Em se tratando de animação, uma coisa é certa: Pixar nunca
vai decepcionar seus fãs. Mas, infelizmente o “nunca” é tempo de mais e nada
dura para sempre. O mais novo longa ‘O Bom Dinossauro’, é uma produção
diferente do que estamos acostumados a ver, em se tratando da poderosa
produtora, chega a convencer, mas o agradar fica difícil. Porém, ele pode até
não ser tão bom quanto às produções anteriores, mas aquelas mensagens positivas
e a magia estão ali, meio escondidas, mas está ali. A premissa é: e se o asteroide
que atingiu a Terra há 65 milhões de anos, extinguindo os dinossauros, tivesse
errado o alvo? Um ponto de partida criativo e condizente com as especulações
fantasiosas do estúdio a respeito do “cotidiano”, mas que resulta em um filme
que não tem a mesma força das produções anteriores da companhia.
A direção da vez ficou para o novato Peter Sohn que até
aqui, só dirigiu o curta 'Parcialmente Nublado’ (2009), mas fez um bom trabalho.
Na trama, uma vez que a tragédia maior (a colisão) é evitada, conhecemos Arlo e
sua família. A espécie do nosso herói vive em paz com a família, tendo a
agricultura como base da sobrevivência do grupo – outra boa sacada, quando o
filme do diretor Peter Sohn põe nas patas dos jurássicos animais o
desenvolvimento da prática agrícola como inevitável. Após viver uma tragédia
pessoal, o jovem protagonista se perde da família e – ao formar uma dupla com o
humano Spot (menino, que é uma espécie de animal de estimação do dinossauro),
tem como missão a jornada de volta para casa.
Note que “não ser tão bom quanto às produções anteriores”
não significa não ter força nenhuma. Apesar de não ser exatamente emocionante
(no sentido de excitante), The Good Dinosaur (no original) é emotivo; ou seja,
apela para o coração, mais do que entrega uma experiência de diversão completa
– a que a Pixar nos acostumou.
É em momentos assim, que percebemos que já foi aquele tempo
em que as animações eram um tipo de produção destinado única e exclusivamente
ao público infantil. Os supracitados (ou referenciados) ‘Toy Story’, ‘Monstros
S.A’. e ‘Os Incríveis’ (só para permanecer na Pixar), por exemplo, são provas
de que “desenho animado” pode agradar tanto às crianças quanto aos pais que as
levam aos cinemas. E é nesse sentido que ‘O Bom Dinossauro’ deixa a desejar.
Com uma trama quase pueril, o resultado é “apenas” infantil. A aparição do
Forrest Woodbush (voz do próprio Sohn), um tricerátopo meio hippie, meio
nonsense, é um lampejo em meio aos personagens um tanto quanto previsíveis. Mas
é só uma participação, infelizmente, desse que poderia até ser o alívio cômico
do filme.
É sutil a construção das relações entre os personagens –
principalmente o elo que se estabelece entre Arlo e Spot –, com o intuito de
espalhar a mensagem do quão importante à família é – o que é conduzido evitando
a pieguice (ufa!).
Tem a magia da Pixar, tem aquela mensagem sobre o quanto uma
amizade é importante, mas ficou aquele sentimento de que faltou algo, faltou
alguma coisa. Pode até ser cedo para falar, mas, algo inédito pode acontecer na
premiação do Oscar esse ano, na categoria Melhor Animação.
Nota: 05
Título original: (The Good Dinosaur) Lançamento: 2016 Direção: Peter Sohn Roteiro: Peter Sohn, Erick Benson e Bob Peterson Produção: Denise Ream Duração: 100 min. Gênero: Animação Orçamento: US$ 200 milhões Distribuidores: Walt Disney Studios Motion Pictures Classificação: Livre
Elenco
Raymond Ochoa (Arlo) – Apatossauro
Jack Bright (Spot) - Homo Sapiens
Jeffrey Wright (Papai Henry) – Apatossauro
Frances McDormand (mamãe Ida) – Apatossauro
Marcus Scribner (Buck) – Apatossauro
Maleah Padilla (Libby) – Apatossauro
Steve Zahn (Tempestade / Trovoada) - Pterodáctilo
Sam Elliott (Butch) - T-Rex
Anna Paquin (Ramsey) - T-Rex
AJ Buckley (Nash) - T-Rex
Peter Sohn (Colecionador de bichos) – Estiracossauro
Dave Boat (Bubbha) – Velociraptor
Mackenzie Grant (Melvin) - Velociraptor
Carrie Paff (Lurleane) – Velociraptor
John Ratzenberger (Earl) – Velociraptor
Elencobrasileiro
Pedro Henrique (Arlo) – Apatossauro
Jack Bright (Spot) - Homo Sapiens
Anderson Coutinho (Papai Henry) – Apatossauro
Marli Bortoletto (mamãe Ida) – Apatossauro
Lipe Volpato (Buck) – Apatossauro
Anna Giulia Chantre (Libby) – Apatossauro
Hermes Baroli(Tempestade / Trovoada) – Pterodáctilo
Antônio Moreno(Butch) - T-Rex
Shallana Costa (Ramsey) - T-Rex
Luiz Laffey (Nash) - T-Rex
Cesar Marchetti (Colecionador de bichos) – Estiracossauro
Anderson Bizzocchi (Bubbha) – Velociraptor
Daniel Nascimento (Melvin) - Velociraptor
Priscila Franco (Lurleane) – Velociraptor
Elídio Sanna (Earl) – Velociraptor
Curiosidade
- O personagem Arlo apareceu como um brinquedo num quarto de
criança na animação ‘Universidade Monstros’ (2013);
- Peter Sohn faz sua estreia na direção de longa-metragem.
Ele comandou o curta ‘Parcialmente Nublado’ (2009) e foi animador de ‘Os
Incríveis’ (2004) e ‘Ratatouille’ (2007);
- Sohn também esteve na equipe de animação e dublagem de
vários outros projetos da Pixar;
- O filme é produzido por John Lasseter, diretor de
animações da franquia ‘Carros’;
- ‘O Bom Dinossauro’ seria lançado em 2014, mas sofreu
atraso quando Bob Peterson foi afastado da direção. Os motivos não foram
divulgados pela Disney e Peterson assina apenas o roteiro;
- O roteirista Bob Peterson está entre os autores. Ele foi
um dos responsáveis por ‘Up: Altas Aventuras’ (2009) e ‘Procurando Nemo’
(2003);
- Junto com as cópias de ‘O Bom Dinossauro’, também será
exibido o curta-metragem da Pixar, ‘Sanjay's Super Team’ (2015);
- A produção foi indicada ao Globo de Ouro 2016 de Melhor
Animação.
Sou um fã assumido de Legião Urbana, sempre admirei Renato
Russo e fiquei feliz por saber que uma de suas músicas iria se tornar filme. No
começo fiquei ansioso, mas depois de ver tantos problemas antes do filme
estrear, que minha ansiedade transformou em só mais uma espera e depois sumiu,
não tive coragem de ver no cinema e esperei até agora para enfim assistir
‘Faroeste Caboclo’.
Bom, vou tentar não levar para o lado pessoal da coisa.
Primeiro, que fique bem claro que eu não tenho nenhum preconceito por filmes
nacionais, muito pelo contrário, existem produções nacionais digna de
reconhecimento, como por exemplo, ‘Tropa de Elite 1 e 2’, ‘Estomago’, ‘Caixa
Dois’, ‘O Homem Que Copiava‘, entre outros. Mas o que realmente é um perigo, é
quando temos um filme com um roteiro já “pré-criado”, pois trata-se de um filme
baseado numa música conhecida por todos, e um diretor estreante que com certeza
fez tudo nesse longa, menos dirigir. A direção de René Sampaio é horrível,
chega a doer, falhas e mais falhas, seguindo um roteiro confuso cheio de baixos
e baixos, nada da certo e o que você vê é algo tão fora de contexto que chega a
ser chato demais.
Apesar de não precisar explicar a sinopse desse longa, que infelizmente está completamente fora de
qualquer sequencia da música, a trama mostra João (Fabrício Boliveira), que
logo a perda da mãe (isso mesmo, da mãe), deixa Santo Cristo em busca de uma
vida melhor em Brasília (hein?). Ele quer deixar o passado repleto de tragédias
para trás. Lá, conta com o apoio do primo (de novo, mas hein?) e traficante
Pablo (César Troncoso), com quem passa a trabalhar. Já conhecido como João de
Santo Cristo, o jovem se envolve com o tráfico de drogas, ao mesmo tempo em que
mantém um emprego como carpinteiro. Em meio a tudo isso, conhece a bela e
inquieta Maria Lúcia (Ísis Valverde), filha de um senador (Perai, Senador?)
(Marcos Paulo), por quem se apaixona loucamente. Os dois começam uma relação
marcada pela paixão e pelo romance, mas logo João se verá em meio a uma guerra
com o playboy e traficante Jeremias (Felipe Abib), que coloca tudo a perder
(desisto, sério, chega, já deu!).
