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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)

Um grande destaque do ano de 2015, sem dúvida foi ‘Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)’, longa de Alejandro González Iñárritu, responsável pelo ótimo ’21 Gramas’ (2003) e o mais novo prometido ao Oscar ‘ORegresso’ (2016). O mexicano com um dedo incisivo, muitas vezes acusador e sem medo das consequências, se o ressaltado é feio ou bonito. Em 'Birdman', o dedo de Iñárritu aponta para a indústria do entretenimento. Como um todo.

Mas não pense você que se trata de um típico filme de heróis pelo típico nome do filme, lembre-se, nunca julgue um livro pela capa. Porém, não fica tão longe de um filme de herói, talvez assim fica possível aceitar o meio termo aqui. ‘Birdman’ oferece um retrato ao mesmo tempo cínico e realista, com um olhar distanciado típico de quem é de fora e não possui ligações afetivas que embacem a realidade. No filme, o personagem principal é um ex-astro do cinema que viveu seu auge quando interpretou o personagem do título, um super-herói bastante popular. Quando recusou a terceira sequência, seu mundo começou a ruir, lentamente. Para interpretá-lo, um ator que passou por uma jornada um tanto quanto parecida: Michael Keaton, (ex-Batman), há anos sem um papel relevante nas telonas. A vida imita a arte ou a arte imita a vida? As duas coisas.

O roteiro muito bem amarrado faz com que o espectador se sinta na pele do protagonista, muito bem feio por Keaton, que consegue ficar irreconhecível. Sendo esta uma mescla que conduz as várias sub-tramas envolvidas na trama. Ao mesmo tempo em que se pode acompanhar a derrocada do antigo homem-pássaro, e seu esforço para se reerguer ao dirigir e estrelar uma peça teatral – teatro dá prestígio! -, percebe-se coadjuvantes que, cada um à sua maneira, pensam apenas em si. É o ator do momento que surta de vez em quando (Edward Norton), a atriz que pena devido a relacionamentos antigos (Naomi Watts), o agente preocupado que à todo momento busca a melhor maneira de lucrar em cima do que está acontecendo (Zach Galifianakis), a filha meio deslocada que sente a falta de afeto vindo do pai (Emma Stone) e tantos outros que compõem esta fauna em busca da vitória prometida pelo sonho americano.

Uma sensação que por vezes mistura realidade e ilusão, onde o desejado se manifesta através da voz e da figura de ‘Birdman’, como se este fosse um fantasma a perseguir seu alter-ego. Eles são uns só indissociáveis, e a contínua aparição nada mais é do que a voz da consciência questionando seus atos, dia após dia. E, de quebra, trazendo um retrato objetivo sobre aquele mundo ao seu redor, (ufa!). Sim, tudo isso acontece durantes os 119 minutos de um longa que merece todo o respeito de um bom apreciador da Sétima Arte.

Com um roteiro repleto de diálogos sarcásticos e um elenco coeso muito competente, com destaque maior para os olhares reveladores de Emma Stone e Naomi Watts (que estão ótimas mesmo), ‘Birdman’ é um filme lúdico que diz muito sobre o mundo atual, onde a fama é algo a ser conquistado a todo custo e a palavra perde cada vez mais espaço para a beleza de imagens vazias.
Trata-se de um filme absolutamente crítico: a Hollywood, a Broadway, ao modus operandi do ramo do entretenimento, nos Estados Unidos e também em vários países (o Brasil inclusive, claro), sem deixar de cutucar também a própria crítica profissional neste gigantesco mecanismo inflado pelo ego. 

Um filme para pensar e também para divertir, saboreando as preciosidades que Iñárritu espalhou ao longo de sua duração, seja com situações deliciosamente bizarras ou até meigas, onde o ritmo frenético diminui para ressaltar o brilho das atuações. Destaque para a brilhante analogia com os filmes de super-heróis!

Recomendo!

Nota: 8,5
(Download em Torrent)



Título original: (Birdman or (The Unexpected Virtue of Ignorance))
Lançamento: 2015
Direção: Alejandro González Iñárritu
Roteiro: Alejandro González Iñárritu, Nicolás Giacobone, Alexander Dinelaris, Jr. e Armando Bó
Produção: Alejandro González Iñárritu, John Lesher, Arnon Milchan e James W. Skotchdopole
Duração: 119 min.
Gênero: Drama, Comédia          
Orçamento: UU$ 18 minlhões
Distribuidores: Fox Searchlight Pictures
Classificação: 16 anos


Elenco


Michael Keaton  (Riggan Thomson)
Edward Norton  (Mike Shiner)
Emma Stone (Sam Thomson)
Naomi Watts (Lesley)
Zach Galifianakis (Jake)
Andrea Riseborough (Laura)
Amy Ryan (Sylvia Thomson)
Lindsay Duncan (Tabitha Dickinson)
Merritt Wever  (Annie)
Jeremy Shamos (Ralph)


Curiosidades



- ‘Birdman’ venceu o Oscar 2015 de Melhor Filme, Diretor (Alejandro González Iñárritu), Roteiro Original e Direção de Fotografia;

- O longa concorreu ao Leão de Ouro em Veneza, além de ser a atração de abertura do festival;

- ‘Birdman’ liderou as indicações ao Globo de Ouro 2015 tendo recebido sete indicações nas categorias de Melhor Filme – Comédia ou Musical, Melhor Ator - Comédia ou Musical (Michael Keaton), Melhor Ator Coadjuvante (Edward Norton), Melhor Atriz Coadjuvante (Emma Stone), Melhor Diretor (Alejandro González Iñárritu), Melhor Roteiro (Alejandro González Iñárritu) e Melhor Trilha Original;

- Está é a primeira comédia dramática na carreira do cineasta mexicano Alejandro González Iñárritu, que dirigiu ‘Amores Brutos’ (2000), ‘Babel’ (2007) e ‘Biutiful’ (2011);

- A peça de teatro que marca o retorno de Riggan Thomson (Michael Keaton) é inspirada em um conto de Raymond Carver chamado ‘What We Talk About When We Talk About Love’ ("O que falamos, quando falamos sobre o amor", em tradução literal), publicado em 1981, e conta a história de Mel McGinnis, um cardiologista de quarenta anos e seus amores;

- Não foi à toa que o diretor escolheu Michael Keaton para o papel principal. Na verdade, o problema de Riggan Thomson é similar ao de Keaton, que ganhou fama no final dos anos 1980 quando interpretou Batman antes de "sumir";

- A produção venceu o Globo de Ouro nas categorias Melhor Ator de Comédia ou Musical (Michael Keaton) e Melhor Roteiro;

- O filme foi em grande parte gravado dentro do St. James Theatre da Broadway - Michael Keaton e o resto do elenco tiveram que adaptar-se ao estilo de filmagem rigoroso de Alejandro González Iñárritu, que os exigiu a realizar 15 páginas de diálogo em um momento, enquanto faziam marcações precisamente coreografadas;

- Filme de abertura do Festival de Veneza 2014;

- Durante a conferência de imprensa no camarim de Riggan, ele diz que não interpreta Birdman desde 1992. Esse é o mesmo ano em que Batman - O Retorno (1992) foi lançado, além de ser o último filme Batman estrelado por Michael Keaton;

- O longa foi filmado em menos de um mês;

-Ao lado de Michael Keaton, que interpretou Batman nos filmes de Tim Burton, tanto Edward Norton quanto Emma Stone desempenharam icônicos personagens de quadrinhos. Norton interpretando Bruce Banner em 'O Incrível Hulk' (2008) e Stone como Gwen Stacy na franquia O 'Espetacular Homem-Aranha' (2012);

- Birdman faturou o prêmio SAG 2015 de Melhor Elenco.

sábado, 2 de janeiro de 2016

Kingsman - Serviço Secreto

Não é um filme qualquer, ou melhor dizendo, “não é esse tipo de filme, xará!”.

Realmente não é mesmo, para explicar melhor, imagine só seria James Bond + Missão Impossível + Agente 86 + Kick Ass? Pois bem, o resultado desta equação só pode ser conferido em ‘Kingsman - Serviço Secreto’, que reúne o glamour de 007, os utensílios de Maxwell Smart (e também de Bond), a generalidade de Ethan Hunt e a violência brutal e estilosa dos quadrinhos de Mark Millar, que por sinal, Millar também é responsável pela HQ que dá origem a Kingsman, na qual trabalhou ao lado de Dave Gibbons (Watchmen), mas isso fica para as curiosidades.

Na direção dessa mega e perfeita produção, temos Matthew Vaughn, o mesmo responsáveis por produções memoráveis, como por exemplo: 'X-Men: Dias de um Futuro Esquecido', 'X-Men: Primeira Classe', 'Kick Ass - Quebrando Tudo' e 'Kick-Ass 2'. Já deu para notar que não estou falando de qualquer diretor, Vaughn realmente sabe a receita de fazer bons filmes com aquela maestria de convencer a todos com o que promete. Sendo assim não tem o que falar sobre sua direção nesse longa que torna seus 130 minutos memoráveis.

E por falar em memorável, além do roteiro – já chego lá -, o elenco tem que ser destacado com cuidado e respeito, até porque não temos qualquer nome, ou melhor dizendo: nomes! O filme já começa com Jack Davenport em ação, como o agente secreto Lancelot, nessa mesma linha ainda temos Colin Firth, Michael Caine, Samuel L. Jackson, Mark Strong, Taron Egerton, Sophie Cookson, Mark Hamill (sim, o Luke Skywalker), Sophie Cookson e Bjorn Floberg para dar vida a personagens que realmente foram feitos para cada um, com um toque especial e sem frescura.

