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segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

A Morte do Demônio

A primeira vez é inesquecível!

Tenho a certeza de que é esse sentimento que se passa para o novato diretor Fede Alvarez que também assina pela primeira vez um roteiro. ‘A Morte do Demônio’ é aquele tipo de filme que você não vai esquecer facilmente. A explicação para isso se mistura nesse longa que consegue misturar terror, horror e o sentimento de repulsa que até hoje, além do filme original de 1981 não pode apresentar para os fãs.

E como tudo isso é possível em um único filme? Simples. Primeiro, o filme tem a bendição e produção de Sam Raimi, diretor de ‘Uma Noite Alucinante - A Morte do Demônio’ (1981), garantindo a aprovação do novo filme. Segundo, ao invés de tentar recriar os elementos que tornaram o original tão famoso – a produção pequena, de baixo orçamento, os efeitos assumidamente toscos, o humor – o novo diretor Fede Alvarez decidiu tomar a trama do filme original como ponto de partida para uma obra moderna, e o mais próximo possível do realismo.

O roteiro que dispensa comentários apresenta para o espectador, Mia (Jane Levy), uma garota viciada em drogas. Ela é levada pelos amigos Olivia (Jessica Lucas) e Eric (Lou Taylor Pucci) para uma cabana isolada na floresta, no intuito de realizarem uma longa cura de desintoxicação. Para a surpresa de todos, o irmão de Mia, David (Shiloh Fernandez), rapaz afastado dos amigos e familiares há tempos, também aparece, junto de sua namorada, Natalie (Elizabeth Blackmore). Entretanto, eles são surpreendidos ao descobrirem que a cabana havia sido invadida, e que o porão parece uma espécie de altar grotesco, repleto de animais mortos. Lá eles encontram um livro antigo, trancado. Atraído, Eric resolve abri-lo e lê-lo em voz alta, sem imaginar as consequências de seus atos. Mia começa a manifestar um comportamento estranho, interpretado no início como sintoma da abstinência. No entanto, aos poucos, todos percebem que uma força demoníaca se apoderou de seu corpo.

O filme é perfeito e faz jus ao slogan "O filme mais apavorante que você vera nesta vida". Além de mais apavorante, ele consegue fazer com que o espectador faça parte da trama, principalmente em algumas cenas de mutilações de tirar completamente o folego.

Não apenas pelos efeitos especiais impressionantes, mas pelo uso ostensivo de som e de montagem, esta nova versão nunca poderia ter sido feita 30 anos atrás. Ela funciona como obra independente, e também como refilmagem (ou até mesmo uma “linda” homenagem) ao original. Além disso, ‘A Morte do Demônio’ aproveita que as novas gerações já viram muitas imagens de violência para trazer um conteúdo ainda mais forte que o habitual, repleto de membros cortados, olhos perfurados e vômito escorrendo das bocas.

Alvarez conseguiu adotar uma dinâmica de excessos, e não aliviou o tom das imagens para conseguir uma classificação etária mais branda – algo que seria compreensível, já que o público adolescente é o principal consumidor dos slasher movies. Em apenas 90 minutos, ele inflige todos os tipos de dores e torturas aos cinco belos adolescentes, observando com enorme prazer o calvário de cada um. Talvez falte justamente o suspense: não se brinca com a imaginação do espectador; todo indício de uma aparição demoníaca acaba de fato revelando uma aparição demoníaca.

Mas por preferir ir diretamente ao ponto, o diretor faz uma das obras de terror mais compactas e sucintas do cinema contemporâneo. Se você olhar para os lados em algum momento, terá perdido duas ou três mutilações. Melhor ainda, para manter o espectador concentrado diante de um banho de sangue ininterrupto, o cineasta começa a aumentar o teor das imagens, cada vez mais espetaculares e grandiosas, transcendentais ao limite do religioso, até uma conclusão épica, tão monstruosa quanto bela, em que o sangue impregna cada centímetro da tela e vem lavar, ironicamente, a alma de Mia (Jane Levy).

Recomendo!

Nota: 8,5
(Download em torrent)





Título original: (Evil Dead)
Lançamento: 2013
Direção: Fede Alvarez
Roteiro: Diablo Cody, Fede Alvarez, Rodo Sayagues Mendez e Sam Raimi
Duração: 90 min.
Gênero: Terror
Orçamento: US$ 14 milhões
Distribuidores: Sony Pictures
Classificação: 18 anos


Elenco


Jane Levy (Mia)
Shiloh Fernandez (David)
Lou Taylor Pucci (Eric)
Jessica Lucas (Olivia)
Elizabeth Blackmore (Natalie)


Curiosidades


- Este é o primeiro longa-metragem dirigido por Fede Alvarez;

- A atriz Lily Collins ‘Espelho, Espelho Meu’ desistiu de estrelar ‘A Morte do Demônio’ por motivo de conflitos de agenda. Jane Levy (da série ‘Suburgatory’) foi contratada para substituí-la;

- Gillian Jacobs chegou a fazer uma audição para a personagem Mia, mas perdeu o papel para Lily Collins. Posteriormente, a atriz desistiu do filme e abriu espaço para a contratação de Jane Levy;

- Agnes Bruckner e Thora Birch fizeram testes para a personagem Natalie. Já Jurnee Smollet-Bell fez uma audição para Olivia;

- Se você pegar a primeira letra dos personagens David, Eric, Mia, Olivia e Natalie perceberá que elas formam a palavra demon (demônio, em inglês);

- Logo no início do filme pode-se ver que a personagem Mia usa um suéter da universidade de Michigan. Trata-se de uma homenagem a Sam Raimi, diretor do filme original, que estudou nesta universidade;

- Apesar de não ser creditada, Diablo Cody escreveu um último tratamento do roteiro do filme;
- Esse é o filme com mais sangue feito até o momento;


- ‘A Morte do Demônio’ é uma refilmagem de ‘Uma Noite Alucinante - A Morte do Demônio’ (1981).

Annabelle

Eu particularmente não consegui entender porque de tantas criticas positivas para o longa ‘Annabelle’. O diretor nem um pouco consagrado John R. Leonetti , o mesmo responsável pela bomba ‘Mortal Kombat - A Aniquilação’ (1997) e ’Efeito Borboleta 2’ (2006), teve talvez até mesmo uma chance para mostrar que poderia quem sabe dessa vez mostrar algo bom, já que, tudo realmente tinha para dar certo, mas não foi isso que eu vi e nem o que aconteceu.

A trama de ‘Annabelle’ é um spin-off do ótimo ‘Invocação do Mal’ (2013), mas infelizmente o longa que prometeu desde sua primeira divulgação um terror original e inesquecível, acabou que esquecendo da promessa e o que se vê é um roteiro nem um pouco bem amarrado como a vista na produção original, que também contava com ótimas atuações de Vera Farmiga e Patrick Wilson. Isso, no entanto, não quer dizer que o filme seja ruim, dá para tolerar algumas coisas, sabendo que o filme se baseia em uma história real sobre uma boneca controlada por forças demoníacas. Os fãs do terror irão matar o tempo literalmente, mas podem esquecer os sustos, e o medo, em nenhum momento o longa consegue fazer com que o espectador se envolva com a história.