Pois bem. Vamos ao roteiro, algo que eu quero destacar em
detalhes e com muito cuidado, para que quem sabe um dia os roteirista e René,
possam ler essa minha crítica e ver o quanto eles erraram, (mas por favor, sem
Remake!). Acredito que todos conhecem a letra, mas vou mesclar, letra e
roteiro. Primeira parte:
MÚSICA 1ª PARTE: Não tinha medo o tal João de Santo
Cristo/Era o que todos diziam quando ele se perdeu/Deixou pra trás todo o
marasmo da fazenda/Só pra sentir no seu sangue o ódio que Jesus lhe deu/Quando
criança só pensava em ser bandido/Ainda mais quando com um tiro de soldado o
pai morreu/Era o terror da cercania onde morava/E na escola até o professor com
ele aprendeu. Ia pra igreja só pra roubar o dinheiro/Que as velhinhas colocavam
na caixinha do altar/Sentia mesmo que era mesmo diferente/Sentia que aquilo ali
não era o seu lugar/Ele queria sair para ver o mar/E as coisas que ele via na
televisão/Juntou dinheiro para poder viajar/De escolha própria, escolheu a
solidão. Comia todas as menininhas da cidade/De tanto brincar de médico, aos
doze era professor/Aos quinze, foi mandado pro reformatório/Onde aumentou seu
ódio diante de tanto terror/Não entendia como a vida funcionava/Discriminação
por causa da sua classe e sua cor/Ficou cansado de tentar achar resposta/E
comprou uma passagem, foi direto a Salvador...
ROTEIRO: Não lembro em parte alguma do filme mostrar a
infância de João, mas é claro, pois em nenhum momento a infância dele é
mostrada, o máximo é alguns flashback que o protagonista tem sobre UM momento
com o pai, onde por causa de um desentendimento no bar o pai dele é morto por
um policial, veja bem, não um soldado, onde é morto por vários tiros, e não um
apenas. “Quando criança só pensava em
ser bandido”, estranho, pois no longa ele vive falando que nunca quer ser
bandido, e por fim não tem professor, não tem igreja, não come ninguém (só a
Isis), reformatório virou FEBEM, no lugar de uma fazenda, João vive com a mãe
no sertão da Bahia, em meio a seca e fome, sem contar que a cidade de Salvador
nem é citada no filme. O sentimento é chegar ao meio da conversa, porque de uma
hora para outra ele já está chegando a Brasília.
MÚSICA 2ª PARTE: ... E lá chegando foi tomar um cafezinho/E
encontrou um boiadeiro com quem foi falar/E o boiadeiro tinha uma passagem e ia
perder a viagem/Mas João foi lhe salvar. Dizia ele: "Estou indo pra
Brasília/Neste país lugar melhor não há/Tô precisando visitar a minha filha/Eu
fico aqui e você vai no meu lugar". E João aceitou sua proposta/E num
ônibus entrou no Planalto Central/Ele ficou bestificado com a cidade/Saindo da
rodoviária, viu as luzes de Natal. "Meu Deus, mas que cidade linda,/No
Ano-Novo eu começo a trabalhar". Cortar madeira, aprendiz de
carpinteiro/Ganhava cem mil por mês em Taguatinga/Na sexta-feira ia pra zona da
cidade/Gastar todo o seu dinheiro de rapaz trabalhador/E conhecia muita gente
interessante/Até um neto bastardo do seu bisavô. Um peruano que vivia na
Bolívia/E muitas coisas trazia de lá/Seu nome era Pablo e ele dizia/Que um
negócio ele ia começar. E Santo Cristo até a morte trabalhava/Mas o dinheiro
não dava pra ele se alimentar/E ouvia às sete horas o noticiário/Que sempre
dizia que o seu ministro ia ajudar/Mas ele não queria mais conversa/E decidiu
que, como Pablo, ele ia se virar/Elaborou mais uma vez seu plano santo/E sem
ser crucificado, a plantação foi começar...
ROTEIRO: Como disse antes, não tem viagem para Salvador,
boiadeiro então? Nem pensar! No lugar do cafezinho João chega em um boteco
qualquer e rouba um prato de comida, onde Santo Cristo está a procura pelo seu
primo (tenso), seu primo Pablo, um peruano sem vergonha que não convence nem
como paraguaio. Pablo no longa é um traficante meia boca que tenta comandar uma
espécie de milícia na favela onde vive. Então você espera ao menos ver as luzes
de Natal, mas tudo que aparece é uma ponte com algumas luzes que mais parece um
enfeite natalino muito do mal feito. Então uma coisa condiz com a música, João
começa seu trabalho como carpinteiro (como tem que ser!), porém, não se vê
nenhuma zona da cidade, ele não conhece ninguém interessante e muito menos o
tal neto bastando do seu bisavô. Voltando sobre Pablo, na letra de Renato
Russo, a ilusão que temos de Pablo, é um peruano trambiqueiro, daqueles que
resolve tudo a qualquer hora, mas como já dito, esse Pablo não passa de um
traficante meia boca e sem vergonha. Então, eis que acontece algo esperado: a
plantação, João começa uma plantação de maconha para conseguir dinheiro e
impressionar Maria Lucia (acredite, nesse longa ele já conheceu e já ficou com
ela antes de tudo isso), e pra piorar, ele ainda tem coragem de falar
forçadamente a frase: “Logo, logo os maluco da cidade souberam da novidade” e alguém
responde: “Tem bagulho bom aí!”, é de doer.
MÚSICA PARTE 3: ... Logo, logo os maluco da cidade souberam
da novidade/"Tem bagulho bom ai!"/E João de Santo Cristo ficou rico/E
acabou com todos os traficantes dali/Fez amigos, frequentava a Asa Norte/E ia
pra festa de rock, pra se libertar/Mas de repente/Sob uma má influência dos
boyzinho da cidade/Começou a roubar. Já no primeiro roubo ele dançou/E pro
inferno ele foi pela primeira vez/Violência e estupro do seu corpo/"Vocês
vão ver, eu vou pegar vocês". Agora o Santo Cristo era bandido/Destemido e
temido no Distrito Federal/Não tinha nenhum medo de polícia/Capitão ou
traficante, playboy ou general/Foi quando conheceu uma menina/E de todos os
seus pecados ele se arrependeu/Maria Lúcia era uma menina linda/E o coração
dele pra ela o Santo Cristo prometeu/Ele dizia que queria se casar/E
carpinteiro ele voltou a ser/"Maria Lúcia pra sempre vou te amar/E um
filho com você eu quero ter"...
ROTEIRO: E mais furos, mas sequencia quebrada, mais roteiro
furado. Após a plantação, parece que talvez alguma coisa vai fazer sentido
entre música/filme, (mais uma vez fomos surpreendidos novamente), pois como já
falei, João já está envolvido com Maria Lucia que ele conhece após uma fuga da
policia, mas já comento sobre isso... Então, mais uma vez não se vê nenhum
amigo, e sim uma turminha que ignora o protagonista por causa de sua cor, mas
começam a aproximar quando descobrem que a maconha dele é melhor do que as
drogas de Jeremias. Mas, nada de se envolver com os “boyzinho da cidade”, nada de roubo, e a única violência que se vê
e em partes condiz com a música, é João sendo espancado pelos capangas de
Jeremias e por fim estuprado. Mas nem isso mostra a revolta de João, nada de um
ser destemido, sem medo e passando por cima de todos, absolutamente, nada
disso. E por fim, a pior coisa que acontece no filme é o encontro de Santo
Cristo com Maria Lucia, enquanto na música ele passa por grandes conflitos
financeiros e pessoal até chegar a sua amada, nesse longa eles já se encontram
antes de tudo, Jeremias já apareceu mostrando interesse na mocinha e uma hora
para outra o casal já se ama, já estão juntos e ele escondendo sua “vida
bandida” da mocinha.
MÚSICA PARTE 4: ... O tempo passa e um dia vem na porta/Um
senhor de alta classe com dinheiro na mão/E ele faz uma proposta indecorosa/E
diz que espera uma resposta, uma resposta do João. "Não boto bomba em
banca de jornal/Nem em colégio de criança isso eu não faço não/E não protejo
general de dez estrelas/Que fica atrás da mesa com o cú na mão/E é melhor
senhor sair da minha casa/Nunca brinques com um Peixes de ascendente
Escorpião". Mas antes de sair, com ódio no olhar, o velho disse/"Você
perdeu sua vida, meu irmão"/"Você perdeu a sua vida meu irmão/Você
perdeu a sua vida meu irmão/Essas palavras vão entrar no coração/Eu vou sofrer
as consequências como um cão". Não é que o Santo Cristo estava certo/Seu
futuro era incerto e ele não foi trabalhar/Se embebedou e no meio da
bebedeira/Descobriu que tinha outro trabalhando em seu lugar/Falou com Pablo
que queria um parceiro/E também tinha dinheiro e queria se armar/Pablo trazia o
contrabando da Bolívia/E Santo Cristo revendia em Planaltina...
ROTEIRO: Está difícil, a cada cena o novato René Sampaio só
se complica e se complica feio. Não custava colocar pelo menos uma frase assim:
“Alguns dias depois...”, acredito eu que pelo menos daria uma quebrada na
situação constrangedora até aqui, mas talvez para economizar um pouco, já que
não tem boiadeiro, também não vai ter Coronel. A maior autoridade que se vê é o
pai de Maria Lucia que também é Senador, interpretado por Marcos Paulo, que
fica claro que está ali só para preencher um buraco mal tampado, sendo assim,
então nada de ameaça contra João e se não tem ameaça não precisa se embebedar,
(até porque em nenhum momento do filme Santo Cristo está bebendo até cair),
então ninguém roubou seu emprego, pelo contrário, ele acaba pedindo sociedade
para o carpinteiro e por fim, não tem nada a falar ou pedir para Pablo, já que
acredite se quiser, a Winchester-22, arma citada na música não é dada para
Santo Cristo, no máximo emprestada, mas não existe um presente desse porte no
longa.