O roteiro perfeitamente amarrado, acompanha Eggsy (Taron Egerton) um jovem com problemas de disciplina que parece perto de se tornar um criminoso. Determinado dia, ele entra em contato com Harry (Colin Firth), que lhe apresenta à agência de espionagem Kingsman. O jovem se une a um time de recrutas em busca de uma vaga na agência. Ao mesmo tempo, Harry tenta impedir a ascensão do vilão Valentine (Samuel L. Jackson).

E sem dúvida podemos dar um grande destaque para o vilão Valentine, um vilão que quer trazer o caos para o mundo, mas que não suporta violência e tem horror a sangue, isso mesmo, para entender melhor, só conferindo a ótima atuação de Samuel L. Jackson, que mais uma vez dispensa comentários em ação. Sem esquecer de Colin Firth, que faz o tradicional espião britânico, que diz respeito a pose e ao glamour. E também parte para a porrada quando necessário. O ator tem uma cena de ação em uma igreja, - isso mesmo, uma igreja - que deve deixar até o James Bond de Daniel Craig com inveja.

E oque falar da trilha desse filme, a cada cena nos deparamos desde clássicos, até os efeitos sonoros na hora e medida certa para prender o espectador na cadeira sem ar. Só na lista dos clássicos temos uma abertura com Dire Straits e ainda Lynyrd Skynyrd em uma cena de violência explicita de encher os olhos.

Pois bem, ‘Kingsman: The Secret Service’ (no original) não é um perfeito, diferente da maioria dos filmes de espiões que estamos acostumados. Tem muita ação, uma dose caprichada de drama e seguido de um incrível senso de humor negro controlado. Em alguns momentos parece um clássico filme de espionagem dos anos 70. O que é melhor ainda ter essa sensação!

Matthew Vaughn realmente se destacou novamente ao oferecer uma história original e repleta de personalidade. Fico feliz e seguro em dizer que não estamos diante de um filme qualquer, não é um simples e qualquer filme de espionagem que estamos acostumados a ver hoje em dia. Como eu disse antes: “não é esse tipo de filme, xará!”.

Nota: 09
(Download em Torrent)



Título original: (Kingsman: The Secret Service)
Lançamento: 2015
Direção: Matthew Vaughn
Roteiro: Matthew Vaughn e Jane Goldman
Duração: 130 min.
Gênero: Ação / Comédia
Orçamento: US$ 81 milhões
Distribuidores: Fox Films
Classificação: 16 anos.


Elenco

Colin Firth (Harry Hart / Galahad)
Samuel L. Jackson (Richmond Valentine)
Michael Caine (Arthur)
Mark Strong (Merlin)
Taron Egerton (Gary 'Eggsy' Unwin)
Jack Davenport (Lancelot)
Sophie Cookson (Roxy)
Mark Hamill (James Arnold)
Sophie Cookson (Gazelle)
Bjorn Floberg (Scandinavian PM)
Edward Holcroft (Charlie)
Tom Prior (Hugo)


Curiosidades

- O filme é uma adaptação da história em quadrinhos The Secret Service, criada por Mark Millar e Dave Gibbons;

- O autor Mark Millar é o criador das HQs Kick-Ass e O Procurado. Já o artista Dave Gibbons é conhecido pelas ilustrações dos quadrinhos Watchmen;

- Kingsman é a terceira adaptação de quadrinhos da carreira de Matthew Vaughn. As anteriores foram Kick-Ass -Quebrando Tudo (2010) e X-Men: Primeira Classe (2011);

- O diretor Matthew Vaughn, já trabalhou com o ator Mark Strong em ‘Kick-Ass: Quebrando Tudo’ (2010);

- Matthew Vaughn decidiu fazer Kingsman para prestar uma homenagem aos filmes antigos do agente James Bond, pois considera os estrelados por Daniel Craig muito sérios;

- Mark Strong e Colin Firth atuaram em ‘O Espião que Sabia Demais’ (2011);

- Aaron Taylor-Johnson, que trabalhou na franquia Kick-Ass, recusou o papel principal.
Emma Watson e Bella Heathcote foram sondadas para trabalhar no filme.

Kingsman: Serviço Secreto teve orçamento de US$ 80 milhões.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Pixels

A ideia era boa, a promessa de algo divertido também, mas uma coisa deu errado, ou melhor dizendo... Tudo, absolutamente tudo deu errado no mais novo longa de Adam Sandler, ‘Pixels’. Os efeitos especiais são no máximo “bonitinhos”, a mistura entre o mundo real e os games poderia ser algo promissor, até porque estão lá muitas referências para quem já teve o prazer e honra de um dia jogar os clássicos da década de 80, no Atari, fliperamas, e até no inesquecível Nintendo. E mesmo quem não é desse tempo, caso se ache gamer de verdade, tem que conhecer.

Space Invaders, Breakout, Asteroids, Duck Hunt, Frogger, Burger Time, Joust, Centipede, Tetris, Smurf, Dig Dug, Galaga, Mario, Donkey Kong, Pac-Man e sem se esquecer de Q*bert, ufa, acho que citei os principais. Pois é, o renomado diretor Chris Columbus, responsável por clássicos e mais clássicos de “Sessão da Tarde”, alguns como: ‘Esqueceram de Mim’ (1990), ‘Mamãe Não Quer que Eu Case’ (1991), ‘Uma Babá Quase Perfeita’ (1993), roteirista de ‘Gremlins’ (1984), ‘Os Goonies’ (1985), ‘O Enigma da Pirâmide’ (1985) e várias outras produções de tirar o chapéu e rever por muito tempo.

Mas infelizmente ‘Pixel’ é para cair no esquecimento mesmo, talvez até mesmo para Columbus, que não conseguiu dessa vez mesclar nada nesse longa com um elenco pesado, complicado e sem química alguma do começo ao fim.

No começo eu disse o mais novo longa de Adam Sandler, pois bem, um dos nomes mais forte do elenco, mas que a cada longa vem decaindo cada vez mais, além de Sandler, temos também, Kevin James, Michelle Monaghan, Peter Dinklage, Josh Gad, Sean Bean, Brian Cox e sei lá porque a presença de Ashley Benson sem fala alguma que essa deixa para lá.

O roteiro completamente atrapalhado abre a história nos anos 1980. A humanidade sempre buscou vida fora da Terra e, em busca de algum contato, enviou imagens e sons variados sobre a cultura terrestre nos mais diversos satélites já lançados no universo. Um dia, um deles foi encontrado. Disposta a conquistar o planeta, certa raça alienígena resolveu criar monstros digitais inspirados em videogames clássicos dos anos 1980. Para combatê-los, a única alternativa é chamar especialistas nos jogos: Sam Brenner (Adam Sandler), Eddie Plant (Peter Dinklage), Ludlow Lamonsoff (Josh Gad) e a tenente-coronel Violet Van Patten (Michelle Monaghan).

No início e até mesmo nos teaser de divulgação mostrava um projeto criativo, ainda mais com esse elenco que dispensaria qualquer tipo de comentários, mas realmente não deu. Sandler e Monaghan tentam fazer o impossível ao tentar criar qualquer tipo de química entre seus personagens. As piadas além de fracas estão muito mais ultrapassada que qualquer jogo citado no filme, - menos para The Last of Us, jogo de 2013 onde o personagem de Sandler faz comparações -, então só o que resta nos longos 105 minutos é de muita cena previsível e os pensamentos de já vi isso antes em algum lugar.
Outro ponto que não deve passar em branco é a trilha do filme. Para quem conhece a filmografia de Adan Sandler, sabe que ele não dispensa boa música, coisa que o mesmo já citou em vários longas que não escuta nada feito depois dos anos 1990, até aí tudo bem, durante o longa, clássicos do Rock n’ Roll se mistura com a trama, mas infelizmente (novamente), nenhuma música se encaixa em momento algum! Como por exemplo em uma cena tensa de final de campeonato, onde o jogo na questão é Donkey Kong e o que ouvimos é ‘We Will Rock You’ da banda Queen.

Só o que resta dizer para Chris Columbus e toda equipe de ‘Pixel’, é um imenso e doloroso: GAME-OVER!

Ops, já ima me esquecendo sobre o papel desperdiçado de Ashley Benson com sua personagem Lady Lisa, então, sobre esse detalahe é melhor ficar no silêncio eterno.

Nota: 02
(Download)



Título original: (Pixels)
Lançamento: 2015
Direção: Chris Columbus
Roteiro: Adam Sandler e Tim Herlihy
Duração: 105 min.
Gênero: Comédia/Ficção Científica
Estúdio: Columbia Pictures
Distribuidores: Sony Pictures
Classificação: 14 anos.


