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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Guardiões da Galáxia

‘Guardiões da Galáxia’ é o típico filme que você ama ou odeia. Se você conhece a história vaia amar, caso contrario pode achar o filme chato, entediante e qualquer outro adjetivo negativo, porém, se você não conhece a história, mas procura um filme de ficção, com muita aventura, ação e uma equipe de supre heróis fora da lei que só querem se dar bem e quem sabe salvar o planeta em que vivem.

O longa foi uma grande aposta da Marvel, ou até mesmo um tiro no escuro, mas , por sinal, é sem dúvida o mais divertido longa das adaptações dos quadrinhos da Marvel, funcionando quase que como uma comédia, oferecendo momentos em que o espectador irá não só se encantar nas cenas de ação, como pirar com os efeitos, trilhas e o bom humor inteligente que o longa promete. A direção é do não renomado James Gunn, o mesmo responsável por ‘Para Maiores’ (2013) e ‘Seres Rastejantes’ (2005), porém, dessa vez, ele se saiu bem e por hora está prometido para fazer a continuação de Guardiões.

O roteiro muito bem adaptado nos apresenta Peter Quill (Chris Pratt), quando criança foi abduzido da Terra logo após a perda de sua mãe. Já adulto, fez carreira como saqueador e ganhou o nome de “Senhor das Estrelas”. Quando rouba uma esfera, na qual o poderoso vilão Ronan (Lee Pace), da raça Kree, está interessado. Quill passa a ser procurado por vários caçadores de recompensas. Para escapar do perigo ele une forças com quatro personagens fora do sistema: Groot, uma árvore humanóide (Vin Diesel), a sombria e perigosa Gamora (Zoe Saldana), o guaxinim rápido no gatilho Rocket Racoon (Bradley Cooper) e o vingativo Drax, o Destruidor (Dave Bautista). Mas o “Senhor das Estrelas” descobre que a esfera roubada possui um poder capaz de mudar os rumos do universo, e logo o grupo deverá proteger o objeto para salvar o futuro da galáxia.

Com um elenco forte e um roteiro muito bem amarrado, o longa promete muita diversão, efeitos maravilhoso e uma trilha sonora perfeita para os amantes do bom e velho Rock n’ Roll dos anos 1980. A originalidade é um caso a parte. É claro que a palavra perde um pouco o sentido em se tratando de uma adaptação, mas dentro do universo Marvel, não havia sido lançado nada parecido até o momento. O longa conta com um frescor impressionante, traz novos personagens, jovens e carismáticos atores e um roteiro repleto de tiradas e boas cenas de ação.

Pois bem meus amigos, a Marvel conseguiu novamente surpreender em todos os sentidos. Resolver expandir seu universo cinematográfico para o espaço e apostar numa equipe pouco conhecida pode até ter sido realmente um tiro no escuro como já citado aqui. Mas a escolha do elenco, o roteiro que convence do inicio o fim, consegue não só apresentar e introduzir todos os personagens como também desenvolver todos com extrema facilidade. Efeitos especiais de encher os olhos, arrisco a dizer que ‘Guardiões da Galáxia’ é o "Star Wars" da Marvel.

Chris Pratt como protagonista convence, assim como todo o elenco. Vin Diesel e Bradley Cooper, dublando Groot e Rocket, arrebentam – sendo que para Diesel, não foi um grande desafio, sendo que por todo o filme seu dialogo é apenas: “I’m Groot” -, mas tudo está em perfeita sincronia. Com uma trilha de efeito e sonora memorável o longa não perde o ritmo em nenhum momento da trama. Confesso que não sou 100% fã da Marvel, porém, esse é mais uma mega produção que recomendo e me orgulho em poder presenciar mais uma grande obra da sétima arte!

Nota: 08
(Download em torrent)

 

Título original: (Guardians of the Galaxy)
Lançamento: 2014
Direção: James Gunn
Roteiro: Andy Lanning, Arnold Drake, Chris McCoy, Dan Abnett, Gene Colan, James Gunn, Nicole Perlman e Steve Englehart
Duração: 122 min.
Gênero: Ação, Aventura e Ficção Científica       
Orçamento: US$120 milhões
Distribuidores: Walt Disney Pictures
Classificação: 10 anos


Elenco


Chris Pratt (Peter Quill / Senhor das Estrelas)
Zoe Saldana (Gamora)
Vin Diesel (Groot)
Bradley Cooper (Rocket Raccoon)
Josh Brolin (Thanos)
Rob Zombie (Un ravageur)
Dave Bautista (Drax)
Lee Pace (Ronan)
Benicio Del Toro (Colecionador)
Karen Gillan (Nebula)
Glenn Close (Nova Prime)
John C. Reilly (Rhomann Dey)


Curiosidades


- Michael Rooker, famoso por seu papel como Merle Dixon na série de TV ‘The Walking Dead’, interpreta Yondu, um alienígena da tribo Centauri IV e um dos membros fundadores dos guardiões;

- Dezenas de atores fizeram o teste para interpretar Peter Quill. Joel Edgerton, Eddie Redmayne, Jensen Ackles, Lee Pace, Wes Bentley, Jack Huston, Logan Marshall-Green, Garrett Hedlund, Chris Lowell, James Marsden, Jim Sturgess, Joseph Gordon-Levitt, Aaron Paul, Michael Rosenbaum, John Krasinski e muitos outros participaram das audições. E o mais curioso é que James Gunn não estava nada motivado em assistir à audição de Chris Pratt. O diretor foi convencido por seu assistente e o teste aconteceu já no final da longa sessão. Bastaram 30 segundos de audição para Pratt deixar a desconfiança de Gunn de lado e impressioná-lo;

- De acordo com os realizadores do filme, Rocket Raccoon é um produto único de experimentação: "Ele é um pequeno animal no qual foram feitas experiências, depois separado, e então reintegrado, e recebeu implantes cibernéticos, então ele é meio máquina, meio guaxinim. Ele é uma criatura miserável, difícil, irritada porque não há nada parecido com ele. E não é fácil mesmo ser assim. ";

- Vin Diesel disse que teve de gravar mais de mil vezes a icônica frase "Eu sou o Groot", que é tudo que seu personagem diz durante o filme;

- Quando soube que conseguira o papel de Drax, o Destruidor, Dave Bautista se debulhou em lágrimas, tamanha a emoção em interpretar um personagem dos quadrinhos da Marvel. O fisiculturista e lutador de MMA, tratou de se inscrever imediatamente num curso extra de interpretação;

- Djimon Hounsou conseguiu o papel de Korath graças a seu filho: "Eu tenho um filho que ama super-heróis, de Homem-Aranha a Homem de Ferro e Batman etc. Um dia ele olhou para mim e disse 'Pai, eu quero ter a pele clara, assim eu posso ser o Homem-Aranha. Ele tem a pele clara.’ Isso foi um choque pra mim.”;

- Bradley Cooper citou Tommy DeVito, o inesquecível personagem de Joe Pesci em ‘Os Bons Companheiros’ (1990), como influência na dublagem de Rocket Racoon. Certamente, ambos têm muito em comum, a começar pelo pavio curto;

- James Gunn comparou ‘Guardiões da Galáxia’ a ‘Os Vingadores’ através de bandas musicais: "Os Vingadores são como os Beatles, mas os Guardiões são os Rolling Stones!";

- Zoe Saldana quase quebrou as costelas de Chris Pratt durante a gravação de uma cena de luta. Durante o treinamento, Pratt e Saldana usavam equipamentos de proteção, para que pudessem bater um no outro de verdade. No dia de filmar a cena, Pratt se esqueceu de vestir o equipamento de proteção, mas decidiu não contar a Saldana, achando que ela pudesse bater mais fraco (o que tornaria a luta menos crível) se a atriz soubesse disso. Então Saldana deu-lhe um belo chute nas costelas, levando Pratt à lona. O ator disse que o golpe rendeu-lhe uma contusão para o restante das filmagens;

- As negociações com Jason Momoa (da série ‘Game of Thrones’, ‘Conan, o Bárbaro’) não avançaram. Em seu lugar, foi contratado o lutador de MMA Dave Bautista. Ele interpreta Drax, o Destruidor;


- O longa foi indicado ao Oscar 2015 de Melhores Efeitos Visuais e Maquiagem e Penteado.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Jurassic World - O Mundo dos Dinossauros

Lembro-me da primeira vez que assisti ao perfeito ‘Jurassic Park - Parque dos Dinossauros’ (1993), lembro da emoção de ver toda aquela aventura entre dinossauros, sentir o medo do maior predador pré-histórico, o Tiranossauro Rex ou T-Rex, conhecer a fúria e inteligência dos Velociraptors, e outras espécies que o longa apresentou ao comendo do grande diretor Steven Spielberg. Então sendo assim, por que não fazer uma sequência? Eis que Spielberg surge com ‘O Mundo Perdido - Jurassic Park’ (1997) que fez com que os fãs (como eu), ficassem não só decepcionados com a falta de respeito, mas também arrasados, então talvez uma forma de remediar o incrível diretor Joe Johnston o mesmo responsável pelo inesquecível ‘Jumanji’, nos apresenta de uma forma convincente o razoável ‘Jurassic Park 3’ (2001). Pois bem, não poderia ser pior que o segundo, - e não é -, mas também não se compara ao primeiro. Sendo assim seria uma boa ideia parar por aí.