MÚSICA PARTE 5: ... Mas acontece que um tal de
Jeremias/Traficante de renome, apareceu por lá/Ficou sabendo dos planos de Santo
Cristo/E decidiu que, com João ele ia acabar/Mas Pablo trouxe uma
Winchester-22/E Santo Cristo já sabia atirar/E decidiu usar a arma só
depois/Que Jeremias começasse a brigar. Jeremias, maconheiro
sem-vergonha/Organizou a Rockonha e fez todo mundo dançar/Desvirginava mocinhas
inocentes/Se dizia que era crente mas não sabia rezar/E Santo Cristo há muito
não ia pra casa/E a saudade começou a apertar/"Eu vou me embora, eu vou
ver Maria Lúcia/Já tá em tempo de a gente se casar"/Chegando em casa então
ele chorou/E pro inferno ele foi pela segunda vez/Com Maria Lúcia Jeremias se
casou/E um filho nela ele fez/Santo Cristo era só ódio por dentro/E então o
Jeremias pra um duelo ele chamou/"Amanhã às duas horas na Ceilândia/Em
frente ao lote 14, é pra lá que eu vou/E você pode escolher as suas armas/Que
eu acabo mesmo com você, seu porco traidor/E mato também Maria Lúcia/Aquela
menina falsa pra quem jurei o meu amor". E o Santo Cristo não sabia o que
fazer/Quando viu o repórter da televisão/Que deu notícia do duelo na TV/Dizendo
a hora e o local e a razão...
ROTERIO: Está acabando, mas os erros e falhas continuam
firme e forte mesmo. Até porque, enquanto na música João nem imagina quem é o
tal Jeremias, no longe, ele já conhece o dito cujo momentos depois de “pegar” sua
amada Maria Lucia. A tal Rockonha acontece, mas para onde foram as mocinhas
inocentes? Porque o que aparece é alguns policias quem nem pra bandido serve
fazendo uma emboscada para prender João de Santo Cristo. Seu primo é morto e
ele é preso. Maria Lucia então tenta visitar seu amado, ele afasta ela e então,
caminho livre para Jeremias que até um filho nela fez (pelo menos isso), mas aí
acontece o pior erro de todos, tanto de roteiro, como de cena, sequencia e tudo
mais. João descobre que seu amor está esperando um filho do rival, e faz uma
fuga tão medíocre, que nem o pior filme B seria capaz de produzir uma
ignorância dessa. Então talvez para se redimir, é agora que vamos ver João
desafiar Jeremias, jurar a vida de Maria e ser entrevistado por um repórter que
vai noticiar o duelo na TV. Haha, enganados novamente, nada disso acontece de
novo e a ameaça se torna um recado escrito na mesa com a frase: “Ceilândia,
lota 14”. (Doeu muito).
MÚSICA PARTE 6 (FINAL) ... No sábado então, às duas
horas/Todo o povo sem demora foi lá só para assistir/Um homem que atirava pelas
costas/E acertou o Santo Cristo começou a sorrir/Sentindo o sangue na garganta/João
olhou pras bandeirinhas e pro povo a aplaudir/E olhou pro sorveteiro e para as
câmeras e/A gente da TV que filmava tudo ali. E se lembrou de quando era uma
criança/E de tudo o que vivera até ali/E decidiu entrar de vez naquela dança/"Se
a via-crucis virou circo, estou aqui"/E nisso o sol cegou seus olhos/E
então Maria Lúcia ele reconheceu/Ela trazia a Winchester-22/A arma que seu
primo Pablo lhe deu. "Jeremias, eu sou homem. coisa que você não é/E não
atiro pelas costas não/Olha pra cá filha da puta, sem vergonha/Dá uma olhada no
meu sangue e vem sentir o teu perdão"/E Santo Cristo com a Winchester-22/Deu
cinco tiros no bandido traidor/Maria Lúcia se arrependeu depois/E morreu junto
com João, seu protetor/E o povo declarava que João de Santo Cristo/Era santo
porque sabia morrer/E a alta burguesia da cidade/Não acreditou na história que
eles viram na TV/E João não conseguiu o que queria/Quando veio pra Brasília,
com o diabo ter/Ele queria era falar pro presidente/Pra ajudar toda essa gente
que só faz... Sofrer.
ROTERIRO (FINAL) Se o longa seguisse como manda a música não
teria um certo alerta de Spoiler nessa parte final, mas tem. Acredite, após
absolutamente nada do esperado acontecer, o inesperável que deveria ser então
imprevisível acaba caindo no previsível, pois se nada que era para acontecer
aconteceu, é claro que não será diferente agora. Lembrando que na música diz:
“Todo o povo sem demora foi lá só para assistir”, então pensei, talvez eles
estão atrasados, porque o duelo está para acontecer em um campinho de futebol
no meio do nada e só mato se vê ao redor, aí o esperado acontece, João é
baleado, mas (tem uma “mas”), João é baleado no peito (não pelas costas), no
peito mesmo, na sequencia Maria Lucia aparece correndo com a Winchester-22 em
punho, mas ainda aquela dúvida: Cadê as bandeirinhas? Cadê a lembrança de
quando era criança? Como não tinha “o publico” para aplaudir, cadê o sorveteiro
e as câmeras dos agentes da TV? Nada! Nem mesmo o sol aparece para cegar nosso
herói e quem ganha uma bala nas costas é Maria Lucia (ué, mas ela não se
matou?), não nessa história. Pois bem, como nada é fiel, então João também não
precisou gastar saliva antes de dar os cinco tiros em Jeremias. Pelo menos a
contagem dos tiros foi feita. E para finalizar, nada de presidente para ouvir o
apelo de João de Santo Cristo.
Realmente não da para aceitar isso tudo. A direção é ruim, roteiro...
deixa para lá, fotografia dói e o que talvez de uma aliviada é a trilha, que
pelo menos faz jus ao gosto musical da época, com muito punk-rock. Mas a
certeza é que nem Renato Russo aprovou essa bomba.
Não recomendo mesmo, espero um dia esquecer que presenciei
isso.
Nota: 00
Título original: (Faroeste Caboclo) Lançamento: 2003 Direção: René Sampaio Roteiro: Marcos Bernstein e Victor Atherino Duração: 100 min. Gênero: Drama Orçamento: R$ 6 milhões Distribuidores: Europa Filmes Classificação: 10 anos
Elenco
Fabrício Boliveira (João de Santo Cristo)
Ísis Valverde (Maria Lúcia)
Felipe Abib (Jeremias)
César Troncoso (Pablo)
Antonio Calloni (Marco Aurélio)
Marcos Paulo (Ney)
Cinara Leal (Teresa)
Rodrigo Pandolfo ( Beto)
Flavio Bauraqui (pai de João)
Curiosidades
- Este é o primeiro longa-metragem que René Sampaio dirige;
- O roteiro foi escrito por Marcos Bernstein (Central do
Brasil) e Victor Atherino;
- Ísis Valverde, conhecida por sua participação em novelas
brasileiras, faz sua estreia no cinema;
- O longa estava agendado para estrear em 26 de outubro de
2012 inicialmente, porém o filme enfrentou dificuldades na captação do
orçamento necessário para sua finalização. Por isso, o adiamento para 2013 se
tornou inevitável;
- Baseado na música "Faroeste Caboclo", de Renato
Russo, composta em 1979 e que virou sucesso do grupo Legião Urbana a partir de
1987 com o lançamento do disco "Que País é Este". "Faroeste
Caboclo" é a segunda canção mais extensa da Legião Urbana, atrás de "Metal
Contra As Nuvens";
- A Copacabana Filmes adquiriu em 2005 os direitos de
adaptação para o cinema da música "Faroeste Caboclo";
- O escritor Paulo Lins, autor do livro que gerou o sucesso ‘Cidade
de Deus’, prestou consultoria para a dupla de roteiristas de Faroeste Caboclo;
- A principal locação do filme aconteceu no bairro Jardim
ABC, em Goiás. Lá, foi construída uma cidade cenográfica para reproduzir a
cidade de Ceilândia do anos de 1970, retratada na música;
- É o último trabalho do ator Marcos Paulo, que faleceu em
11 de novembro de 2012.
Eu particularmente não consegui entender porque de tantas
criticas positivas para o longa ‘Annabelle’. O diretor nem um pouco consagrado John
R. Leonetti , o mesmo responsável pela bomba ‘Mortal Kombat - A Aniquilação’
(1997) e ’Efeito Borboleta 2’ (2006), teve talvez até mesmo uma chance para
mostrar que poderia quem sabe dessa vez mostrar algo bom, já que, tudo
realmente tinha para dar certo, mas não foi isso que eu vi e nem o que
aconteceu.
A trama de ‘Annabelle’ é um spin-off do ótimo ‘Invocação do
Mal’ (2013), mas infelizmente o longa que prometeu desde sua primeira
divulgação um terror original e inesquecível, acabou que esquecendo da promessa
e o que se vê é um roteiro nem um pouco bem amarrado como a vista na produção
original, que também contava com ótimas atuações de Vera Farmiga e Patrick
Wilson. Isso, no entanto, não quer dizer que o filme seja ruim, dá para tolerar
algumas coisas, sabendo que o filme se baseia em uma história real sobre uma
boneca controlada por forças demoníacas. Os fãs do terror irão matar o tempo
literalmente, mas podem esquecer os sustos, e o medo, em nenhum momento o longa
consegue fazer com que o espectador se envolva com a história.
Annabelle Wallis (você leu certo!) e Ward Horton vivem os
protagonistas Mia e John. Jovens e apaixonados, eles esperam o primeiro filho.
Ela cuida da casa, enquanto que ele começa sua residência após a faculdade de
medicina. Determinado dia, eles têm a casa invadida por um casal representante
de uma seita demoníaca. A mulher acaba se matando no quarto que seria do bebê,
morrendo abraçada com uma boneca de Mia.
A partir disso, coisas estranhas e sobrenaturais começam a
atormentar o casal e quando você acha que é dessa vez que a história vai
desenrolar, tudo para no tempo, ou melhor dizendo, tudo é congelado e o que se
vê, são cenas mais clichês impossível e a expectativa de levar bons sustos é
deixada de lado.