Elenco

Adam Sandler (Sam Brenner)
Michelle Monaghan (Tenente-coronel Violet Van Patten)
Kevin James (Presidente Will Cooper)
Peter Dinklage (Eddie Plant)
Josh Gad (Ludlow Lamonsoff)
Sean Bean (Corporal Hill)
Brian Cox (Almirante Porter)
Ashley Benson (Lady Lisa)


Curiosidade


- ‘Pixels’ é baseado no curta-metragem homônimo dirigido por Patrick Jean, em 2010;

- A direção é de Chris Columbus, o mesmo de ‘Harry Potter e a Pedra Filosofal’ (2001) e ‘Percy Jackson e o Ladrão de Raios’ (2010);

- ​Em menos de um dia, o trailer do filme teve 34,3 milhões de acessos, sendo o trailer da Sony Pictures Entertainment de maior acesso. O recorde era de 22 milhões, do filme ‘O Espetacular Homem Aranha 2: A Ameaça de Electro’ (2014);

- O estúdio reuniu um número incrível de icônicas empresas de videogames, cujos personagens clássicos – incluindo Pac-Man, Donkey Kong, Centipede, Galaga, Frogger, Q*bert, e Space Invaders – estão no longa;

- Jennifer Aniston recusou o papel da protagonista feminina e Michelle Monaghan foi escalada em seu lugar;

- O personagem de Josh Gad tem o sobrenome Lamonsoff. Este sobrenome é recorrente nos filmes de Adam Sandler, sob o selo da Happy Madison, como um tributo ao colega de faculdade de Sandler, Eric Lamonsoff, que fez aparições nos longas do ator;

- Este é o nono filme ou programa televisivo em que Kevin James e Adam Sandler contracenam juntos;

- Primeira colaboração entre Chris Columbus e Adam Sandler;

- O ator Peter Dinklage, mais conhecido por seu papel como Tyrion Lannister na série ‘Game of Thrones’, está no elenco;


- Pixels teve um orçamento de US$ 110 milhões.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Roubo nas Alturas

Se tem uma coisa que Hollywood não se cansa, essa coisa são seus filmes de comédias clichês, e a bola da vez foi ‘Roubo nas Alturas’, comandado por Brett Ratner, o mesmo pela bomba ‘A Hora do Rush 3’. Mas entre as dezenas de comédias lançadas todos os anos, sempre tem alguma que se salva. Ultimamente, a maioria deixa no espectador aquela sensação de tempo desperdiçado ao sair da sala de cinema dada à falta de qualidade. Fato: fãs de comédia sofrem atrás de algo que valha a pena. Poucos são os filmes que funcionam, mesmo como mero passatempo. Esse longa é um deles.

Josh Kovacs (Ben Stiller) era um funcionário exemplar de um dos prédios mais badalados de Nova York, conhecido como A Torre. Lá, ele é uma espécie de chefe de uma equipe de profissionais "mais ou menos" qualificados, como Lester (Stephen Henderson), Cole Howard (Casey Affleck), Odessa (Gabourey Sidibe) e Rick (Michael Pena), entre outros. A vida de todos vira de cabeça para baixo quando Arthur Shaw (Alan Alda), o bilionário ocupante da cobertura, é preso pelo FBI por ter cometido uma fraude, transformando o fundo de pensão de toda a equipe em pó. Disposto a recuperar a grana deles, Josh convida o vizinho Slide (Eddie Murphy) para ajudá-lo a descobrir aonde foi parar esse dinheiro para pegá-lo de volta e fazer justiça, tendo em vista que nem o FBI sabe do destino da fortuna.

O filme, que segue ou pelo menos tenta a mesma linha da franquia ‘Onze Homens e um Segredo’, mas com bandidos menos sofisticados e mais parecidos com nossos colegas de trabalho, tem seus momentos mais engraçados durante o treinamento organizado por Slide sobre a “arte de roubar”. Depois de um tempo, os próprios alunos começam a duvidar da capacidade criminosa de Murphy.

Todo o elenco até que funciona muito bem, mas é Murphy quem rouba a cena com um papel que lhe cai como uma luva, cheio de oportunidades para explorar seu talento que anda sumido das telas graças aos filmes medíocres que tem feito ultimamente. Outro destaque é Alan Alda como um vilão dócil e, ao mesmo tempo, execrável. O roteiro é agradável em vários momentos, mas infelizmente as piadas não se encaixam e quando raramente aparece uma, fica um buraco entre o elenco.

Mas mesmo com um elenco talentoso e um roteiro acima da média habitual, ‘Roubo nas Alturas’ acaba que divertindo o espectador ao fazer uma crítica bem humorada ao preço pago pela população norte-americana por causa dos desmandos do setor financeiro do país, que tem no personagem de Alan Alda a personificação do mal que todo americano, vítima da crise econômica conhece bem.
Esse é mais um longa a lá Sessão da Tarde que vai cair facilmente no esquecimento de quem assistir. Quem procura por comédia não vai encontrar, mas em partes o filme é um bom entretenimento sem compromisso.
Link

Nota: 4
Download: ‘Roubo nas Alturas’

~

Título original: (Tower Heist)
Lançamento: 2011 (EUA)
Direção: Brett Ratner
Produção: Brian Grazer, Eddie Murphy
Roteiro: Ted Griffin, Jeff Nathanson
Duração: 110 min.
Gênero: Comédia
Estúdio: Universal Pictures / Relativity Media
Distribuidora: Universal Pictures
Classificação: 10 anos


Elenco

Ben Stiller (Josh Kovacs)
Eddie Murphy (Slide)
Casey Affleck (Cole Howard)
Alan Alda (Arthur Shaw)
Matthew Broderick (Chase Fitzhugh)
Judd Hirsch (Milo Krayne)
Tea Leoni (Gertie Fiansen)
Michael Peña (Rick Malloy)


Curiosidades

- Filmado inteiramente em Nova York;

- Inicialmente, o filme era descrito como uma versão afro-americana de ‘Onze Homens e um Segredo’;

- Eddie Murphy e Chris Rock estavam cotados para o papel principal de Josh Kovacs, que acabou ficando com Ben Stiller;

- Primeira vez que Stiller e Murphy trabalharão juntos no cinema;

- No início de outubro, a rede Cinemark anunciou um boicote ao título nos Estados Unidos devido à decisão do estúdio Universal em disponibilizar o filme - três semanas após sua estreia - para duas cidades americanas (Portland e Oregon) no formato VOD (Video On Demand).

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Diário de um Jornalista Bêbado

Antes de assistir ao longa ‘Diário de um Jornalista Bêbado’, é recomendado saber quem antes foi Hunter S. Thompson (1937-2005), um controverso escritor e jornalista norte-americano. Considerado pai do que ficou conhecido como jornalismo gonzo (quando quem relata os fatos também se mistura à narrativa), seus personagens funcionam como alter egos, relatando aventuras pelas quais o próprio autor passou. Confesso que só conheci esse grande autor e jornalista nesse ano na faculdade, e recomendo todos seus livros e pelo jeito, os filmes adaptados de suas obras.

Em 1998, Johnny Depp deu vida a um desses personagens em ‘Medo e Delírio em Las Vegas’, encarnando um jornalista que vai a Las Vegas cobrir um evento esportivo e acaba mergulhado numa lisérgica viagem de alucinações. Agora, em ‘Diário de um Jornalista Bêbado’ – outra adaptação de um livro de Thompson -, Depp assume o papel de Paul Kemp, repórter que, nos anos 50, sai de Nova York para trabalhar em Porto Rico.

O longa conta a improvável história do jornalista itinerante Paul Kemp (Johnny Depp). Cansado da vida frenética de Nova Iorque e das convenções morais de uma América conservadora, ele viaja à bela ilha de Porto Rico, para trabalhar em um jornal local, o "The San Juan Star", administrado pelo tirânico Lotterman (Richard Jenkins). Adotando o ritmo calmo do lugar, regado a muito rum, Paul começa a se apaixonar por Chenault (Amber Heard), noiva de Sanderson (Aaron Eckhart), um dos maiores empresários da cidade. Ganancioso, Sanderson planeja converter Porto Rico num paraíso do capitalismo. Quando Kemp é recrutado por Sanderson para escrever um artigo favorável a respeito de sua nova e corrupta empreitada, ele é confrontado com um dilema: deve ajudar o empresário, ou aceitar os riscos e aproveitar para denunciá-lo?

Com um roteiro peculiar, uma direção duvidosa comandada por Bruce Robinson (A Premonição), uma ótima trilha sonora, o elenco fica quase responsável a quase tudo. O leve tom de anarquia e a falta de rumo certo para o andamento da narrativa são dois elementos que temperam e, ao mesmo tempo, enfraquecem o filme. Se for encarado como uma viagem, que às vezes beira o insólito, pode até ser uma experiência divertida. Por outro lado, a trama costurada pelo roteiro é demasiadamente frouxa. Quase sem conflitos e com personagens um tanto à deriva, a história parece nunca deslanchar, chegando a deixar algumas subtramas soltas pelo meio do caminho.

Mesmo com o camaleão Johnny Depp no elenco, seu personagem cai em uma jornada etílica, Kemp vive por algum tempo a dúvida entre aceitar servir aos poderosos ou denunciá-los em uma reportagem. Mas, no meio de toda turbulência que o envolve, outras questões se apresentam e o levam a mais encruzilhadas.

Mesmo irregular, o filme apresenta divertidos momentos de deboche, além de pincelar interessantes provocações quanto ao exercício do jornalismo. Mas tudo se dilui na fraca amarração da história. Depp, mesmo sem parecer inspirado, dá conta do personagem, apesar de repetir mecanicamente alguns trejeitos já conhecidos.

O destaque, contudo, fica para Michael Rispoli. Sua caracterização de Sala, um jornalista cético e irremediavelmente desiludido, é uma das melhores coisas do filme. O restante fica à deriva, entre altos e baixos.


