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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Mad Max: Estrada da Fúria

Nos anos 1980 a trilogia de Mad Max estourou, conquistando fãs pelo mundo todo sem dúvida. Mel Gibson na pele do protagonista casca dura fez um ótimo trabalho, tornando seu personagem inesquecível. O responsável por trás das câmeras era Byron Kennedy que dirigiu ‘Mad Max’ (1979) e ‘Mad Max 2: A Caçada Continua’ (1981), sendo o último da trilogia dirigido por George Miller, ‘Mad Max: Além da Cúpula do Trovão’ (1985). Desde então, muito se ouvia em um quarto filme, até que anos e anos depois, surge à notícia que a continuação estava confirmada, mais uma vez, Miller e Gibson unidos em mais uma grande aventura, então, uma notícia que desanimou os fãs: Dificuldades em filmar na Austrália acabaram adiando a produção e o ator resolveu pular fora. Quase uma década depois, foram iniciadas as filmagens, mas agora com Tom Hardy e Charlize Theron à frente do elenco. Restava a dúvida: valia a pena fazer um Mad Max sem Mel Gibson? Tudo apontava para um grande NÃO, mas...

Eis que os produtores não só fizeram grande justiça aos originais como criaram o melhor filme da franquia. Não há discussão. É claro que o primeiro ‘Mad Max’ é icônico e foi muito importante na época, que ‘Mad Max 2 - A Caçada Continua’ foi fundamental no desenvolvimento de uma visão pós-apocalíptica, mas nenhum dos dois (do três nem se fala) alcança o nível de qualidade visto em ‘Mad Max: Estrada da Fúria’.

Miller mais uma vez dispensou qualquer tipo de comentário negativo. O roteiro dessa vez nos mostra que após ser capturado por uma comunidade, Max (Tom Hardy) é usado como banco de sangue para soldados feridos. O líder local, Immortan Joe (Hugh Keays-Byrne), usa o fato de ser o detentor de uma grande reserva de água para explorar toda sua população. Além de capturar pessoas para "doarem" sangue, ele tem doadoras de leite e até mulheres que existem para carregarem seus filhos. Quando uma de suas pessoas de confiança foge da comunidade, Joe vai atrás dela com todo seu exército. Por acaso, Max se vê em meio a essa disputa. Ajudar Furiosa (Charlize Theron) em sua luta contra Joe, onde se vê dividido entre mais uma vez seguir sozinho seu caminho ou ficar com o grupo rebelde.

A química entre Tom Hardy e Charlize Theron fez com que qualquer fã da trilogia – agora se tornando uma franquia -, esquecesse por 120 minutos o legado de Mel Gibson nos anos 1980. Não que a trilogia do passado tenha sido passada para trás depois do ‘Estrada da Fúria’, mas realmente não tem como não elogiar o novo longa que alcança a perfeição em todos os momentos.

As sequencias de ação, envolvendo perseguição de tirar o folego, pancadaria, tiroteio e tudo mais que os fãs de Mad Max estão acostumados, mas com um nível a mais, graças à tecnologia de hoje. Os efeitos especiais agrada em toda sequencia. George Miller, após 30 anos, demonstrou ter ficado todo este tempo acumulando energia para esta continuação. Nas últimas décadas, ele fez ‘O Óleo de Lorenzo’, ‘Babe - O Porquinho Atrapalhado na Cidade’ e ‘Happy Feet - O Pinguim’. Filmes que realmente não passaram de grande decepção e perda de tempo para qualquer espectador. Mas, agora, ele solta a energia reprimida sem pensar duas vezes. Insano. Este é o melhor adjetivo para descrever o novo ‘Mad Max’. Estamos diante do melhor filme de ação do ano de 2015. E é difícil imaginar que algum outro vá superá-lo neste sentido.

Também merece destaque a trilha sonora de Tom Holkenborg, mais conhecido como Junkie XL. O DJ holandês criou uma trilha original e impactante. Do ponto de vista musical, deve-se elogiar a opção de Miller de criar uma espécie de "carro de som", em que vemos uma guitarra ardendo em fogo com o melhor do Rock n’ Roll, que o longa pede, além de tambores em cena. Sendo condizente com o universo Mad Max.

Recomendo!

Nota: 10
(Download em Torrent)



Título original: (Mad Max: Fury Road)
Lançamento: 2015
Direção: George Miller
Roteiro: Brendan McCarthy, George Miller e Nick Lathouris
Duração: 120 min.
Gênero: Ação  
Orçamento: US$ 100 milhões
Distribuidores: Warner Bros. Pictures
Classificação: 14 anos


Elenco



Tom Hardy (Max Rockatansky)
Charlize Theron (Furiosa)
Zoë Kravitz (Toast)
Nicholas Hoult (Nux)
Rosie Huntington-Whiteley (Splendid)
Riley Keough (Capable)
Nathan Jones (Rictus Erectus)
Josh Helman (Slit)
Hugh Keays-Byrne (Immortan Joe)
Megan Gale (Valkyrie)
Angus Sampson (Organic Mechanic)
Abbey Lee (The Dag)
Richard Norton (Imperator)
Courtney Eaton (Fragile)
John Howard (Eater)
Joy Smithers (The Vuvalini)


Curiosidades



- Este é o quarto filme da franquia ‘Mad Max’. A trama, inclusive, se ambienta pouco tempo depois de Mad Max ‘Além da Cúpula do Trovão’ (1985);

- Tom Hardy ‘A Origem’ interpreta Max Rockatansky, papel vivido por Mel Gibson nos três longas anteriores;

- Do elenco original só volta o ator Hugh Keays-Byrne. Ele foi o vilão Toecutter em Mad Max (1979);

- O ator Jeremy Renner se interessou pelo papel do protagonista. Já o ator Liam Fountain, que interpretou o personagem título no curta-metragem ‘Mad Max Renegade’ (2011), chegou a fazer teste, mas não passou;

- O roteirista Nick Lathouris atuou em ‘Mad Max’ (1979);

- Os atores Charlize Theron e Nicholas Hoult já trabalharam juntos em ‘Lugares Obscuros’ (2015);

- A atriz Teresa Palmer teve de abandonar a produção em função de atrasos nas filmagens. Em seu lugar entrou Abbey Lee;

- No Globo de Ouro 2016, a produção foi indicada nas categorias Melhor Filme de Drama e Diretor.

Velozes e Furiosos 7

Se existe um filme, ou melhor, uma franquia que dispensa comentários quando o assunto é ação, essa só pode ser ‘Velozes e Furiosos’, que nos deu o ar de sua graça em 2001, sobre o comando de Rob Cohen na direção, o mesmo que comandou ‘Triplo X’ (2002), ‘A Múmia - Tumba do Imperador Dragão’ (2008) e ‘O Garoto da Casa ao Lado’ (2015). Mas agora em ‘Velozes e Furiosos 7’, a direção fica por conta de James Wan, diretor até então, experiente em filmes de terror, como ‘Jogos Mortais’ (2004) e 'Invocação do Mal' (2013), porém, Wan conseguiu fazer uma sequencia mais empolgante que os antecessores sem cair nos clichês do gênero.

O fato é que ‘Velozes e Furiosos’ sempre foi uma franquia que abraçou todo o absurdo. Ao longo dos anos, as cenas de ação foram ficando cada vez mais exageradas, assim como as falas de Vin Diesel sobre o real significado da família. Diante da necessidade/responsabilidade de se prestar uma homenagem, também era de se esperar que exagerassem no peso dramático. E é justamente isso que aconteceu em ‘Velozes e Furiosos 7’ não economiza em homenagens ao ator Paul Walker, que faleceu em novembro de 2013, sem completar as filmagens da produção.

Dessa vez o roteiro tem uma boa sequencia após os acontecimentos em Londres, Dom (Vin Diesel), Brian (Paul Walker), Letty (Michelle Rodriguez) e o resto da equipe tiveram a chance de voltar para os Estados Unidos e recomeçarem suas vidas. Mas a tranquilidade do grupo é destruída quando Deckard Shaw (Jason Statham), um assassino profissional, quer vingança pela morte de seu irmão. Agora, a equipe tem que se reunir para impedir este novo vilão. Mas dessa vez, não é só sobre ser veloz. A luta é também pela sobrevivência.

Não tem o que falar. Roteiro e produção mais uma vez estão impecáveis, uma trilha envolvente, seja sonora ou efeito, e sem esquecer dos exagerados efeitos especiais de encher os olhos com muita adrenalina e emoção. Neste sentido, quem for em busca de muita ação vai se deliciar com cenas de perseguição e brigas incríveis (Jason Statham x Dwayne Johnson, Michelle Rodriguez x Ronda Rousey, Paul Walker x Tony Jaa...) e com um número infinito de sequências absurdas. Além também de várias sequências de veículos voando, sendo a mais absurda a passada em Abu Dhabi, já amplamente divulgada nos trailers. A escolha pela capital dos Emirados Árabes Unidos é curiosa, mas também simbólica, uma vez que ‘Velozes e Furiosos’ está cada vez mais perto de ‘Missão Impossível’.

O elenco mais uma vez está em boa sintonia, embora ninguém ligue muito para a jornada de redescoberta da personagem de Michelle Rodriguez. Jordana Brewster é deixada praticamente de lado, enquanto que Tyrese Gibson e Ludacris surgem como alívio cômico. Dentre as novidades, Nathalie Emmanuel não compromete e Kurt Russell oferece uma performance bem cool como o agente especial Sr. Ninguém.

Ao final, é difícil não ficar tocado com as homenagens à Walker. Por mais piegas que seja o texto, com direito a frases do tipo "ele vai estar sempre comigo" ou "será para sempre meu irmão", é realmente emocionante ver uma equipe ter que dizer adeus a um de seus integrantes. Por sinal, é possível identificar alguns jogos de câmera que escondem o rosto do ator em alguns momentos, mas nunca fica claro a utilização de outro ator ou de efeitos visuais.