Porém, nem tudo é ruim nesse longa, a direção de arte, o
figurino e o design de produção são excelentes, retratando bem uma Los Angeles
dos anos 60, quando a população estava perdendo a sensação de segurança por
seitas como as de Charles Manson a qual é retratado no filme rapidamente. Com
algumas tentativas de sustos sem sucesso, ‘Annabelle’ é um filme que vai cair
fácil no esquecimento de quem sabe realmente apreciar um bom terror.
A direção de John R. Leonetti passa longe de qualquer boa
esperança, pois fica claro que algumas situações poderiam ser bem melhor do que
poderiam ser. O elenco não chega a ser tão ruim, alguns personagens consegue
agradar, como por exemplo, o personagem de Tony Amendola, sendo um padre, que
tenta dar conselhos ao casal ajudando na "luta" contra a boneca do
mal.
Já a participação de Alfre Woodard como Evelyn, dona de uma
livraria é além de cansativa, muito fora de ritmo e sem um desfecho certo para
seu personagem, pois a vontade de se tornar a amiga da protagonista é tão
rápida e acaba sendo insuportável ver como que a situação desenrola.
Enfim, ‘Annabelle’ pode até ser um bom passatempo, mas
passou longe de ser o filme de terror do momento, realmente não da para
recomendar.
Título original: (Annabelle) Lançamento: 2014 Direção: John R. Leonetti Roteiro: Gary Dauberman Duração: 95 min. Gênero: Terror Orçamento: US$ 5 milhões Distribuidores: Warner Bros. Pictures Classificação: 16 anos
Elenco
Annabelle
Wallis (Mia)
Ward Horton (John)
Alfre Woodard (Evelyn)
Eric Ladin (Detetive Clarkin)
Kerry O'Malley (Sharon Higgins)
Tony Amendola (Padre Perez)
Gabriel Bateman (Robert)
Michelle Romano (Mary)
Curiosidades
- O filme é um spin-off e prelúdio de ‘Invocação do Mal’
(2013), que faturou US$ 318 milhões mundialmente;
- A direção é de John R. Leonetti, diretor de fotografia de ‘Invocação
do Mal’ (2013);
- O terror é baseado em fatos reais, em que uma mãe deu de
presente para sua filha uma boneca que se mexia sozinha e era possuída por um
espírito do mau. Isso aconteceu nos anos 70;
- Um episódio de "The Twilight Zone", de 1963
chamado "Living Doll" envolve uma boneca falante dada a uma garotinha
por sua mãe. O vocabulário inocente da boneca, logo assume um tom sinistro,
especialmente para o padrasto cruel da menina. A mãe da menina chamava-se
Anabelle;
- Em certa cena do filme mostra-se um edifício com um grande
logotipo denominado "Barclay". Barclay é o último nome da personagem
principal Andy Barclay na popular franquia de terror Chucky. A trama também
gira em torno de um boneco possuído;
- Alfre Woodard não tinha visto Invocação do Mal (2013)
antes de começar a trabalhar no filme. Em vez disso, ela se preparou fazendo
pesquisas sobre a história real que inspirou o longa;
- A boneca existe e está trancada em um museu em
Connecticut, visitado somente por um padre que vai abençoa-la duas vezes por
mês.
Lembro-me da primeira vez que assisti ao perfeito ‘Jurassic
Park - Parque dos Dinossauros’ (1993), lembro da emoção de ver toda aquela
aventura entre dinossauros, sentir o medo do maior predador pré-histórico, o
Tiranossauro Rex ou T-Rex, conhecer a fúria e inteligência dos Velociraptors, e
outras espécies que o longa apresentou ao comendo do grande diretor Steven Spielberg.
Então sendo assim, por que não fazer uma sequência? Eis que Spielberg surge com
‘O Mundo Perdido - Jurassic Park’ (1997) que fez com que os fãs (como eu),
ficassem não só decepcionados com a falta de respeito, mas também arrasados,
então talvez uma forma de remediar o incrível diretor Joe Johnston o mesmo
responsável pelo inesquecível ‘Jumanji’, nos apresenta de uma forma convincente
o razoável ‘Jurassic Park 3’ (2001). Pois bem, não poderia ser pior que o
segundo, - e não é -, mas também não se compara ao primeiro. Sendo assim seria
uma boa ideia parar por aí.
Mas como Hollywood é Hollywood, e o mesmo ama os reboots, spin-offs
e afins, por que não fazer um novo longa? Só modificar o nome um pouco, a
história um pouco, trocar um elenco aqui, colocar outro roteiro ali e... Não!
Não deu certo mesmo! O responsável pelo desastroso ‘Jurassic World - O Mundo
dos Dinossauros’, é o diretor não muito experiente Colin Trevorrow que fez até
agora ‘Sem Segurança Nenhuma’ (2012). E acreditem ou não, mas Steven Spielberg
assina a produção dessa bomba.
O roteiro não muito bem amarrado, diria que até preguiçoso,
mostra um novo parque temático: O Jurassic World, localizado na ilha Nublar que
enfim está aberto ao público. Com isso, as pessoas podem conferir shows
acrobáticos com dinossauros e até mesmo fazer passeios bem perto deles, já que
agora estão domesticados. Entretanto, a equipe chefiada pela doutora Claire
(Bryce Dallas Howard) passa a fazer experiências genéticas com estes seres, de
forma a criar novas espécies. Uma delas logo adquire inteligência bem mais
alta, logo se tornando uma grande ameaça para todos no parque.
É isso aí, você não leu errado, e para dar ênfase a sinopse,
vou repetir: os dinossauros estão domesticados! Isso realmente dói. A ideia do
reboot não convence em momento algum, além de um elenco sem convicção alguma
com a fantasia de quem já foi um clássico da sétima arte. Posto assim, parece
haver um excesso de personagens, subtramas e conflitos.
De todo o mal, a produção salva em partes, genuinamente,
como os estúdios gostam de tachar, para todos os gostos e idades com um nível
de violência realmente assustador, porém, parou por aí e depois tudo que se vê
é um roteiro perdido com pontas soltas que não consegue amarrar em nenhum
momento.
Algumas referencias ao primeiro filme acontece nesse, faz
até você sentir saudade daquela trama tendo sobreviver a várias ameaças, sem
contar aquela música de introdução que desperta a emoção de estar mais uma vez
vendo aquele animais pré-históricos, vendo aquela ilha onde tudo começou... mas
infelizmente você acaba voltando a realidade onde se depara com quatro fêmeas
de Velociraptors comandadas por um humano que se julga o alfa entre eles. Não,
novamente vou dizer: Não deu certo mesmo!
O filme não chega a ser tão ruim a ponto de ser um lixo, mas
não chega a ponto de ser tão bom assim. As cenas de ação são boas, os efeitos
são legais, mas não passa disso. Na verdade ‘Jurassic World - O Mundo dos
Dinossauros’ é apenas um passa tempo para quem não tem mais esperança alguma
sobre essa série, sem contar que a sequencia ‘Jurassic World 2’ já está
confirmada. Só nos resta sentar, esperar e rezar por dias melhores na
pré-história do presente.
Lançamento: 2015 Direção: Colin Trevorrow Roteiro: Amanda Silver, Colin Trevorrow, Derek Connolly, Michael Crichton e
Rick Jaffa Duração: 150 min. Gênero: Aventura, Ação, Ficção Científica Orçamento: US$ 150 milhões Distribuidores: Universal Pictures Classificação: 14 anos
Elenco
Chris Pratt
(Owen Grady)
Bryce Dallas Howard (Claire Dearing)
Nick Robinson (Zach Mitchell)
Ty Simpkins (Gray Mitchell)
B.D. Wong (Henry Wu)
Judy Greer (Karen Mitchell)
Irrfan Khan (Simon Masrani)
Vincent D'Onofrio (Vic Hoskins)
Jake Johnson (Lowery Cruthers)
Lauren Lapkus (Vivian)
Katie McGrath (Zara Young)
Omar Sy (Barry)
Andy Buckley (Scott Mitchell)
Rob Fuller (Ingen Military)
Brian Tee (Takashi Hamada)
Eddie J. Fernandez (Paddock Worker)
Curiosidades
- A
produção é um reboot da franquia ‘Jurassic Park’;
- Steven Spielberg, que dirigiu os dois primeiros filmes da
franquia, assina agora a produção do longa;
- O primeiro filme da franquia, ‘Jurassic Park - O Parque
dos Dinossauros’ (1993), foi convertido para o formato 3D e lançado em 2013;
- O cineasta Joss Whedon, da franquia ‘Os Vingadores’
(2012), gerou polêmica nas redes sociais quando disse ter achado uma cena de
‘Jurassic World - O Mundo dos Dinossauros machista’. A sequência em questão
mostra a discussão dos personagens de Chris Pratt e Bryce Dallas Howard, com
tom de insinuações sexuais;
- A direção é de Colin Trevorrow, o mesmo de ‘Sem Segurança
Nenhuma’(2012). Apesar de ser um diretor com pouca experiência, Trevorrow
chegou a ser cotado para dirigir ‘Star Wars VII - O Despertar da Força’ (2015).
Quando o assunto é cinema eu me empolgo, sou cinéfilo
assumido e não tenho um gênero mais favorito que o outro, todos de certa forma
me agradam, desde que o filme seja bom. E quando o assunto é terror, fica
complicado. Já faz tempo que não se vê um filme bom para sentir aquele medo,
levar aquele susto. Se tiver uma coisa que sinto falta, é dos anos 1990, onde
se via aqueles filmes de baixo orçamento, efeitos ruins, mas que realmente
assustava, como as franquias de ‘Sexta-feira 13’, ‘Hora do Pesadelo’ e o meu favorito
‘Halloween’ com o psicopata mais cruel Mike Myers. Fora as franquias tina
também os filmes solos como, por exemplo ‘Hellraiser - Renascido do Inferno’
(1987), 'Christine - O Carro Assassino' (1983) e ‘O Mistério de Candyman’
(1992), entre outros.