Annabelle Wallis (você leu certo!) e Ward Horton vivem os protagonistas Mia e John. Jovens e apaixonados, eles esperam o primeiro filho. Ela cuida da casa, enquanto que ele começa sua residência após a faculdade de medicina. Determinado dia, eles têm a casa invadida por um casal representante de uma seita demoníaca. A mulher acaba se matando no quarto que seria do bebê, morrendo abraçada com uma boneca de Mia.

A partir disso, coisas estranhas e sobrenaturais começam a atormentar o casal e quando você acha que é dessa vez que a história vai desenrolar, tudo para no tempo, ou melhor dizendo, tudo é congelado e o que se vê, são cenas mais clichês impossível e a expectativa de levar bons sustos é deixada de lado.
Porém, nem tudo é ruim nesse longa, a direção de arte, o figurino e o design de produção são excelentes, retratando bem uma Los Angeles dos anos 60, quando a população estava perdendo a sensação de segurança por seitas como as de Charles Manson a qual é retratado no filme rapidamente. Com algumas tentativas de sustos sem sucesso, ‘Annabelle’ é um filme que vai cair fácil no esquecimento de quem sabe realmente apreciar um bom terror.

A direção de John R. Leonetti passa longe de qualquer boa esperança, pois fica claro que algumas situações poderiam ser bem melhor do que poderiam ser. O elenco não chega a ser tão ruim, alguns personagens consegue agradar, como por exemplo, o personagem de Tony Amendola, sendo um padre, que tenta dar conselhos ao casal ajudando na "luta" contra a boneca do mal.

Já a participação de Alfre Woodard como Evelyn, dona de uma livraria é além de cansativa, muito fora de ritmo e sem um desfecho certo para seu personagem, pois a vontade de se tornar a amiga da protagonista é tão rápida e acaba sendo insuportável ver como que a situação desenrola.

Enfim, ‘Annabelle’ pode até ser um bom passatempo, mas passou longe de ser o filme de terror do momento, realmente não da para recomendar.

Nota: 03
(Download em torrent)



Título original: (Annabelle)
Lançamento: 2014
Direção: John R. Leonetti
Roteiro: Gary Dauberman
Duração: 95 min.
Gênero: Terror
Orçamento: US$ 5 milhões
Distribuidores: Warner Bros. Pictures
Classificação: 16 anos


Elenco


Annabelle Wallis (Mia)
Ward Horton (John)
Alfre Woodard (Evelyn)
Eric Ladin (Detetive Clarkin)
Kerry O'Malley (Sharon Higgins)
Tony Amendola (Padre Perez)
Gabriel Bateman (Robert)
Michelle Romano (Mary)


Curiosidades


- O filme é um spin-off e prelúdio de ‘Invocação do Mal’ (2013), que faturou US$ 318 milhões mundialmente;

- A direção é de John R. Leonetti, diretor de fotografia de ‘Invocação do Mal’ (2013);

- O terror é baseado em fatos reais, em que uma mãe deu de presente para sua filha uma boneca que se mexia sozinha e era possuída por um espírito do mau. Isso aconteceu nos anos 70;

- Um episódio de "The Twilight Zone", de 1963 chamado "Living Doll" envolve uma boneca falante dada a uma garotinha por sua mãe. O vocabulário inocente da boneca, logo assume um tom sinistro, especialmente para o padrasto cruel da menina. A mãe da menina chamava-se Anabelle;

- Em certa cena do filme mostra-se um edifício com um grande logotipo denominado "Barclay". Barclay é o último nome da personagem principal Andy Barclay na popular franquia de terror Chucky. A trama também gira em torno de um boneco possuído;

- Alfre Woodard não tinha visto Invocação do Mal (2013) antes de começar a trabalhar no filme. Em vez disso, ela se preparou fazendo pesquisas sobre a história real que inspirou o longa;


- A boneca existe e está trancada em um museu em Connecticut, visitado somente por um padre que vai abençoa-la duas vezes por mês.

Invocação do Mal

Recentemente falei aqui sobre o horrível ‘Ouija - O Jogo dos Espiritos’ (2014) e de como é difícil hoje em dia encontrar um bom filme de terror. Mas, o difícil não é o impossível! E nesse caso, essa teoria se aplica ao excelente ‘Invocação do Mal’, dirigido por James Wan, o mesmo de 'Jogos Mortais' (2004), 'Sobrenatural' (2010) e 'Velozes e Furiosos 7' (2015). Com um terror muito bem colocado, o longa faz jus ao roteiro com sustos garantidos.

O roteiro muito bem amarrado, nos mostra a cidade de Harrisville, Estados Unidos. Um casal (Ron Livinston e Lili Taylor) muda para uma casa nova ao lado de suas cinco filhas. Inexplicavelmente, estranhos acontecimentos começam a assustar as crianças, o pai e, principalmente, a mãe. Preocupada com algumas manchas que aparecem em seu corpo e com uma sequência de sustos que levou, ela decide procurar um famoso casal de investigadores paranormais (Patrick Wilson e Vera Farmiga), mas eles não aceitam o convite, acreditando ser somente mais um engano de pessoas apavoradas com canos que fazem barulhos durante a noite ou coisas do gênero. Porém, quando eles aceitam fazer uma visita ao local, descobrem que algo muito poderoso e do mal reside ali. Agora, eles precisam descobrir o que é e o porquê daquilo tudo está acontecendo com os membros daquela família. É quando o passado começa a revelar uma entidade demoníaca querendo continuar sua trajetória de maldades.

Baseado em um história real narrada pelo casal mais conhecido do mundo no assunto paranormal, Ed e Lorraine Warren, o longa de Wan, deixa bem claro que sim, ainda é possível fazer um bom longa de terror hoje em dia. Se você gosta de levar uns sustos e, principalmente, sentir uns arrepios dentro da sala escura, ‘Invocação do Mal’ é uma boa escolha.

O elenco faz com que a trama desenrole na medida certa, desde o elenco mirim, aos já veteranos, como por exemplo, e sem dúvida, todo o destaque para o casal Warren, interpretado por Vera Farmiga e Patrick Wilson. Como sempre Farmiga não deixa desejar com sua perfeita atuação na pele da vidente mais conhecida Lorraine Warren, ao lado do seu fiel parceiro e marido, Ed Warren (1926-2013), o casal faz com que o medo que o espectador tanto anseia se torne mais real e imprevisível, um dos pontos altíssimo desse longa.