Assim como nos últimos filmes, Diesel fala algumas vezes que "chegou a hora do desafio final", mas como já sabemos, teremos novos ‘Velozes e Furiosos’ pela frente. E que continue sempre assim, trazendo o melhor da fotografia, ação exagerada, com muita perseguição, pancadaria e tiroteio.

Recomendo!


Nota: 09




Título original: (Furious 7)
Lançamento: 2015
Direção: James Wan
Roteiro: Chris Morgan
Produção: Neal H. Moritz, Vin Diesel e Michael Fottrell
Duração: 140 min.
Gênero: Ação
Orçamento: UU$ 190 milhões
Distribuidores: Universal Pictures
Classificação: 14 anos


Elenco


Vin Diesel (Dominic Toretto)
Paul Walker (Brian O'Conner)
Michelle Rodriguez (Letty Ortiz)
Tyrese Gibson (Roman Pearce)
Chris ‘Ludacris’ Bridges (Tej Parker)
Jordana Brewster (Mia Toretto)
Dwayne Johnson (Luke Hobbs)
Kurt Russell (Frank Petty)
Jason Statham (Deckard Shaw)
Ronda Rousey (Kara)
Djimon Hounsou (Mose Jakande)
Tony Jaa (Kiet)
Nathalie Emmanuel (Megan Ramsey)
Elsa Pataky (Elena Neves)
John Brotherton (Sheppard)
Ali Fazal (Safar)
Romeo Santos (Mando)


Curiosidades


- A produção do filme foi interrompida em 1º de dezembro de 2013 após a trágica morte de Paul Walker, devido a um acidente automobilístico em 30 de novembro de 2013. As filmagens aconteciam em Atlanta e o longa estava programado para ser lançado em 11 de julho 2014. O diretor James Wan e os executivos da Universal realizaram uma teleconferência para determinar como procederiam com o projeto de uma forma respeitosa à memória de Walker. Paul estava prestes a finalizar suas cenas no momento em que veio a falecer. Embora tenha havido algumas considerações sobre cancelar a produção, a obra foi finalmente retomada, sendo o roteiro reescrito, a fim de resolver a ausência de Walker e proporcionar ao personagem um digno "bota-fora";

- Paul Walker já tinha filmado a maior parte de suas cenas. Mas a produção também conta com o trabalho dos dublês, CGI e os irmãos do ator, Caleb e Cody, e o uso de computação gráfica para concluir a participação de Walker na franquia;

- Denzel Washington recusou participar do longa. A Universal Studios estava em busca de uma grande estrela para interpretar um papel menor no filme e, em seguida, desempenhar um papel maior na continuação. Mais tarde, Kurt Russell foi escalado. Taylor Lautner e Halle Berry também foram considerados. A atriz indiana, Deepika Padukone teve de abandonar o projeto devido a conflitos de agenda;

- Jason Statham tem duas cenas de luta: uma com Dwayne Johnson e outra com Vin Diesel;

- Com 2 horas e 17 minutos de duração, este é o filme mais longo da franquia;

- O vilão do longa foi vivido por Jason Statham. Ele fez uma ponta em ‘Velozes & Furiosos 6’ (2013) e chegou a negociar para viver o vilão da trama, mas o papel ficou com Luke Evans;

- A rapper Iggy Azalea faz uma participação especial no filme;

- A lutadora do UFC Ronda Rousey, que fez sua estreia como atriz em ‘Os Mercenários 3’, faz uma participação especial no filme;

- A atriz inglesa Nathalie Emmanuel, conhecida por seu papel como Missandei na série ‘Game of Thrones’, também integra o elenco;


- A produção foi indicada ao Globo de Ouro 2016 de Melhor Canção.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Guardiões da Galáxia

‘Guardiões da Galáxia’ é o típico filme que você ama ou odeia. Se você conhece a história vaia amar, caso contrario pode achar o filme chato, entediante e qualquer outro adjetivo negativo, porém, se você não conhece a história, mas procura um filme de ficção, com muita aventura, ação e uma equipe de supre heróis fora da lei que só querem se dar bem e quem sabe salvar o planeta em que vivem.

O longa foi uma grande aposta da Marvel, ou até mesmo um tiro no escuro, mas , por sinal, é sem dúvida o mais divertido longa das adaptações dos quadrinhos da Marvel, funcionando quase que como uma comédia, oferecendo momentos em que o espectador irá não só se encantar nas cenas de ação, como pirar com os efeitos, trilhas e o bom humor inteligente que o longa promete. A direção é do não renomado James Gunn, o mesmo responsável por ‘Para Maiores’ (2013) e ‘Seres Rastejantes’ (2005), porém, dessa vez, ele se saiu bem e por hora está prometido para fazer a continuação de Guardiões.

O roteiro muito bem adaptado nos apresenta Peter Quill (Chris Pratt), quando criança foi abduzido da Terra logo após a perda de sua mãe. Já adulto, fez carreira como saqueador e ganhou o nome de “Senhor das Estrelas”. Quando rouba uma esfera, na qual o poderoso vilão Ronan (Lee Pace), da raça Kree, está interessado. Quill passa a ser procurado por vários caçadores de recompensas. Para escapar do perigo ele une forças com quatro personagens fora do sistema: Groot, uma árvore humanóide (Vin Diesel), a sombria e perigosa Gamora (Zoe Saldana), o guaxinim rápido no gatilho Rocket Racoon (Bradley Cooper) e o vingativo Drax, o Destruidor (Dave Bautista). Mas o “Senhor das Estrelas” descobre que a esfera roubada possui um poder capaz de mudar os rumos do universo, e logo o grupo deverá proteger o objeto para salvar o futuro da galáxia.

Com um elenco forte e um roteiro muito bem amarrado, o longa promete muita diversão, efeitos maravilhoso e uma trilha sonora perfeita para os amantes do bom e velho Rock n’ Roll dos anos 1980. A originalidade é um caso a parte. É claro que a palavra perde um pouco o sentido em se tratando de uma adaptação, mas dentro do universo Marvel, não havia sido lançado nada parecido até o momento. O longa conta com um frescor impressionante, traz novos personagens, jovens e carismáticos atores e um roteiro repleto de tiradas e boas cenas de ação.

Pois bem meus amigos, a Marvel conseguiu novamente surpreender em todos os sentidos. Resolver expandir seu universo cinematográfico para o espaço e apostar numa equipe pouco conhecida pode até ter sido realmente um tiro no escuro como já citado aqui. Mas a escolha do elenco, o roteiro que convence do inicio o fim, consegue não só apresentar e introduzir todos os personagens como também desenvolver todos com extrema facilidade. Efeitos especiais de encher os olhos, arrisco a dizer que ‘Guardiões da Galáxia’ é o "Star Wars" da Marvel.

Chris Pratt como protagonista convence, assim como todo o elenco. Vin Diesel e Bradley Cooper, dublando Groot e Rocket, arrebentam – sendo que para Diesel, não foi um grande desafio, sendo que por todo o filme seu dialogo é apenas: “I’m Groot” -, mas tudo está em perfeita sincronia. Com uma trilha de efeito e sonora memorável o longa não perde o ritmo em nenhum momento da trama. Confesso que não sou 100% fã da Marvel, porém, esse é mais uma mega produção que recomendo e me orgulho em poder presenciar mais uma grande obra da sétima arte!

Nota: 08
(Download em torrent)

 

Título original: (Guardians of the Galaxy)
Lançamento: 2014
Direção: James Gunn
Roteiro: Andy Lanning, Arnold Drake, Chris McCoy, Dan Abnett, Gene Colan, James Gunn, Nicole Perlman e Steve Englehart
Duração: 122 min.
Gênero: Ação, Aventura e Ficção Científica       
Orçamento: US$120 milhões
Distribuidores: Walt Disney Pictures
Classificação: 10 anos


Elenco


Chris Pratt (Peter Quill / Senhor das Estrelas)
Zoe Saldana (Gamora)
Vin Diesel (Groot)
Bradley Cooper (Rocket Raccoon)
Josh Brolin (Thanos)
Rob Zombie (Un ravageur)
Dave Bautista (Drax)
Lee Pace (Ronan)
Benicio Del Toro (Colecionador)
Karen Gillan (Nebula)
Glenn Close (Nova Prime)
John C. Reilly (Rhomann Dey)


Curiosidades


- Michael Rooker, famoso por seu papel como Merle Dixon na série de TV ‘The Walking Dead’, interpreta Yondu, um alienígena da tribo Centauri IV e um dos membros fundadores dos guardiões;

- Dezenas de atores fizeram o teste para interpretar Peter Quill. Joel Edgerton, Eddie Redmayne, Jensen Ackles, Lee Pace, Wes Bentley, Jack Huston, Logan Marshall-Green, Garrett Hedlund, Chris Lowell, James Marsden, Jim Sturgess, Joseph Gordon-Levitt, Aaron Paul, Michael Rosenbaum, John Krasinski e muitos outros participaram das audições. E o mais curioso é que James Gunn não estava nada motivado em assistir à audição de Chris Pratt. O diretor foi convencido por seu assistente e o teste aconteceu já no final da longa sessão. Bastaram 30 segundos de audição para Pratt deixar a desconfiança de Gunn de lado e impressioná-lo;

- De acordo com os realizadores do filme, Rocket Raccoon é um produto único de experimentação: "Ele é um pequeno animal no qual foram feitas experiências, depois separado, e então reintegrado, e recebeu implantes cibernéticos, então ele é meio máquina, meio guaxinim. Ele é uma criatura miserável, difícil, irritada porque não há nada parecido com ele. E não é fácil mesmo ser assim. ";