Pois bem, depois do desabafo vamos ao que interessa, ou não.
O longa da vez é ‘Ouija - O Jogo dos Espíritos’, dirigido pelo iniciante Stiles
White, sendo o primeiro longa da carreira como diretor, antes disso só fez
alguns roteiros para filmes que também não emplacaram. A versão para os cinemas
do "jogo do copo" é apenas mais um terror adolescente. O filme não
oferece nada de novo, contando com cenas bobas, personagens mal desenvolvidos e
com uma resolução pouco satisfatória.
A história gira em torno de Laine (Olivia Cooke), uma jovem
que costumava jogar o jogo de tabuleiro Ouija com a amiga Debbie (Shelley
Hennig) desde pequena. As duas viam aquilo como uma brincadeira e nunca tiveram
muito problema. Determinado dia, com as duas já crescidas, Laine nota um comportamento
estranho da amiga, mas não cria caso com isso. No dia seguinte, Debbie é
encontrada morta. Sem saber o que fazer, Laine começa a procurar razões para o
ocorrido e acaba encontrando um velho tabuleiro na casa de Debbie. Ela, então,
convence outros amigos, incluindo seu namorado, sua irmã e o namorado da amiga
que morreu, a jogarem Ouija para tentar se comunicar com a falecida. Como podem
esperar a coisa não dá muito certo e o grupo se verá diante de uma ameaça
sobrenatural.
E assim segue um roteiro atrapalhado sem um pingo de
criatividade, redundante, previsível e cheio de buracos. Exagerando? Nem um
pouco!
Tudo que você vai nesse longa é tudo que já vimos nos filmes
novos de terror de hoje em dia. Sombra no espelho, porta que abre e fecha
sozinho, aparelhos eletrônicos que ligam sozinho, a vitima levando susto com
nada, enquanto você mero mortal espectador, sentado em seu sofá boceja sem
esperança alguma que algo novo e diferente possa acontecer.
O é pouco original e nada envolvente. Olivia Cooke, que já
havia se destacou em ‘A Marca do Medo’ e vem fazendo um ótimo trabalho em ‘Bates
Motel’, está completamente apagada na pele da protagonista.
Enfim, não chega a ser um filme que ofenda a inteligência do
espectador, mas que também oferece pouca margem pra gerar sensações positivas.
Tudo é muito simples e mal executado. Talvez fosse até um entretenimento
barato. No mais, valem todos os clichês do terror. Você sabe exatamente a ordem
dos personagens afetados pelos "vilões" da história. Também sabe qual
vai ser o final e até imagina qual vai ser a deixa para uma eventual e triste continuação.
Não que hoje em dia não existam filmes de terror ruins, pois
temos como exemplo o ‘O Ritual’, ‘A Hora do Espanto’ e o remake de ‘A morte do Demônio’.
Mas esse realmente não da para classificar, esse já caiu no esquecimento.
Título original: (Ouija) Lançamento: 2014 Direção: Stiles White Roteiro: Juliet Snowden e Stiles White Duração: 89 min. Gênero: Terror Orçamento: US$ 5 milhões. Distribuidores: H2O Films Classificação: 14 anos
Elenco
Olivia
Cooke (Laine Morris)
Daren Kagasoff (Trevor)
Bianca Santos (Isabelle)
Douglas Smith (Pete)
Shelley Hennig (Debbie Galardi)
Sunny May Allison (Doris (10 years old))
Lin Shaye (Paulina Zander)
Robyn Lively (Mrs. Galardi)
Matthew Settle (Anthony Morris)
Curiosidades
- O filme é baseado na popular brincadeira do “jogo do
copo”;
- A pronúncia correta do nome é "wee-já”, ao contrário
do popular 'wee-Gee'. Charles Kennard, fundador da empresa de fabricação dos
tabuleiros, alegou que aprendeu o nome de "Ouija" ao perguntar ao jogo
como ele queria ser chamado;
- Embora existam muitos outros filmes de horror sobre
tabuleiros Ouija - alguns com o mesmo título - este filme não é oficialmente um
remake, e conta sua própria história girando em torno do jogo titular;
- De acordo com a figurinista Mary Jane Fort, o elenco e a
equipe costumavam fazer pausas entre as filmagens e usar a placa de Ouija para
prever, jocosamente, a bilheteria do fim de semana de abertura;
- Este é o primeiro longa-metragem dirigido por Stiles
White. O roteiro foi escrito por Juliet Snowden e Stiles White, que já
trabalharam juntos em ‘Presságio’ (2009) e ‘Possessão’ (2012).
- A atriz principal, Olivia Cooke interpreta a personagem
Emma Decody na série americana ‘Bates Motel’.
- Produzido pela produtora de Michael Bay, Platinum Dunes,
que também produziu os filmes de ‘Uma Noite de Crime’ e os remakes de ‘O
Massacre da Serra Elétrica’, ‘Sexta-Feira 13’, ‘A Hora do Pesadelo’ e ‘A Morte
Pede Carona’.
Decepção! Essa é a palavra para falar sobre o novo longa ‘O
Regresso’ de Alejandro González Iñárritu na direção e Leonardo DiCaprio como o
prometido para uma forte indicação ao Oscar. Sendo justo, não vou dizer que o
filme é ruim, não, não é mesmo, a atuação de DiCaprio realmente merece uma
estatueta, mas faltou algo. González que já dirigiu ‘Birdman ou (A Inesperada
Virtude da Ignorância)’ e ‘Biutiful’ ao meu ver, parece ter perdido o controle
em uma direção que tinha tudo para alcançar a perfeição.
O roteiro ajuda, o elenco mais ainda, mas a história, o que
a trama promete, dói, literalmente. A trama tem inicio em 1822. Hugh Glass
(Leonardo DiCaprio) parte para o oeste americano disposto a ganhar dinheiro
caçando. Atacado por um urso, fica seriamente ferido e é abandonado à própria
sorte pelo parceiro John Fitzgerald (Tom Hardy), que ainda rouba seus
pertences. Entretanto, mesmo com toda adversidade, Glass consegue sobreviver e
inicia uma árdua jornada em busca de vingança.
Pois bem, isso é o que o roteiro promete, em meio às
florestas do desconhecido EUA, um grupo de exploradores caçam animais e pegam
suas peles para venda. DiCaprio, que quando sozinho é atacado brutalmente por
um urso, lutando pela sua vida. Encontrado pelos companheiros, todos ajudam o
protagonista a sobreviver a não ser Hardy que no primeiro momento, diz a todos
que Glass está morto e se manda, deixando o homem em meio à neve, e ferido,
para morrer. Porém Glass, com ódio, sangue e força de vontade agora o mesmo quer
vingança, passando por uma “longa jornada” que poderá purificar a sua alma.
E aí está o problema, sua jornada é tão longa que tentaram
resumir e acabaram por vez resumindo muito, sua sede de vingança é tão grande
que na hora que você pensa: “agora vai”, o roteiro consegue parar e embaralhar
toda a história paralela e mal contada de um grupo de índios procurando pela
filha do “cacique” que em momento algum é explicado porque e quem a sequestrou,
para de repente a tal índia aparecer com um grupo militar de franceses que vai
saber o porquê da aparição deles.
Ainda que o nome de DiCaprio seja, merecidamente, mais
comentado, afinal ele é sim o fio condutor da produção e até consegue entregar
uma performance inesquecível, cabe destacar que todo elenco se esforça para
ficar bem. Hardy é muito mais do que apenas o vilão. Ele consegue se destacar
timidamente como um homem complexo, com medos e objetivos. Domhnall Gleeson e
Will Poulter também surgem, mas só surgem.
Infelizmente o filme não me agradou mesmo, sou fã de
DiCaprio desde ‘Gangues de New York’, talvez esse longa pode enfim render sua
primeira e merecida estatueta, apesar de já ter merecido em outros momentos em
parceria com a lenda vida Martin Scorsese. Mas a direção de Alejandro González Iñárritu
é falha, um roteiro com inúmeros buracos.
Pelo que percebi, vendo as críticas, fui um dos poucos a
detestar esse filme, mas esse é minha opinião e crítica. Esse longa não passa
de uma grande propaganda enganosa, essa é a palavra!
Título original: The Revenant Lançamento: 2016 Direção: Alejandro González Iñárritu Roteiro: Alejandro González Iñárritu e Mark L. Smith Duração: 156 Minutos Gênero: Aventura / Drama Orçamento: US$ 60 milhões Distribuidores: Fox Films Classificação: 17 anos
Elenco
Leonardo
DiCaprio (Hugh Glass)
Tom Hardy (John Fitzgerald)
Domhnall Gleeson (Andrew Henry)
Will Poulter (Jim Bridger)
Paul Anderson (Anderson)
Kristoffer Joner (Murphy)
Brendan Fletcher (Fryman)
Lukas Haas (Jones)
Robert Moloney (Dave Chapman)
Peter Strand Rumpel (Sam)
Curiosidades
- O filme é baseado em fatos reais, narrados no livro The
Revenant: A Novel of Revenge, de Michael Punke;
- John Hillcoat que trabalhou com Tom Hardy em ‘Os
Infratores’ (2012), chegou a ser cotado para dirigir o filme;
- Leonardo DiCaprio e Lukas Haas atuaram juntos em ‘A Origem’
(2010);
- Os atores Christian Bale e Sean Penn foram sondados para o
longa;
- A produção sofreu uma série de contratempos durante as
filmagens, que foram atrasadas e muitas cenas foram refeitas. Além disso,
alguns profissionais foram demitidos e o orçamento de US$ 95 milhões foi
estourado;
- No Globo de Ouro 2016, o longa foi indicado nas categorias
Melhor Filme de Drama, Diretor, Ator (Leonardo DiCaprio) e Trilha Sonora.