O roteiro além de citar nas entre linhas, clássicos, como ‘O Exorcista’ e ‘Os Pássaros’, os gêmeos Chad e Carey Hayes não perde uma oportunidade sequer de inserir elementos instigantes e conhecidos, como relógios parando, um porão secreto, chiados de TV, ranger de assoalhos e portas. Além disso, um tradicional (e muito apavorante) puxão de pés na cama tem a companhia nada agradável de uma menina sonâmbula, um armário sinistro e uma brincadeira infantil, já exibida no trailer de arrepiar até os ossos.

Tudo isso, pode apostar, da um sentimento de medo mesmo. Mas também é certo que os mais “descolados” vão identificar uma série de clichês e poderão reclamar de algumas licenças típicas, como as filhas dormindo profundamente, enquanto uma mega cena tensa e barulhenta tá acontecendo com a mãe, entre outras situações, mas como todo bom cinéfilo e amante do gênero, sabe que não devemos se apegar aos detalhes. Mas isso não tira nem um pouco a força da obra, de jeito nenhum e a Warner já tem um "atividade paranormal" para chamar de seu.

O longa tem uma excelente trilha tensa e a direção der James Wan, o criador da franquia ‘Jogos Mortais’ é de arrepiar profundamente. O motivo de tamanha genialidade certamente, está na decisão acertada de não deixar o humor possuir a trama, como já aconteceu em alguns por aí. Ele até existe, mas foi devidamente dominado neste filme, que você pode assistir "com susto". Nos créditos finais, quem já tiver tirado as mãos da frente dos olhos, vai poder ver as fotos dos personagens reais, a família Warren e os Perron.

Nota: 08
(Download em torrent)




Título original: (The Conjuring)
Lançamento: 2013
Direção: James Wan
Roteiro: Carey W. Hayes e Chad Hayes
Duração: 112 min.
Gênero: Terror, Suspense         
Orçamento: US$ 13 milhões
Distribuidores: Warner Bros.
Classificação: 16 anos


Elenco


Vera Farmiga (Lorraine Warren)
Patrick Wilson (Ed Warren)
Ron Livingston (Roger Perron)
Lili Taylor (Carolyn Perron)
Shanley Caswell (Andrea Perron)
Hayley McFarland (Nancy Perron)
Joey King (Christine Perron)
Mackenzie Foy (Cindy Perron)
Kyla Deaver (April Perron)
Sterling Jerins (Judy Warren)
Shannon Kook-Chun (Drew)


Curiosidades


- Baseado em fatos reais, com a família Perron na cidade de Harrisville, em Rhode Island;

- Apesar das lembranças dolorosas, Roger Perron e seus cinco filhos foram ao local das filmagens de Invocação do Mal;

- A atriz Vera Farmiga contou com a ajuda da verdadeira medium Lorraine Warren, que auxiliou na preparação do longa-metragem;

- As sequências do lar de Ed e Lorraine Warren foram filmadas em uma casa de verdade, decorada pela designer de produção Julie Berghoff com um tapete e papel de parede que remetem aos anos 70;


- O diretor James Wan e o ator Patrick Wilson trabalharam juntos no terror ‘Sobrenatural’ (2010). O filme anterior também trazia um casal morando em uma casa junto com espíritos do mal.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Ouija - O Jogo dos Espíritos

Quando o assunto é cinema eu me empolgo, sou cinéfilo assumido e não tenho um gênero mais favorito que o outro, todos de certa forma me agradam, desde que o filme seja bom. E quando o assunto é terror, fica complicado. Já faz tempo que não se vê um filme bom para sentir aquele medo, levar aquele susto. Se tiver uma coisa que sinto falta, é dos anos 1990, onde se via aqueles filmes de baixo orçamento, efeitos ruins, mas que realmente assustava, como as franquias de ‘Sexta-feira 13’, ‘Hora do Pesadelo’ e o meu favorito ‘Halloween’ com o psicopata mais cruel Mike Myers. Fora as franquias tina também os filmes solos como, por exemplo ‘Hellraiser - Renascido do Inferno’ (1987), 'Christine - O Carro Assassino' (1983) e ‘O Mistério de Candyman’ (1992), entre outros.

Pois bem, depois do desabafo vamos ao que interessa, ou não. O longa da vez é ‘Ouija - O Jogo dos Espíritos’, dirigido pelo iniciante Stiles White, sendo o primeiro longa da carreira como diretor, antes disso só fez alguns roteiros para filmes que também não emplacaram. A versão para os cinemas do "jogo do copo" é apenas mais um terror adolescente. O filme não oferece nada de novo, contando com cenas bobas, personagens mal desenvolvidos e com uma resolução pouco satisfatória.

A história gira em torno de Laine (Olivia Cooke), uma jovem que costumava jogar o jogo de tabuleiro Ouija com a amiga Debbie (Shelley Hennig) desde pequena. As duas viam aquilo como uma brincadeira e nunca tiveram muito problema. Determinado dia, com as duas já crescidas, Laine nota um comportamento estranho da amiga, mas não cria caso com isso. No dia seguinte, Debbie é encontrada morta. Sem saber o que fazer, Laine começa a procurar razões para o ocorrido e acaba encontrando um velho tabuleiro na casa de Debbie. Ela, então, convence outros amigos, incluindo seu namorado, sua irmã e o namorado da amiga que morreu, a jogarem Ouija para tentar se comunicar com a falecida. Como podem esperar a coisa não dá muito certo e o grupo se verá diante de uma ameaça sobrenatural.

E assim segue um roteiro atrapalhado sem um pingo de criatividade, redundante, previsível e cheio de buracos. Exagerando? Nem um pouco!

Tudo que você vai nesse longa é tudo que já vimos nos filmes novos de terror de hoje em dia. Sombra no espelho, porta que abre e fecha sozinho, aparelhos eletrônicos que ligam sozinho, a vitima levando susto com nada, enquanto você mero mortal espectador, sentado em seu sofá boceja sem esperança alguma que algo novo e diferente possa acontecer.

O é pouco original e nada envolvente. Olivia Cooke, que já havia se destacou em ‘A Marca do Medo’ e vem fazendo um ótimo trabalho em ‘Bates Motel’, está completamente apagada na pele da protagonista.

Enfim, não chega a ser um filme que ofenda a inteligência do espectador, mas que também oferece pouca margem pra gerar sensações positivas. Tudo é muito simples e mal executado. Talvez fosse até um entretenimento barato. No mais, valem todos os clichês do terror. Você sabe exatamente a ordem dos personagens afetados pelos "vilões" da história. Também sabe qual vai ser o final e até imagina qual vai ser a deixa para uma eventual e triste continuação.

Não que hoje em dia não existam filmes de terror ruins, pois temos como exemplo o ‘O Ritual’, ‘A Hora do Espanto’ e o remake de ‘A morte do Demônio’. Mas esse realmente não da para classificar, esse já caiu no esquecimento.