Mas como Hollywood é Hollywood, e o mesmo ama os reboots, spin-offs e afins, por que não fazer um novo longa? Só modificar o nome um pouco, a história um pouco, trocar um elenco aqui, colocar outro roteiro ali e... Não! Não deu certo mesmo! O responsável pelo desastroso ‘Jurassic World - O Mundo dos Dinossauros’, é o diretor não muito experiente Colin Trevorrow que fez até agora ‘Sem Segurança Nenhuma’ (2012). E acreditem ou não, mas Steven Spielberg assina a produção dessa bomba.

O roteiro não muito bem amarrado, diria que até preguiçoso, mostra um novo parque temático: O Jurassic World, localizado na ilha Nublar que enfim está aberto ao público. Com isso, as pessoas podem conferir shows acrobáticos com dinossauros e até mesmo fazer passeios bem perto deles, já que agora estão domesticados. Entretanto, a equipe chefiada pela doutora Claire (Bryce Dallas Howard) passa a fazer experiências genéticas com estes seres, de forma a criar novas espécies. Uma delas logo adquire inteligência bem mais alta, logo se tornando uma grande ameaça para todos no parque.

É isso aí, você não leu errado, e para dar ênfase a sinopse, vou repetir: os dinossauros estão domesticados! Isso realmente dói. A ideia do reboot não convence em momento algum, além de um elenco sem convicção alguma com a fantasia de quem já foi um clássico da sétima arte. Posto assim, parece haver um excesso de personagens, subtramas e conflitos.

De todo o mal, a produção salva em partes, genuinamente, como os estúdios gostam de tachar, para todos os gostos e idades com um nível de violência realmente assustador, porém, parou por aí e depois tudo que se vê é um roteiro perdido com pontas soltas que não consegue amarrar em nenhum momento.

Algumas referencias ao primeiro filme acontece nesse, faz até você sentir saudade daquela trama tendo sobreviver a várias ameaças, sem contar aquela música de introdução que desperta a emoção de estar mais uma vez vendo aquele animais pré-históricos, vendo aquela ilha onde tudo começou... mas infelizmente você acaba voltando a realidade onde se depara com quatro fêmeas de Velociraptors comandadas por um humano que se julga o alfa entre eles. Não, novamente vou dizer: Não deu certo mesmo!

O filme não chega a ser tão ruim a ponto de ser um lixo, mas não chega a ponto de ser tão bom assim. As cenas de ação são boas, os efeitos são legais, mas não passa disso. Na verdade ‘Jurassic World - O Mundo dos Dinossauros’ é apenas um passa tempo para quem não tem mais esperança alguma sobre essa série, sem contar que a sequencia ‘Jurassic World 2’ já está confirmada. Só nos resta sentar, esperar e rezar por dias melhores na pré-história do presente.

Nota: 06
(Download em Torrent)



Título original: (Jurassic World)
Lançamento: 2015
Direção: Colin Trevorrow
Roteiro: Amanda Silver, Colin Trevorrow, Derek Connolly, Michael Crichton e Rick Jaffa
Duração: 150 min.
Gênero: Aventura, Ação, Ficção Científica         
Orçamento: US$ 150 milhões
Distribuidores: Universal Pictures
Classificação: 14 anos


Elenco


Chris Pratt (Owen Grady)
Bryce Dallas Howard (Claire Dearing)
Nick Robinson (Zach Mitchell)
Ty Simpkins (Gray Mitchell)
B.D. Wong (Henry Wu)
Judy Greer (Karen Mitchell)
Irrfan Khan (Simon Masrani)
Vincent D'Onofrio (Vic Hoskins)
Jake Johnson (Lowery Cruthers)
Lauren Lapkus (Vivian)
Katie McGrath (Zara Young)
Omar Sy (Barry)
Andy Buckley (Scott Mitchell)
Rob Fuller (Ingen Military)
Brian Tee (Takashi Hamada)
Eddie J. Fernandez (Paddock Worker)


Curiosidades

- A produção é um reboot da franquia ‘Jurassic Park’;

- Steven Spielberg, que dirigiu os dois primeiros filmes da franquia, assina agora a produção do longa;

- O primeiro filme da franquia, ‘Jurassic Park - O Parque dos Dinossauros’ (1993), foi convertido para o formato 3D e lançado em 2013;

- O cineasta Joss Whedon, da franquia ‘Os Vingadores’ (2012), gerou polêmica nas redes sociais quando disse ter achado uma cena de ‘Jurassic World - O Mundo dos Dinossauros machista’. A sequência em questão mostra a discussão dos personagens de Chris Pratt e Bryce Dallas Howard, com tom de insinuações sexuais;


- A direção é de Colin Trevorrow, o mesmo de ‘Sem Segurança Nenhuma’(2012). Apesar de ser um diretor com pouca experiência, Trevorrow chegou a ser cotado para dirigir ‘Star Wars VII - O Despertar da Força’ (2015).

domingo, 3 de janeiro de 2016

Perdido em Marte

Já faz um tempo que o diretor Ridley Scott não entrega algo bom, o mesmo responsável por ‘Falcão Negro em Perigo’, ‘O Gângster’ e ‘Robin Hood’, só teve problemas depois de ‘Prometheus’ entre outros fiascos que passaram despercebido, porém, um nome como esse não foi feito para ficar entre as sombras de seus erros. O criador de ‘Blade Runner, o Caçador de Andróides’, o diretor de ‘Alien, o 8º Passageiro’ voltou à melhor forma em termos de entretenimento.

‘Perdido em Marte’ é baseado no romance homônimo do escritor Andy Weir, e podemos dizer que Scott conseguiu dar a volta por cima com um longa que te prende do começo ao fim, fazendo com que o espectador faça parte da trama e se sinta na pele do protagonista Matt Damon que mais uma vez dispensa comentários com sua atuação.

O roteiro gira em volta do astronauta Mark Watney (Matt Damon), enviado a uma missão em Marte. Após uma severa tempestade ele é dado como morto, abandonado pelos colegas e acorda sozinho no misterioso planeta com escassos suprimentos, sem saber como reencontrar os companheiros ou retornar a Terra ele começa seu plano de sobrevivência e tentar se comunicar com sua equipe para um possível resgate. E, até que o resgate chegue, vai demorar um intervalo de quatro anos, e ele tem que dar um jeito de se virar sozinho até lá.

Tudo corre muito bem, o elenco tem química, o roteiro é bem amarrado a trilha ajuda muito e a história convence em todo o momento. A aventura é conduzida de maneira a que não sobre uma unha intacta do espectador na poltrona. A fotografia ainda entrega uma sucessão de lindas imagens para o deleite da plateia. De volta ao espaço, Ridley Scott realmente está em casa.

O melhor de tudo é ver a criatividade do roteiro sem usar nenhum tipo de flashback ou qualquer coisa do tipo, os efeitos especiais são usados de forma correta, sem qualquer exagero como vinha acontecendo em alguns longas exagerados e sem vida de Ridley Scott. A trilha e efeitos sonoros convence do início ao fim e porque não em uma das cenas mais emocionantes não tocar o clássico de David Bowie ‘Starman’.

Um grande detalhe desse filme, é que em momento algum ou em quase nenhum momento se vê um vilão com planos para que algo de errado, (talvez esse poderia ser o personagem de Jeff Daniels, diretor da NASA, mas não é bem assim) para embaralhar o salvamento, ele apenas tem o pé atrás o tempo todo, mas sempre pensando na segurança de outros, ele seria o pessimista da história melhor dizendo.