Nota: 5
Download:
‘Diário de um Jornalista Bêbado’



Título original: (The Rum Diary)
Lançamento: 2012 (EUA)
Direção: Bruce Robinson
Roteiro: Bruce Robinson
Duração: 120 min.
Gênero: Comédia/Drama
Estúdio: Dark & Stormy Entertainment / FilmEngine / GK Films / Infinitum Nihil
Distribuidora: Vinny Filmes
Classificação: 14 anos


Elenco

Johnny Depp (Paul Kemp)
Aaron Eckhart (Sanderson)
Michael Rispoli (Bob Sala)
Amber Heard (Chenault)


Curiosidades:

- Adaptação do livro "Rum: Diário de Um Jornalista Bêbado" (The Rum Diary), de Hunter S. Thompson;

- O autor escreveu o livro "The Rum Diary" quando morava em Orange County, Nova York, e era repórter do jornal local The Times Herald Record. Reza a lenda que ele roubou uma máquina de bebidas usando os pés, mas muitos acreditam que ele tenha dado um tiro no aparelho;

- 'The Rum Diary' é o segundo filme que Johnny Depp atua baseado na obra de Thompson. O outro foi 'Medo e Delírio em Las Vegas' (1998);

- Segundo o diretor Bruce Robinson, ele foi convidado por Depp para dirigir 'Medo e Delírio em Las Vegas' antes de Terry Gilliam assumir o comando. Ele recusou porque afirmava não saber como levar o livro para as telas;

- Este é o quarto filme de Robinson como diretor e também o quarto roteirizado por ele. Os outros foram: 'Os Desajustados' (1984), 'Como Fazer Carreira em Publicidade' (1989) e 'Jennifer 8 - A Próxima Vítima' (1992);

- O filme deveria ter começado em 2004;

- As filmagens começaram somente em março de 2009;

- Os atores Benicio Del Toro, Brad Pitt, Josh Hartnett e Nick Nolte estavam escalados para o longa;

- Del Toro chegou a ser cogitado para dirigir o projeto;

- As atrizes Keira Knightley e Scarlett Johansson tiveram seus nomes cogitados para viver Chenault, mas o personagem acabou ficando com Amber Heard;

- O orçamento foi estimado em US$ 45 milhões.

sábado, 28 de janeiro de 2012

'Se Beber Não Case!2'

Sabe aquele filme que realmente não precisa de uma continuação? Já aconteceu com clássicos como ‘O Poderoso Chefão’ e ’11 Homens e Um Segredo’, entre outros. E dessa vez foi com um que não chega a ser clássico, mas até que o primeiro foi muito bom, mas ‘Se Beber Não Case!2’ é mais um filme que não precisava dar o trabalho de ser feito, o diretor Todd Phillips deve ter viciado nos clichê de comédia grosseira que acabou ficando cada vez mais sem graça, prova disso é o péssimo ‘Um Parto de Viagem’.

Depois de uma farra inesquecível em Las Vegas, Phil (Bradley Cooper), Stu (Ed Helms), Alan (Zach Galifianakis) e Doug (Justin Bartha) seguiram com suas vidas. Mas o bom e velho Stu está disposto a se casar novamente, desta vez com Lauren (Jamie Chung), e o local escolhido para a cerimônia foi a exótica Tailândia. Entretanto, o que era para ser uma simples despedida de solteiro acabou se transformando em outra aventura muito louca, só que agora num país diferente, com suas próprias regras e a promessa de ser "marcante".

E a pergunta que não quer calar: Qual é o limite quando uma piada cruza a linha e deixa de ser engraçada e se torna de muito mau gosto?

‘Se Beber, Não Case!2’ tem áreas cinzas e percebê-lo apenas como algo preto no branco certamente reduz tanto seu potencial anárquico quanto a postura profundamente conservadora. Imaginando que todo mundo já sabe a premissa do filme, o roteiro de Craig Mazin, Scot Armstrong e Todd Phillips decide não realizar flashbacks em direção a ‘Se Beber, Não Case!’. O panorama é dado logo de início: Stu se apaixonou por uma tailandesa e decide se casar no país da amada, arrastando seus amigos para a cerimônia. No meio do caminho até a união do casal, tinha uma pedra, quer dizer, uma despedida de solteiro. Recomeça a montanha russa. Saem os neons e cassinos de Vegas, entram as ruas estreitas, superpovoadas e bares escuros de Bangcoc.

O mesmo elenco do primeiro com exceção do desconhecido Mason Lee que dessa vez é o responsável por toda confusão, mesmo elenco, mesmo diretor, mesmo roteiro e mesmo filme, nada muda do primeiro a não ser que dessa vez as piadas são chatas e sem graça, isso tudo porque as mesmas piadas já foram ditas no primeiro e piada que se sabe o final não tem graça.

A falta de criatividade é tão grande que alguns clichês são lamentáveis, até Zach Galifianakis que vem mostrando seu grande talento em comédias está completamente apaga do nesse longa, lamentável. Mas o mais cruel de tudo nesse longa é ver o ex lutador Mike Tyson cantando e rebolando, é nojento!

Agora o que fica é o desejo para que não venha uma outra sequencia, o que é muito provável já que Todd Phillips pegou gosto da coisa.


Nota: 3
Download:
‘Se Beber Não Case!2’



Título original: (The Hangover Part II)
Lançamento: 2011 (EUA)
Direção: Todd Phillips
Roteiro: Todd Phillips, Scot Armstrong e Craig Mazin.
Duração: 102 min.
Gênero: Comédia
Estúdio: Legendary Pictures Green Hat Films Living Films
Distribuidora: Warner Bros. Pictures (EUA) Warner Bros. (Brasil)


Elenco:

Bradley Cooper (Phil Wenneck)
Ed Helms (Stu Price)
Zach Galifianakis (Alan Garner)
Justin Bartha (Doug Billings)
Ken Jeong (Sr. Chow)
Paul Giamatti (Kingsley)
Mason Lee (Teddy)
Jamie Chung (Lauren)
Nick Cassavetes (Tatuador)
Mike Tyson (Mike Tyson)
Alex Revan (Professor Lothario)
Sondra Currie (Linda Garner)
Aedin Mincks (Alan mais jovem)
Dylan Boyack (Doug mais jovem)
Tanner Maguire (Phill mais jovem)
William A. Johnson (Stu mais jovem)
Todd Phillips (Sr. Creepy)
Andrew Howard (Nikolai)


Curiosidades

- Mel Gibson teria uma participação no filme no papel de tatuador, mas a ideia foi abandonada devido aos protestos dos membros da equipe por conta do envolvimento do astro em processo de violência doméstica;

- Liam Neeson foi contratado para o lugar de Mel Gibson e chegou a rodar sua cena. Entretanto, como ela precisou ser rodada mais uma vez e o ator já estava comprometido com as filmagens de ‘Fúria de Titãs 2’ (2012), ele teve que deixar o papel;

- O ator e diretor Nick Cassavetes (Diário de uma Paixão) entrou no lugar de Liam Neeson, em abril de 2011;

- Devido ao sucesso do personagem Sr. Chow no primeiro filme, o ator Ken Jeong (Os Vampiros que se Mordam) retornou para esta nova aventura;

- O ator Mason Lee, que fez o personagem Teddy, é filho do premiado cineasta Ang Lee (O Segredo de Brokeback Mountain).

- O ator britânico Andrew Howard faz, pela segunda vez seguida e estreando no mesmo ano, papel de um bandido russo. A outra foi em ‘Sem Limites’ (2011). Coincidência ou não, o ator também contracena com Bradley Cooper nos dois filmes.

- Ao longo da produção foi divulgado que o ex-presidente americano Bill Clinton faria uma participação, como ele mesmo, na produção. A informação acabou sedo desmentida por membros do elenco;

- As filmagens ocorreram entre 8 de outubro de 2010 e 1º de janeiro de 2011.

- Em dezembro de 2010, um grave acidente aconteceu no set de filmagens com o dublê de Ed Helms. Em uma cena envolvendo dois automóveis em colisão, Scott McLean sofreu graves lesões e deu entrada no hospital em coma induzido. Com graves lesões no cérebro, somente em 10 de fevereiro de 2011 ele deu seu primeiro sorriso, mas ainda sem poder falar.

sábado, 21 de janeiro de 2012

‘A Festa Nunca Termina’

O diretor Michael Winterbottom (O Preço da Coragem), conseguiu fazer um filme com um tom de documentário que realmente merece um reconhecimento e que todos os cinéfilos ou não devem assistir, o longa de 2002 ‘A Festa Nunca Termina’ mostra a dramática vida de Joy Division, Sex Pistols ou New Order.

Nos anos 70, em Manchester, Inglaterra, o jornalista Tony Wilson se cansa de realizar reportagens de pouco (ou nenhum) conteúdo para a televisão local e decide se arriscar numa nova atividade: produção musical. Sem saber, ele estava dando o pontapé inicial a um período de forte efervescência musical que ficou conhecido como Manchester. Sua trajetória - repleta de altos, baixos, sexo, drogas e punk rock - é o tema do longa com um excelente roteiro.

O longa que mescla muito bem documentário, drama e comédia tem um boa direção de Michael Winterbottom, o mesmo de Bem-Vindos a Sarajevo, o roteiro consegue segui ah linha do filme em perfeita sintonia.Porém, a história pode até ser confusa para alguns, mas embora não seja absolutamente necessário, ajuda bastante ter algum conhecimento prévio sobre os movimentos musicais britânicos dos anos 70 e 80 para curtir o filme em toda a sua intensidade.

Os fãs de Joy Division, Sex Pistols ou New Order certamente vão se identificar mais com o filme que o leigo desavisado. Mas mesmo assim é divertido acompanhar o estilo de Winterbottom contar sua história. O produtor Tony Wilson (interpretado na tela por um convincente Steve Coogan) comanda o show salpicando a narrativa com tiradas sarcásticas, citações inteligentes e momentos do típico humor inglês. Para ele, casa cheia não é sinônimo de sucesso. "Quantas pessoas havia na Santa Ceia, por exemplo", filosofa Wilson.