Nota: 02
(Download em Torrent)




Título original: (Ouija)
Lançamento: 2014
Direção: Stiles White
Roteiro: Juliet Snowden e Stiles White
Duração: 89 min.
Gênero: Terror       
Orçamento: US$ 5 milhões.
Distribuidores: H2O Films
Classificação: 14 anos


Elenco


Olivia Cooke (Laine Morris)
Daren Kagasoff (Trevor)
Bianca Santos (Isabelle)
Douglas Smith (Pete)
Shelley Hennig (Debbie Galardi)
Sunny May Allison (Doris (10 years old))
Lin Shaye (Paulina Zander)
Robyn Lively (Mrs. Galardi)
Matthew Settle (Anthony Morris)


Curiosidades


- O filme é baseado na popular brincadeira do “jogo do copo”;

- A pronúncia correta do nome é "wee-já”, ao contrário do popular 'wee-Gee'. Charles Kennard, fundador da empresa de fabricação dos tabuleiros, alegou que aprendeu o nome de "Ouija" ao perguntar ao jogo como ele queria ser chamado;

- Embora existam muitos outros filmes de horror sobre tabuleiros Ouija - alguns com o mesmo título - este filme não é oficialmente um remake, e conta sua própria história girando em torno do jogo titular;

- De acordo com a figurinista Mary Jane Fort, o elenco e a equipe costumavam fazer pausas entre as filmagens e usar a placa de Ouija para prever, jocosamente, a bilheteria do fim de semana de abertura;

- Este é o primeiro longa-metragem dirigido por Stiles White. O roteiro foi escrito por Juliet Snowden e Stiles White, que já trabalharam juntos em ‘Presságio’ (2009) e ‘Possessão’ (2012).
- A atriz principal, Olivia Cooke interpreta a personagem Emma Decody na série americana ‘Bates Motel’.


- Produzido pela produtora de Michael Bay, Platinum Dunes, que também produziu os filmes de ‘Uma Noite de Crime’ e os remakes de ‘O Massacre da Serra Elétrica’, ‘Sexta-Feira 13’, ‘A Hora do Pesadelo’ e ‘A Morte Pede Carona’.

sábado, 21 de janeiro de 2012

'A Hora do Espanto'

A pergunta é sempre a mesma: será que vale a pena refazer filmes de sucesso? Para os produtores, geralmente, sim. Eles já vão para o mercado com a vantagem de trabalhar um título conhecido, e contam com a certeza de um bom volume de mídia gratuita, já que as comparações serão inevitáveis. E isso sempre dá matéria. Já para a chamada cinefilia, ou seja, para o prazer de quem curte cinema, geralmente não, pois também é praticamente inevitável que o remake já nasça com um sabor requentado.

E quem não se lembra do ótimo comédia/terror ‘A Hora do Espanto’, clássico da sessão da tarda?

Na minha opinião, era um dos melhores que passava ah tarde nos anos 90, o longa dirigido por Tom Holland em 1985, ganhou um remake em 2011, dirigido pelo não tão famoso e duvidoso Craig Gillespie, responsável por ‘A Garota Ideal’ e ‘Em Pé de Guerra’, Gillespie conseguiu fazer um filme, ou melhor, um remake a altura, me arrisco em dizer que talvez fez até melhor que o original. O longa é digno para com seu antecessor. Consegue segurar um bom clima de suspense e terror durante toda a trama, traz um humor equilibrado nos momentos adequados, trabalha com um elenco eficiente e homogêneo, e ainda faz do sempre bom Colin Farrell um vampiro dos mais críveis e descolados.

Charley (Anton Yelchin) está encantado por sua namorada Amy (Imogen Poots), o que faz com que ele não dê muita atenção ao papo do ex amigo nerd Ed (Christopher Mintz-Plasse) sobre o fato do novo vizinho dele, Jerry Dandridge (Colin Farrell), ser um vampiro. Na verdade, nem mesmo sua mãe Jane (Toni Collette) acredita que ele possa fazer mal a alguém, mas o sumiço de Ed faz com que Charley comece a investigar e a sua descoberta coloca todos em sua volta em perigo. Sua única salvação parece ser Peter Vincent (David Tennant), um famoso mágico da cidade, que parecia entender tudo de vampiros, mas depois afirma ser tudo fantasia. O resto você já sabe. Ou, pelo menos, quem viu o original já sabe.

Anton Yelchin, que viveu Chekov em ‘Star Trek’ está ótimo atuando como o adolescente que faz de tudo para ser descolado, o roteiro lhe serviu como uma luva e sua atuação é digna do original, já Colin Farrel, mais uma vez dispensa comentários, mais uma vez arrebentando em seus papeis e dessa vez como o vampiro sanguinário com muita sede. Mas todos estão muito bem no enredo até mesmo Christopher Mintz-Plasse, que estreou em ‘Superbad - É Hoje’, está em um ótimo papel.

Se por um lado este novo ‘A Hora do Espanto’ não vai entrar na lista do melhores terrores dos últimos anos, por outro lado ele também não faz feio. Funciona como um entretenimento de qualidade, e se preocupa mais com a criação de clima que com sustos fáceis.

Um certo excesso musical cansativo, típico do gênero, acaba sendo compensado por uma ótima direção de atores, nivelada por cima. E com uma pequena surpresa: o motorista que se envolve num violento acidente com o carro de Charlie e sua mãe (e que acaba tendo seu pescoço chupado) é Chris Sarandon, o vampiro do filme original, aqui numa rápida participação.


Nota: 8.5
Download:
‘A Hora do Espanto’



Título original: (Fright Night)
Lançamento: 2011 (Estados Unidos)
Direção: Craig Gillespie
Roteiro: Marti Noxon, baseado na história e filme de Tom Holland
Duração: 120 min.
Gênero: Terror
Estúdio: DreamWorks SKG Gaeta / Rosenzweig Films Michael De Luca Productions
Distribuidora: Walt Disney Studios Motion Pictures (EUA)


Elenco:

Colin Farrell (Jerry Dandrige)
Anton Yelchin (Charley Brewster)
Toni Collette (Jane Brewster)
Christopher Mintz-Plasse ('Evil' Ed Thompson)
David Tennant (Peter Vincent)
Imogen Poots (Amy Peterson)
Dave Franco (Mark)
Emily Montague (Doris)
Will Denton (Adam)
Chelsea Tavares (Cara)
Reid Ewing (Ben)
Grace Phipps (Bee)
Sandra Vergara (Ginger)
Charlie B. Brown (Médico)


Curiosidades

- O orçamento estimado do novo 'A Hora do Espanto' é de US$ 17 milhões;

- O filme original, 'A Hora do Espanto', foi lançado em 1985 e tornou-se uma referência de um "novo" gênero batizado de terrir, por misturar bem elementos do humor com o medo;

- O novo filme é dos mesmos produtores de 'Motoqueiro Fantasma' e 'Códigos de Guerra';

- As filmagens começaram no primeiro semestre de 2010;

- O ator Chris Sarandon, que fez o vampiro protagonista no original, faz uma pequena participação nesta refilmagem;

- Esta inusitada co-produção, que une EUA e Índia, não foi bem recebida no mercado norte-americano, onde faturou pouco mais da metade do seu custo estimado de US$ 30 milhões.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

'Planeta Terror'

É impossível não conhecer uma obra de Robert Rodriguez. Sempre com muita violência, litros e litros de sangue, mexicanos comandando e destruindo tudo, atores de Hoolywood que normalmente seriam os mocinhos, mas são vilões, e por último, não menos importante, o primo de Rodriguez, Dani Trejo, como coadjuvante. No longa ‘Planeta Terror’ de 2007, se vê tudo isso, o filme é bizarro, supera o mais recente do diretor, ‘Machete’, mas pode acreditar que esse filme passa longe do “Thrash”.