A ideia era boa, a promessa de algo divertido também, mas
uma coisa deu errado, ou melhor dizendo... Tudo, absolutamente tudo deu errado
no mais novo longa de Adam Sandler, ‘Pixels’. Os efeitos especiais são no máximo
“bonitinhos”, a mistura entre o mundo real e os games poderia ser algo
promissor, até porque estão lá muitas referências para quem já teve o prazer e
honra de um dia jogar os clássicos da década de 80, no Atari, fliperamas, e
até no inesquecível Nintendo. E mesmo quem não é desse tempo, caso se ache
gamer de verdade, tem que conhecer.
Space Invaders, Breakout, Asteroids, Duck Hunt, Frogger,
Burger Time, Joust, Centipede, Tetris, Smurf, Dig Dug, Galaga, Mario, Donkey
Kong, Pac-Man e sem se esquecer de Q*bert, ufa, acho que citei os principais. Pois
é, o renomado diretor Chris Columbus, responsável por clássicos e mais
clássicos de “Sessão da Tarde”, alguns como: ‘Esqueceram de Mim’ (1990), ‘Mamãe
Não Quer que Eu Case’ (1991), ‘Uma Babá Quase Perfeita’ (1993), roteirista de ‘Gremlins’
(1984), ‘Os Goonies’ (1985), ‘O Enigma da Pirâmide’ (1985) e várias outras
produções de tirar o chapéu e rever por muito tempo.
Mas infelizmente ‘Pixel’ é para cair no esquecimento mesmo,
talvez até mesmo para Columbus, que não conseguiu dessa vez mesclar nada nesse
longa com um elenco pesado, complicado e sem química alguma do começo ao fim.
No começo eu disse o mais novo longa de Adam Sandler, pois
bem, um dos nomes mais forte do elenco, mas que a cada longa vem decaindo cada
vez mais, além de Sandler, temos também, Kevin James, Michelle Monaghan, Peter
Dinklage, Josh Gad, Sean Bean, Brian Cox e sei lá porque a presença de Ashley
Benson sem fala alguma que essa deixa para lá.
O roteiro completamente atrapalhado abre a história nos anos
1980. A humanidade sempre buscou vida fora da Terra e, em busca de algum
contato, enviou imagens e sons variados sobre a cultura terrestre nos mais
diversos satélites já lançados no universo. Um dia, um deles foi encontrado. Disposta
a conquistar o planeta, certa raça alienígena resolveu criar monstros digitais
inspirados em videogames clássicos dos anos 1980. Para combatê-los, a única
alternativa é chamar especialistas nos jogos: Sam Brenner (Adam Sandler), Eddie
Plant (Peter Dinklage), Ludlow Lamonsoff (Josh Gad) e a tenente-coronel Violet
Van Patten (Michelle Monaghan).
No início e até mesmo nos teaser de divulgação mostrava um
projeto criativo, ainda mais com esse elenco que dispensaria qualquer tipo de
comentários, mas realmente não deu. Sandler e Monaghan tentam fazer o
impossível ao tentar criar qualquer tipo de química entre seus personagens. As piadas
além de fracas estão muito mais ultrapassada que qualquer jogo citado no filme,
- menos para The Last of Us, jogo de 2013 onde o personagem de Sandler faz
comparações -, então só o que resta nos longos 105 minutos é de muita cena previsível
e os pensamentos de já vi isso antes em algum lugar.
Outro ponto que não deve passar em branco é a trilha do
filme. Para quem conhece a filmografia de Adan Sandler, sabe que ele não
dispensa boa música, coisa que o mesmo já citou em vários longas que não escuta
nada feito depois dos anos 1990, até aí tudo bem, durante o longa, clássicos do
Rock n’ Roll se mistura com a trama, mas infelizmente (novamente), nenhuma
música se encaixa em momento algum! Como por exemplo em uma cena tensa de final
de campeonato, onde o jogo na questão é Donkey Kong e o que ouvimos é ‘We Will
Rock You’ da banda Queen.
Só o que resta dizer para Chris Columbus e toda equipe de ‘Pixel’,
é um imenso e doloroso: GAME-OVER!
Ops, já ima me esquecendo sobre o papel desperdiçado de Ashley
Benson com sua personagem Lady Lisa, então, sobre esse detalahe é melhor ficar
no silêncio eterno.
Título original: (Pixels) Lançamento: 2015 Direção: Chris Columbus Roteiro: Adam Sandler e Tim Herlihy Duração: 105 min. Gênero: Comédia/Ficção Científica Estúdio: Columbia Pictures Distribuidores: Sony Pictures Classificação: 14 anos.
Elenco
Adam
Sandler (Sam Brenner)
Michelle Monaghan (Tenente-coronel Violet Van Patten)
Kevin James (Presidente Will Cooper)
Peter Dinklage (Eddie Plant)
Josh Gad (Ludlow Lamonsoff)
Sean Bean (Corporal Hill)
Brian Cox (Almirante Porter)
Ashley Benson (Lady Lisa)
Curiosidade
- ‘Pixels’ é baseado no curta-metragem homônimo dirigido por
Patrick Jean, em 2010;
- A direção é de Chris Columbus, o mesmo de ‘Harry Potter e
a Pedra Filosofal’ (2001) e ‘Percy Jackson e o Ladrão de Raios’ (2010);
- Em menos de um dia, o trailer do filme teve 34,3 milhões
de acessos, sendo o trailer da Sony Pictures Entertainment de maior acesso. O
recorde era de 22 milhões, do filme ‘O Espetacular Homem Aranha 2: A Ameaça de
Electro’ (2014);
- O estúdio reuniu um número incrível de icônicas empresas
de videogames, cujos personagens clássicos – incluindo Pac-Man, Donkey Kong,
Centipede, Galaga, Frogger, Q*bert, e Space Invaders – estão no longa;
- Jennifer Aniston recusou o papel da protagonista feminina
e Michelle Monaghan foi escalada em seu lugar;
- O personagem de Josh Gad tem o sobrenome Lamonsoff. Este
sobrenome é recorrente nos filmes de Adam Sandler, sob o selo da Happy Madison,
como um tributo ao colega de faculdade de Sandler, Eric Lamonsoff, que fez
aparições nos longas do ator;
- Este é o nono filme ou programa televisivo em que Kevin
James e Adam Sandler contracenam juntos;
- Primeira colaboração entre Chris Columbus e Adam Sandler;
- O ator Peter Dinklage, mais conhecido por seu papel como
Tyrion Lannister na série ‘Game of Thrones’, está no elenco;
Se tem uma coisa que Hollywood não se cansa, essa coisa são seus filmes de comédias clichês, e a bola da vez foi ‘Roubo nas Alturas’, comandado por Brett Ratner, o mesmo pela bomba ‘A Hora do Rush 3’. Mas entre as dezenas de comédias lançadas todos os anos, sempre tem alguma que se salva. Ultimamente, a maioria deixa no espectador aquela sensação de tempo desperdiçado ao sair da sala de cinema dada à falta de qualidade. Fato: fãs de comédia sofrem atrás de algo que valha a pena. Poucos são os filmes que funcionam, mesmo como mero passatempo. Esse longa é um deles.
Josh Kovacs (Ben Stiller) era um funcionário exemplar de um dos prédios mais badalados de Nova York, conhecido como A Torre. Lá, ele é uma espécie de chefe de uma equipe de profissionais "mais ou menos" qualificados, como Lester (Stephen Henderson), Cole Howard (Casey Affleck), Odessa (Gabourey Sidibe) e Rick (Michael Pena), entre outros. A vida de todos vira de cabeça para baixo quando Arthur Shaw (Alan Alda), o bilionário ocupante da cobertura, é preso pelo FBI por ter cometido uma fraude, transformando o fundo de pensão de toda a equipe em pó. Disposto a recuperar a grana deles, Josh convida o vizinho Slide (Eddie Murphy) para ajudá-lo a descobrir aonde foi parar esse dinheiro para pegá-lo de volta e fazer justiça, tendo em vista que nem o FBI sabe do destino da fortuna.
O filme, que segue ou pelo menos tenta a mesma linha da franquia ‘Onze Homens e um Segredo’, mas com bandidos menos sofisticados e mais parecidos com nossos colegas de trabalho, tem seus momentos mais engraçados durante o treinamento organizado por Slide sobre a “arte de roubar”. Depois de um tempo, os próprios alunos começam a duvidar da capacidade criminosa de Murphy.
Todo o elenco até que funciona muito bem, mas é Murphy quem rouba a cena com um papel que lhe cai como uma luva, cheio de oportunidades para explorar seu talento que anda sumido das telas graças aos filmes medíocres que tem feito ultimamente. Outro destaque é Alan Alda como um vilão dócil e, ao mesmo tempo, execrável. O roteiro é agradável em vários momentos, mas infelizmente as piadas não se encaixam e quando raramente aparece uma, fica um buraco entre o elenco.
Mas mesmo com um elenco talentoso e um roteiro acima da média habitual, ‘Roubo nas Alturas’ acaba que divertindo o espectador ao fazer uma crítica bem humorada ao preço pago pela população norte-americana por causa dos desmandos do setor financeiro do país, que tem no personagem de Alan Alda a personificação do mal que todo americano, vítima da crise econômica conhece bem. Esse é mais um longa a lá Sessão da Tarde que vai cair facilmente no esquecimento de quem assistir. Quem procura por comédia não vai encontrar, mas em partes o filme é um bom entretenimento sem compromisso.