Coerente com o tema, o filme tem uma linguagem retrô com muitas cores estilo anos 70, câmera na mão e algumas viagens visuais típicas da época. Quem entrar no clima vai curtir.

Recomendo!


Nota: 7.5
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‘A Festa Nunca Termina’




Título original: (24 Hour Party People)
Lançamento: 2002 (Inglaterra)
Direção: Michael Winterbottom
Roteiro: Frank Cottrell Boyce
Duração: 115 min.
Gênero: Documentário/Drama/Comédia
io: Channel Four Films / Revolution Films / Film Council / Baby Cow Productions Ltd. / WAVEpictures
Distribuidora: United Artists / Metro-Goldwyn-Mayer Distributing Corporation


Elenco:

Steve Coogan (Tony Wilson)
Shirley Henderson (Lindsay Wilson)
Paddy Considine (Rob Gretton)
Sean Harris (Ian Curtis)
Danny Cunningham (Shaun Ryder)
Andy Serkis (Martin Hannett)
Chris Coghill (Bez)
Lennie James (Alan Erasmus)
Ralf Little (Peter Hook)
Paul Popplewell (Paul Ryder)
John Simm (Bernard Sumner)
Keith Allen (Roger Ames)
Rob Brydon (Ryan Letts)
Enzo Cilenti (Peter Saville)
Ron Cook (Derek Ryder)


Curiosidades

- Como o Hacienda original foi demolido em 2000, uma réplica da casa foi construída para o filme, baseando-se principalmente em relatos de diversas pessoas que frequentaram o local;

- Vários objetos pertencentes ao Hacienda original foram comprados pela produção do filme, de forma a disponibilizá-los na réplica construída para o filme.

sábado, 1 de outubro de 2011

'Paul - Contatos Imediatos com Essa Figura’

O longa ‘Paul - Contatos Imediatos com Essa Figura’ dirigido por Greg Mottola consegue ser tão ruim e estranho como o próprio nome, antes ficasse no original, só como ‘Paul’, mas fazer o que? Imagine um filme ruim que aposat na comédia, mas faz de tudo para fugir do humor e em pleno final apela para o drama com a intuição de fazer o espectador talvez, gostar do filme.

O longa acompanha os dois amigos nerds, Graeme Willy (Simon Pegg) e Clive Gollings (Nick Frost), ambos tinham programado uma viagem dos sonhos para qualquer apaixonado pelo tema "discos voadores": uma visita a famosa e sempre negada pelo exército Area 51. Só que no meio do caminho eles encontraram com Paul ( Seth Rogen), um alienígena que escapou da base militar e precisa encontrar sua nave mãe para retornar ao seu planeta em segurança. Começando então uma “aventura” do trio para escapar da garras do Agente Zoil (Jason Bateman) e seus parceiros.

O clichê é o destaque principal de um roteiro mais que ruim. Apelando para o dialogo “sujo” o que se vê é só um filme para maiores sem sentido algum. Um dia, talvez, eu vou entender porque atores consagrados, aceitam qualquer roteiro que aparece.

Por incrível que pareça o ator Jason Bateman (Quero Matar Meu Chefe), é um dos protagonista, mas é duro ver o que ele não consegue fazer no longa, junto de Simon Pegg, Nick Frost e Seth Rogen como o alienígena da paz que só quer voltar para casa.

Não tem muito o que dizer quando um filme consegue extrapolar todos os limites e paciência do espectador. Com piada sem graça, dialogo como já disse antes apelativo, o longa não sai das mesmices e o pior de tudo, não sai do lugar!

Péssimo!

Nota: 2.5
Download:
‘Paul - Contatos Imediatos com Essa Figura’



Título original: (Paul)
Lançamento: 2011 (França, Espanha, Reino Unido, Estados Unidos)
Direção: Greg Mottola
Roteiro: Nick Frost e Simon Pegg
Duração: 104 min.
Gênero: Comédia/Aventura
Estúdio: Relativity Media Working Title Films Studio Canal Big Talk Productions
Distribuidora: Focus Features (EUA) Universal Pictures International (UPI)


Elenco:

Simon Pegg (Graeme Willy)
Nick Frost (Clive Gollings)
Seth Rogen (Paul - voz)
Jason Bateman (Agente Zoil)
Sigourney Weaver (Chefona)
Kristen Wiig (Ruth Buggs)
Steven Spielberg (Ele mesmo)
Blythe Danner (Tara Walton)
Mia Stallard (Tara Walton - Jovem)
Jeremy Owen (Vendedor)
Jeffrey Tambor (Adam Shadowchild)
David House (Segurança)
Nelson Ascencio (Jorge)
Jane Lynch (Pat Stevens)
David Koechner (Gus)
Jesse Plemons (Jake)
Bill Hader (Haggard)
Joe Lo Truglio (O'Reilly)
John Carroll Lynch (Moses Buggs)
Brett Michael Jones (Keith Nash)


Curiosidades

- Paul teve um orçamento estimado em US$ 40 milhões;

- Do mesmo diretor da comédia 'Superbad - É Hoje' (2007) e roteirista (Simon Pegg) de 'Maratona do Amor' (2007);

- Estrelado pela mesma dupla da comédia 'Todo Mundo Quase Morto' (2004);

- Durante a Comic Con 2010, evento dedicado aos quadrinhos que acontece anualmente em San Diego, Califórnia, nos Estados Unidos, o ator Seth Rogen, que dá a voz para o personagem principal Paul, admitiu que pediu uma "consultoria" para o também ator Andy Serkis por sua experiência com o ser animado Gollum de 'O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel';

- Na sequência em que o alienígena Paul conversa com Steven Spielberg ao telefone sobre 'E.T., o Extra-terrestre', a voz é do próprio cineasta;

- O longa foi rodado no centro de San Diego e em Santa Clarita, ambos na California e também no Novo México e nos Estados Unidos;

- A trilha sonora está nas mãos do mesmo compositor do sucesso '007 - Quantum of Solace' (2008);

- A fotografia é do mesmo diretor de 'Se Beber, Não Case!' (2009) e 'Eu Te Amo, Cara' (2009).

domingo, 4 de setembro de 2011

'O Primeiro Mentiroso'

Uma coisa que ultimamente anda me incomodando um pouco, são essas “comédias” que aparecem sem graça alguma e que insistem em errar no mesmo erro. O longa ‘O Primeiro Mentiroso’ não é diferente, se bem que o gênero poderia ser mudado para comédia dramática, porque na verdade é o mais próximo que esse filme pode chegar.

O longa se passa em um mundo onde as pessoas só falam a verdade e não existe o conceito de decepção, Mark Bellison (Ricky Gervais), ele é roteirista de uma produtora que produz filmes completamente diferente. Como suas histórias não têm criatividade alguma, seu emprego está em risco, ao ponto de perder tudo ele inventa uma mentira que da certo e começa então uma série de mentiras em um lugar onde só se tem lugar para a verdade, mas ele não muda só a natureza das coisas, mas cria a base das religiões.

O longa talvez até poderia dar certo, ou pelo menos, tentar. Mas Ricky Gervais conseguiu errar feio quatro vezes. Primeiro na direção, roteiro, produção e por fim na sua própria atuação. Ele consegue ser mais que irritante e ainda de quebra temos que agüentar ele tentando conquistar Jennifer Garner que por sua vez conseguiu mais uma vez ser neutra, não agrada em nada e não se esforça em nada para variar, como já é de costume da própria, exemplos para ‘Demolidor’, ‘De Repente 30’ e o insuportável ‘Elektra’.

O longa tenta entra em uma discussão muito delicada para um filme do gênero e com o péssimo roteiro só sobra clichê e uma forma muito estúpida de tenta explicar uma teoria sobre uma religião qualquer. Sem contar a narração em Off nos primeiros minutos e na final da trama. Realmente não da certo, como a trilha sonora e fotografia, que se percebe fácil a falta de enquadramento.

‘O Primeiro Mentiroso’ é o primeiro longa de Ricky Gervais como diretor, e para quem causou polêmica no Globo de Ouro, falando mal do filme ‘O Turista’ interpretado por Johnny Depp e Angelina Jolie, além de fazer piadas pesadas contra o ator Charlie Chen, e outras além.

Mas polemicas a parte, é melhor Gervais rever seus conceitos porque como ator ele nunca agradou, agora como diretor e roteirista passou longe. Tai uma prova viva do sujo falando do mal lavado. Uma ironia talvez, é lembra do que ele falou sobre os roteiristas do longa ‘Sex And The City 2’, e no seu próprio longa ele conseguiu ser pior do que qualquer coisa já vista.

Não recomendo mais essa falsa “comédia” que um dia talvez possa passar em qualquer Sessão da Tarde.