Pincelando polêmicos temas atuais - como militarismo, o terror envolvendo armas biológicas, conflitos bélicos no Oriente Médio e Osama Bin Laden – ‘Planeta Terror’ mostra o que acontece quando produtos químicos detidos e negociados pelo exército norte-americano caem nas mãos erradas. Como resultado, grande parte da população de uma pequena cidade texana vira zumbi. Todos sedentos por carne fresca e, claro, miolos. O casal de médicos William (Josh Brolin) e Dakota Block (Marley Shelton) é surpreendido no hospital por uma multidão de homens e mulheres cheios de feridas e mutilações, que vagam com um suspeito olhar perdido. Entre eles está Cherry (Rose McGowan), uma dançarina de boate cuja perna foi arrancada num ataque noturno. Com uma metralhadora no lugar da perna decepada, ela liderara um grupo de não infectados, acompanhada por El Wray (Freddy Rodríguez), contra um grande exército de mortos vivos.

Em partes até aí tudo bem, guerra contra zumbis, um pequeno grupo de pessoas não infectadas, mas ops, a protagonista tem uma metralhadora como prótese? Sim. Mas as bizarrices não param por aí, que tal se os zumbis começassem a falar normalmente e um deles ser obcecado por vingança contra a esposa? Antes de tudo, é bom não julgar, pois estou falando de Robert Rodriguez, o mesmo que transformou Dani Trejo como protagonista em ‘Machete’.

Esse longa traz os elementos que formam uma típica produção com zumbis: criaturas se arrastando, humanos sendo devorados violentamente, tiros e abrigos incomuns para os sobreviventes. Pense nessas características e adicione altíssimas doses de violência e você terá idéia do que é o filme. A produção mostrando o sangue jorrando na tela (literalmente) enquanto zumbis caminham, exibindo enormes feridas na pele, daquelas que até se mexem sozinhas, em meio a tiros e jatos de sangue, além, do ótimo roteiro que traz diálogos espertos, divertidos e repletos de palavrões, característicos dos filmes de Robert Rodriguez, que também assina o roteiro.

Definitivamente, ‘Planeta Terror’ não é para os estômagos fracos. Ao dosar zumbis, ótimas cenas de ação, humor e até toques de romance, este é um filme bastante divertido, que certamente agradará aos fãs de filmes B, sem ser, necessariamente, um longa mal produzido, muito pelo contrário, como já disse antes, essa produção passa a anos luz do Thrash.

E que venha mais filmes de Robert Rodiguez!


Nota: 8.5
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: 'Planeta Terror'




Título original: (Planet Terror)
Lançamento: 2007 (EUA)
Direção: Robert Rodriguez
Roteiro: Robert Rodriguez
Produção: Elizabeth Avellan, Robert Rodriguez, Quentin Tarantino e Erica Steinberg
Duração: 97 min.
Gênero: Terror
Estúdio: Dimension Films / Rodriguez International Pictures / Troublemaker Studios
Distribuidora: Europa Filmes


Elenco:

Josh Brolin (Dr. William Block)
Naveen Andrews (Abby)
Bruce Willis (Tenente Muldoon)
Dani Trejo (Machete)
Freddy Rodríguez (El Wray)
Rose McGowan (Cherry Darling)
Marley Shelton (Dra. Dakota Block)
Michael Biehn (Xerife Hague)
Michael Parks (Earl McGraw)
Jerili Romeo (Ramona McGraw)
Tom Savini (Deputado Tolo)
Rebel Rodriguez (Tony Block)
Carlos Gallardo (Deputado Carlos)
Stacy Ferguson (Tammy)
Felix Sabates (Dr. Felix)
Hung Nguyen (Dr. Crane)
Julio Oscar Mechoso (Romey)
Jeff Fahey (J.T. Hague)
James Parks (Edgar McCraw)
Robert Rodriguez
Quentin Tarantino


Curiosidades:

- Inicialmente o título original seria 'Project Terror';

- O diretor Robert Rodriguez escreveu a personagem Dakota para Marley Shelton, após trabalhar com ela em ‘Sin City - A Cidade do Pecado’ (2005);

- É o 7º de nove filmes em que Robert Rodriguez e Danny Trejo trabalham juntos. Os demais foram ‘A Balada do Pistoleiro’ (1995), ‘Um Drink no Inferno’ (1996), ‘Pequenos Espiões’ (2001), ‘Pequenos Espiões 2 - A Ilha dos Sonhos Perdidos’ (2002), ‘Era Uma Vez no México’ (2003), ‘Pequenos Espiões 3D’ (2003), ‘Machete’ (2010) e ‘Pequenos Espiões 4’ (2011);

- Danny Trejo interpreta pela 4ª vez o personagem Machete. Suas aparições anteriores foram em ‘Pequenos Espiões’ (2001), ‘Pequenos Espiões 2 - A Ilha dos Sonhos Perdidos’ (2002), ‘Pequenos Espiões 3D’ (2003), ‘Machete’ (2010) e ‘Pequenos Espiões 4’ (2011);

- Rose McGowan indicou Rey-Phillip Santos para o personagem El Wray;

- Inicialmente seria John Carpenter o responsável pela trilha sonora do filme;

- Lançado nos Estados Unidos acoplado a ‘À Prova de Morte’ (2007), como o longa-metragem ‘Grindhouse’. Trata-se de uma homenagem dos diretores Quentin Tarantino e Robert Rodriguez aos filmes de terror que assistiam nas matinês na infância;

- No projeto ‘Grindhouse’ havia uma série de trailers falsos, exibidos entre ‘Planeta Terror’ e ‘À Prova de Morte’. Um deles era o de ‘Machete’, que virou longa-metragem em 2010;

- Exibido na mostra Panorama do Cinema Mundial, no Festival do Rio 2007.

domingo, 28 de agosto de 2011

'1408'

Stephen King vai além de um mito e isso é uma coisa que ninguém pode duvidar. É fato. O problema mesmo são as adaptações que já fizeram. Mas Finalmente, conseguiram fazer uma adaptação à altura do grande escritor que ele é: um dos melhores na literatura de terror e suspense. O maior desses recentes fracassos é ‘O Apanhador de Sonhos’, de 2003. Mas, entre as adaptações do autor, podemos encontrar grandes clássicos, como ‘Conta Comigo’ (1986), ’Carrie - A Estranha’ (1976), ‘O Iluminado’ (1980) e ‘Cemitério Maldito’ (1989).