Mas o fato, é que Matt Damon consegue dar vida a um personagem desesperado em retornar para casa e onde tudo que ele faz no planeta vermelho da errado, custando varias vezes sua vida.
Esse sem dúvida é mais um filme que não vai cair no esquecimento, merece ser visto por todos e vai para a lista de clássicos memoráveis de Ridley Scott, um dos nomes que tem poder em Hollywood!

Nota: 8,5
(Download em torrent)



Título original: (The Martian)
Lançamento: 2015
Direção: Ridley Scott
Roteiro: Drew Goddard
Duração: 120 min.
Gênero: Ficção Cientifica
Orçamento: US$ 108 milhões
Distribuidores: Fox Films
Classificação: 12 anos


Elenco


Matt Damon (Mark Watney)
Jessica Chastain (Melissa Lewis)
Kristen Wiig (Annie Montrose)
Jeff Daniels (Teddy Sanders)
Michael Peña (Rick Martinez)
Sean Bean (Mitch Henderson)
Kate Mara (Beth Johanssen)
Sebastian Stan (Chris Beck)
Aksel Hennie (Alex Vogel)
Chen Shu (Zhu Tao)
Eddy Ko (Guo Ming)


Curiosidades


- Perdido em Marte é baseado no livro homônimo de Andy Weir;

- O escritor levou três anos para desenvolver a história no qual o filme é baseado. Segundo ele, a ideia surgiu quando passou a imaginar como seria uma missão tripulada a Marte e considerou todas as formas possíveis de tudo dar errado e como a tripulação agiria;

- Em 2013, a 20th Century Fox comprou os direitos para levar ‘Perdido em Marte’ aos cinemas;
- O último filme de ficção científica dirigido por Ridley Scott foi ‘Prometheus’ (2012);

- A atriz Jessica Chastain e o ator Matt Damon também atuaram juntos no filme de ficção científica ‘Interestelar’ (2014), de Christopher Nolan;

- Uma página do roteiro do filme foi enviada para o espaço, junto com a cápsula Orion em uma missão da NASA. Em dezembro, a nave fez seu primeiro voo de testes, chegando a 6.000 km acima da Terra. A Orion já retornou ao planeta depois de fazer duas órbitas no espaço. Provavelmente a nave levará uma tripulação de quatro pessoas a Marte;

- Inicialmente, o roteirista da produção, Drew Goddard, também assinaria a direção. Mas ele desistiu da função após ser escolhido para dirigir o filme do ‘Sexteto Sinistro’ (2016);

- Scott e Simon Kinberg (X-Men: Dias de um Futuro Esquecido) produzem o longa;

- As filmagens passaram por Budapeste, pelo sul da Jordânia, em Wadi Rum, também conhecido como o Vale da Lua, uma paisagem icônica usado em filmes, tanto para trás como Lawrence da Arábia. O local tem sido usado anteriormente para paisagens marcianas para cenas passadas no planeta, como nos filmes ‘Planeta Vermelho’ (2001) e ‘Os Últimos Dias em Marte’ (2013),

- A produção foi indicada ao Globo de Ouro 2016 de Melhor Filme de Comédia ou Musical, Diretor e Ator de Comédia ou Musical (Matt Damon).

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Pixels

A ideia era boa, a promessa de algo divertido também, mas uma coisa deu errado, ou melhor dizendo... Tudo, absolutamente tudo deu errado no mais novo longa de Adam Sandler, ‘Pixels’. Os efeitos especiais são no máximo “bonitinhos”, a mistura entre o mundo real e os games poderia ser algo promissor, até porque estão lá muitas referências para quem já teve o prazer e honra de um dia jogar os clássicos da década de 80, no Atari, fliperamas, e até no inesquecível Nintendo. E mesmo quem não é desse tempo, caso se ache gamer de verdade, tem que conhecer.

Space Invaders, Breakout, Asteroids, Duck Hunt, Frogger, Burger Time, Joust, Centipede, Tetris, Smurf, Dig Dug, Galaga, Mario, Donkey Kong, Pac-Man e sem se esquecer de Q*bert, ufa, acho que citei os principais. Pois é, o renomado diretor Chris Columbus, responsável por clássicos e mais clássicos de “Sessão da Tarde”, alguns como: ‘Esqueceram de Mim’ (1990), ‘Mamãe Não Quer que Eu Case’ (1991), ‘Uma Babá Quase Perfeita’ (1993), roteirista de ‘Gremlins’ (1984), ‘Os Goonies’ (1985), ‘O Enigma da Pirâmide’ (1985) e várias outras produções de tirar o chapéu e rever por muito tempo.

Mas infelizmente ‘Pixel’ é para cair no esquecimento mesmo, talvez até mesmo para Columbus, que não conseguiu dessa vez mesclar nada nesse longa com um elenco pesado, complicado e sem química alguma do começo ao fim.

No começo eu disse o mais novo longa de Adam Sandler, pois bem, um dos nomes mais forte do elenco, mas que a cada longa vem decaindo cada vez mais, além de Sandler, temos também, Kevin James, Michelle Monaghan, Peter Dinklage, Josh Gad, Sean Bean, Brian Cox e sei lá porque a presença de Ashley Benson sem fala alguma que essa deixa para lá.

O roteiro completamente atrapalhado abre a história nos anos 1980. A humanidade sempre buscou vida fora da Terra e, em busca de algum contato, enviou imagens e sons variados sobre a cultura terrestre nos mais diversos satélites já lançados no universo. Um dia, um deles foi encontrado. Disposta a conquistar o planeta, certa raça alienígena resolveu criar monstros digitais inspirados em videogames clássicos dos anos 1980. Para combatê-los, a única alternativa é chamar especialistas nos jogos: Sam Brenner (Adam Sandler), Eddie Plant (Peter Dinklage), Ludlow Lamonsoff (Josh Gad) e a tenente-coronel Violet Van Patten (Michelle Monaghan).

No início e até mesmo nos teaser de divulgação mostrava um projeto criativo, ainda mais com esse elenco que dispensaria qualquer tipo de comentários, mas realmente não deu. Sandler e Monaghan tentam fazer o impossível ao tentar criar qualquer tipo de química entre seus personagens. As piadas além de fracas estão muito mais ultrapassada que qualquer jogo citado no filme, - menos para The Last of Us, jogo de 2013 onde o personagem de Sandler faz comparações -, então só o que resta nos longos 105 minutos é de muita cena previsível e os pensamentos de já vi isso antes em algum lugar.
Outro ponto que não deve passar em branco é a trilha do filme. Para quem conhece a filmografia de Adan Sandler, sabe que ele não dispensa boa música, coisa que o mesmo já citou em vários longas que não escuta nada feito depois dos anos 1990, até aí tudo bem, durante o longa, clássicos do Rock n’ Roll se mistura com a trama, mas infelizmente (novamente), nenhuma música se encaixa em momento algum! Como por exemplo em uma cena tensa de final de campeonato, onde o jogo na questão é Donkey Kong e o que ouvimos é ‘We Will Rock You’ da banda Queen.

Só o que resta dizer para Chris Columbus e toda equipe de ‘Pixel’, é um imenso e doloroso: GAME-OVER!

Ops, já ima me esquecendo sobre o papel desperdiçado de Ashley Benson com sua personagem Lady Lisa, então, sobre esse detalahe é melhor ficar no silêncio eterno.

Nota: 02
(Download)



Título original: (Pixels)
Lançamento: 2015
Direção: Chris Columbus
Roteiro: Adam Sandler e Tim Herlihy
Duração: 105 min.
Gênero: Comédia/Ficção Científica
Estúdio: Columbia Pictures
Distribuidores: Sony Pictures
Classificação: 14 anos.


