo ao fim.

No começo eu disse o mais novo longa de Adam Sandler, pois bem, um dos nomes mais forte do elenco, mas que a cada longa vem decaindo cada vez mais, além de Sandler, temos também, Kevin James, Michelle Monaghan, Peter Dinklage, Josh Gad, Sean Bean, Brian Cox e sei lá porque a presença de Ashley Benson sem fala alguma que essa deixa para lá.

O roteiro completamente atrapalhado abre a história nos anos 1980. A humanidade sempre buscou vida fora da Terra e, em busca de algum contato, enviou imagens e sons variados sobre a cultura terrestre nos mais diversos satélites já lançados no universo. Um dia, um deles foi encontrado. Disposta a conquistar o planeta, certa raça alienígena resolveu criar monstros digitais inspirados em videogames clássicos dos anos 1980. Para combatê-los, a única alternativa é chamar especialistas nos jogos: Sam Brenner (Adam Sandler), Eddie Plant (Peter Dinklage), Ludlow Lamonsoff (Josh Gad) e a tenente-coronel Violet Van Patten (Michelle Monaghan).

No início e até mesmo nos teaser de divulgação mostrava um projeto criativo, ainda mais com esse elenco que dispensaria qualquer tipo de comentários, mas realmente não deu. Sandler e Monaghan tentam fazer o impossível ao tentar criar qualquer tipo de química entre seus personagens. As piadas além de fracas estão muito mais ultrapassada que qualquer jogo citado no filme, - menos para The Last of Us, jogo de 2013 onde o personagem de Sandler faz comparações -, então só o que resta nos longos 105 minutos é de muita cena previsível e os pensamentos de já vi isso antes em algum lugar.
Outro ponto que não deve passar em branco é a trilha do filme. Para quem conhece a filmografia de Adan Sandler, sabe que ele não dispensa boa música, coisa que o mesmo já citou em vários longas que não escuta nada feito depois dos anos 1990, até aí tudo bem, durante o longa, clássicos do Rock n’ Roll se mistura com a trama, mas infelizmente (novamente), nenhuma música se encaixa em momento algum! Como por exemplo em uma cena tensa de final de campeonato, onde o jogo na questão é Donkey Kong e o que ouvimos é ‘We Will Rock You’ da banda Queen.

Só o que resta dizer para Chris Columbus e toda equipe de ‘Pixel’, é um imenso e doloroso: GAME-OVER!

Ops, já ima me esquecendo sobre o papel desperdiçado de Ashley Benson com sua personagem Lady Lisa, então, sobre esse detalahe é melhor ficar no silêncio eterno.

Nota: 02
(Download)



Título original: (Pixels)
Lançamento: 2015
Direção: Chris Columbus
Roteiro: Adam Sandler e Tim Herlihy
Duração: 105 min.
Gênero: Comédia/Ficção Científica
Estúdio: Columbia Pictures
Distribuidores: Sony Pictures
Classificação: 14 anos.


Elenco

Adam Sandler (Sam Brenner)
Michelle Monaghan (Tenente-coronel Violet Van Patten)
Kevin James (Presidente Will Cooper)
Peter Dinklage (Eddie Plant)
Josh Gad (Ludlow Lamonsoff)
Sean Bean (Corporal Hill)
Brian Cox (Almirante Porter)
Ashley Benson (Lady Lisa)


Curiosidade


- ‘Pixels’ é baseado no curta-metragem homônimo dirigido por Patrick Jean, em 2010;

- A direção é de Chris Columbus, o mesmo de ‘Harry Potter e a Pedra Filosofal’ (2001) e ‘Percy Jackson e o Ladrão de Raios’ (2010);

- ​Em menos de um dia, o trailer do filme teve 34,3 milhões de acessos, sendo o trailer da Sony Pictures Entertainment de maior acesso. O recorde era de 22 milhões, do filme ‘O Espetacular Homem Aranha 2: A Ameaça de Electro’ (2014);

- O estúdio reuniu um número incrível de icônicas empresas de videogames, cujos personagens clássicos – incluindo Pac-Man, Donkey Kong, Centipede, Galaga, Frogger, Q*bert, e Space Invaders – estão no longa;

- Jennifer Aniston recusou o papel da protagonista feminina e Michelle Monaghan foi escalada em seu lugar;

- O personagem de Josh Gad tem o sobrenome Lamonsoff. Este sobrenome é recorrente nos filmes de Adam Sandler, sob o selo da Happy Madison, como um tributo ao colega de faculdade de Sandler, Eric Lamonsoff, que fez aparições nos longas do ator;

- Este é o nono filme ou programa televisivo em que Kevin James e Adam Sandler contracenam juntos;

- Primeira colaboração entre Chris Columbus e Adam Sandler;

- O ator Peter Dinklage, mais conhecido por seu papel como Tyrion Lannister na série ‘Game of Thrones’, está no elenco;


- Pixels teve um orçamento de US$ 110 milhões.

domingo, 27 de dezembro de 2015

Homem Formiga

Sou fã de carteirinha e assumido da DC Comics. Nada contra as outras editoras, mas nunca gostei muito da Marvel, tanto que são poucos os heróis que eu acompanho da mesma. Porém, sou um grande fã de Stan Lee e todo seu trabalho.