Nota: 2.5
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‘O Primeiro Mentiroso’



Título original: (The Invention of Lying)
Lançamento: 2010 (Brasil)
Direção: Ricky Gervais e Matthew Robinson
Roteiro: Ricky Gervais e Matthew Robinson
Produção: Ricky Gervais, Dan LIn, Linda Obsta e Oly Obst
Duração: 100 min.
Gênero: Comédia
Estúdio: Universal Studios
Distribuidora: Focus Features International / Radar Pictures


Elenco:

Ricky Gervais (Mark Bellison)
Jennifer Garner (Anna McDoogles)
Jonah Hill (Frank)
Jeffrey Tambor (Anthony)
Fionnula Flanagan (Martha Bellison)
Rob Lowe (Brad Kessler)
Tina Fey (Shelley)


Curiosidade:

- Produção criada pelo comediante inglês que ganhou fama mundial com o seriado 'The Office'.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

'Quero Matar Meu Chefe'

Seth Gordon já provou a todos que como ator ele é um razoável diretor. O longa ‘Quero Matar Meu Chefe’ é o tipo de comédia que parece que foi feito de última hora sem nenhum compromisso, só para os atores brincarem entre si e nos entreter. Mas deu certo. É o típico filme escrito por roteiristas acostumados com o humor da TV, citações a outros filmes, enredo simples e atores eficientes são comandados por um trabalho bem nulo de direção.
Ou seja, ‘Quero Matar Meu Chefe’ só consegue atingir sua “proposta” de entretenimento vazio por tudo que não depende de Seth Gordon, diretor do também nulo ‘Surpresas do Amor’. Das piadas gráficas aos tiques caricatos de cada personagem, os méritos dão a impressão de vir especialmente do roteiro.

Na trama os amigos Nick Hendricks (Jason Bateman), Kurt Buckman (Jason Sudeikis) e Dale Arbus (Charlie Day) são amigos que sofrem nas mãos de seus respectivos chefes, Dave Harken (Kevin Spacey), Bobby Pellitt (Colin Farrell) e Julia Harris (Jennifer Aniston), respectivamente. Juntos, num rompante após uma noite de bebedeiras, tomam uma decisão radical: matar os patrões.

Pelo elenco já deu para se ter um ideia do que pode esperar ou não. Infelizmente o maior nome desse elenco não agrada em cena alguma, Kevin Spacey pulou no “barco” errado, ele prova que comédia não é o seu forte, já por outro lado a parceria e a química de Jenifer Aniston e Charlie Day é impecável, as melhores cenas saí dessa química perfeita da chefe tarada assediando o seu assistente de todas as formas possíveis. Jason Bateman é o mesmo trabalhador passivo de ‘Maré de Azar’, em certa cena te agrada em outras deixa passar, já Jason Sudeikis é o maníaco sexual infantilizado que a cada cena se divide no humor estranho.

Mas resumindo tudo, a explicação desse longa estar em cartaz é pelo peso do elenco. Se fosse lançado direto na televisão, não faria diferença alguma. ‘Quero Matar Meu Chefe’ carrega todos os cacoetes das produções para a telinha. Um bom entretenimento de fácil esquecimento.


Nota: 6.5
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‘Quero Matar Meu Chefe’



Título original: (Horrible Bosses)
Lançamento: 2011 (Estados Unidos)
Direção: Seth Gordon
Roteiro: Michael Markowitz, John Francis Daley e Jonathan M. Goldstein, baseados na história do próprio Markowitz
Produção: Brett Ratner e Jay Stern
Duração: 98 min.
Gênero: Comédia
Estúdio: New Line Cinema Rat Entertainment
Distribuidora: Warner Bros. Pictures (EUA) Warner Bros. (Brasil)


Elenco:

Jennifer Aniston (Dra. Julia Harris)
Jason Bateman (Nick Hendricks)
Jason Sudeikis (Kurt Buckman)
Colin Farrell (Bobby Pellitt)
Jamie Foxx (Jones)
Donald Sutherland (Jack Pellit)
Kevin Spacey (Dave Harken)
Charlie Day (Dale Arbus)
John Francis Daley (Carter)
Lindsay Sloane (Stacy)
Julie Bowen (não informado)


Curiosidades:

- Do mesmo diretor que 'Surpresas do Amor';

- Produzido pelo cineasta Brett Ratner, diretor de sucessos como a trilogia 'A Hora do Rush' e de 'X-Men - O Confronto Final';

- Segunda vez que Jennifer Aniston e Jason Sudeikis trabalham juntos. A outra foi em 'Caçador de Recompensas' (2010);

- Charlie Day e o ator Jason Sudeikis estiveram juntos na comédia romântica 'Amor à Distância' (2010);

- Os nomes de Vince Vaughn, Owen Wilson, Matthew McConaughey, Ashton Kutcher, Paul Rudd, Philip Seymour Hoffman, Jeff Bridges e Tom Cruise chegaram a ser associados a produção de 'Quero Matar Meu Chefe', mas nenhum deles se confirmou.


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

‘Professora Sem Classe’

Sinceramente eu não consigo entender o que alguns atores e atrizes fazem com suas carreiras, quando não estão se afundando em drogas, estão se afundando em filmes que são uma droga. Estou falando de Cameron Diaz no seu novo longa ‘Professora Sem Classe’, o pior de tudo é que ela vem de uma sequência de filmes muito ruins, como por exemplo ‘Encontro Explosivo’ e ’Besouro Verde’, ambos de 2010.

‘Professora sem Classe’ se apóia mesmo no politicamente incorreto, e seguido o caminho aberto por ‘Se Beber, Não Case!’, se apropria de um subgênero cinematográfico geralmente associado ao púbico pré-adolescente para urdir um humor adulto e não raro cruel. Mas infelizmente não consegue agradar em absolutamente nada.

Cameron Diaz vive o papel-título, uma professora mau caráter interesseira, desagradável, sem o mínimo talento para a pedagogia, e que só se mete a lecionar por causa do dinheiro.Uma professora pra lá de desbocada que sonha com dias sem dever de casa, supervisão entre outras obrigações de sua rotina de trabalho. De volta às aulas, ela resolve que precisa mudar algumas coisas e a primeira é arrumar alguém para cuidar dela. Só que, no dia que ela leva um fora do namorado, as atenções passam a ser o professor que é o funcionário padrão da escola.

E esta será a primeira grande premissa que o espectador terá de engolir, para curtir o filme: por que uma pessoa que só se interessa por dinheiro iria escolher justamente a profissão de professor? É aceitar ou largar. É a partir daí que ela vai usar todo o seu antiprofissionalismo a serviço da maior causa de sua vida: economizar o dinheiro necessário turbinar os seios com silicone.

O humor sem graça do longa não consegue extrair nada de interessante e reverente ao que o filme promete. Justin Timberlake que ultimamente vem mostrando grande talento como ator conseguiu tropeçar feio nesse. Seu personagem forçado e sem graça. Ao lado deles tem a presença da Lucy Punch (Você Vai Conhecer o Homem de Seus Sonhos), mas que não agrada como Diaz e Timberlake.

O roteiro chega a ser agradável, os diálogos não são tão cansativos e as cenas em certo ponto chega a ser boa para pelo menos tentar envolver o espectador. O grande problema é que absolutamente toda a sequência do filme é muito previsível ao ponto que em meia hora de filme você já tem noção de como a trama vai terminar.

Muito ruim, creio eu que se não fosse pelos nomes de peso no elenco, essa comédia sem graça de fácil esquecimento será mais uma que chegaria direto em DVD por aqui.

A estréia nos cinemas está prevista para 19 de agosto.


Nota: 3
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‘Professora Sem Classe’



Título original: (Bad Teacher)
Lançamento: 2011 (EUA)
Direção: Jake Kasdan
Roteiro: Gene Stupnitsky e Lee Eisenberg
Produção: Jimmy Miller
Duração: 92 min.
Gênero: Comédia
Estúdio: The Weinstein Company The Mosaic Media Group
Distribuidora: Columbia Pictures (EUA) Sony Pictures Releasing (Brasil)


Elenco:

Cameron Diaz (Elizabeth Halsey )
Justin Timberlake (Scott Delacorte)
Lucy Punch (Amy Squirrel)
Jason Segel (Russell Gettis)
Phyllis Smith (Lynn Davies)
John Michael Higgins (Diretor Wally Snur)
Alanna Ubach (Angela )
Thomas Lennon (Carl Halabi)
Noah Munck (Tristan)
Matthew J. Evans (Garret)
Molly Shannon (Melody - Mãe de Garret)
Kathryn Newton (Chase Rubin-Rossi)
Shane McRae (Jason )
Jillian Armenante (Sra. Pavicic )
Jillana Laufer (Professora)
Paul Bates (Superintendente)
Keith Middlebrook (Jerry Butler)


Curiosidades:

- O ator Bradley Cooper chegou a ser cogitado para um papel, mas a ideia não foi adiante;

- Foi inteiramente rodado na Califórnia, Estados Unidos;

- Mesma dupla de roteirista da comédia 'Ano Um' (2009) e do seriado 'The Office';

- Coincidência ou não, Jake Kasdan já tinha dirigido antes um filme "escolar": 'Correndo Atrás do Diploma' (2002);

- Previsão de estreia no circuito americano em 24 de junho de 2011.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Um Parto de Viagem

Sabe o que o longa ‘Um Parto de Viagem’ e ‘Se Beber, Não Case!’ tem em comum?

Ambos são dirigidos pelo diretor Todd Phillips e com o ator Zach Galifianakis, mas ‘Um Parto de Viagem’ está muito longe de ser uma boa comédia. Pura falta de criatividade mesmo. Aliás, esse longa pode ser muito bem comparado com uma mistura de todas as comédias clichês da Sessão da Tarde, ou seja, protagonistas trintões, de personalidades diferentes - e até conflitantes - que por algum motivo se embrenham por uma viagem pelo país, misturando os elementos típicos do filme de estrada com as formulações simples de comédia adolescente. Algo como um Road ‘American Pie’ para maiores. Um ‘Porky´s’ para senhores respeitáveis.