O longa ‘1408’ dirigido por Mikael Håfström mostra Mike Enslin (John Cusack), um autor de livros sobre lugares assombrados. Cético, ele não acredita nas próprias histórias que escreve, além de não possuir um público muito extenso. Enquanto termina seu último livro, “Dez Noites em Quartos de Hotéis Mal-Assombrados”, ele recebe um cartão postal do hotel Dolphin, em Nova York, com a seguinte mensagem: "Não se hospede no 1408". Obviamente, Mike fica curioso com o quarto e resolve investigar. Ele descobre que todos que se hospedaram morreram estranhamente. Ao chegar ao hotel, o gerente Gerald Olin (Samuel L. Jackson) tenta fazê-lo desistir da idéia e lhe conta que o quarto é muito mais perigoso do que pensa ao somar quase 60 vítimas em seu histórico. Mesmo assim, Mike decide encarar o desafio e passar pelo maior pesadelo que poderia enfrentar.

Há muito tempo que eu não via o ator John Cusack tão bem como nesse longa, ‘1408’ é de 2007, e roteirizado pela dupla Scott Alexander (O Mundo de Andy) e Matt Greenberg (Halloween H20 - Vinte Anos Depois), sendo o primeiro longa-metragem que eles adaptam de um texto de Stephen King e espero que não seja o último. Muito bem amarrado o longa te leva para um terror psicológico ao grande estilo de King. Sem contar em certas ligações que o roteiro faz que você deve ficar bem atento, pois todas elas levam para o numero 13.

O último longa de John Cusack que realmente mereceu créditos foi ‘2012’, mas nessa adaptação ele realmente soube levar seu personagem a um ponto de pura tensão. Sua atuação ajuda para que o sucesso do longa tenha sido tão concretizado, pois de nada adiantaria um ator mediano para um personagem tão denso, os 94 minutos de duração - nas principais cenas, sozinho. O protagonista enlouquece aos poucos, envolvendo o público em um clima apreensivo. O trabalho de direção de Mikael Håfström (Fora de Rumo) é consciente e preciso, ele garante um resultado limpo, reservando a perplexidade para o enredo.

Enfim ‘1408’ é extremamente perturbador, capaz de deixar o espectador com verdadeiros calafrios. Com base no terror psicológico, a produção foge da contagiante moda lançada pela franquia quase sem fim e entediante de ‘Jogos Mortais’ e seus sofrimentos explícitos e sangrentos.

Recomendo!


Nota: 8.5
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‘1408’




Título original: (1408)
Lançamento: 2007 (EUA)
Direção: Mikael Hafström
Roteiro: Matt Greenberg, Larry Karaszewski e Scott Alexander, baseado em estória de Stephen King
Produção: Lorenzo di Bonaventura
Duração: 94 min.
Gênero: Terror
Estúdio: Dimension Films / Di Bonaventura Pictures
Distribuidora: Dimension Films / Paramount Pictures / The Weinstein Company / Imagem Filmes


Elenco:

John Cusack (Mike Enslin)
Mary McCormack (Lily Enslin)
Jasmine Jessica Anthony (Katie Enslin)
Samuel L. Jackson (Gerald Olin)
Tony Shalhoub (Sam Farrell)
Noah Lee Margetts (Bellboy Noah)
William Armstrong (Clay)
Len Cariou (Padre)
Emily Harvey (Secretária)
Alexandra Silber
David Nicholson


Curiosidades:

- A inspiração de Stephen King para escrever a estória que gerou ‘1408’ foi uma série de reportagens publicadas sobre o parapsicólogo Christopher Chacon, que investigou um quarto mal-assombrado no hotel Del Coronado, na Califórnia;

- A atriz Kate Walsh foi contratada para ‘1408’, mas teve que desistir da personagem devido a conflitos de agenda com a série de TV em que atuava, 'Grey's Anatomy'. Em seu lugar foi contratada Mary McCormack;

- Há diversas referências ao número 13 ao longo do filme. Uma delas é o próprio título, cuja soma dos números dá exatamente 13;

- O orçamento de ‘1408’ foi de US$ 25 milhões;

- No filme da Disney 'Querem Acabar Comigo' com Ice Cube, os filhos de Suzane e ela própria aparecem num apartamento com o número 1408.


Referências ao número 13

O filme possuí várias referências ao número 13, entre elas:

- O título do filme 1408, tem sua soma igual a 13: (1+4+0+8=13);

- O quarto 1408 fica no 13º andar, porque nos Estados Unidos é costume não existir o 13º andar, assim sendo o 14º andar é de fato o 13º;

- De acordo com o gerente Olin, o hotel foi inaugurado em 1912: (1+9+1+2=13);

- Em uma das cenas, a temperatura do quarto mostra 45-40: (4+5+4+0=13);

- Mike abre a bíblia em Samuel 2 capítulo 11: (2+11=13) (Esse trecho da Bíblia fala sobre o um assassinato cometido por Davi);

- Em II Samuel 2:11 E foi o numero dos dias que Davi reinou em Hebrom, sobre a casa de Judá, sete anos e seis meses. (7+6 =13);

- Quando Mike alerta Lily para chamar a polícia, diz que está no endereço 2254 Lexington: (2+2+5+4=13);

- Mike afirma ser fã do time de Basebol Chicago White Sox, o nome White Sox foi adotado em 1903: (1+9+0+3=13);

- Michael Enslin tem 13 letras;

- A música que toca no quarto, "We've Only Just Begun", tem 18 letras no nome e da banda The Carpenters, tem 13 letras (1+8+1+3=13).

quinta-feira, 28 de julho de 2011

O Ritual

O longa ‘O Ritual ’ é o tipo de filme que merece muita discussão, e é muito bom lembrar que esse longa não é mais uma mera ficção sobre exorcismo. Dirigido por Mikael Håfström, o longa é inspirado num caso real e baseado no livro “The Making of a Modern Exorcist” de Matt Baglio,’O Ritual’ não recebeu boas críticas nos Estados Unidos, mas sem dúvida nenhuma merece um olhar mais atento e um julgamento menos precipitado. Por várias razões.

E uma delas é a direção do sueco Mikael Håfström (pessoal, não é fácil colocar esta bolinha em cima da letra A), o mesmo de outro bom terror: ‘1408’, com John Cusack. Embora tradicional e fiel aos padrões do “cinemão” comercial, o estilo de Mikael é um pouco menos óbvio e um pouco mais sutil do que se observa na maioria dos filmes do gênero. Claro, existem os clichês de sempre, como os sustos forçados pela música alta, ou a intrépida jornalista sempre em busca da verdade (papel da brasileira Alice Braga que para variar está ótima). Mas na soma de todos os medos trata-se de uma direção elegante e eficiente, que garante o clima de suspense até o final.