- Vin Diesel disse que teve de gravar mais de mil vezes a icônica frase "Eu sou o Groot", que é tudo que seu personagem diz durante o filme;

- Quando soube que conseguira o papel de Drax, o Destruidor, Dave Bautista se debulhou em lágrimas, tamanha a emoção em interpretar um personagem dos quadrinhos da Marvel. O fisiculturista e lutador de MMA, tratou de se inscrever imediatamente num curso extra de interpretação;

- Djimon Hounsou conseguiu o papel de Korath graças a seu filho: "Eu tenho um filho que ama super-heróis, de Homem-Aranha a Homem de Ferro e Batman etc. Um dia ele olhou para mim e disse 'Pai, eu quero ter a pele clara, assim eu posso ser o Homem-Aranha. Ele tem a pele clara.’ Isso foi um choque pra mim.”;

- Bradley Cooper citou Tommy DeVito, o inesquecível personagem de Joe Pesci em ‘Os Bons Companheiros’ (1990), como influência na dublagem de Rocket Racoon. Certamente, ambos têm muito em comum, a começar pelo pavio curto;

- James Gunn comparou ‘Guardiões da Galáxia’ a ‘Os Vingadores’ através de bandas musicais: "Os Vingadores são como os Beatles, mas os Guardiões são os Rolling Stones!";

- Zoe Saldana quase quebrou as costelas de Chris Pratt durante a gravação de uma cena de luta. Durante o treinamento, Pratt e Saldana usavam equipamentos de proteção, para que pudessem bater um no outro de verdade. No dia de filmar a cena, Pratt se esqueceu de vestir o equipamento de proteção, mas decidiu não contar a Saldana, achando que ela pudesse bater mais fraco (o que tornaria a luta menos crível) se a atriz soubesse disso. Então Saldana deu-lhe um belo chute nas costelas, levando Pratt à lona. O ator disse que o golpe rendeu-lhe uma contusão para o restante das filmagens;

- As negociações com Jason Momoa (da série ‘Game of Thrones’, ‘Conan, o Bárbaro’) não avançaram. Em seu lugar, foi contratado o lutador de MMA Dave Bautista. Ele interpreta Drax, o Destruidor;


- O longa foi indicado ao Oscar 2015 de Melhores Efeitos Visuais e Maquiagem e Penteado.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Missão Impossível - Nação Secreta

Depois de vários problemas pessoais e com a carreira, o grande astro dos anos 1990 está de volta com uma das melhores franquias já feito no gênero de ação e espionagem, Tom Cruise, depois de uma série de produções que simplesmente não decolaram, como ‘Operação Valquíria’ e ‘Encontro Explosivo’, ele volta às telas para a nossa felicidade no papel do agente secreto do IMF Ethan Hunt, em ‘Missão Impossível – Nação Secreta’. No quinto filme da franquia Cruise mostra que ainda está muito vivo e que ainda existe muito para ver de seu personagem nas telonas.

A direção está por conta de Christopher McQuarrie, que também assina o roteiro, diretor responsável por 'Jack, o Caçador de Gigantes', 'No Limite do Amanhã' e o excelente 'Jack Reacher - O Último Tiro' onde trabalho com Tom Cruise também. O longa traz algumas das melhores sequências de ação da franquia. Na verdade, é até difícil falar em cenas de ação, uma vez que tudo parece uma longa cena de ação ininterrupta. Cruise continua demonstrando coragem (ou seria falta de noção?) ao realizar a maioria das sequências, sem a ajuda de dublês. Parece detalhe, mas passa uma sensação de verossimilhança. Ou seja, tudo que o longa promete, cumpre e ainda contém brinde com as ótimas cenas sem cortes de perseguição com motos, carros, a pé e até mesmo de baixo d’água, as cenas de lutas estão como sempre impecáveis e aquele toque de ação que só essa franquia é capaz de proporcionar. Cenas do típico filme que americano gosta e para nenhum fã da franquia botar defeito.

Nessa mais nova missão Ethan Hunt (Tom Cruise) descobre que a famosa organização criminosa conhecida como o Sindicato é real, e está tentando destruir o IMF. Mas como combater uma nação secreta, tão treinada e equipada quanto eles mesmos? Principalmente quando o mesmo envolve grandes nomes do poder.  O agente especial então tem que contar com toda a ajuda disponível, incluindo de pessoas não muito confiáveis para tentar mais uma vez cumprir mais uma missão impossível.

Os quatro filmes anteriores foram algo realmente extraordinário, com histórias bem diferentes e personagens ainda cativantes. Simplesmente Insano. Tom Cruise novamente arriscando a própria vida em cenas de tirar o folego e prender o espectador no sofá, como sempre se entregando ao papel com sequencias de encher os olhos. Mas sem esquecer de todo o elenco que fez com que mais uma vez esse filme entrasse para a história como fez os anteriores.

Rebecca Ferguson que está no elenco como uma agente dupla Ilsa Faust, traída por sua agencia conseguiu fazer uma atuação perfeita e ao mesmo tempo de certa forma “intrigadora”, pois em certas partes transparecia que estava do lado do Ethan, em outras, mudava de lado, e isso te prendia á cadeira, tentando saber ao certo de que lado ela estaria. Para que gosta de ação insana, esse filme é um prato cheio.

Alec Baldwin também complete o roteiro, diria até como uma participação especial, ou melhor dizer, uma participação que vai além de especial. São poucas as cenas em que ele da o prazer de sua atuação, mas sempre representando muito bem o papel, nesse longa como o diretor especial da CIA, Alan Hunley, que está empenhado a acabar com IMF, devido a forma não social que a empresa paralela de espiões age em suas missões, sempre passando por tudo e todos para concluí-las.

Pois bem, ‘Missão Impossível - Nação Secreta’ prova que a franquia ganhou novo fôlego e ainda consegue respirar embaixo d'água por muito mais tempo. Mas um filme que realmente merece a atenção dos fãs não só do gênero, como da franquia e do protagonista. Sendo um filme com toda a empolgação e o humor que se espera da franquia, mas com personalidade própria graças à ação intensa, às reviravoltas inteligentes de toda a trama e à complexidade do herói.

Parabéns a Tom Cruise que novamente voltou a brilhar, e como no longa é dito: “Situações extremas, medidas extremas”.

Recomendo!

Nota: 09
(Download em torrent)



Título original: (Mission: Impossible – Rogue Nation)
Lançamento: 2015
Direção: Christopher McQuarrie
Roteiro: Christopher McQuarrie, Drew Pearce e Will Staples
Duração: 130 min.
Gênero: Ação  
Orçamento: US$ 130 milhões
Distribuidores: Paramount Pictures
Classificação: 16 anos


Elenco


Tom Cruise (Ethan Hunt)
Jeremy Renner (William Brandt)
Simon Pegg (Benji Dunn)
Rebecca Ferguson (Ilsa Faust)
Ving Rhames (Luther Stickell)
Sean Harris (Solomane Lane)
Simon McBurney (Atlee)
Alec Baldwin (Alan Hunley)
Jingchu Zhang (Lauren)
Tom Hollander (Primer Minister)
America Olivo (Turandot)
Nigel Barber (Chairman)
Anastasia Harrold (Silver Service)
Lasco Atkins (Cia Agent)
Pete Meads (Cia Agent)


Curiosidades


- A produção marca o reencontro de Tom Cruise com Christopher McQuarrie. O cineasta assinou o roteiro de ‘Operação Valquíria’ (2008) e ‘No Limite do Amanhã’ (2014) e roteiro e direção de ‘Jack Reacher - O Último Tiro’ (2012);

- Além de estrelar, Tom Cruise assina a produção;

- Durante as filmagens, Tom Cruise e o diretor Christopher McQuarrie encararam o desafio do balde de gelo, que serviu para estimular doações a entidades ligadas à esclerose lateral amiotrófica;

- Will Staples faz sua estreia como roteirista de longa-metragem. Ele é responsável pelo roteiro de videogames como ‘Call of Duty: Modern Warfare 3’ e ‘Need for Speed: Rivals’;

- O filme foi rodado em Londres, Áustria e Marrocos;

- Tom Cruise e Alec Baldwin trabalharam juntos no musical ‘Rock of Ages: O Filme’ (2012);

- Tom Cruise aparece num plano-sequência subaquático em que teve de prender a respiração por 6 minutos. Para essa cena, o ator fez um treinamento com o instrutor de mergulho Kirk Krack;


- Para a cena impressionante em que Tom Cruise aparece preso pelo lado de fora de um avião, o ator teve de usar lentes de contato especiais para proteger os olhos do vento e de detritos. A sequência foi repetida oito vezes.

Jurassic World - O Mundo dos Dinossauros

Lembro-me da primeira vez que assisti ao perfeito ‘Jurassic Park - Parque dos Dinossauros’ (1993), lembro da emoção de ver toda aquela aventura entre dinossauros, sentir o medo do maior predador pré-histórico, o Tiranossauro Rex ou T-Rex, conhecer a fúria e inteligência dos Velociraptors, e outras espécies que o longa apresentou ao comendo do grande diretor Steven Spielberg. Então sendo assim, por que não fazer uma sequência? Eis que Spielberg surge com ‘O Mundo Perdido - Jurassic Park’ (1997) que fez com que os fãs (como eu), ficassem não só decepcionados com a falta de respeito, mas também arrasados, então talvez uma forma de remediar o incrível diretor Joe Johnston o mesmo responsável pelo inesquecível ‘Jumanji’, nos apresenta de uma forma convincente o razoável ‘Jurassic Park 3’ (2001). Pois bem, não poderia ser pior que o segundo, - e não é -, mas também não se compara ao primeiro. Sendo assim seria uma boa ideia parar por aí.