Então sendo assim, resolvi finalmente assistir ‘Homem Formiga’, e do começo ao fim do filme senti aquela de sensação de grande arrependimento por não ter visto essa mega produção no cinema. O Homem-Formiga é um dos personagens clássicos (embora menor) da Marvel, com ligação direta com o universo dos Vingadores. Sendo assim então, teria como dar errado? Absolutamente não mesmo. O roteiro chega até ser previsível e didático demais, porém, com grande força para se tratar de uma possível boa franquia e porque não um bom reboot com ‘Os Vingadores’.   

O roteiro tem início em 1989, quando Dr. Hank Pym (Michael Douglas), o inventor da fórmula/ traje que permite o encolhimento de seres vivos, rompe com os chefões da empresa onde trabalha. Anos depois da descoberta, precisa impedir que seu ex-pupilo Darren Cross (Corey Stoll), consiga replicar o feito e vender a tecnologia para uma organização do mal. Depois de sair da cadeia, o trambiqueiro Scott Lang (Paul Rudd) está disposto a reconquistar o respeito da ex-mulher, Maggie (Judy Greer) e, principalmente, da filha. Com dificuldades de arrumar um emprego honesto, ele aceita praticar um último golpe. O que ele não sabia era que tudo não passava de um plano do Dr. Pym, que depois de anos observando o hábil ladrão, o escolhe para vestir o traje do Homem-Formiga.

O enredo é sutil. A escalação dos atores chega a um momento ser questionável. O único destaque negativo fica por conta de Evangeline Lilly, como Hope, a filha do Dr. Hank. Não cai bem para a atriz de 35 anos (o que bate com a idade da personagem, se considerarmos os “dias atuais” como 2015) sofrer crises adolescentes – quase infantis – de ciúmes da relação do pai com o novo protegido. A surpresa ( positiva) recai sobre o melhor amigo de Scott, Luis (Michael Peña), um (não tão) hábil contador de histórias. Paul Rudd, carismático como sempre, se sai melhor nas cenas de humor.

E sim, há uma ponte (sólida, de concreto, estruturada, uma highway com diversas pistas) com o mundo dos Vingadores (uma dica: originalmente, são duas cenas pós-crédito), o que é um dos pontos altos da produção. Esse, aliás, e a tecnologia, que permite “enxergar” com uma riqueza de detalhes nunca antes vista no cinema a formiga, a gota d´água, o ácaro, o pólen, o átomo, os elétrons – e uma sensacional batalha sobre um trenzinho de criança de matar de inveja os realizadores do longa de 1989 ‘Querida, Encolhi as Crianças’.

Um roteiro convincente e um elenco nem tão forte como já estamos acostumados a ver, o longa ‘Homem Formiga’ consegue agradar em uma narrativa agradável digna de super-herói. É um filme sem frescuras, calculado do início ao fim para ser um entretenimento direto, que faz consegue fazes suas ligações com a franquia de ‘Os Vingadores’ para, obviamente, reciclar um novo elenco.


Nota: 8




Título original: (Ant-Man)
Lançamento: 2015
Direção: Peyton Reed
Roteiro: Adam McKay e Paul Rudd
Duração: 115 min.
Gênero: Ação , Ficção científica
Estúdio: The Walt Disney Company France
Distribuidores: Disney / Buena Vista
Classificação: 12 anos.

   

Elenco

Paul Rudd (Scott Lang / Homem-Formiga)
Evangeline Lilly (Hope Van Dyne)
Corey Stoll (Darren Cross / Yellowjacket)
Michael Douglas (Dr. Hank Pym)
Bobby Cannavale (Paxton)
Michael Peña (Luis)
Wood Harris (Gale)
Judy Greer (Maggie Lang)


Curiosidades:

- O super-herói Homem-Formiga foi criado pelos quadrinistas Stan Lee, Larry Lieber e Jack Kirby, em 1962. O personagem foi um dos fundadores dos Vingadores;

- Na histórias em quadrinhos, o Dr. Hank Pym foi o primeiro personagem a assumir o papel do Homem-Formiga;

- Originalmente era Edgar Wright, de ‘Scott Pilgrim Contra o Mundo’ (2010), que dirigiria ‘Homem-Formiga’. Ele estava envolvido no projeto desde 2006 e foi quem convenceu a Marvel a desenvolvê-lo. Mas ele deixou a produção, por diferenças criativas, quando as filmagens estavam prestes a começar;

- Por sinal, Patrick Wilson teve de abandonar a produção devido a esse atraso nas filmagens. Ele foi substituído por Bobby Cannavale. Outros que deixaram o projeto foram Matt Gerald e Kevin Weisman, já seus personagens deixaram de existir na trama;

- Joseph Gordon-Levitt foi cotado para dar vida ao personagem-título;

- Pierce Brosnan, Gary Oldman e Sean Bean chegaram a ser sondados para o papel do Dr. Hank Pym.
- Jessica Chastain recusou a proposta de interpretar Hope Van Dyne, filha de Hank Pym e par romântico de Scott Lang. O papel ficou com Evangeline Lilly;

- A produção encerra a fase 2 do universo cinematográfico da Marvel, que conta com os filmes Homem de Ferro 3 (2013), Thor: O Mundo Sombrio (2013),  Capitão América 2: O Soldado Invernal (2014), Guardiões da Galáxia (2014) e Os Vingadores 2: A Era de Ultron (2015);

- No primeiro teaser do longa, a Marvel fez uma brincadeira com o fato do personagem-título ter a habilidade de encolher. As cenas surgem minúsculas, somente visíveis por "formigas".