O longa mostra Peter Highman (Robert Downey Jr.), está longe de casa e vai ser pai pela primeira vez. Assim, tudo o que ele queria era acompanhar o parto de seu filho e para isso ele tem exatos cinco dias para chegar a Atlanta, algo que um simples vôo faria em algumas horas. Mas ele não contava em conhecer, no meio do caminho, o aspirante a ator Ethan Tremblay (Zach Galifianakis), alguém que irá transformar sua viagem de volta numa verdadeira loucura que Peter não faz ideia.

O roteiro chega a ser bom, mas não está muito bem amarrado como em ‘Se Beber, Não Case!’, muita falta de criatividade, piadas absurdamente bobas e sem nenhuma graça. O que mais espanta é que em algumas comédias, por mais ruim que seja, você sempre acaba dando uma risadinha por alguma atrapalhada de algum personagem, ou de alguma confusão que ele pode se meter. Mas acredite, nesse o espectador não tem nenhum motivo para rir.

Em uma das cenas bem forçada, talvez para tentar fazer o espectador achar engraçado, é em uma sequencia em que o personagem de Zach Galifianakis e Robert Downey Jr. Levam uma surra completamente sem sentido e sem nenhuma ligação exata de uma homem na cadeira de rodas, mas nem isso é capaz de fazer rir.

O Personagem de Zach Galifianakis é um aspirante a ator e durante o longa todo ele cita várias vezes comentários sobre a ótima série ‘Two And A Half Man’, mas nem aí ele consegue fazer algo engraçado. Ao lado dele, Robert Downey Jr. acaba interpretando ele mesmo, o cara fechado de pouco amigos e violento. Para lembrar um pouco mais dele na vida real, só faltou mulheres e drogas para acompanhar.

Para não esculachar mais o filme do que ele merece, o ponto alto e positivo e que salva o longa é a boa trilha sonora, e a fotografia mostrando vários lugares que são de encher o olhos mesmo.

Infelizmente o filme não traz o que promete, deixando muito a desejar, não espere a melhor comédia se tiver com vontade de ver ‘Um Parto de Viagem’.


Nota: 3
Download: ‘Um Parto de Viagem’



Título original: (Duo Date)
Lançamento: 2010 (EUA)
Direção: Todd Phillips
Roteiro: Alan R. Cohen, Alan Freedland, Adam Sztykiel e Todd Phillip, baseados na história de Alan R. Cohen & Alan Freedland.
Duração: 100 min.
Gênero: Comédia
Estúdio: Warner Bros. Pictures Legendary Pictures Green Hat Films
Distribuidora: Warner Bros. Pictures (EUA) Warner Bros. (Brasil)


Elenco:

Zach Galifianakis (Ethan Tremblay)
Robert Downey Jr. (Peter Highman)
Michelle Monaghan (Christine Highman)
Jamie Foxx (Jim)
Juliette Lewis (Heidi)
Charlie Sheen (Charlie Harper)
Danny McBride (Lonnie)
RZA (Segurança do aeroporto)
Todd Phillips (Barry)
Bobby Tisdale (Carl)
Aaron Lustig (Dr. Greene)
Jon Cryer (Alan Harper)


Curiosidades:

- 'Um Parto de Viagem' marca a segunda parceria entre o diretor Todd Phillips e o ator Zach Galifianakis, que brilhou na comédia 'Se Beber, Não Case!' de 2009;

- O diretor aparece em uma pequena ponta.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Cilada.com

O mais novo longa nacional ‘Cilada.com’ é dirigido por José Alvarenga Jr. O mesmo diretor do ótimo ‘Os Normais 1 e 2’, mas é aquilo: o que adianta ser um bom diretor se o roteirista não ajuda... E vice versa.

Infelizmente a adaptação da série ‘Cilada’ não é nem um pouco parecida com a original, pouco humor e uma história fraca que em momento algum se esforça para agradar. Bem ao contrário da série de TV, esta versão em tela grande não é baseada em experiências da vida de Bruno Mazzeo, o autor: após ser flagrado traindo sua mulher, Bruno (Bruno Mazzeo), é surpreendido quando chega ao trabalho, no dia seguinte, e descobre que sua namorada Fernanda (Fernanda Paes Leme), colocou no YouTube um vídeo íntimo do casal, com o agravante de ele ter tido um desempenho ruim no sexo. Humilhado por praticamente todo mundo que vive na cidade (e que parece ter visto o vídeo), Bruno resolve ir atrás das ex-namoradas e de outras mulheres disposto a recuperar a dignidade como homem, ao mesmo tempo em que não esquece Fernanda e tenta reatar com ela, mas esbarra na sua incapacidade em dizer “eu te amo” para a moça, sempre a espera.

Porém, as diferenças não param por aí: menos ácido do que de costume, Bruno está muito mais vulnerável, sendo mais um coitado digno de pena do que um sarcástico alheio ao que está ao seu redor – ele literalmente quebra a cara o filme todo, metendo-se em poucas “ciladas”, só piorando aquilo que queria consertar, ou seja, quem for realmente fã e esperar ver uma coisa, vai encontrar outra, o que é um problema para o filme.

Em outras palavras eu diria que o filme é mera propaganda enganosa. O gênero do filme que está classificado como comédia, não passa de uma mera e fraca comédia romântica. A traição feita pelo personagem de Bruno Mazzeo por si só, já poderia deixar Fernanda com raiva o suficiente para ela não querer voltar para Bruno, tornando a escolha dessa trava no personagem não só boba, como desnecessária. Mas a história começa a ficar forçada demais com o decorrer da trama. Se o longa tivesse pelo menos os personagens feitos pelo próprio Mazzeo na série original, talvez seria melhor.

O roteiro é até agradável, assinado pelo próprio Bruno Mazzeo, mas já é a segunda vez que vejo um filme com o roteiro dele, e começo a achar que seria muito melhor se ele deixasse isso de lado, pois como roteirista, Bruno é um ótimo ator e humorista.

O filme não é de todo mal, mas pode ter certeza que passado alguns dias vai ser impossível lembrar de algum fato do filme. E não é porque quem assistiu e não gostou (como eu) não prestou atenção ou precisa tomar um pouco de fosforol. Mas é que existe um tipo de filme que não acredita na imagem, e ‘Cilada.com’ é um deles.

Um filme tipicamente brasileiro. Não devido à língua falada ou aos métodos de produção aplicados, mas pelo ambiente abordado. É o clássico universo machista ressaltado pela figura do homem que não aceita ter seu orgulho ferido. Tudo apimentado pela zoação básica, aquelas brincadeiras por vezes inconvenientes mas que provocam gargalhadas vindas de seus próprios colegas e que, no fim das contas, faz parte da própria amizade. Característica cultural do brasileiro, ampliada pela liberdade em se falar sobre sexo presente.

‘Cilada.com’ é um filme razoável que explora o politicamente incorreto, especialmente no modo como trata as mulheres. O roteiro sofre uma queda na segunda metade, especialmente pela presença de algumas piadas. Destaque para as boas presenças de Carol Castro e Dani Calabresa, ótimas em cena, além de duas cenas marcantes: a ligação entre sexo e futebol, representada em uma partida do Vasco, e a declaração final, bonita e emocionante.

Mas o filme deixou o final em aberto. Só resta esperar se vem uma continuação e se vier que seja melhor.


Nota: 5



Título original: (Cilada.com)
Lançamento: 2011 (Brasil)
Direção: José Alvarenga Jr.
Roteiro: Bruno Mazzeo e Rosana Ferrão, com colaboração de Marcelo Saback e José Alvarenga Jr.
Duração: 95 min.
Gênero: Comédia
Estúdio: Casé Filmes / Globo Filmes / Multishow / Telecine / Teleimage
Distribuidora: Downtown Filmes / Paris Filmes / Riofilme


Elenco:

Bruno Mazzeo (Bruno)
Fernanda Paes Leme (Fernanda)
Thelmo Fernandes(Gerson)
Fabiula Nascimento (Suzy)
Milhem Cortaz ()
Sérgio Loroza (Marconha)
Augusto Madeira (Sandro)
Fulvio Stefanini (Executivo)
Carol Castro (Mônica)
Dani Calabresa (Regina Kelly)
Alexandre Nero (Ferrari)
Marcos Caruso
Luís Miranda
Karla Karenina
Rita Elmôr
Ana Paula Bouzas
Maíra Charken
Miá Mello
Rafaela Amado
Débora Lamm
Letícia Isnard
Aninha Lima
Aramis Trindade
Eliene Narducci
Fernando Caruso
Leandro da Matta


Curiosidades:

- Adaptação da série homônima exibida na tv por assinatura;

- Filmado inteiramente no Rio de Janeiro;

- As filmagens começaram em 1º de outubro de 2010 e duraram quatro semanas;

- 'Cilada.com' contou com a participação de cerca de 63 atores;

- Do mesmo diretor de 'Os Normais 2 - A Noite Mais Maluca de Todas' e 'Divã';

- Traz uma gravação inédita de Lobão para sua canção "Por Tudo o Que For";

- O orçamento foi de R$ 5,5 milhões.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Muita Calma Nessa Hora

Muita calma, muita paciência e muito saco. É tudo que você precisa para assistir ao longa ‘Muita Calma Nessa Hora’, o próprio nome já te alerta, realmente é preciso ter muita calma mesmo para poder assistir mais essa produção nacional que nem ao menos se esforça para envolver algo interessante na trama ou ao menos torna a trama interessante.