Elenco

Adam Sandler (Sam Brenner)
Michelle Monaghan (Tenente-coronel Violet Van Patten)
Kevin James (Presidente Will Cooper)
Peter Dinklage (Eddie Plant)
Josh Gad (Ludlow Lamonsoff)
Sean Bean (Corporal Hill)
Brian Cox (Almirante Porter)
Ashley Benson (Lady Lisa)


Curiosidade


- ‘Pixels’ é baseado no curta-metragem homônimo dirigido por Patrick Jean, em 2010;

- A direção é de Chris Columbus, o mesmo de ‘Harry Potter e a Pedra Filosofal’ (2001) e ‘Percy Jackson e o Ladrão de Raios’ (2010);

- ​Em menos de um dia, o trailer do filme teve 34,3 milhões de acessos, sendo o trailer da Sony Pictures Entertainment de maior acesso. O recorde era de 22 milhões, do filme ‘O Espetacular Homem Aranha 2: A Ameaça de Electro’ (2014);

- O estúdio reuniu um número incrível de icônicas empresas de videogames, cujos personagens clássicos – incluindo Pac-Man, Donkey Kong, Centipede, Galaga, Frogger, Q*bert, e Space Invaders – estão no longa;

- Jennifer Aniston recusou o papel da protagonista feminina e Michelle Monaghan foi escalada em seu lugar;

- O personagem de Josh Gad tem o sobrenome Lamonsoff. Este sobrenome é recorrente nos filmes de Adam Sandler, sob o selo da Happy Madison, como um tributo ao colega de faculdade de Sandler, Eric Lamonsoff, que fez aparições nos longas do ator;

- Este é o nono filme ou programa televisivo em que Kevin James e Adam Sandler contracenam juntos;

- Primeira colaboração entre Chris Columbus e Adam Sandler;

- O ator Peter Dinklage, mais conhecido por seu papel como Tyrion Lannister na série ‘Game of Thrones’, está no elenco;


- Pixels teve um orçamento de US$ 110 milhões.

domingo, 27 de dezembro de 2015

Homem Formiga

Sou fã de carteirinha e assumido da DC Comics. Nada contra as outras editoras, mas nunca gostei muito da Marvel, tanto que são poucos os heróis que eu acompanho da mesma. Porém, sou um grande fã de Stan Lee e todo seu trabalho.

Então sendo assim, resolvi finalmente assistir ‘Homem Formiga’, e do começo ao fim do filme senti aquela de sensação de grande arrependimento por não ter visto essa mega produção no cinema. O Homem-Formiga é um dos personagens clássicos (embora menor) da Marvel, com ligação direta com o universo dos Vingadores. Sendo assim então, teria como dar errado? Absolutamente não mesmo. O roteiro chega até ser previsível e didático demais, porém, com grande força para se tratar de uma possível boa franquia e porque não um bom reboot com ‘Os Vingadores’.   

O roteiro tem início em 1989, quando Dr. Hank Pym (Michael Douglas), o inventor da fórmula/ traje que permite o encolhimento de seres vivos, rompe com os chefões da empresa onde trabalha. Anos depois da descoberta, precisa impedir que seu ex-pupilo Darren Cross (Corey Stoll), consiga replicar o feito e vender a tecnologia para uma organização do mal. Depois de sair da cadeia, o trambiqueiro Scott Lang (Paul Rudd) está disposto a reconquistar o respeito da ex-mulher, Maggie (Judy Greer) e, principalmente, da filha. Com dificuldades de arrumar um emprego honesto, ele aceita praticar um último golpe. O que ele não sabia era que tudo não passava de um plano do Dr. Pym, que depois de anos observando o hábil ladrão, o escolhe para vestir o traje do Homem-Formiga.

O enredo é sutil. A escalação dos atores chega a um momento ser questionável. O único destaque negativo fica por conta de Evangeline Lilly, como Hope, a filha do Dr. Hank. Não cai bem para a atriz de 35 anos (o que bate com a idade da personagem, se considerarmos os “dias atuais” como 2015) sofrer crises adolescentes – quase infantis – de ciúmes da relação do pai com o novo protegido. A surpresa ( positiva) recai sobre o melhor amigo de Scott, Luis (Michael Peña), um (não tão) hábil contador de histórias. Paul Rudd, carismático como sempre, se sai melhor nas cenas de humor.

E sim, há uma ponte (sólida, de concreto, estruturada, uma highway com diversas pistas) com o mundo dos Vingadores (uma dica: originalmente, são duas cenas pós-crédito), o que é um dos pontos altos da produção. Esse, aliás, e a tecnologia, que permite “enxergar” com uma riqueza de detalhes nunca antes vista no cinema a formiga, a gota d´água, o ácaro, o pólen, o átomo, os elétrons – e uma sensacional batalha sobre um trenzinho de criança de matar de inveja os realizadores do longa de 1989 ‘Querida, Encolhi as Crianças’.

Um roteiro convincente e um elenco nem tão forte como já estamos acostumados a ver, o longa ‘Homem Formiga’ consegue agradar em uma narrativa agradável digna de super-herói. É um filme sem frescuras, calculado do início ao fim para ser um entretenimento direto, que faz consegue fazes suas ligações com a franquia de ‘Os Vingadores’ para, obviamente, reciclar um novo elenco.


Nota: 8




Título original: (Ant-Man)
Lançamento: 2015
Direção: Peyton Reed
Roteiro: Adam McKay e Paul Rudd
Duração: 115 min.
Gênero: Ação , Ficção científica
Estúdio: The Walt Disney Company France
Distribuidores: Disney / Buena Vista
Classificação: 12 anos.

   

Elenco

Paul Rudd (Scott Lang / Homem-Formiga)
Evangeline Lilly (Hope Van Dyne)
Corey Stoll (Darren Cross / Yellowjacket)
Michael Douglas (Dr. Hank Pym)
Bobby Cannavale (Paxton)
Michael Peña (Luis)
Wood Harris (Gale)
Judy Greer (Maggie Lang)


Curiosidades:

- O super-herói Homem-Formiga foi criado pelos quadrinistas Stan Lee, Larry Lieber e Jack Kirby, em 1962. O personagem foi um dos fundadores dos Vingadores;

- Na histórias em quadrinhos, o Dr. Hank Pym foi o primeiro personagem a assumir o papel do Homem-Formiga;

- Originalmente era Edgar Wright, de ‘Scott Pilgrim Contra o Mundo’ (2010), que dirigiria ‘Homem-Formiga’. Ele estava envolvido no projeto desde 2006 e foi quem convenceu a Marvel a desenvolvê-lo. Mas ele deixou a produção, por diferenças criativas, quando as filmagens estavam prestes a começar;

- Por sinal, Patrick Wilson teve de abandonar a produção devido a esse atraso nas filmagens. Ele foi substituído por Bobby Cannavale. Outros que deixaram o projeto foram Matt Gerald e Kevin Weisman, já seus personagens deixaram de existir na trama;

- Joseph Gordon-Levitt foi cotado para dar vida ao personagem-título;

- Pierce Brosnan, Gary Oldman e Sean Bean chegaram a ser sondados para o papel do Dr. Hank Pym.
- Jessica Chastain recusou a proposta de interpretar Hope Van Dyne, filha de Hank Pym e par romântico de Scott Lang. O papel ficou com Evangeline Lilly;

- A produção encerra a fase 2 do universo cinematográfico da Marvel, que conta com os filmes Homem de Ferro 3 (2013), Thor: O Mundo Sombrio (2013),  Capitão América 2: O Soldado Invernal (2014), Guardiões da Galáxia (2014) e Os Vingadores 2: A Era de Ultron (2015);

- No primeiro teaser do longa, a Marvel fez uma brincadeira com o fato do personagem-título ter a habilidade de encolher. As cenas surgem minúsculas, somente visíveis por "formigas".

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

'O Homem do Futuro'

As produções nacionais quando quer fazer direito, faz muito bem feito. Com certo tom de filme americano produzido fora de Hollywood, com suas virtudes e defeitos ‘O Homem do Futuro’ é um exemplo vivo de que filmes nacionais não precisam de violência ao extremo e muitos palavrões. Mesmo sendo uma Comédia Romântica bem previsível, o longa do diretor Claudio Torres não deixa a desejar em momento algum.

A história é focada em Zero (Wagner Moura), ele é um cientista amargurado pela humilhação sofrida pelo amor de sua vida, Helena (Alinne Moraes), quando ainda estavam na faculdade. Acidentalmente ele cria uma máquina do tempo e vai parar em 22 de novembro de 1991, à data da festa onde foi humilhado e respectivamente a data exata em que sua vida começou a ruir. Ele aproveita a oportunidade para encontrar sua versão mais jovem, de forma a ajudá-la a se tornar uma pessoa bem sucedida, e com Helena, no futuro. Zero retorna ao presente totalmente modificado e percebe uma realidade a qual não acreditava ser possível.

Pensou ou lembrou em ‘De Volta Para o Futuro’? Bom, não foi à toa, já que algo parecido acontece com Marty McFly em suas corridas pelo tempo a bordo do famoso Delorean. Não é a única semelhança. A primeira versão de Zero tem um ar de cientista maluco que lembra o Doc Brown de Christopher Lloyd, (só que mais raivoso). O longa dirigido por Robert Zemeckis nitidamente serviu como fonte de inspiração, também por ter se tornado o filme padrão quando se pensa em viagens no tempo. Nada mais natural, o cinema está repleto de citações e homenagens, intencionais ou não.