A trama nos mostra o jovem Michael Kovak (Colin O´Donoghue), ajudante de seu pai Istvan Kovak (Rutger Hauer) numa casa funerária. Michael planeja aplicar um pequeno e aparentemente inofensivo golpe: deixar o emprego que odeia, sair de casa, e estudar durante quatro anos num seminário às custas da Igreja Católica. Quando finalmente chegasse a hora de se ordenar padre, ele pularia fora. Porém, antes de deixar o seminário definitivamente, Michael aceita um desafio de seu superior: viajar para Roma e fazer um curso sobre exorcismo. Uma vez lá, suas dúvidas e questionamentos só aumentam na medida em que seu contato com o Padre Lucas (Anthony Hopkins), um famoso jesuíta exorcista, o apresenta o lado mais obscuro da igreja. É quando ele conhece a jornalista Angeline (Alice Braga), que investiga as atividades do religioso, e as suas reflexões sobre a crença no diabo e em Deus que não param de crescer.


Vale destacar o elenco que não deixa a desejar, por exemplo o ator Colin O´Donoghue, ele é estreante na telona, seu primeiro longa e não desaponta em nada, sua atuação como o jovem padre cético nos convence a cada sequência. E a brasileira Alice Braga que a cada filme vem mostrando que realmente ama o que faz e sabe fazer direito. Mas esses dois ao lado do incomparável Anthony Hopkins ainda são estreantes, mas nem por isso se ofuscaram na sombra de Hopkins. Roubaram a cena e mostraram um verdadeiro show de atuação.

Pois um outro ponto positivo que deve ser apreciado com muita atenção é a bem-vinda caracterização de Anthony Hopkins como um padre de fé oscilante, que destila com graça e sarcasmo toda a sua verve irônica tipicamente britânica, amparado por bons diálogos. Ao ser questionado sobre a suposta simplicidade de um ritual de exorcismo, Padre Lucas (personagem de Hopkins) dispara: “O que você esperava? Cabeças girando? Sopa de ervilha?”, brincando com o clássico de William Friedkin.

Mais um ponto que vale muito a pena de apreciar um pouco mais devagar é o belíssimo roteiro de Michael Petroni, um dos roteiristas do terceiro episódio de ‘As Crônicas de Nárnia’. O filme não apenas levanta questões sobre a Fé, como também propõe em seu subtexto que toda a maldade demoníaca reside na verdade profundamente escondida dentro de cada um de nós. Nos medos infinitos que temos daquilo que nós mesmos cometemos. Vale a discussão!

Infelizmente ‘O Ritual’ foi injusto com duas participações mais que especial, em outras palavras eu diria luxuosas, como do holandês Rutger Hauer (de ‘Blade Runner’) como o pai de Michael, e a belíssima italiana Maria Grazia Cuccinotta (de ’O Carteiro e o Poeta’) escondida no papel da tia de uma garota endemoniada. Desperdício, hein?

Mas tudo bem, De qualquer maneira, o filme é extremamente honesto na sua proposta de realizar um bom entretenimento de terror, dentro dos padrões do cinema de mercado, acima da média do gênero e com respeito ao público. Recomendo mais esse que merece entrar na coleção de qualquer cinéfilo.


Nota: 9
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‘O Ritual’



Título original: (The Rite)
Lançamento: 2011 (EUA)
Direção: Mikael Håfström
Roteiro: Michael Petroni, inspirado no livro de Matt Baglio
Produção: Beau Flynn e Tripp Vinson
Duração: 114 min.
Gênero: Suspense/Terror
Estúdio: New Line Cinema Contrafilm Fletcher & Company
Distribuidora: New Line Cinema Warner Bros. Entertainment


Elenco:

Anthony Hopkins (Padre Lucas Trevant)
Alice Braga (Angeline)
Rutger Hauer (Istvan Kovak)
Colin O'Donoghue (Michael Kovak)
Ciarán Hinds (Padre Xavier)
Toby Jones (Padre Matthew)
Marta Gastini (Rosaria)
Maria Grazia Cucinotta (Tia Andria)
Arianna Veronesi (Francesca)
Andrea Calligari (Vincenzo)
Chris Marquette (Eddie)
Torrey DeVitto (Nina)
Ben Cheetham (Jovem Michael)
Marija Karan (Sandra)
Rosa Pianeta (Mulher exorcizada no vídeo)


Curiosidades:

- Inspirado em fatos reais;

- O filme tem como base o livro "The Rite", de Matt Baglio, jornalista que conviveu por um período com padres exorcistas. Um deles é Gary Thomas, que foi fazer um curso de exorcismo em Roma para saber distinguir uma possessão de uma doença mental;

- As filmagens aconteceram em locações como Budapeste, na Hungia, e Roma, na Itália;

- O primeiro trailer do filme, contém música de Wojciech Kilar, o mesmo autor da trilha de 'Drácula de Bram Stoker' (1992), filme que também conta com o ator Anthony Hopkins.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Pânico 4

Depois de 11 anos o diretor Wes Craven ressurge com mais uma continuação para uma grande franquia que talvez foi o marco na carreira como diretor. ‘Pânico 4’ é mais um filme do terror moderno que na minha opinião era melhor ter ficado na gaveta, mas tudo bem, a franquia de ‘Pânico’ é considerada a mais bem-sucedidas do gênero, mas confesso que para mim só o primeiro foi digno de puro terror e criatividade, pois as continuações cairão nas mesmices com muito clichê e sem surpresa, sem susto e sem nenhuma criatividade.

Mas pelo menos em ‘Pânico 4’, existe um pouco de criatividade, mas sem sustos e sem surpresa aparente. Logo no início confuso do filme que o espectador acaba não entendendo muito pela sequência de um filme dentro de outro, acaba virando uma piada e o pior de tudo é que em uma dessas partes, uma jovem faz uma premonição do que vem pela frente revelando os clichês de todos os filmes de terror que conhecemos bem hoje em dia.

Dessa vez, a ação começa quando Sidney (Neve Campbell) retorna à cidadezinha de Woodsboro, local dos massacres anteriores, para lançar seu livro, exatamente na data, digamos assim, “comemorativa” da matança. E percebe que todo o terror vivenciado por ela na década passada se transformou em motivo de festa temática para os jovens. Afinal, como diz o xerife Dewey (David Arquette), “o terror de uma geração é a comédia de outra”.
Estranhamente (ou não?) a volta de Sidney a Woodsboro desencadeia uma nova série de assassinatos e, claro, o retorno do terrível Ghostface.

“Nova década, novas regras”. A frase, dita por um dos personagens dá bem o tom da continuação desta que é uma das “mais bem-sucedidas franquias do terror moderno”. Ou seja, desde ‘Pânico 3’ (de 2000), o mundo mudou, a sociedade mudou, os filmes de terror mudaram… mas como diz o personagem de Neve Campbell, num momento-chave deste quarto episódio, “não fode com o original”.