Mas como Hollywood é Hollywood, e o mesmo ama os reboots, spin-offs e afins, por que não fazer um novo longa? Só modificar o nome um pouco, a história um pouco, trocar um elenco aqui, colocar outro roteiro ali e... Não! Não deu certo mesmo! O responsável pelo desastroso ‘Jurassic World - O Mundo dos Dinossauros’, é o diretor não muito experiente Colin Trevorrow que fez até agora ‘Sem Segurança Nenhuma’ (2012). E acreditem ou não, mas Steven Spielberg assina a produção dessa bomba.

O roteiro não muito bem amarrado, diria que até preguiçoso, mostra um novo parque temático: O Jurassic World, localizado na ilha Nublar que enfim está aberto ao público. Com isso, as pessoas podem conferir shows acrobáticos com dinossauros e até mesmo fazer passeios bem perto deles, já que agora estão domesticados. Entretanto, a equipe chefiada pela doutora Claire (Bryce Dallas Howard) passa a fazer experiências genéticas com estes seres, de forma a criar novas espécies. Uma delas logo adquire inteligência bem mais alta, logo se tornando uma grande ameaça para todos no parque.

É isso aí, você não leu errado, e para dar ênfase a sinopse, vou repetir: os dinossauros estão domesticados! Isso realmente dói. A ideia do reboot não convence em momento algum, além de um elenco sem convicção alguma com a fantasia de quem já foi um clássico da sétima arte. Posto assim, parece haver um excesso de personagens, subtramas e conflitos.

De todo o mal, a produção salva em partes, genuinamente, como os estúdios gostam de tachar, para todos os gostos e idades com um nível de violência realmente assustador, porém, parou por aí e depois tudo que se vê é um roteiro perdido com pontas soltas que não consegue amarrar em nenhum momento.

Algumas referencias ao primeiro filme acontece nesse, faz até você sentir saudade daquela trama tendo sobreviver a várias ameaças, sem contar aquela música de introdução que desperta a emoção de estar mais uma vez vendo aquele animais pré-históricos, vendo aquela ilha onde tudo começou... mas infelizmente você acaba voltando a realidade onde se depara com quatro fêmeas de Velociraptors comandadas por um humano que se julga o alfa entre eles. Não, novamente vou dizer: Não deu certo mesmo!

O filme não chega a ser tão ruim a ponto de ser um lixo, mas não chega a ponto de ser tão bom assim. As cenas de ação são boas, os efeitos são legais, mas não passa disso. Na verdade ‘Jurassic World - O Mundo dos Dinossauros’ é apenas um passa tempo para quem não tem mais esperança alguma sobre essa série, sem contar que a sequencia ‘Jurassic World 2’ já está confirmada. Só nos resta sentar, esperar e rezar por dias melhores na pré-história do presente.

Nota: 06
(Download em Torrent)



Título original: (Jurassic World)
Lançamento: 2015
Direção: Colin Trevorrow
Roteiro: Amanda Silver, Colin Trevorrow, Derek Connolly, Michael Crichton e Rick Jaffa
Duração: 150 min.
Gênero: Aventura, Ação, Ficção Científica         
Orçamento: US$ 150 milhões
Distribuidores: Universal Pictures
Classificação: 14 anos


Elenco


Chris Pratt (Owen Grady)
Bryce Dallas Howard (Claire Dearing)
Nick Robinson (Zach Mitchell)
Ty Simpkins (Gray Mitchell)
B.D. Wong (Henry Wu)
Judy Greer (Karen Mitchell)
Irrfan Khan (Simon Masrani)
Vincent D'Onofrio (Vic Hoskins)
Jake Johnson (Lowery Cruthers)
Lauren Lapkus (Vivian)
Katie McGrath (Zara Young)
Omar Sy (Barry)
Andy Buckley (Scott Mitchell)
Rob Fuller (Ingen Military)
Brian Tee (Takashi Hamada)
Eddie J. Fernandez (Paddock Worker)


Curiosidades

- A produção é um reboot da franquia ‘Jurassic Park’;

- Steven Spielberg, que dirigiu os dois primeiros filmes da franquia, assina agora a produção do longa;

- O primeiro filme da franquia, ‘Jurassic Park - O Parque dos Dinossauros’ (1993), foi convertido para o formato 3D e lançado em 2013;

- O cineasta Joss Whedon, da franquia ‘Os Vingadores’ (2012), gerou polêmica nas redes sociais quando disse ter achado uma cena de ‘Jurassic World - O Mundo dos Dinossauros machista’. A sequência em questão mostra a discussão dos personagens de Chris Pratt e Bryce Dallas Howard, com tom de insinuações sexuais;


- A direção é de Colin Trevorrow, o mesmo de ‘Sem Segurança Nenhuma’(2012). Apesar de ser um diretor com pouca experiência, Trevorrow chegou a ser cotado para dirigir ‘Star Wars VII - O Despertar da Força’ (2015).

sábado, 2 de janeiro de 2016

Kingsman - Serviço Secreto

Não é um filme qualquer, ou melhor dizendo, “não é esse tipo de filme, xará!”.

Realmente não é mesmo, para explicar melhor, imagine só seria James Bond + Missão Impossível + Agente 86 + Kick Ass? Pois bem, o resultado desta equação só pode ser conferido em ‘Kingsman - Serviço Secreto’, que reúne o glamour de 007, os utensílios de Maxwell Smart (e também de Bond), a generalidade de Ethan Hunt e a violência brutal e estilosa dos quadrinhos de Mark Millar, que por sinal, Millar também é responsável pela HQ que dá origem a Kingsman, na qual trabalhou ao lado de Dave Gibbons (Watchmen), mas isso fica para as curiosidades.

Na direção dessa mega e perfeita produção, temos Matthew Vaughn, o mesmo responsáveis por produções memoráveis, como por exemplo: 'X-Men: Dias de um Futuro Esquecido', 'X-Men: Primeira Classe', 'Kick Ass - Quebrando Tudo' e 'Kick-Ass 2'. Já deu para notar que não estou falando de qualquer diretor, Vaughn realmente sabe a receita de fazer bons filmes com aquela maestria de convencer a todos com o que promete. Sendo assim não tem o que falar sobre sua direção nesse longa que torna seus 130 minutos memoráveis.

E por falar em memorável, além do roteiro – já chego lá -, o elenco tem que ser destacado com cuidado e respeito, até porque não temos qualquer nome, ou melhor dizendo: nomes! O filme já começa com Jack Davenport em ação, como o agente secreto Lancelot, nessa mesma linha ainda temos Colin Firth, Michael Caine, Samuel L. Jackson, Mark Strong, Taron Egerton, Sophie Cookson, Mark Hamill (sim, o Luke Skywalker), Sophie Cookson e Bjorn Floberg para dar vida a personagens que realmente foram feitos para cada um, com um toque especial e sem frescura.

O roteiro perfeitamente amarrado, acompanha Eggsy (Taron Egerton) um jovem com problemas de disciplina que parece perto de se tornar um criminoso. Determinado dia, ele entra em contato com Harry (Colin Firth), que lhe apresenta à agência de espionagem Kingsman. O jovem se une a um time de recrutas em busca de uma vaga na agência. Ao mesmo tempo, Harry tenta impedir a ascensão do vilão Valentine (Samuel L. Jackson).

E sem dúvida podemos dar um grande destaque para o vilão Valentine, um vilão que quer trazer o caos para o mundo, mas que não suporta violência e tem horror a sangue, isso mesmo, para entender melhor, só conferindo a ótima atuação de Samuel L. Jackson, que mais uma vez dispensa comentários em ação. Sem esquecer de Colin Firth, que faz o tradicional espião britânico, que diz respeito a pose e ao glamour. E também parte para a porrada quando necessário. O ator tem uma cena de ação em uma igreja, - isso mesmo, uma igreja - que deve deixar até o James Bond de Daniel Craig com inveja.

E oque falar da trilha desse filme, a cada cena nos deparamos desde clássicos, até os efeitos sonoros na hora e medida certa para prender o espectador na cadeira sem ar. Só na lista dos clássicos temos uma abertura com Dire Straits e ainda Lynyrd Skynyrd em uma cena de violência explicita de encher os olhos.

Pois bem, ‘Kingsman: The Secret Service’ (no original) não é um perfeito, diferente da maioria dos filmes de espiões que estamos acostumados. Tem muita ação, uma dose caprichada de drama e seguido de um incrível senso de humor negro controlado. Em alguns momentos parece um clássico filme de espionagem dos anos 70. O que é melhor ainda ter essa sensação!

Matthew Vaughn realmente se destacou novamente ao oferecer uma história original e repleta de personalidade. Fico feliz e seguro em dizer que não estamos diante de um filme qualquer, não é um simples e qualquer filme de espionagem que estamos acostumados a ver hoje em dia. Como eu disse antes: “não é esse tipo de filme, xará!”.

Nota: 09
(Download em Torrent)



Título original: (Kingsman: The Secret Service)
Lançamento: 2015
Direção: Matthew Vaughn
Roteiro: Matthew Vaughn e Jane Goldman
Duração: 130 min.
Gênero: Ação / Comédia
Orçamento: US$ 81 milhões
Distribuidores: Fox Films
Classificação: 16 anos.