Wagner Moura como sempre está perfeito em seu papel, mas ah cada expressão de raiva do ator é impossível não lembrar do seu anti-heroi de ‘Tropa de Elite 1 e 2’. Wagner Moura por vezes exagera intencionalmente nos trejeitos de forma que o espectador consegue se identificar, de imediato, qual versão de Zero está em cena naquele momento. Um belo trabalho acompanhado pela linda Alinne Moraes, que, se não brilha tão intensamente, compõe bem o misto da sua beleza e espanto exigido de sua personagem. Por outro lado, há também a péssima atuação de Fernando Ceylão, sempre fora do tom em relação aos seus companheiros de cena. Mas, o que realmente deu muito certo foi à química entre Moura e Aline. O casal protagonista segura com perfeição o decorrer da trama.

O longa agrada em muitos detalhes, mas temos um tom de tortura ao ouvir Aline Morais destruir sem dó uma ótima música do Legião Urbana que sem dúvida, coube como uma luva para o filme. Duas participações especiais que não pode ser esquecido é de Maria Luísa Mendonça e alguns segundos de Gregório Duvivier, que vale a pena ser visto.

Posso afirmar que tudo é muito bem produzido, desde os competentes efeitos especiais até o grandioso cenário construído para o laboratório da máquina do tempo. O figurino ambientando os personagens dos anos 90 e também no futuro alternativo desenhado pelas mudanças provocadas por Zero é muito bem pensada. A trilha sonora é muito boa e bem pop, com destaque para “It’s the End of the World as We Know It (And I Feel Fine...)”, do R.E.M. e "Tempo Perdido" de Legião Urbana. Só que, por outro lado, o roteiro cai nos clichês das comédias americanas, com situações mal explicadas abandonadas no decorrer da trama. O uso da física como meio de provar a existência do amor dá uma falsa sensação de profundidade ao roteiro, apesar da mensagem final bem bacana sobre enfrentar as dificuldades da vida. Os furos presentes quando Zero retorna ao presente incomoda um pouco. As piadas funcionam tornando o longa ainda mais interessante, com uma ótima sequência de cenas.

O Diretor Claudio Torres, mais uma vez conseguiu agradar o espectador, depois do bom ‘Mulher Invisível’ seguida de uma minissérie dirigida por ele mesmo, ele agora mostra mais uma grande obra misturando ficção cientifica com o bom humor de comédia romântica. Para alguns pode até não agradar. Mas ‘O Homem do Futuro’ tem uma produção muito bem caprichada, bom ritmo de comédia romântica, e ostenta dignamente o enorme talento de Wagner Moura. Mas sem tirar o brilho de Alinne Moraes, uma presença linda, marcante, bem vista e bem-vinda no filme.

Recomendo!


Nota: 8



Título original: (O Homem do Futuro)
Lançamento: 2011 (Brasil)
Direção: Cláudio Torres
Roteiro: Cláudio Torres
Produção: Tatiana Quintella e Cláudio Torres
Duração: 106 min.
Gênero: Comédia Romântica/Ficção Cientifica
Estúdio: Conspiração Filmes / Paramount Pictures / Globo Filmes / TeleImage
Distribuidora: Paramount Pictures Brasil


Elenco:

Wagner Moura (Zero)
Alinne Moraes (Helena Hope)
Maria Luísa Mendonça (Sandra)
Gregório Duvivier (Pedestre)
Fernando Ceylão (Otávio)
Jean Pierre Noher (Mayer)
Gabriel Braga Nunes (Ricardo)
Rodolfo Bottino


Curiosidades:

- 'O Homem do Futuro' foi o último filme contemplado no segundo Edital de 2009 e recebeu aporte de R$ 1.4 milhão;

- As filmagens duraram cerca de cinco semanas e foram usadas locações em Paulínia, Campinas, ambas em São Paulo, e no Rio de Janeiro;

- Durante as filmagens em Paulínia a equipe de produção (cerca de 100 pessoas) teve que se dividir, hospedando-se também em Campinas por falta de hotéis;

- Para a sequência de uma festa do filme foram selecionados mais de 400 figurantes;

- 'O Homem do Futuro' teve orçamento estimado de R$ 7 milhões;

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

'Planeta Dos Macacos - A Origem'

Hollywood já provou que não se cansa das adaptações e remakes. E o melhor de tudo é que essa – talvez – falta de criatividade deles está cada dia melhor e a “bola da vez” e por que não, foi o grande sucesso ‘Planeta dos Macacos’ criado nos anos 60 por Pierre Boulle, onde originou um seriado e quatro filmes. Já em 2001 o louco Tim Burton apresentou um ‘Planeta dos Macacos’ com uma intensidade ao seu estilo dividindo criticas pesadas e público.

Mas agora o responsável é Rupert Wyatt (A Escapada), o longa ‘Planeta dos Macacos - A Origem’ é sem dúvida um dos melhores remakes já feito. A ideia era para o longa de Burton ser esquecido, e pode ter certeza que deu certo, sou fã de Tim Burton, mas reconheço que seu filme de 2001 foi massacrado pela obra de Wyatt.

O longa se passa em San Francisco. Will Rodman (James Franco) é um cientista que trabalha em um laboratório onde são realizadas experiências com macacos. Ele está interessado em descobrir novos medicamentos para a cura do mal de Alzheimer, já que seu pai, Charles (John Lithgow), sofre da doença. Após um dos macacos escapar e provocar vários estragos, sua pesquisa é cancelada. Will não desiste e leva para casa algumas amostras do medicamento, aplicando-as no próprio pai, e contra sua vontade também leva um filhote de chimpanzé. Logo Charles não apenas se recupera como tem a memória melhorada, graças ao medicamento. Já o filhote, que recebe o nome de César, demonstra ter inteligência fora do comum, já que recebeu geneticamente os medicamentos aplicados da mãe. O trio leva uma vida tranquila, até que, anos mais tarde, o remédio para de funcionar em Charles e, em uma tentativa de defendê-lo, César ataca um vizinho. O macaco é então engaiolado, onde passa a ter contato com outros símios e, cada vez mais, se revolta com a situação em que está vivendo com os maus tratos dos humanos.

O nome do longa já diz praticamente tudo, não pense que você vai entrar no cinema já pensando como vai terminar a história. Os clichês aqui passaram muito, mas muito longe mesmo. ‘Planeta dos Macacos - A Origem’ tem muitos méritos. O principal deles, sem dúvida, é manter um clima de multa tensão contínua. Por outro lado, algumas liberdades para viabilizar o roteiro são tão escancaradas que acabaram por roubar um pouco da força transmitida, por exemplo, pelo último trailer. Pode ser mera impressão. Pode não ser. Mas é o único ponto negativo que pode ter certeza que vai passar batido.

O conflito da "humanidade" presente no chimpanzé César foi sabiamente explorado e lançado com uma simples - e bem colocada - pergunta feita por ele para ao seu "dono" após um passeio: "O que César é?". A partir daí, a história cresce, o suspense aumenta quando ele começa a negar seu apego aos humanos, mas também acaba refém de situações meio forçadas. Foi assim no momento "McGyver" de César abrindo a jaula e muitas sequências com ele andando pela cidade, assaltando geladeira e fundando uma espécie de “PCC” no abrigo para símios onde ficou confinado. Parece besteira. Mas realmente só parece.

E claro é aí que começa o ponto mais que elevado do filme, que conta com efeitos especiais de cair o queixo, mas o que torna o longa ainda mais especial é o fato de que a história é colocada em primeiro plano em comparação aos efeitos visuais e às sequências de ação. Sim, temos muita ação na produção, em especial em seu terço final, mas o interessante mesmo é a fase de pesquisas e o desenvolvimento de César. Trata-se de um filme de ficção científica com pitadas de ação, e não o contrário, que é mais comum. Pura criatividade e vontade de fazer um filme bom, ou melhor, um filme perfeito!

Marcado por grandes atuações através de captura de movimento, o mesmo usado em ‘O Senhor dos Anéis’ e ‘King Kong’, Andy Serkis –brilhante – foi o escolhido para interpretar César, fazendo obviamente em companhia dos responsáveis pelos efeitos especiais. A presença do ator é tão marcante que deu início a um burburinho de que poderia concorrer ao Oscar 2012. Não acredito que acontecerá, mas também não é justo retirar do ator os méritos na composição do personagem.