Título original: (Tower Heist) Lançamento: 2011 (EUA) Direção: Brett Ratner Produção: Brian Grazer, Eddie Murphy Roteiro: Ted Griffin, Jeff Nathanson Duração: 110 min. Gênero: Comédia Estúdio: Universal Pictures / Relativity Media Distribuidora: Universal Pictures Classificação: 10 anos
Elenco
Ben Stiller (Josh Kovacs) Eddie Murphy (Slide) Casey Affleck (Cole Howard) Alan Alda (Arthur Shaw) Matthew Broderick (Chase Fitzhugh) Judd Hirsch (Milo Krayne) Tea Leoni (Gertie Fiansen) Michael Peña (Rick Malloy)
Curiosidades
- Filmado inteiramente em Nova York;
- Inicialmente, o filme era descrito como uma versão afro-americana de ‘Onze Homens e um Segredo’;
- Eddie Murphy e Chris Rock estavam cotados para o papel principal de Josh Kovacs, que acabou ficando com Ben Stiller;
- Primeira vez que Stiller e Murphy trabalharão juntos no cinema;
- No início de outubro, a rede Cinemark anunciou um boicote ao título nos Estados Unidos devido à decisão do estúdio Universal em disponibilizar o filme - três semanas após sua estreia - para duas cidades americanas (Portland e Oregon) no formato VOD (Video On Demand).
Sabe aquele filme que realmente não precisa de uma continuação? Já aconteceu com clássicos como ‘O Poderoso Chefão’ e ’11 Homens e Um Segredo’, entre outros. E dessa vez foi com um que não chega a ser clássico, mas até que o primeiro foi muito bom, mas ‘Se Beber Não Case!2’ é mais um filme que não precisava dar o trabalho de ser feito, o diretor Todd Phillips deve ter viciado nos clichê de comédia grosseira que acabou ficando cada vez mais sem graça, prova disso é o péssimo ‘Um Parto de Viagem’.
Depois de uma farra inesquecível em Las Vegas, Phil (Bradley Cooper), Stu (Ed Helms), Alan (Zach Galifianakis) e Doug (Justin Bartha) seguiram com suas vidas. Mas o bom e velho Stu está disposto a se casar novamente, desta vez com Lauren (Jamie Chung), e o local escolhido para a cerimônia foi a exótica Tailândia. Entretanto, o que era para ser uma simples despedida de solteiro acabou se transformando em outra aventura muito louca, só que agora num país diferente, com suas próprias regras e a promessa de ser "marcante".
E a pergunta que não quer calar: Qual é o limite quando uma piada cruza a linha e deixa de ser engraçada e se torna de muito mau gosto?
‘Se Beber, Não Case!2’ tem áreas cinzas e percebê-lo apenas como algo preto no branco certamente reduz tanto seu potencial anárquico quanto a postura profundamente conservadora. Imaginando que todo mundo já sabe a premissa do filme, o roteiro de Craig Mazin, Scot Armstrong e Todd Phillips decide não realizar flashbacks em direção a ‘Se Beber, Não Case!’. O panorama é dado logo de início: Stu se apaixonou por uma tailandesa e decide se casar no país da amada, arrastando seus amigos para a cerimônia. No meio do caminho até a união do casal, tinha uma pedra, quer dizer, uma despedida de solteiro. Recomeça a montanha russa. Saem os neons e cassinos de Vegas, entram as ruas estreitas, superpovoadas e bares escuros de Bangcoc.
O mesmo elenco do primeiro com exceção do desconhecido Mason Lee que dessa vez é o responsável por toda confusão, mesmo elenco, mesmo diretor, mesmo roteiro e mesmo filme, nada muda do primeiro a não ser que dessa vez as piadas são chatas e sem graça, isso tudo porque as mesmas piadas já foram ditas no primeiro e piada que se sabe o final não tem graça.
A falta de criatividade é tão grande que alguns clichês são lamentáveis, até Zach Galifianakis que vem mostrando seu grande talento em comédias está completamente apaga do nesse longa, lamentável. Mas o mais cruel de tudo nesse longa é ver o ex lutador Mike Tyson cantando e rebolando, é nojento!
Agora o que fica é o desejo para que não venha uma outra sequencia, o que é muito provável já que Todd Phillips pegou gosto da coisa.
Título original: (The Hangover Part II) Lançamento: 2011 (EUA) Direção: Todd Phillips Roteiro: Todd Phillips, Scot Armstrong e Craig Mazin. Duração: 102 min. Gênero: Comédia Estúdio: Legendary Pictures Green Hat Films Living Films Distribuidora: Warner Bros. Pictures (EUA) Warner Bros. (Brasil)
Elenco:
Bradley Cooper (Phil Wenneck) Ed Helms (Stu Price) Zach Galifianakis (Alan Garner) Justin Bartha (Doug Billings) Ken Jeong (Sr. Chow) Paul Giamatti (Kingsley) Mason Lee (Teddy) Jamie Chung (Lauren) Nick Cassavetes (Tatuador) Mike Tyson (Mike Tyson) Alex Revan (Professor Lothario) Sondra Currie (Linda Garner) Aedin Mincks (Alan mais jovem) Dylan Boyack (Doug mais jovem) Tanner Maguire (Phill mais jovem) William A. Johnson (Stu mais jovem) Todd Phillips (Sr. Creepy) Andrew Howard (Nikolai)
Curiosidades
- Mel Gibson teria uma participação no filme no papel de tatuador, mas a ideia foi abandonada devido aos protestos dos membros da equipe por conta do envolvimento do astro em processo de violência doméstica;
- Liam Neeson foi contratado para o lugar de Mel Gibson e chegou a rodar sua cena. Entretanto, como ela precisou ser rodada mais uma vez e o ator já estava comprometido com as filmagens de ‘Fúria de Titãs 2’ (2012), ele teve que deixar o papel;
- O ator e diretor Nick Cassavetes (Diário de uma Paixão) entrou no lugar de Liam Neeson, em abril de 2011;
- Devido ao sucesso do personagem Sr. Chow no primeiro filme, o ator Ken Jeong (Os Vampiros que se Mordam) retornou para esta nova aventura;
- O ator Mason Lee, que fez o personagem Teddy, é filho do premiado cineasta Ang Lee (O Segredo de Brokeback Mountain).
- O ator britânico Andrew Howard faz, pela segunda vez seguida e estreando no mesmo ano, papel de um bandido russo. A outra foi em ‘Sem Limites’ (2011). Coincidência ou não, o ator também contracena com Bradley Cooper nos dois filmes.
- Ao longo da produção foi divulgado que o ex-presidente americano Bill Clinton faria uma participação, como ele mesmo, na produção. A informação acabou sedo desmentida por membros do elenco;
- As filmagens ocorreram entre 8 de outubro de 2010 e 1º de janeiro de 2011.
- Em dezembro de 2010, um grave acidente aconteceu no set de filmagens com o dublê de Ed Helms. Em uma cena envolvendo dois automóveis em colisão, Scott McLean sofreu graves lesões e deu entrada no hospital em coma induzido. Com graves lesões no cérebro, somente em 10 de fevereiro de 2011 ele deu seu primeiro sorriso, mas ainda sem poder falar.
Se, há uns dez anos mais ou menos, alguém me dissesse que em pouco tempo Jim Sheridan estaria realizando um filme hollywoodiano sobre uma casa mal-assombrada, com grandes estrelas, esta pessoa provavelmente seria chamada de maluca. Afinal, o renomado cineasta construiu toda sua reputação e conquistou nada menos do que seis indicações ao Oscar em produções mais intimistas, do chamado “circuito de arte”, ao retratar nas telas histórias voltadas a personagens pertencentes às classes pouco favorecidas da Inglaterra e Irlanda, como ‘Meu Pé Esquerdo’, ‘Terra da Discórdia’ e ‘Em Nome do Pai’. Após um breve flerte com o cenário norte-americano no ainda ótimo ‘Terra de Sonhos’, o diretor entrou de vez na cultura dominante do cinema com ‘Entre Irmãos’. Pois agora a bola da vez em seu currículo é ‘A Casa dos Sonhos’ com Daniel Craig, Naomi Watts e Rachel Weisz.
Will Atenton (Daniel Craig) é um bem sucedido editor em Manhattan que deixa o emprego e se muda com a esposa Libby (Rachel Weisz) e suas duas filhas para a cidade de Nova Inglaterra. Só que logo eles descobrem que a casa onde vivem foi, no passado, o local do assassinato de uma mãe e seus filhos, um crime que a cidade inteira acredita ter sido cometido pelo próprio marido. Will começa a investigar o caso e logo percebe que há algo de estranho na história. Sua única pista é Ann Patterson (Naomi Watts), uma misteriosa vizinha que conhecia a família que foi vítima da tragédia.
Bom, o difícil é intender o que levou Sheridan, realizador consagrado já em seus primeiros filmes, a arriscar-se por um cinema mais comercial. O fato é que, como aconteceu milhares de vezes com outros cineastas, a máquina de Hollywood parece ter engolido o diretor, que há anos não consegue entregar um trabalho com qualidade semelhante à de seus primeiros esforços.
Os nomes envolvidos no longa ainda traziam uma sombra de esperança: afinal, além de Sheridan no comando, ‘A Casa dos Sonhos’ ainda conta com um elenco talentoso, formado por Daniel Craig, Rachel Weisz e Naomi Watts, e o renomado Caleb Deschanel na fotografia. Infelizmente, nada disso foi capaz de tornar lógico ou ao menos aceitável o roteiro escrito por David Loucka, que tenta ser muito mais inteligente e profundo do que realmente é tornando a experiência de assistir ao filme gradualmente exasperante.