Elenco

Colin Firth (Harry Hart / Galahad)
Samuel L. Jackson (Richmond Valentine)
Michael Caine (Arthur)
Mark Strong (Merlin)
Taron Egerton (Gary 'Eggsy' Unwin)
Jack Davenport (Lancelot)
Sophie Cookson (Roxy)
Mark Hamill (James Arnold)
Sophie Cookson (Gazelle)
Bjorn Floberg (Scandinavian PM)
Edward Holcroft (Charlie)
Tom Prior (Hugo)


Curiosidades

- O filme é uma adaptação da história em quadrinhos The Secret Service, criada por Mark Millar e Dave Gibbons;

- O autor Mark Millar é o criador das HQs Kick-Ass e O Procurado. Já o artista Dave Gibbons é conhecido pelas ilustrações dos quadrinhos Watchmen;

- Kingsman é a terceira adaptação de quadrinhos da carreira de Matthew Vaughn. As anteriores foram Kick-Ass -Quebrando Tudo (2010) e X-Men: Primeira Classe (2011);

- O diretor Matthew Vaughn, já trabalhou com o ator Mark Strong em ‘Kick-Ass: Quebrando Tudo’ (2010);

- Matthew Vaughn decidiu fazer Kingsman para prestar uma homenagem aos filmes antigos do agente James Bond, pois considera os estrelados por Daniel Craig muito sérios;

- Mark Strong e Colin Firth atuaram em ‘O Espião que Sabia Demais’ (2011);

- Aaron Taylor-Johnson, que trabalhou na franquia Kick-Ass, recusou o papel principal.
Emma Watson e Bella Heathcote foram sondadas para trabalhar no filme.

Kingsman: Serviço Secreto teve orçamento de US$ 80 milhões.

domingo, 27 de dezembro de 2015

Homem Formiga

Sou fã de carteirinha e assumido da DC Comics. Nada contra as outras editoras, mas nunca gostei muito da Marvel, tanto que são poucos os heróis que eu acompanho da mesma. Porém, sou um grande fã de Stan Lee e todo seu trabalho.

Então sendo assim, resolvi finalmente assistir ‘Homem Formiga’, e do começo ao fim do filme senti aquela de sensação de grande arrependimento por não ter visto essa mega produção no cinema. O Homem-Formiga é um dos personagens clássicos (embora menor) da Marvel, com ligação direta com o universo dos Vingadores. Sendo assim então, teria como dar errado? Absolutamente não mesmo. O roteiro chega até ser previsível e didático demais, porém, com grande força para se tratar de uma possível boa franquia e porque não um bom reboot com ‘Os Vingadores’.   

O roteiro tem início em 1989, quando Dr. Hank Pym (Michael Douglas), o inventor da fórmula/ traje que permite o encolhimento de seres vivos, rompe com os chefões da empresa onde trabalha. Anos depois da descoberta, precisa impedir que seu ex-pupilo Darren Cross (Corey Stoll), consiga replicar o feito e vender a tecnologia para uma organização do mal. Depois de sair da cadeia, o trambiqueiro Scott Lang (Paul Rudd) está disposto a reconquistar o respeito da ex-mulher, Maggie (Judy Greer) e, principalmente, da filha. Com dificuldades de arrumar um emprego honesto, ele aceita praticar um último golpe. O que ele não sabia era que tudo não passava de um plano do Dr. Pym, que depois de anos observando o hábil ladrão, o escolhe para vestir o traje do Homem-Formiga.

O enredo é sutil. A escalação dos atores chega a um momento ser questionável. O único destaque negativo fica por conta de Evangeline Lilly, como Hope, a filha do Dr. Hank. Não cai bem para a atriz de 35 anos (o que bate com a idade da personagem, se considerarmos os “dias atuais” como 2015) sofrer crises adolescentes – quase infantis – de ciúmes da relação do pai com o novo protegido. A surpresa ( positiva) recai sobre o melhor amigo de Scott, Luis (Michael Peña), um (não tão) hábil contador de histórias. Paul Rudd, carismático como sempre, se sai melhor nas cenas de humor.

E sim, há uma ponte (sólida, de concreto, estruturada, uma highway com diversas pistas) com o mundo dos Vingadores (uma dica: originalmente, são duas cenas pós-crédito), o que é um dos pontos altos da produção. Esse, aliás, e a tecnologia, que permite “enxergar” com uma riqueza de detalhes nunca antes vista no cinema a formiga, a gota d´água, o ácaro, o pólen, o átomo, os elétrons – e uma sensacional batalha sobre um trenzinho de criança de matar de inveja os realizadores do longa de 1989 ‘Querida, Encolhi as Crianças’.

Um roteiro convincente e um elenco nem tão forte como já estamos acostumados a ver, o longa ‘Homem Formiga’ consegue agradar em uma narrativa agradável digna de super-herói. É um filme sem frescuras, calculado do início ao fim para ser um entretenimento direto, que faz consegue fazes suas ligações com a franquia de ‘Os Vingadores’ para, obviamente, reciclar um novo elenco.


Nota: 8




Título original: (Ant-Man)
Lançamento: 2015
Direção: Peyton Reed
Roteiro: Adam McKay e Paul Rudd
Duração: 115 min.
Gênero: Ação , Ficção científica
Estúdio: The Walt Disney Company France
Distribuidores: Disney / Buena Vista
Classificação: 12 anos.

   

Elenco

Paul Rudd (Scott Lang / Homem-Formiga)
Evangeline Lilly (Hope Van Dyne)
Corey Stoll (Darren Cross / Yellowjacket)
Michael Douglas (Dr. Hank Pym)
Bobby Cannavale (Paxton)
Michael Peña (Luis)
Wood Harris (Gale)
Judy Greer (Maggie Lang)


Curiosidades:

- O super-herói Homem-Formiga foi criado pelos quadrinistas Stan Lee, Larry Lieber e Jack Kirby, em 1962. O personagem foi um dos fundadores dos Vingadores;

- Na histórias em quadrinhos, o Dr. Hank Pym foi o primeiro personagem a assumir o papel do Homem-Formiga;

- Originalmente era Edgar Wright, de ‘Scott Pilgrim Contra o Mundo’ (2010), que dirigiria ‘Homem-Formiga’. Ele estava envolvido no projeto desde 2006 e foi quem convenceu a Marvel a desenvolvê-lo. Mas ele deixou a produção, por diferenças criativas, quando as filmagens estavam prestes a começar;

- Por sinal, Patrick Wilson teve de abandonar a produção devido a esse atraso nas filmagens. Ele foi substituído por Bobby Cannavale. Outros que deixaram o projeto foram Matt Gerald e Kevin Weisman, já seus personagens deixaram de existir na trama;

- Joseph Gordon-Levitt foi cotado para dar vida ao personagem-título;

- Pierce Brosnan, Gary Oldman e Sean Bean chegaram a ser sondados para o papel do Dr. Hank Pym.
- Jessica Chastain recusou a proposta de interpretar Hope Van Dyne, filha de Hank Pym e par romântico de Scott Lang. O papel ficou com Evangeline Lilly;

- A produção encerra a fase 2 do universo cinematográfico da Marvel, que conta com os filmes Homem de Ferro 3 (2013), Thor: O Mundo Sombrio (2013),  Capitão América 2: O Soldado Invernal (2014), Guardiões da Galáxia (2014) e Os Vingadores 2: A Era de Ultron (2015);

- No primeiro teaser do longa, a Marvel fez uma brincadeira com o fato do personagem-título ter a habilidade de encolher. As cenas surgem minúsculas, somente visíveis por "formigas".

domingo, 10 de junho de 2012

Beijos e Tiros

Shane Black é um cara pouco conhecido, mas responsável por grandes filmes, porém, nunca dirigiu qualquer longa antes de ‘Beijos e Tiros’, sempre no roteiro, foi responsável pela franquia de ‘Máquina Mortífera’. Mas o que se pode dizer de seu primeiro filme é uma única coisa: ótimo! ‘Beijos e Tiros’ é um daqueles filmes espertos como. É o tipo de longa feito para quem realmente gosta de cinema e, melhor, é capaz de tirar um sarro com a indústria cinematográfica. É isso que o roteirista e diretor Black faz em sua estréia na direção: bagunça elementos de clássicos do cinema e reverte a seu favor. Inteligente e muito bem-humorado, é um filme estilo "Sessão da Tarde" com cérebro, unindo um roteiro criativo e interpretações ótimas.

O longa mostra que ao fugir da polícia Harry Lockhart (Robert Downey Jr.), um ladrão fracassado, invade um teste para atores e acaba sendo enviado para Hollywood para trabalhar. Lá ele participa de um "laboratório" com o detetive particular Gay Perry (Val Kilmer), para um papel e se vê em meio a uma complicada trama que envolve um assassinato. É quando Lockhart acaba se relacionando com uma antiga paixão dos tempos de escola.

Pela sinopse já deu para ver o peso no elenco, mas alem de Downey Jr. e Kilmer, temos a bela Michelle Monaghan, (Missão Impossível - Protocolo Fantasma). O filme é narrado em off por Harry, que faz constantes observações como se fosse um personagem da série ‘Mystery Science Theater 3000’, sacaneando os clichês e os defeitos do próprio filme, essa brincadeira com metalinguagem funcionou muito bem com o ótimo roteiro de melhor caso Black e a conhecida ironia e sarcasmo Robert Downey Jr., resumindo: uma combinação brilhante.

O elenco está afiadíssimo e a dupla formada por Downey Jr. e Val Kilmer merece estar na lista das "melhores duplas de filmes policiais de todos os tempos" - se é que esta lista existe; se não, a gente inventa. E olha que este nem da para considerar bem um filme policial, mas consegue tirar um sarro. Isso porque o diretor tem gabarito para isto: roteirista de um grande clássico do gênero já citado nesse texto. Sabendo como as coisas funcionam, com certeza fica mais fácil inverter os valores, como acontece em ‘Beijos e Tiros’. E é esse o maior charme do filme.

‘Beijos e Tiros’ é um filme que prende a atenção e possui muitos momentos divertidos, e a direção de Black faz com que se torne mais memorável ainda, não é à toa que esse longa já está alcançando deu status de cult.