James Franco também está bem, assim como Freida Pinto (Quem Quer Ser um Milionário?) e John Lithgow (Kinsey - Vamos Falar de Sexo). No elenco principal quem menos se destaca é Tom Felton, mas mais por culpa do personagem do que por causa de sua atuação. Apesar disso, é do eterno Draco Malfoy a fala que faz referência ao clássico de 68: “tire suas mãos sujas de mim seu macaco imundo”, (na tradução livre). Mesmo sendo a mais direta, esta não foi à única referência ao original, em determinado momento é possível ver uma matéria televisiva que mostra os passageiros da nave do primeiro filme embarcando para sua missão no espaço.

Sem esquecer da trilha sonora que segue bem o ritmo do longa. São temas que não devem ficar marcados na cabeça do espectador e muito menos na história do cinema, mas que funcionam muitíssimo bem durante os 105 minutos de duração. A fotografia é outro item que merece destaque, seja nas cenas internas ou nas grandes tomadas externas, como na Ponte Golden Gate.
Uma coisa é certa, Se me perguntassem em 2010, jamais apostaria que ‘X-Men: Primeira Classe’ e ‘Planeta dos Macacos - A Origem’ seriam dois dos melhores de 2011. Os dois projetos pareciam pra lá de oportunistas, buscando apenas ganhar mais um dinheirinho com duas franquias de sucesso, mas felizmente não foi o que aconteceu. São produções com um frescor impressionante, que deram nova vida às histórias e superaram a desconfiança dos fãs e do mercado cinematográfico.

Dirigido pelo desconhecido Rupert Wyatt, o novo ‘Planeta dos Macacos’ promete ser o primeiro de uma nova série de filme, nos restando esperar que as continuações sejam tão bem cuidadas quando este. Até lá só nos resta agora sentar e esperar bem ansiosos.


Nota: 9.5





Título original: (Rise of the Planet of the Apes)
Lançamento: 2011 (EUA)
Direção: Rupert Wyatt
Roteiro: Rick Jaffa e Amanda Silver, baseado em personagens criados por Pierre Boulle
Produção: Dylan Clark, Peter Chernin, Rick Jaffa e Amanda Silver
Duração: 105 min.
Gênero: Ficção Científica
Estúdio: 20th Century Fox Film Corporation / Chernin Entertainment
Distribuidora: 20th Century Fox Film Corporation


Elenco:

James Franco (Will Rodman)
John Lithgow (Charles Rodman)
Tom Felton (Dodge Landon)
Freida Pinto (Caroline Aranha)
Brian Cox (John Landon)
Andy Serkis (César)
Tyler Labine (Franklin)
Jamie Harris (Roy)
Leah Gibson (Alyssa Williams)
David Oyelowo (Steve Jacobs)
Chelah Horsdal (Irena)
Karin Konoval (Maurice)
Richard Ridings (Buck)
Terry Notary (Alfa / Olhos Brilhantes)
Jesse Reid (Donnie)
Mattie Hawkinson (Linda)
Christopher Gordon (Koba)
Devyn Dalton (Cornelia)


Curiosidades:

- Robert Rodriguez, Kathryn Bigelow e Thomas Alfredson receberam propostas para dirigir 'Planeta dos Macacos - A Origem'. Todos recusaram;

- Pierre Morel, James McTeigue, Dennis Iliadis, Scott Stewart e os irmãos Albert e Allen Hughes estiveram cotados para assumir a direção do filme;

- As filmagens aconteceram entre 5 de julho e 17 de setembro de 2010;

- A história de 'Planeta dos Macacos - A Origem' se passa antes à exibida em 'O Planeta dos Macacos' (1968) e em sua refilmagem, 'Planeta dos Macacos' (2001);

- Foram realizadas quatro continuações para o filme original: 'De Volta ao Planeta dos Macacos' (1970), 'Fuga do Planeta dos Macacos' (1971), 'A Conquista do Planeta dos Macacos' (1972) e 'A Batalha do Planeta dos Macacos' (1973);

- A estreia do filme nos Estados Unidos passou por várias mudanças. Inicialmente estava prevista para 24 de junho, mas depois foi adiada para 23 de novembro, de forma a aproveitar o feriado do Dia de Ação de Graças. Por fim a 20th Century Fox resolveu lançar o filme em 5 de agosto.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

‘Super 8’

O diretor J.J. Abrams era desconhecido até a série de TV ‘Lost’ chegar ao fim, mas mesmo assim pouco conhecia o diretor que surpreendeu a todos com seus ótimos longas como diretor, entre alguns está o ótimo ‘Missão Impossível 3’ (2006) e ‘Satr Trek’ (2009), além de produzir ‘Cloverfield – Monstro’ (2008). Pois bem, agora seu mais novo filme é o misterioso ‘Super 8’. Mas se na direção está o mais novo diretor bem sucedido de Hollywood, na produção está o grande e respeitável Steven Spielberg, nome de peso com um currículo de dar inveja com todos seus filmes que já dirigiu, produziu, roteirizou, etc.

O Longa ‘Super 8’ foi misterioso até em sua divulgação, trailers e supostas sinopses que fala tudo mas nada explica. Claro que não vou contar o segredo do filme aqui, única coisa que posso adiantar ou lembrar é que estou falando do criador de ‘Lost’, então se prepare para um filme completamente preso ao segredo até os minutos finais.

‘Super 8’ acontece em pleno anos 80já tem como abertura o jovem Joe Lamb (Joel Courtney), ele perdeu a mãe logo no começo do filme, o que fez com que seu relacionamento com o pai (Kyle Chandler), um policial dedicado que não sabe como se comportar com o filho, se deteriorasse. Fã de cinema e estudioso de maquiagem, ele se diverte ao lado dos amigos Charles (Riley Griffiths), Martin (Gabriel Basso) e Cary (Ryan Lee), eles estão tentando rodar um filme caseiro sobre zumbis, com uma câmera Super 8, para participar de uma competição local para jovens cineastas. Joe logo se anima quando Charles convida Alice Dainard (Elle Fanning) para o elenco, já que está a fim dela. O grupo vai de madrugada rodar, às escondidas, uma cena na estação ferroviária local. É quando uma caminhonete se choca com um trem, provocando um descarrilhamento de grandes proporções. Logo o local está cercado pelo exército, que procura algo que estava alojado em um dos vagões. Mas depois do acidente fatos estranhos começam a acontecer na pequena cidade de Lillian, como alguns desaparecimentos, primeiro de motores de carro e depois de pessoas.

O elenco não é grandioso, o único nome conhecido é de Elle Fanning, Noah Emmerich e Kyle Chandler. Mas todos desse elenco de poucos conhecidos está de parabéns, os jovens Joel Courtney, Riley Griffiths, Gabriel Basso e Ryan Lee, dão um verdadeiro show de atuação e em certas sequências, arriscam sem medo no humor negro, tornando o longa mais interessante ainda. Dessa trupe quem se sai melhor é Elle Fanning, especialmente quando grava uma cena pela primeira vez. Fanning é um outro caso a parte que não deixa por menos. O clichê que ela enfrenta de ser a garota com problemas com seu pai alcoólatra no meio de 4 meninos e ainda tem um pai alcólotra (Bruce Greenwood) passa despercebido.

Para quem já conhce o trabalho da dupla Abrams e Spielberg, com toda certeza vai se identificar com cenas do filme onde ta claro a assinatura de cada um. Mas é fácil compreender o motivo que levou J.J. Abrams convidar Steven Spielberg para produzir ‘Super 8’. O filme lembra muito clássicos dos anos 80 como ‘Os Goonies’, E.T., O Extra-Terrestre – o primeiro produzido por Spielberg e o segundo dirigido por ele – e ‘Guerras do Mundo’. Principalmente no que diz respeito à dinâmica dos personagens infantis. Mas engana-se quem pensa que o longa é apenas uma homenagem ao cinema "spielberguiano", trata-se de uma produção com vida própria e com elementos também trazidos da cinematografia de Abrams a grande estilo. Alguns elementos da série ‘Lost’, inclusive, podem ser conferidos no novo longa, principalmente no que diz respeito a construção do clima de suspense acerca do que está para acontecer.

Me atrevo a afirmar que ‘Super 8’ ajuda a consolidar o nome de J.J. Abrams como um dos cineastas mais interessantes da atualidade em Hollywood. E como essa parceria deu certo temos a felicidade de contarmos com estes dois ótimos cineastas que trabalham sempre em prol do mistério e aventura.

Recomendo ‘Super 8’ para todos, ainda mais numa época em que nos deparamos com inúmeras refilmagens de longas dos anos 80, como ‘Footloose’, ‘Dirty Dancing’ e ‘Conan, o Bárbaro’, J.J. Abrams prova que é possível lembrar/homenagear o período sem deixar de ser original.