Como se não bastasse, Sheridan, talvez pela sua inexperiência em um gênero como o suspense, demonstra mão pesada em determinados momentos, sem contar o fato de ter se rendido aos clichês. Algumas cenas, como aquela já citada envolvendo os policiais, jamais encontram o tom certo, enquanto o cineasta ainda derrapa na tentação de ceder aos momentos de sustos fáceis, que quase sempre são utilizados para mascarar o fracasso de não conseguir construir uma tensão gradual. Da mesma forma, e prejudicado também pelo roteiro, Sheridan não parece ser capaz de qualquer sutileza na forma como conduz suas cenas: já no início do filme o espectador percebe qual a grande reviravolta proposta pela trama e quem é o vilão – aliás, uma criação incrivelmente caricatural e quase aleatória.
Falando na tal reviravolta, por mais previsível que seja, é interessante o que Sheridan e Loucka fazem com ela: ao invés de guardá-la para o final, diretor e roteirista jogam-na na metade do filme. É algo raro no cinema comercial americano, uma vez que normalmente as narrativas são construídas para justificar a surpresa final – portanto, não deixa de ser um tanto ousado
Por outro lado, como já dito, não apenas é fácil de antecipar, como também leva a uma pergunta crucial: o que virá depois? Infelizmente, essa não é uma pergunta que o filme consiga responder de maneira satisfatória. Parece não haver história para o terceiro ato, o que acaba levando à ridícula criação do vilão, tão absurda e rasa que parece ter sido desenvolvida unicamente com a intenção de preencher o tempo de filme – e talvez sejam os antagonistas mais incompetentes da história do cinema, já que não são capazes de fazer uma única coisa certa.
Título original: (Dream House) Lançamento: 2011 (EUA) Direção: Jim Sheridan
Roteiro: David Loucka Duração: 92 min. Gênero: Drama/Suspense Estúdio: Morgan Creek Productions / Cliffjack Motion Pictures Distribuidora: Universal Pictures (EUA) / Warner Bros (Brasil)
Elenco
Daniel Craig (Will Atenton) Naomi Watts (Ann Patterson) Rachel Weisz (Libby) Elias Koteas (Boyce) Marton Csokas (Jack Patterson) Taylor Geare (Trish) Claire Geare (Dee Dee) Rachel G. Fox (Chloe Patterson) Jane Alexander (Dr. Greeley) Brian Murray (Dr. Medlin) Bernadette Quigley (Heather Keeler) Sarrah Gadon (Cindi) Gregory Smith (Artie) Mark Wilson (Capitão Conklin) David Huband (Oficial Nelson) Martin Roach (Tommy)
Curiosidades
- Erik Van Looy esteve perto de ser escolhido como diretor;
- Christian Bale e Brad Pitt estiveram cotados para o personagem Will;
- O diretor Jim Sheridan e Jim Robinson, chefe da Morgan Creek Productions, discutiram várias vezes nos sets de filmagens, devido a questões de roteiro e da produção. Após o filme não ser bem recebido em exibições teste, Sheridan foi obrigado a rodar novas cenas para o longa-metragem. Mesmo assim Robinson retirou o filme de suas mãos e ordenou uma nova edição e a divulgação de um trailer que revelava vários dos segredos do filme. Em retaliação, Sheridan e os astros Daniel Craig e Rachel Weisz se recusaram a promover o filme;
- Após a estreia nos cinemas americanos, Jim Sheridan fez um pedido formal ao Directors Guild of America, o sindicato de diretores nos Estados Unidos, solicitando a retirada de seu nome nos créditos de ‘A Casa dos Sonhos’;
- As filmagens aconteceram entre fevereiro e 9 de abril de 2010;
- Durante as filmagens os atores Daniel Craig e Rachel Weisz se apaixonaram. O relacionamento foi anunciado meses depois, com o casal se casando em segredo em junho de 2011;
- Não foi exibido para a crítica especializada americana antes do lançamento nos cinemas;
Não, não dá para acreditar que a produção nacional de filmes continue tentando imitar as produções hollywoodiana, mas infelizmente isso acontece da pior maneira possível no longa ‘Assalto Ao Banco Central’ do diretor Marcos Paulo. Só que mais uma vez o cinema nacional tenta provar que também pode fazer subprodutos de Hollwyood com qualidade. Mas não, não consegue! O trailer ainda prometia algo tão grandioso quanto o roubo que aconteceu em Fortaleza, em 2005. Era um vídeo cheio de firulas, que dividia a tela entre os vários personagens que participaram do assalto ou estavam envolvidos na sua investigação. Estão lá também as piadinhas, as falas de efeito e uma trilha sonora que só aumenta a tensão. Propaganda enganosa!
Barão (Milhem Cortaz) teve a grande ideia de ganhar muito dinheiro em pouco tempo ao cometer o crime perfeito, sem violência. Para tanto basta arrumar as pessoas certas, dispostas a receber R$ 2 milhões, botar o plano em prática e executar a façanha. Após cerca de três meses de operação, R$ 164,7 milhões foram roubados do Banco Central, em Fortaleza, no Ceará. Sem dar um único tiro, sem disparar um alarme, os bandidos entraram e saíram por um túnel de 84 metros cavado sob o cofre, carregando três toneladas de dinheiro. Foi o segundo maior assalto a banco do mundo.
O experiente ator Marcos Paulo estreando na direção de um longa-metragem realmente não deu muito certo, pelo menos não dessa vez, o filme tem as mesmas fraquezas que muitos blockbusters norte-americanos recentes: perfeição técnica, debilidade dramática. Um time técnico qualificado tenta dar ares de superprodução e não consegue disfarçar a falta de ritmo, o desenvolvimento pobre dos personagens e os exageros do filme.
O roteiro e as sequencias já são cruéis para nós cinéfilos, mas o elenco foi um banho de água fria, além de Lima Duarte e Giulia Gam,o que se vê ou o que se sente é uma enorme, tortura, isso mesmo, não é exagero nenhum, para começar temos como “protagonista” o sempre irritante e inútil Milhem Cortaz (o Capitão Fábio de ‘Tropa de Elite’). Ele tentando dar uma de gangster sangue frio e cruel chega a doer, cada cena com a sua presença é sufocante, não sai do lugar não se esforça momento algum para pelo menos se interagir com seu personagem.
Quem tenta e até consegue roubar a cena em alguns momentos é Gero Camilo e Tonico Pereira, os dois consegue em partes tirar um sorriso do espectador e nada mais que isso. Mais um nome que não pode ser esquecido e quem sofre mesmo nessa bomba é de Hermila Guedes, grande atriz que protagoniza momentos constrangedores, é irritante ver cada minuto em cena com ela, e o pior de tudo é que ela é uma das principais na trama.
‘Assalto ao Banco Central’ talvez até tentou usar como referência o cinema de Tony Scott (Incontrolável), conhecido pelo clima absurdo de adrenalina, poucos recursos de efeitos especiais, habilidade em grudar o espectador na cadeira e só largá-lo no fim da sessão. Mas passou bem longe mesmo.
Para dar agilidade, o longa tenta consertar tudo na montagem alternada entre o bando de assaltantes e os policiais da investigação. Desgaste puro que corrói qualquer identificação com os personagens. Os diálogos pomposos e cheios de efeito não ajudam nem as interpretações do delegado Chico (Lima Duarte).
Também não ajuda a trilha sonora, que força o espectador a sentir momentos chaves. Como se a própria câmera, os diálogos, as interpretações e o desenvolvimento do enredo não fossem suficientes, a música é pleonástica: ora escrita com exagera, ora mal utilizada pela direção.
‘Assalto ao Banco Central’ mostra que o cinema brasileiro ainda não dominou a feitura de subprodutos de ação e nem sequer chega perto de ser considerado um entretenimento de qualidade.
Título original: (Assalto ao Banco Central) Lançamento: 2011 (Brasil) Direção: Marcos Paulo Roteiro: Renê Belmonte, com colaboração de Lúcio Manfredi e pesquisa de Taís Moreno, baseado em argumento de Antônia Fontenelle Duração: 104 min. Gênero: Ação Estúdio: Total Entertainment Distribuidora: Fox Filmes do Brasil
- Baseado no roubo de R$ 164,7 milhões do Banco Central de Fortaleza (CE), em 2005, o segundo maior do gênero até então e onde os ladrões cavaram um túnel de cerca de 80 metros de comprimento;
- Enquanto Lima Duarte afirmou ter buscado inspiração nos filmes noir, Giulia Gam se disse fã dos seriados "Law & Order";
- ‘Assalto ao Banco Central’ é dos mesmos produtores de ‘Se Eu Fosse Você’ e ‘Divã’;
- Estreia do ator e diretor de televisão Marcos Paulo como cineasta.
- A atriz Antônia Fontenelle é a atual namorada do diretor e também faz sua estreia no cinema;
- O ator Milhem Cortaz emendou o filme logo após ‘Tropa de Elite 2’ e afirmou ter gostado da experiência de fazer um personagem mais contido e que fala pouco;
- Todos os personagens da trama foram criados para o filme;
- O total de 11 elementos na quadrilha (dez homens e uma mulher) é alusivo ao sucesso ‘Onze Homens e Um Segredo’, só que a versão brasileira dos bandidos é totalmente desprovida de glamour;
- ‘Assalto ao Banco Central’ tem locações nos estados do Ceará e Rio de Janeiro, no Brasil;
- Foi rodado entre os dias 26 de abril e 3 de junho de 2010;
- Para representar a casa do assaltante Mineiro (Leão) em Fortaleza, foi usado o Colégio Sagrado Coração de Jesus, no Alto da Boa Vista, espaço desativado no Rio de Janeiro;
- Com orçamento estimado em R$ 6.5 milhões, o longa teve 10% do montante financiado pelo governo do Ceará.