Nota: 8.5
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‘Beijos e Tiros’



Título original: (Kiss Kiss, Bang Bang)
Lançamento: 2005 (EUA)
Direção: Shane Black
Roteiro: Shane Black
Duração: 103 min.
Gênero: Ação
Estúdio: Warner Bros. / Silver Pictures
Distribuidora: Warner Bros.
Classificação: 16 anos


Elenco

Robert Downey Jr. (Harry Lockhart)
Val Kilmer (Gay Perry)
Michelle Monaghan (Harmony Faith Lane)
Corbin Bernsen (Harlan Dexter)
Shannyn Sossamon (Pink Hair Girl)


Curiosidades

- Inicialmente o título original seria "You'll Never Die in This Town Again";

- O título original é uma citação à série de filmes protagonizada por James Bond, já que o título do "The Unofficial James Bond Companion" é justamente "Kiss Kiss, Bang Bang". Além disso, a crítica de cinema Pauline Kael já publicou um livro de críticas com este mesmo título;

- Val Kilmer teve de perder aproximadamente 20 quilos depois da atuação em ‘Alexandre’ para este filme;

- Johnny Knoxville seria Harry Lockhart, mas foi substituído por Robert Downey Jr.;

- O menino que interpreta Harry na infância é Indio Falconer Downey, filho de Robert Downey Jr.;

- Primeiro filme de Shane Black;

- Como um sinal de companheirismo em relação ao problema de Robert Downey Jr. com álcool e drogas, Val Kilmer não bebeu nenhum drinque durante as filmagens;

- Robert Downey Jr. compôs músicas para seu primeiro álbum durante as filmagens;

- Hugh Grant e Benicio Del Toro foram as primeiras opções para os papéis principais;

- As filmagens foram realizadas entre 24 de fevereiro e 3 de maio de 2004;

- Inicialmente o orçamento de ‘Beijos e Tiros’ seria de US$ 10 milhões, já que a Warner não acreditava muito no roteiro. O orçamento foi aumentado para US$ 15 milhões, com o qual o filme foi rodado. Após assisti-lo pronto os executivos da Warner gostaram tanto do filme que decidiram investir maciçamente em uma pré-estréia mundial no Festival de Cannes;

- Exibido na mostra Panorama do Cinema Mundial, no Festival do Rio 2005.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Plano de Fuga

Sou suspeito em dizer, pois gosto muito de Mel Gibson, acho ele um grande ator e sua volta ao cinema com o ótimo drama ‘Um Novo Despertar’, foi uma prova de que ele está mais ativo do que nunca, e agora ao lado do diretor Adrian Grunberg (Wall Street - O Dinheiro Nunca Dorme), agora Gibson vive um criminoso sem limites em ‘Plano de Fuga’.

O filme pode até não ter o vigor necessário para reaver a carreira do ator. Tanto que nem chegou às salas de cinema americanas, sendo lançado direto em VOD (Video on Demand). Mas se está difícil para Gibson recuperar o prestígio, a culpa, definitivamente, não é do filme. Os fãs que queriam o velho Mel Gibson, o cara carismático e durão de séries como ‘Máquina Mortífera’ e ‘Mad Max’ podem até sentir um gostinho de nostalgia nesse longa que não passa de um simples entretenimento, porém, muito bom.

‘ Plano de Fuga’ traz Mel Gibson no papel de um criminoso americano que ultrapassa a fronteira entre Estados Unidos e México durante a fuga de um roubo. Ele acaba preso pelas autoridades mexicanas e enviado para um presídio lotado de bandidos de alta periculosidade. Não bastasse essa experiência bizarra, ele acaba se envolvendo com uma família local e se metendo numa grande enrascada em terras estrangeiras porque a bandidagem agora quer a pele dele. Para sobreviver na prisão, ele terá que aceitar a ajuda de um garoto de apenas nove anos (Kevin Hernandez), com quem irá planejar sua fuga.

A indústria de cinema estadunidense é até bastante indulgente com suas estrelas, mas fica difícil perdoar um astro que bate em mulher, critica judeus, negros, homossexuais e toda e qualquer minoria, além de não perder a oportunidade de se mostrar arrogante e megalomaníaco quando pode. Existe um limite, mesmo em Hollywood, e o ator parece tê-lo excedido.

‘Plano de Fuga’ não foi ignorado por sua qualidade. Coescrito e produzido pelo ator, o longa marca a estreia na direção de Adrian Grunberg (assistente de direção de Gibson em Apocalypto). Tem início com uma ótima sequência de abertura, com o grande astro de ‘Coração Valente’ ao volante de um carro sendo perseguido pela polícia, vestido de palhaço e com alguns milhões de dólares no banco de trás.

Sem grandes pretensões, mas bem conduzido, o filme resgata o Mel Gibson dos velhos tempos: sarcástico, sensível (só o necessário) e perigoso no papel de um ladrão que passa o infortúnio de parar em El Pueblito, um presídio mexicano insólito e violento.

O que segue são cenas de ação e tiroteio muito bem dirigidas, diálogos divertidos e uma trama intricada na qual tudo se encaixa a contento graças ao roteiro bem-amarrado. O filme tem certa previsibilidade, mas é agradável de ver muito em virtude do carisma do ator. ‘Plano de Fuga’ não vai resgatar Gibson do limbo nem entrar na galeria de seus melhores filmes, mas é uma boa diversão descompromissada, ainda mais para quem estava com saudades de ver o ator fazer o que sabe melhor.


Nota: 8
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‘Plano de Fuga’



Título original: (Get the Gringo)
Lançamento: 2012 (EUA)
Direção: Adrian Grunberg
Roteiro: Mel Gibson e Adrian Grunberg
Duração: 96 min.
Gênero: Ação
Estúdio: Icon Productions
Distribuidora: Imagens Filmes
Classificação: 16 anos


Elenco

Mel Gibson (Driver)
Peter Stormare (Frank)
Dean Norris(Bill)
Bob Gunton(Mr. Kaufmann)
Patrick Bauchau(Surgeon)
Daniel Gimenez-Cacho (Javi)


Curiosidades

- Este é o terceiro trabalho de Adrian Grunberg junto com o ator Mel Gibson. O primeiro foi em 'Apocalypto' (2006) e o segundo em 'O Fim da Escuridão' (2010), ambos como assistente de direção;

- Adrian Grunberg trabalhou como assistente de direção em diversos filmes conhecidos, como 'A Lenda do Zorro' (2005), 'Traffic' (2000) e 'Chamas da Vingança' (2004), entre muitos outros. Com 'Plano de Fuga', ele dá mais um passo na carreira, estreando como diretor e roteirista;

- Inicialmente, 'Plano de Fuga' chegou a ser chamado de 'How I Spent My Summer Vacation', mas a existência de outra produção com este nome parece ter feito os produtores mudarem os "planos";

- Em 2009, o governador mexicano de Veracruz, Fidel Herrera, divulgou na imprensa os planos de um astro para 2010 em relação a prisão Ignacio Allende. Na ocasião, disse que iria esvaziar a locação porque "uma grande produção será filmada lá com nosso amigo, o ator e produtor Mel Gibson";

- Mel Gibson já tinha rodado seu longa 'Apocalypto' (2006) em Veracruz, cidade natal da atriz Salma Hayek;

- Mel Gibson visitou a prisão onde pretendia rodar o filme, situada em Veracruz, no ano de 2008. No início de 2009, doou US$ 1 milhão para as vítimas do temporal que caiu sobre a região e a vizinha Chiapas.

domingo, 22 de janeiro de 2012

‘Assalto Ao Banco Central’

Não, não dá para acreditar que a produção nacional de filmes continue tentando imitar as produções hollywoodiana, mas infelizmente isso acontece da pior maneira possível no longa ‘Assalto Ao Banco Central’ do diretor Marcos Paulo. Só que mais uma vez o cinema nacional tenta provar que também pode fazer subprodutos de Hollwyood com qualidade. Mas não, não consegue! O trailer ainda prometia algo tão grandioso quanto o roubo que aconteceu em Fortaleza, em 2005. Era um vídeo cheio de firulas, que dividia a tela entre os vários personagens que participaram do assalto ou estavam envolvidos na sua investigação. Estão lá também as piadinhas, as falas de efeito e uma trilha sonora que só aumenta a tensão. Propaganda enganosa!

Barão (Milhem Cortaz) teve a grande ideia de ganhar muito dinheiro em pouco tempo ao cometer o crime perfeito, sem violência. Para tanto basta arrumar as pessoas certas, dispostas a receber R$ 2 milhões, botar o plano em prática e executar a façanha. Após cerca de três meses de operação, R$ 164,7 milhões foram roubados do Banco Central, em Fortaleza, no Ceará. Sem dar um único tiro, sem disparar um alarme, os bandidos entraram e saíram por um túnel de 84 metros cavado sob o cofre, carregando três toneladas de dinheiro. Foi o segundo maior assalto a banco do mundo.

O experiente ator Marcos Paulo estreando na direção de um longa-metragem realmente não deu muito certo, pelo menos não dessa vez, o filme tem as mesmas fraquezas que muitos blockbusters norte-americanos recentes: perfeição técnica, debilidade dramática. Um time técnico qualificado tenta dar ares de superprodução e não consegue disfarçar a falta de ritmo, o desenvolvimento pobre dos personagens e os exageros do filme.

O roteiro e as sequencias já são cruéis para nós cinéfilos, mas o elenco foi um banho de água fria, além de Lima Duarte e Giulia Gam,o que se vê ou o que se sente é uma enorme, tortura, isso mesmo, não é exagero nenhum, para começar temos como “protagonista” o sempre irritante e inútil Milhem Cortaz (o Capitão Fábio de ‘Tropa de Elite’). Ele tentando dar uma de gangster sangue frio e cruel chega a doer, cada cena com a sua presença é sufocante, não sai do lugar não se esforça momento algum para pelo menos se interagir com seu personagem.