Nota: 8.5



Título original: (Super 8)
Lançamento: 2011 (EUA)
Direção: J.J. Abrams
Roteiro: J.J. Abrams
Produção: J.J. Abrams e Steven Spielberg
Duração: 112 min.
Gênero: Ficção Científica
Estúdio: Bad Robot Amblin Entertainment Paramount Pictures
Distribuidora: Paramount Pictures


Elenco:

Joel Courtney (Joe Lamb)
Riley Griffiths (Charles)
Elle Fanning (Alice Dainard)
Ryan Lee (Cary)
Gabriel Basso (Martin)
Kyle Chandler (Jackson Lamb)
Noah Emmerich (Coronel Nelec)
Ron Eldard (Louis Dainard)
Bruce Greenwood (Alienígena)
Glynn Turman (Dr. Woodward)
Zach Mills (Preston)
Katie Lowes (Tina)
Marco Sanchez (Hernandez)
Thomas F. Duffy (Rooney)
Teri Clark (Sra. Babbitt)
Johnny Otto (Fotógrafo)
James Hébert (Agente Talley)
Andrew Constantini (Agente da Guarda Nacional)
Mason Steel Davis (Adolescente)


Curiosidades:

- O diretor, roteirista e produtor J. J. Abrams, fã declarado dos filmes de Spielberg, rende em 'Super 8' uma homenagem aos clássicos 'Contatos Imediatos de Terceiro Grau' e 'E.T., o Extra-terrestre', do cineasta, que é parceiro nesta produção;

- Bruce Greenwood interpretou o alienígena de 'Super 8' através da técnica de captura de movimento. Seu personagem está creditado como Cooper, que era o apelido da criatura nos sets de filmagens;

- A cidade de Lillian, vista no filme, recebeu este nome em homenagem à avó do diretor J.J. Abrams;

- O posto de gasolina chama-se Kelvin Gasoline. Trata-se de uma homenagem ao avô de J.J. Abrams, que se chamava Kelvin;

- Na cena em que o xerife é levado, no posto de gasolina, pode-se ver ao fundo o símbolo da Slusho. Trata-se de uma referência ao marketing viral usado para 'Cloverfield' (2008), produzido por J.J. Abrams;

- Há várias referências ao diretor George Romero ao longo de 'Super 8'. Entre elas o nome da empresa químicca do curta feito pelos garotos, Romero Chemicals, e a presença do cartaz de um de seus filmes no quarto de Joe;

- O cartaz de 'Halloween' (1978) pode ser visto no quarto de Joe;

- O orçamento aproximado é de US$ 45 milhões.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Os Agentes do Destino

O que aconteceria se um dia você descobrisse que o tal de livre arbítrio na verdade não é como imaginamos? E o que faria se descobrisse que existe um outro mundo paralelo ao nosso com uma espécie de “agentes” que andam entre ah gente como pessoas normais manipulando o nosso destino e nos desviando dos acasos que acontecem?

É impossível pensar nisso tudo sem uma lógica. Mais o diretor George Nolfi (O Ultimato Bourne), resolveu brincar com tudo isso no seu mais novo longa, ‘Os Agentes do Destino’. Realmente deu muito certo. A trama consegue te envolver do começo ao fim com um roteiro muito bem amarrado que consegue envolver a história de um jeito que com certeza o espectador em certo momento vai fazer a pergunta: “E se isso realmente é verdade?” “E se existe agentes por trás dos nossos destinos?”.

O longa acompanha a vida de David Norris (Matt Damon), um jovem político com uma carreira promissora, mas alguns escândalos atrapalhou a sua corrida ao Senado. Resultando na derrota do cargo disputado, mas isso faz com que ele conheça Elise (Emily Blunt), uma bailarina por quem acaba se apaixonando. Contudo, homens com estranhos poderes de interferir no futuro aparecem do nada e começam a pressioná-lo para que ele não dê continuidade a este romance, porque isso poderá atrapalhar o futuro de ambos. Sem saber ao certo quem são essas pessoas, a única certeza que David possui é que precisará reunir forças para enfrentá-los e encarar o que o destino lhe reserva.

O elenco conta com nomes de peso, além de Matt Damon como o protagonista da tramas, ainda tem a bela Emily Blunt (As Viagens de Gulliver) e o grande ator Terence Stamp (Sim Senhor). Mas o destaque não fica só para os veteranos de grande nome, o tão pouco conhecido Anthony Mackie, visto recentemente em ‘Guerra ao Terror’, conseguiu roubar a cena com uma ótima atuação. Ele é um dos agentes, mas o responsável direto pelo destino de David Norris (Matt Damon). Ele consegue convencer mesmo na pele de Harry Machell, ao ponto de você realmente se questionar sobre tudo o que acontece em sua volta é realmente manipulado por esses agentes que fazem de tudo para não serem vistos.


O pôster e o trailer promocional tentam até tentou vender o longa como se fosse uma aventura de ação, ao estilo ‘A Identidade Bourne’. Mas não se engane. Para diz er a verdade, é até melhor. O filme não é aquela correria desenfreada que o trailer faz supor, mas sim uma interessante discussão sobre a maneira através da qual nós encaramos (ou fugimos) das várias alternativas e desafios que a vida nos propõe todos os dias. Ou seja, o famoso livre arbítrio. E sem perder o foco de entretenimento que este tipo de produção igualmente propõe. Claro que no finalzinho tem sempre aquela narração em off explicando a “moral da história” para quem preferiu comer pipoca a prestar atenção no enredo, mas nada que estrague o programa. Aliás, Hollywood tem se especializado em fazer este tipo de filme aonde à bula vem junto. Fazer o que, né?

O longa tem todo o estilo George Nolfi, mas podem ficar despreocupado, porque esse pelo menos tem uma ótima história, com belas cenas de ação, a fotografia é boa a ponto de tirar o fôlego em certos pontos da trama. Resumindo melhor ainda. Ele é uma espécie de ficção científica sem robôs gigantes nem naves interplanetárias, sem seres de outro planeta, mas apenas com a presença destes agentes secretos sempre usando chapéus. Tipo um ‘A Identidade Bourne’ com menos corre-corre e muito mais ideias.

Recomendo mais esse grande filme que para variar não chegou nas salas de cinema daqui!


Nota: 9
Download: ‘Os Agentes do Destino’



Título original: (The Adjustment Bureau)
Lançamento: 2011 (Estados Unidos)
Direção: George Nolfi
Roteiro: George Nolfi, baseado em um conto de Philip K. Dick.
Duração: 105 min.
Gênero: Ficção Científica
Estúdio: Universal Pictures Media Rights Capital Gambit Pictures
Distribuidora: Universal Pictures (EUA) Paramount do Brasil


Elenco:

Matt Damon (David Norris)
Emily Blunt (Elise Sellas)
Terence Stamp(Thompson)
John Slattery (Richardson)
Anthony Ruivivar (McCrady)
Michael Kelly (Charlie Traynor)
Anthony Mackie (Harry Mitchell)
Christine Lucas (Christine - assistente de Charlie)
Donnie Keshawarz (Donaldson)
David Bishins (Burdensky)
Fabrizio Brienza (Miller)
Michael Bloomberg (o próprio - empresário)


Curiosidades:

- O filme foi baseado no conto "Adjustment Team", de Philip K. Dick, autor de sucessos cujas histórias viraram 'Blade Runner', 'O Caçador de Andróides', 'O Vingador do Futuro' e 'Minority Report - A Nova Lei';

- A atriz Abbie Cornish (Elizabeth - A Era de Ouro) chegou a fazer testes para um papel, mas não conquistou a posição;

- O orçamento estimado de Os Agentes do Destino foi de US$ 51 milhões.

domingo, 7 de novembro de 2010

A Origem (Inception), 2010

Christopher Nolan não é um simples diretor, ele sabe como fazer um filme, aliás, ele sabe como fazer o filme, A Origem (Inception), 2010, é realmente incrível, o elenco é perfeito, a história é ótima, e um roteiro excepcional, Nolan mais uma vez me deixou de “boca aberta”.

Até agora tenho que dizer que sou muito fã desse diretor, seu currículo ainda pode ser pequeno, mas pode ter certeza que vamos ouvir falar muito de Christopher Nolan de hoje em diante, seu trabalho é genial, sem dúvida nenhuma, é uma mente do cinema atual.