Logo nos primeiros minutos, o filme te apresenta o trio Tita (Andréia Horta), Mari (Gianni Albertoni) e Aninha (Fernanda Souza), elas são grandes amigas que enfrentam momentos de decisão em suas vidas. Decididas a relaxar, elas partem para curtir um fim de semana em Búzios. No caminho encontram com Estrella (Débora Lamm), uma hippie a quem dão carona e que está atrás de seu pai desaparecido.

Até parece interessante, além do elenco trazer grandes nomes como Lucio Mauro, Laura Cardoso, entre humoristas como: Leandro Hassum, Marcel Adnet e Bruno Mazzeo –que também assina roteiro – mas para piorar ainda mais a situação o elenco tem presença de Sergio Malandro e Dudu Azevedo como um dos principais. Não sei onde virão talento nesse tal Azevedo que não se esforça em momento algum para entrar no personagem. Em outras palavras, isso é a única coisa que esse “ator” sabe fazer de melhor, atuar muito mal é com ele mesmo.

‘Muita Calma Nessa Hora’ é mais um filme que traz ingredientes para engrossar uma importante discussão: o que é cinema popular? Porque o filme não anda, ele termina onde começou, é uma certa comédia que não quer se levar a sério e abusa dos clichês em todos os personagens. Mais um filme nacional que infelizmente não agrada, vai cair facilmente no esquecimento de todos que assistirem, e logo mais será lembrado por 92 minutos, quando for passar em uma futura Tela Quente que todos conhecem.

O longa é fácil de comparar com um episódio estendido de série televisiva com pouco diálogo com o cinema, seja ele com pretensões de falar a um milhão de pessoas ou a mil. Faltam personagens, a história é interrompida a cada 15 segundos por opção de uma montagem doentiamente fragmentada, o riso que diverte não consegue nos fazer olhar paras as situações e rirmos de nós mesmos. ‘’Muita Calma Nessa Hora’ consegue no máximo ficar no meio do caminho: um besteirol que se parece mais com uma propaganda das belezas de Búzios com dramaturgia de Malhação.

É mais um filme que não recomendo, e só recomendo que esperem ele passar na televisão, não vale a pena gastar menos de 10 reais em um DVD pirata ou mais de 20 reais em um DVD ou Blue-Ray.


Nota: 3
Download: ‘Muita Calma Nessa Hora’



Título original: (Muita Calma Nessa Hora)
Lançamento: 2010 (Brasil)
Direção: Felipe Joffily
Roteiro: Bruno Mazzeo, João Avelino e Rosana Ferrão, baseado em argumento de Rik Nogueira e Augusto Casé.
Duração: 92 min.
Gênero: Comédia
Estúdio: Casé Filmes / Idéias Ideais
Distribuidora: Europa Filmes / Riofilme


Elenco:

Laura Cardoso (Abuelita)
Louise Cardoso (Mãe de Aninha)
Thelmo Fernandes (Pescador)
Sérgio Mallandro (Tatuador)
Bruno Mazzeo (Vítor)
Andréia Horta (Tita)
Gianni Albertoni (Mari)
Fernanda Souza (Aninha)
Débora Lamm (Estrella)
Lúcio Mauro (Mascarenhas)
Marcelo Tas (Pai de Aninha)
Ellen Rocche (Verônica)
Maria Clara Gueiros (Rita)
Marcelo Adnet (Augusto Henrique)
Dudu Azevedo (Juca)
Luís Miranda (Buba)
Nelson Freitas (Pablo)
Lúcio Mauro Filho (Playboy)
Leandro Hassum (Policial militar)
Marcos Mion (Cebola)
André Mattos (Revolucionário)
Heloísa Périssé (Esotérica)
Creo Kellab (Atendente de restaurante)


Curiosidades:

- É o segundo filme dirigido por Felipe Joffily. O anterior foi ‘Ódiquê?’ (2004);

- Dudu Azevedo, intérprete de Juca em ‘Muita Calma Nessa Hora’, trabalhou com o diretor Felipe Joffily em ‘Ódiquê?’ (2004);

- Na cena da festa um dos personagens é visto usando uma camisa de’ Ódiquê?’, filme anterior do diretor Felipe Joffily;

- O orçamento foi de R$ 2 milhões.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Zumbilândia

O diretor Ruben Fleischer não é muito conhecido, até eu mesmo não o conhecia bem, mas o longa ‘Zumbilândia’ com toda certeza é seu cartão de visita. Ao mesmo estilo e visão do longa ‘Todo Mundo Quase Morto’ de 2004 e um pouco de ‘Férias Frustradas de Verão’ de 2009, o longa conseguiu elevar um ótimo nível de comédia e terror.

Para alguns esse filme é mais um desconhecido, razão pela qual essa bela obra não estreou em nenhuma sala nacional, por motivos desconhecidos, mas fazer o que. Porém, com os clássicos zumbis invadindo a cultura pop em todos os níveis, estava faltando uma boa comédia assim. E ‘Zumbilândia’vai além de trazer ótimas piadas, ainda tem um roteiro bem amarrado e que consegue aprofundar muito bem cada personagem.

A história mostra que a população mundial foi dizimada devido a um vírus, variante do mal da vaca louca, que faz com que as pessoas se transformem em zumbis. Poucos são os humanos não infectados, entre eles Columbus (Jesse Eisenberg). Ele é um estudante da Univeridade do Texas, que deseja voltar para sua cidade natal na esperança de encontrar seus pais ainda vivos. Cheio de fobias, o maior medo de Columbus não são os zumbis, mas os palhaços. No caminho ele encontra Tallahassee (Woody Harrelson), que está indo para a Flórida com o objetivo de aniquilar o maior número possível de zumbis. Columbus pega uma carona com ele. Ao parar em uma mercearia, a dupla enfrenta três zumbis e encontra duas garotas, Wichita (Emma Stone) e sua irmã caçula Little Rock (Abigail Breslin). Só que Little Rock aparenta ter sido mordida por um zumbi, o que divide o grupo sobre o que fazer.

Sem quase nenhum clichê aparente, (isso você só vai entender assistindo ao longa), garanto que você vai se divertir muito e se encantar com a bela atuação de Emma Stone que é esse filme não conseguiu convencer nenhum ser racional que ela realmente sabe atuar. O ator Woody Harrelson também consegue convencer muito no seu papel do matador durão de zumbis, com ele também pode sair várias piadas de fazer rir de verdade.Já o ator Jesse Eisenberg quebrando a banca mesmo ao seu estilo nerd de ser, ainda mais com as inúmeras regras que ele cria no decorrer do longa para sobreviver ao ataque do zumbis, entre elas estão: ter o coração forte para correr muito, o golpe duplo, usar o cinto de segurança e não usar um banheiro. Porém, algumas regras foram feitas para ser quebradas né?!

Tudo isso se passa pela narração do próprio Jesse Eisenberg, com muito humor negro e com um bom papo de nerd, com muitos pontos altos, ao longo do filme os sobreviventes encontram com mais um que conseguiu sobreviver ao caos, eles se encontram na mansão do ator Bill Murray, que faz uma bela ponta como Bill Murray mesmo.

Tai mais um ótimo filme do gênero comédia/terror que vale muito a pena ser conferido. Assista e se divirta, e não se esqueça de anotar as regras de Columbus, elas podem salvar sua vida caso isso um dia venha acontecer de fato.

Recomendo!


Nota: 8.5
Download: ‘Zumbilnândia’



Título original: (Zombieland)
Lançamento: 2009 (EUA)
Direção: Ruben Fleischer
Roteiro: Rhett Reese e Paul Wernick
Duração: 88 min.
Gênero: Comédia
Estúdio: Columbia Pictures / Relativity Media / Pariah
Distribuidora: Columbia Pictures


Elenco:

Woody Harrelson (Tallahassee)
Jesse Eisenberg (Columbus)
Emma Stone (Wichita)
Abigail Breslin (Little Rock)
Amber Heard (406)
Bill Murray (Bill Murray)
Joan Schuermeyer (Cynthia Knickerbocker)
Derek Graf (Palhaço zumbi)
Michael August (Policial zumbi)


Curiosidades:

- O diretor Ruben Fleischer declarou que sua maior inspiração era realizar seu 'Todo Mundo Quase Morto' pessoal;

- Inicialmente 'Zumbilândia' seria um piloto para série de TV, sendo posteriormente adaptado para longametragem;

- O título original seria "Another Day in Zombieland", mas os produtores temeram que o público acreditasse que o filme era uma sequência. Desta forma, ele foi abreviado para "Zombieland";

- John Carpenter recusou a oferta de dirigir 'Zumbilândia';

- William Goldman reescreveu algumas cenas do roteiro, mas não é creditado;

- Patrick Swayze faria uma participação especial em 'Zumbilândia', o que não pôde acontecer devido à sua luta contra o câncer. A cena em que estaria presente seria uma paródia a 'Dirty Dancing - Ritmo Quente' (1987) e 'Ghost - Do Outro Lado da Vida' (1990), filmes por ele estrelados;

- Foram oferecidas participações especiais a Joe Pesci, Mark Hamill, Dwayne Johnson, Kevin Bacon, Jean-Claude Van Damme e Matthew McConaughey. Todos interpretariam zumbis, mas nenhum deles aceitou o convite;

- As filmagens ocorreram em apenas 42 dias;

- Woody Harrelson foi preso durante as filmagens, por posse de maconha. O ator perdeu um dia de filmagens por isto;

- Ao término dos créditos finais, há uma cena extra com Tallahassee e Bill Murray.