Quem tenta e até consegue roubar a cena em alguns momentos é Gero Camilo e Tonico Pereira, os dois consegue em partes tirar um sorriso do espectador e nada mais que isso. Mais um nome que não pode ser esquecido e quem sofre mesmo nessa bomba é de Hermila Guedes, grande atriz que protagoniza momentos constrangedores, é irritante ver cada minuto em cena com ela, e o pior de tudo é que ela é uma das principais na trama.

‘Assalto ao Banco Central’ talvez até tentou usar como referência o cinema de Tony Scott (Incontrolável), conhecido pelo clima absurdo de adrenalina, poucos recursos de efeitos especiais, habilidade em grudar o espectador na cadeira e só largá-lo no fim da sessão. Mas passou bem longe mesmo.

Para dar agilidade, o longa tenta consertar tudo na montagem alternada entre o bando de assaltantes e os policiais da investigação. Desgaste puro que corrói qualquer identificação com os personagens. Os diálogos pomposos e cheios de efeito não ajudam nem as interpretações do delegado Chico (Lima Duarte).

Também não ajuda a trilha sonora, que força o espectador a sentir momentos chaves. Como se a própria câmera, os diálogos, as interpretações e o desenvolvimento do enredo não fossem suficientes, a música é pleonástica: ora escrita com exagera, ora mal utilizada pela direção.

‘Assalto ao Banco Central’ mostra que o cinema brasileiro ainda não dominou a feitura de subprodutos de ação e nem sequer chega perto de ser considerado um entretenimento de qualidade.


Nota: 2
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‘Assalto Ao Banco Central’




Título original: (Assalto ao Banco Central)
Lançamento: 2011 (Brasil)
Direção: Marcos Paulo
Roteiro: Renê Belmonte, com colaboração de Lúcio Manfredi e pesquisa de Taís Moreno, baseado em argumento de Antônia Fontenelle
Duração: 104 min.
Gênero: Ação
Estúdio: Total Entertainment
Distribuidora: Fox Filmes do Brasil


Elenco

Milhem Cortaz (Barão)
Hermila Guedes (Carla)
Giulia Gam (Delegada Telma Monteiro)
Lima Duarte (Delegado Chico Amorim)
Tonico Pereira (Doutor)
Gero Camilo (Tatu)
Mílton Gonçalves (Pastor)
Cássio Gabus Mendes (Martinho)
Eriberto Leão (Mineiro)
Vinícius de Oliveira (Devanildo)
Heitor Martinez (Léo)
Cadu Fávero (Firmino)
Fábio Lago (Caetano)
Juliano Cazarré (Décio)
Antônio Abujamra (Moacir)
Creo Kellab (Saulo)
Antônia Fontenelle (Regina)
Marcello Gonçalves (Róbson)
Jorge Medina (Vágner)


Curiosidades

- Baseado no roubo de R$ 164,7 milhões do Banco Central de Fortaleza (CE), em 2005, o segundo maior do gênero até então e onde os ladrões cavaram um túnel de cerca de 80 metros de comprimento;

- Enquanto Lima Duarte afirmou ter buscado inspiração nos filmes noir, Giulia Gam se disse fã dos seriados "Law & Order";

- ‘Assalto ao Banco Central’ é dos mesmos produtores de ‘Se Eu Fosse Você’ e ‘Divã’;

- Estreia do ator e diretor de televisão Marcos Paulo como cineasta.

- A atriz Antônia Fontenelle é a atual namorada do diretor e também faz sua estreia no cinema;

- O ator Milhem Cortaz emendou o filme logo após ‘Tropa de Elite 2’ e afirmou ter gostado da experiência de fazer um personagem mais contido e que fala pouco;

- Todos os personagens da trama foram criados para o filme;

- O total de 11 elementos na quadrilha (dez homens e uma mulher) é alusivo ao sucesso ‘Onze Homens e Um Segredo’, só que a versão brasileira dos bandidos é totalmente desprovida de glamour;

- ‘Assalto ao Banco Central’ tem locações nos estados do Ceará e Rio de Janeiro, no Brasil;

- Foi rodado entre os dias 26 de abril e 3 de junho de 2010;

- Para representar a casa do assaltante Mineiro (Leão) em Fortaleza, foi usado o Colégio Sagrado Coração de Jesus, no Alto da Boa Vista, espaço desativado no Rio de Janeiro;

- Com orçamento estimado em R$ 6.5 milhões, o longa teve 10% do montante financiado pelo governo do Ceará.

‘Cowboys & Aliens’

Bom, não sei explicar se eu fui ingênuo demais achando que o ‘Cowboys & Aliens’ seria bom ou se eu fui só um curioso, mas tudo bem, o longa do diretor Jon Favreau (Homem de Ferro) que tinha tudo para ser um bom filme, já que é um tema inovador, misturando Western com ficção cientifica, conseguiu ser apenas mais um filme qualquer que vai cair fácil no esquecimento de muitos.

O longa que se passa em 1873, um estranho (Daniel Craig) sem memória vai parar em Absolution, cidade inóspita para visitantes e dominada pelo medo imposto pelo pulso forte do "Coronel" Woodrow Dollarhyde (Harrison Ford). Mas o inesperado acontece quando máquinas voadoras atacam a cidade e sequestram seus habitantes. É quando os humanos descobrem que precisam combater a invasão alienígena, forçando os homens brancos, bons e maus, e ainda os peles vermelhas a unir forças contra a ameaça extraterrestre.

Não sou muito fã do Daniel Craig, mas pelo menos dessa vez ele se esforçou, merece um mérito por isso, não tem muita culpa, até o eterno Indiana Jones, nosso querido Harrison Ford está muito bem em seu papel de coronel casca grossa. O que realmente não agrada muito é o roteiro que até certo ponto do longa chama a atenção do espectador para a história, mas quando o desenrolar da história vai acontecendo, alguém tropeça aqui e outro ali, e tudo vai por água a baixo.

Até mesmo a bela Olivia Wilde consegue ficar apagada, nem sua beleza ajuda muito na hora de brincar de atuar, ela com um tom misterioso nos primeiros minutos consegue até roubar a cena, mas infelizmente não dura muito.

Mas apesar de tudo, mesmo o filme não fazendo jus e nem trazendo o que se espera, ele consegue ser um entretenimento legal, a fraca produção de Steven Spielberg, garante talvez uma certa diversão sem compromisso.


Nota: 5
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‘Cowboys & Aliens’



Título original: (Cowboys and Aliens)
Lançamento: 2011 (EUA)
Direção: Jon Favreau
Roteiro: Alex Kurtzman e Roberto Orci, com participação de Damon Lindelof, baseados em adaptação de Mark Fergus e Hawk Ostby
Duração: 118 min.
Gênero: Ação
Estúdio: DreamWorks SKG Imagine Entertainment Kurtzman/Orci Platinum Studios Universal Pictures
Distribuidora: Universal Pictures e DreamWorks SKG (EUA) Paramount (Brasil)


Elenco

Daniel Craig (Jake Johnson)
Olivia Wilde (Ella Swenson)
Harrison Ford (Coronel Woodrow Dolarhyde)
Sam Rockwell (Doc)
Paul Dano (Percy Dolarhyde)
Abigail Spencer (Alice)
Buck Taylor (Wes Claiborne)
Cooper Taylor (Mose Claiborne)
Clancy Brown (Meacham)
Chris Browning (Jed Parker)
Adam Beach (Nat Colorado)
Ana de la Reguera (Maria)
Noah Ringer (Emmett Taggart)
Keith Carradine (Xerife John Taggart)
Brendan Wayne (Charlie Lyle)
Gavin Grazer (Ed)
Toby Huss (Roy Murphy)
Wyatt Russell (Pequeno Mickey)


Curiosidades

- Baseado nos quadrinhos 'Cowboys & Aliens', de Scott Mitchell Rosenberg, lançado em 2006, embora a história tenha sido escrita cerca de 10 anos antes para virar um filme;

- O astro Robert Downey Jr., parceiro do diretor Jon Favreau, tinha sido escalado para o papel principal, mas conflitos de agenda com outras produções impossibilitaram a sua participação;

- O primeiro roteiro de 'Cowboys and Aliens' foi escrito por Mark Fergus e Hawk Ostby, devidamente substituídos por Roberto Orci e Alex Kurtzman, dupla de sucessos como 'Transformers: A Vingança dos Derrotados', 'Star Trek' e 'Missão Impossível 3', entre outros.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

‘A Última Cartada’

Sabe aqueles dias que você pensa não deveria levantar da cama, pois tudo deu errado? Aquele dia de cão que você prefere esquecer? Pois é. Mas agora imagine um dia desses em um longa-metragem nesse estilo, ao qual tudo dá absolutamente mais do que errado. O longa ‘A Última Cartada’ do diretor Joe Carnahan (Esquadrão Classe A), conseguiu dirigir um filme completamente redundante e bem violento. Mas um tipo de filme que vale ser conferido.

‘A Última Cartada’ fala de Buddy Israel (Jeremy Piven), mistura de mágico, showman e criminoso (!) Aces é um mágico que cresceu em meio a apostadores, bandidos e assassinos. Aos 21 anos ele já se apresentava em shows com lotação esgotada e andava em companhia do principal articulador do crime de Las Vegas, Primo Sperazza (Joseph Ruskin). Após se tornar o mascote não-oficial da máfia, Aces passou a acreditar que também poderia ser um dos chefes. Porém ele acaba expondo a organização que o acolheu, o que faz com que Primo torne-se seu inimigo mortal. Logo surge um boato de que Primo está oferecendo US$ 1 milhão a quem matar Aces, o que atrai os principais assassinos da cidade. A partir do momento em que a morte de Israel vale um milhão de dólares, várias facções - tanto da lei como do crime - saem em seu encalço, numa caçada sangrenta.