A Origem é o filme do ano, e me arrisco a dizer que esse filme é um forte candidato a ser o filme da década e por que não ao próximo Oscar. Quem gosta de filmes inteligentes, com muita ação, esse é o filme mais indicado, é realmente um filme que vai sugar toda a sua atenção para todos os detalhes. Sua mente vai ser a cena do crime.

Leonardo DiCaprio está em sua melhor atuação nesse filme, em minhas palavras esse é o melhor de sua carreira toda, mas é injustiça destacar apenas ele, o elenco todo está ótimo, Marion Cotillard (Nine) , Joseph Gordon-Levitt (500 Dias Com Ela) , Ellen Page (Juno) , Ken Watanabe (Memórias de Uma Gueixa).

Em um mundo onde é possível entrar na mente humana, Cobb (Leonardo DiCaprio) está entre os melhores na arte de roubar segredos valiosos do inconsciente, durante o estado de sono. Além disto ele é um fugitivo, pois está impedido de retornar aos Estados Unidos devido à morte de Mal (Marion Cotillard). Desesperado para rever seus filhos, Cobb aceita a ousada missão proposta por Saito (Ken Watanabe), um empresário japonês: entrar na mente de Richard Fischer (Cillian Murphy), o herdeiro de um império econômico, e plantar a ideia de desmembrá-lo. Para realizar este feito ele conta com a ajuda do parceiro Arthur (Joseph Gordon-Levitt), a inexperiente arquiteta de sonhos Ariadne (Ellen Page) e Eames (Tom Hardy), que consegue se disfarçar de forma precisa no mundo dos sonhos.

Me arrependo de não ter assistido esse filme no cinema, cheguei a ver muitas criticas positivas sobre o mesmo, e pode ter certeza que todas são verdadeira, sem duvida já é um clássico, o primeiro de muito que Nolan ainda vai dirigir.

Mais que realizar um simples obra-prima, Christopher Nolan vai contra essa maré do 3D, (a qual particularmente falando sou contra), mais uma vez ele provou que para fazer um excelente filme visual e sem deixar nenhum argumento de lado, não é preciso um 3D. Muita atenção e prepare-se para ver uma obra prima com efeitos especiais a serviço da criatividade e do bom gosto. Realmente é imperdível!

Emfim, Nolan chegou para fazer filmes de verdade, mas sem subestimar nossa inteligência, recomendo, A Origem é um filme para ver, rever e ver de novo, de novo, de novo e de novo.


Nota: 10









Leonardo DiCaprio (Cobb)
Marion Cotillard (Mal)
Joseph Gordon-Levitt (Arthur)
Ellen Page (Ariadne)
Ken Watanabe (Saito)
Cillian Murphy (Fischer)
Tom Berenger (Browning)
Michael Caine (Professor)
Lukas Haas (Nash)
Tohoru Masamune (Segurança)
Tom Hardy (Eames)

sábado, 6 de novembro de 2010

Monsters, 2010

Dias atrás vi algumas criticas sobre o filme Monsters, até me despertou a curiosidade quando duas dessas criticas chegou a dizer que o longa seria uma espécie de continuação do filme Distrito 9, já que o mesmo também se tratava de ficção cientifica.

Pois bem, o longa Monsters, do diretor Gareth Edwards, de ficção cientifica não tem absolutamente nada, uma história confusa, além de ser muito entediante, o filme de 94 minutos, deixou muito a desejar, você espera ver o que o filme promete mostrar, mas muito pelo contrario, os “extraterrestres” só aparecem três vezes durante todo o filme, sem contar que você só vai conseguir ver o primeiro no final do filme, antes até aparece um e depois só mais um, mas ambos só pela metade, o primeiro aparece nuca cena onde eles estão atravessando um rio, e parte de um “monstro” aparece na água, isso já com 45 minutos de filme.

O elenco pouco conhecido se resume apenas em dois atores, que são: Whitney Able , Scoot McNairy .

Há seis anos a NASA enviou uma sonda espacial para coletar amostras de uma possível vida extraterrestre em nosso sistema solar. Ao retornar ela caiu na América Central, provocando o alastramento de formas de vida alienígena. Metade do território mexicano foi então colocado em quarentena e rotulado como Zona Infectada. Numa missão arriscada, o fotojornalista Andrew Kaulder (Scoot McNairy), enviado ao México a trabalho, é encarregado de escoltar Samantha Wynden (Whitney Able), a filha de um figurão, de volta aos Estados Unidos. Só que um imprevisto ocorre e eles são obrigados a atravessar o território hostil da Zona Infectada.

Enfim, não recomendo esse filme, que para mim não passa de propaganda enganosa. Um verdadeiro drama romântico.


Nota: 3






Whitney Able (Samantha Wynden)
Scoot McNairy (Andrew Kaulder)

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Distrito 9 (Distric 9), 2009

Peter Jackson é um dos diretores que a um tempo vem me chamando a atenção, ele é um cara que sabe o que faz quando o assunto é um bom filme. Não sou muito fã de ficção cientifica, nem me importei muito quando o filme Distrito 9 (District 9), 2009, foi anunciado, mas tenho que dizer que estou muito arrependido de não ter visto esse longa no cinema.

Ele chega a ser um filme confuso no início, é que ele começa como um documentário até certo ponto, onde isso pode confundir um pouco, até o filme entrar em uma ótima trama com muita ação e ficção cientifica. O elenco também é um pouco duvidoso, atores poucos conhecidos, eu mesmo só conheço um por nome, até então, nunca tinha assistido qualquer outro filme com o ator Sharlto Copley (Esquadrão Classe A), e mais Jason Cope , Nathalie Boltt , Sylvaine Strike , Elizabeth Mkandawie.

Uma gigantesca nave espacial pairou sobre Johanesburgo, capital da África do Sul. Onde milhões de alienígenas foram obrigados a ficar na Terra. Eles são confinados em uma espécie de abrigo titulado de Distrito 9, porém, já se passou 20 anos e o tal abrigo virou uma favela, péssimas condições e ainda são maltratados constantemente pelo governo. Mas surgem problemas financeiros e políticos, nisso o governo local decide transferir os alienígenas para uma outra área. Uma ordem de despejo é realizada, o que cria um atrito com os extraterrestres. Durante esse processo, Wikus Van De Merwe (Sharlto Copley), um funcionário do governo em atividade é contaminado por um fluido alienígena. A partir disso ele começa a ter reações estranhas, o seu organismo está gerando partes extraterrestres. Com o governo desejando usá-lo como uma arma política, Wikus só pode contar com a ajuda de alienigina Christopher para escapar e tentar achar uma cura para o seu problema.

O que mais chama a atenção neste longa é onde tudo acontece, dessa vez o “ETS” não estão em Nova York, Washington, ou qualquer outra cidade em solo americano. O que eu quero realmente ressaltar, é que quando o assunto é Peter Jackson, não se vê clichê, dessa vez ele está apenas como produtor do filme, a direção está nas mãos de Neill Blomkamp. As cenas são ótimas, chega a ser muito realista para um filme de pura ficção.

Pode ter certeza que esse filme é mais um que vai tirar o fôlego, tenho a certeza que esse filme já nasceu como um clássico/Cult, e daqui uns 20 anos vai ser lembrado como Laranja Mecanica ou Blade Runner que até hoje ainda é lembrado. Clássico é sempre clássico. Mas é isso, um filme totalmente diferente dos outros, é impressionante saber que o filme foi dirigido por um estreante, primeiro longa do Neill Blomkamp, ta certo que teve um produtor de peso por trás disso tudo, mas não tira o mérito de Blomkamp. Acertou em cheio.

Destaque também para o roteiro que alem de ser original é fantástico.


Nota: 8.5







Sharlto Copley (Wikus Van De Merwe)
Jason Cope (Grey Bradnam)
Nathalie Boltt (Sarah Livingstone)
Sylvaine Strike (Dra. Katrina McKenzie)
Elizabeth Mkandawie (Entrevistadora)
John Summer (Les Feldman)
William Allen Young (Dirk Michaels)
Greg Melvill-Smith (Entrevistador)
Nick Blake (François Moraneu)
Jed Brophy (James Hope)
Louis Minnaar (Piet Smit)
Vanessa Haywood (Tania Van De Merwe)
Marian Hooman (Sandra Van De Merwe)
Vittorio Leonardi (Michael Bloemstein)
Mandla Gaduka (Fundiswa Mhlanga)
Johan van Schoor (Nicolas Van De Merwe)
Stella Steenkamp (Phyllis Sinderson)
Tim Gordon (Clive Henderson)
Hlengiwe Madlala (Sangoma)