O roteirista e diretor Joe Carnahan (do elogiado e premiado ‘Narc’, de 2002) se enrola por inteiro ao (tentar) contar a história. Com um grande elenco ele infelizmente pecou muito ao tentar explicar boa parte que não tinha explicação. Praticamente os primeiros 20 minutos do filme apresentando vários personagens e despejando sobre a platéia uma não-absorvível quantidade de informações e textos verbalizados, demonstrando total falta de domínio da linguagem cinematográfica. Depois, fica num meio termo entre Tarantino e Guy Ritchie ao tentar estilizar, exagerar e fazer graça com a violência excessiva, mas sem um décimo do talento dos imitados citados. Personagens perdidos e sem função completam o desastre.

O protagonista Jeremy Piven, mais conhecido do programa Saturday Night Live, consegue de certa forma se envolver com o personagem estranho, mas com muito pouco talento. Tai mais um filme que teria tudo para dar certo, com um elenco de dar gosto. Mas vai cair facilmente no esquecimento do público. Um grande destaque para a linda Alicia Keys, se destacou como a matadora de aluguel. Em partes até que chega a ser um bom passa tempo.


Nota: 6
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‘A Última Cartada’



Título original: (Smokin' Aces)
Lançamento: 2007 (França, EUA, Inglaterra)
Direção: Joe Carnahan
Roteiro: Joe Carnahan
Produção: Tim Bevan, Joe Carnahan, Liza Chasin e Eric Fellner
Duração: 109 min
Gênero: Ficção/Ação
Estúdio: Working Title Films / Universal Pictures / Relativity Media / Scion Films Limited / Studio Canal
Distribuidora: Universal Pictures / UIP


Elenco:

Ben Affleck (Jack Dupree)
Jason Bateman (Rip Reed)
Ryan Reynolds (Richard Messner)
Chris Pine (Darwin Tremor)
Ray Liotta (Donald Carruthers)
Andy Garcia (Stanley Locke)
Matthew Fox (Bill)
Kevin Durand (Jeeves Tremor)
Zach Curmer (Warren)
Common (Sir Ivy)
Jeremy Piven (Buddy "Aces" Israel)
Joseph Ruskin (Primo Sparazza)
Alex Rocco (Serna)
Alicia Keys (Georgia Sykes)
Peter Berg ("Pistol" Pete Deeks)
Martin Henderson (Hollis Elmore)
Christopher Michael Holley(Bernard "Beanie" Alfonso)
Mike Falkow (Freeman Heller)
Davenia McFadden (Loretta Wyman)
Taraji P. Henson (Sharice Watters)
Nestor Carbonell (Pasquale Acosta)
Maury Sterling (Lester Tremor)
George Fischer (McGarey)
Tommy Flanagan (Laszlo Soot)
Joel Edgerton (Hugo Croop)
Marianne Muellerleile (Margie Turlock)
Wayne Newton


Curiosidades:

- Seguido por ‘A Última Cartada 2’ (2010);

- O orçamento de ‘A Última Cartada’ foi de US$ 17 milhões.


domingo, 28 de agosto de 2011

‘Velozes e Furiosos 5 – Operação Rio’

Finamente!

Depois de 10 anos o longa ‘Velozes e Furiosos 5 – Operação Rio’ voltou ah fazer jus ao nome. O diretor Justin Lin pelo jeito pegou o jeito da coisa. E o que ficou bem claro nesse longa e no ‘Velozes e Furioso 4’ é que Vin Diesel é ah alma dessa franquia que pelo jeito ta longe do fim.

Outro foco que coube como uma luva para o longa foi a cidade maravilhosa. Como o próprio nome diz – um subtítulo que não é gratuito - toda a ação desta nova aventura realmente se passa na cidade do Rio de Janeiro. Não que todas as locações foram feitas lá, isso é visível (a cena do trem pelo deserto, por exemplo, não tem nada de Brasil), mas, dramaturgicamente falando, tudo acontece no Rio.

O longa já começa com pura adrenalina, como o filme promete. Dominic Toretto (Vin Diesel) é resgatado da prisão por sua irmã Mia (Jordana Brewster) e Brian O'Conner (Paul Walker), em um ousado resgate sobre rodas. Logo em seguida, ele desaparece. Brian e Mia vão até o Rio de Janeiro, onde encontram Vince (Matt Schulze). Ele propõe ao casal o roubo de carros que estão sendo levados em um trem, algo que, segundo ele, será uma operação simples que renderá um bom lucro. Durante a operação, Dominic reaparece e diz à irmã que os planos mudaram. Ela então leva um dos carros a um esconderijo em plena favela carioca, deixando Dominic e Brian enfrentando policiais e bandidos. Ao desmontar o carro, o trio descobre que ele contém um chip com todas as operações ilegais de Hernan Reis (Joaquim de Almeida), incluindo onde guarda o dinheiro arrecadado. É o suficiente para que eles elaborem um plano para roubar a fortuna de Reis, contando com a ajuda de vários amigos. Dominic só não contava com um agente que não sabe perder, eles enfrentarão a ira e a astúcia de Hobbs (o também grandalhão Dwayne Johnson), uma espécie de bam-bam-bam da polícia internacional, com carta branca para operar no Brasil.

Vin Diesel, Paul Walker e a bela Jordana Brewster dispensam comentários, infelizmente não temos mais a participação mais que especial da linda e perfeita Michele Rodriguez que nos deixou no quarto filme da franquia. Mas tudo bem, felizmente tudo deu certo, até mesmo o armário Dwayne Johnson aprendeu a brincar de ator. E pelo jeito agora ele aprendeu a escolher os seus filmes também, até que fim! Do elenco principal ainda tem a participação de Matt Schulze como o durão Vince, o grandalhão que não foi com ah cara de Paul Walker no primeiro longa. E a participação do rapper LudaCriss, que agora está com um papel mais sério mas mesmo assim com uma ótima química com o outro grandalhão Tyrese Gibson (Roman Pearce).

O roteiro mais uma vez voltou a ser como no primeiro, nada cansativo e muito bem amarrado, fazendo jus ao nome do filme e a tudo que nós fãs da série esperava ver de novo, porque depois do segundo e do terceiro o filme começou ah perder o foco do que prometia, parece que o diretor Justin Lin acordou na hora certa.

‘Velozes e Furiosos 5 – Operação Rio’ tem quase tudo em perfeita harmonia, as cenas de ação são magníficas, ainda mais vendo Vin Diesel e Dwayne Johnson saindo no braço é de tirar o fôlego, e ainda podemos contar com uma perfeita sequência de perseguição com Dominic e O'Conner destruindo a cidade maravilhosa. O humor claro, fica por conta de Ludacriss e Tyrese Gigbson. É fraco em certos momentos, mas é aceitável.

Agora um momento que chama bastante a atenção no longa é pela sua imprecisão histórica. Reyes (Joaquim de Almeida) fala que os espanhóis, quando invadiram a América, fizeram com violência, enquanto os portugueses foram mais políticos, distribuindo presentinhos aos índios, conquistando-os e depois os forçando a trabalhar. Até aí, tudo bem. O problema é que ele arremata dizendo que é por isso que no Brasil se fala português. Bom, e o resto da América Latina fala espanhol por quê? Vai entender.

Mas é isso, geopolíticas a parte, por mais que se baixe o nível de expectativa para este tipo de aventura, ‘Velozes & Furiosos 5’ se propõe com mais objetividade: Vin Diesel e sua turma estão mais velozes e muito mais furiosos desta vez se comparar aos anteriores.

Recomendo!


Nota: 8.5
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‘Velozes e Furiosos 5 – Operação Rio’




Título original: (Fast Five)
Lançamento: 2011 (EUA)
Direção: Justin Lin
Roteiro: Chris Morgan
Produção: Vin Diesel, Neal H. Moritz e Michael Fottrell
Duração: 130 min.
Gênero: Ação
Estúdio: Original Film
Distribuidora: Universal Pictures (EUA) / Paramount Pictures (Brasil)


Elenco:

Paul Walker (Brian O'Conner)
Vin Diesel (Dominic Toretto)
Jordana Brewster (Mia Toretto)
Tyrese Gibson (Roman Pearce)
Dwayne Johnson (Hobbs)
Joaquim de Almeida (Hernan Reis)
Eva Mendes (Monica Fuentes)
Elsa Pataky (Elena Neves)
Ludacris (Tej)
Sung Kang (Han)
Gal Gadot (Gisele Harabo)
Matt Schulze (Vince)
Michael Irby (Zizi)
Don Omar (Rico)
Geoff Meed (Macroy)
Alimi Ballard (Fusco)
Tego Calderon (Tego)
Yorgo Constantine (Chato)
Joseph Melendez (Coronel João Almeida)


Curiosidades:

- O título nacional foi alterado de 'Velozes Cinco' para 'Velozes e Furiosos 5 - Operação Rio';

- 'Velozes e Furiosos 5 - Operação Rio' usou Porto Rico para gravar as cenas que se passam no Brasil. A ilha caribenha representou o Brasil, já que grande parte da trama se passa em nosso país;

- Algumas cenas foram filmadas por aqui, no Rio de Janeiro;

- O longa foge dos títulos anteriores da franquia e foi lançado como 'Fast Five';

- O diretor Justin Lin (Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio e Velozes e Furiosos 4) assumiu a direção do quinto filme;

- 'Velozes e Furiosos 4' arrecadou US$ 170 milhões, apenas nos EUA;

- O ator Selton Mello revelou que declinou um convite para atuar em 'Velozes e Furiosos 5 - Operação Rio'. "Recebi o convite, mas não comentei com ninguém. O personagem até era legal, mas o filme de ação não tinha muito a ver comigo, não tinha muito o perfil do meu trabalho. Tenho vontade de fazer coisas fora do país, sim, mas por outra via", revelou.