‘Pânico 4’ não chega a ser um filme ruim. Tem lá os seus clichês como já é imaginado, mas tem algumas criatividades em certas sequências que são de deixar o espectador esperto e tenso em certos momentos. O roteiro está muito bom, e ainda com a honra de presenciar a sempre linda Neve Campbell como a sobrevivente durona das vitimas do Ghostface, deixa qualquer roteiro em segundo plano.

Como todo longa de Wes Craven, o humor negro não pode faltar, e alguns estão ótimos como por exemplo o papel de David Arquette, agora como xerife sem noção da cidade de Woodsboro, mas o que está insuportável é a participação talvez especial do ator Anthony Anderson como o policial Perkins, até reconheço que ele em alguns longas que já fez é engraçado, mas sempre forçado, e dessa vez ele força demais e não agrada em absolutamente nada.

Sem estragar nenhuma surpresa, há uma memorável cena que remete ao clássico ‘Crepúsculo dos Deuses’, em que os flashes da imprensa, sedenta por um bom escândalo, estouram sobre a face enlouquecida da celebridade assassina. E é digna de nota a fala “Em que tempo você vive? O importante não é ter amigos, mas sim ter fãs”. Ou mesmo o que Sidney recebe de uma das personagens por ela ter escrito “apenas” um livro: “Ninguém lê nada”. A morte, diferente da década passada, hoje só é sucesso se estiver na internet, à voz do assassino pode ser reproduzida através de um simples aplicativo, e matar, por si só, já é o motivo para abrir o caminho para o estrelato.

Mas os veteranos da franquia estão ótimos, mais maduros e com um tom mais ameaçador chegando a ser bem convincente, até mesmo a bela Courteney Cox, como a sempre insuportável repórter dos anteriores, nesse ela consegue mostrar um tom de atuação surpreendente e diferente de todos. Está realmente ótima.

Um grande destaque a mais que preciso ressaltar de Wes Craven, é que dessa vez, depois de ‘Pânico 2’ e ’Pânico 3’, o verdadeiro assassino não está tão na cara como os outros ainda mais que ele consegue nos enganar quando surge uma ideia durante a trama que o assassino está fazendo uma espécie de remake nas mortes, e é aí que somos enganados na tentativa de descobrir quem é o verdadeiro Ghostface.

Definitivamente Wes Craven é um mestre do assunto, e 'Pânico 4' pode até não ser um dos melhores filmes de horror dos últimos anos, mas com certeza é um dos melhores onde a violência gráfica e explícita cede lugar para um divertido, criativo e eficiente trabalho sobre os caminhos que a juventude, o cinema e a mídia estão trilhando.

Recomendo!


Nota: 7
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‘Pânico 4’



Título original: (Scream 4)
Lançamento: 2011 (EUA)
Direção: Wes Craven
Roteiro: Kevin Williamson
Produção: Wes Craven, Kevin Williamson e Iya Labunka
Duração: 111 min.
Gênero: Terror
Estúdio: Dimension Films Midnight Entertainment Outerbanks Entertainment
Distribuidora: Dimension Films (EUA) / Imagem Filmes (Brasil)


Elenco:

Neve Campbell (Sidney Prescott)
Courteney Cox (Gale Weathers-Riley)
David Arquette (Xerife 'Dewey' Riley)
Hayden Panettiere (Kirby Reed)
Emma Roberts (Jill Kessler)
Aimee Teegarden (Jenny Randall)
Anna Paquin (Rachel)
Kristen Bell (Chloe)
Anthony Anderson (Policial Perkins)
Alison Brie (Rebecca Walters)
Heather Graham (Casey em cena do filme)
Marley Shelton (Judy Hicks)
Mary McDonnell (Sra. Kessler)
Rory Culkin (Charlie Walker)
Adam Brody (Policial Hoss)
Marley Shelton (Policial Judy Hicks)
Erik Knudsen (Robbie Mercer)
Nico Tortorella (Trevor Sheldon)
Erica Hubbard (Bette)
Marielle Jaffe (Olivia Morris)
Brittany Robertson (Marnie Cooper)
Shenae Grimes (Trudie)
Lucy Hale (Sherrie)
Dane Farwell (Ghostface)
Roger Jackson (Voz do Ghostface)


Curiosidades

- Apesar de 'Pânico' ter sido criado originalmente como uma trilogia, os rumores de um quarto filme duraram anos até que, em 2008, foi oficializada sua criação. O quarto filme chegará 15 anos depois do primeiro;

- Precedido por 'Pânico' (1996), 'Pânico 2' (1997) e 'Pânico 3' (2000);

- Os atores David Arquette e Courteney Cox, casados na vida real, só assinaram sua participação em julho de 2009;

- Neve Campbell só confirmou seu retorno como Sidney Prescott em setembro de 2009;

- A entrada de Wes Craven para o projeto só foi acertada em março de 2010;

- Ele aparece em uma pequena ponta no filme;

- O rascunho do primeiro roteiro foi entregue somente em fevereiro de 2010;

- A atriz Lake Bell deixou o elenco em cima da hora, por causa de conflitos de agenda com outra produção;

- A atriz Lauren Graham que faria a Sra. Kessler teve que abandonar o papel porque sua agenda estava comprometida com a série 'Parenthood' da NBC;

- Com todos estes "imprevistos", o filme, que seria lançado em dezembro de 2010, teve a data de estreia prevista para 15 de abril de 2011;

- A atriz Scout Taylor-Compton (Halloween 2) fez teste para participar do filmem mas não foi aproveitada;

- A atriz Ashley Greene, da saga 'Crepúsculo', foi cotada para o papel de Jill Kesler, mas o perdeu para Emma Roberts.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

IT: Uma Obra Prima do Medo

Lembro como se fosse hoje a primeira vez que assisti o meu primeiro filme de terror e para a minha sorte e azar foi ‘IT: Uma Obra Prima do Medo’. Sorte por ser meu primeiro filme de terror e se tratar de uma adaptação de Stephen King, na época eu nem sabia quem era, mas descobri no ano seguinte e desde então virei fã de tudo que ele escreve. Porém, para o meu azar, eu tinha apenas 7 anos na época que assisti e esse filme foi o responsável pelo meu medo por palhaços. E desde então prometi que nunca mais iria ver novamente.

Pois bem, se passaram muitos anos da primeira e última vez que assisti ao longa que foi considerado pela crítica mundial como a mais bem sucedida adaptação de um livro de Stephen King, e acabei achando, tomei coragem e assisti novamente. Mas percebi que o meu pavor pelo filme se foi (menos meu medo de palhaço, isso é eterno), e aqui estou super feliz por poder falar um pouco sobre esse filme que marcou minha infância e creio que de muitos.

Esse longa que faz jus ao nome, sendo uma verdadeira obra prima, nos apresenta Derry, no Maine, uma pacata cidade que foi aterrorizada 30 anos atrás por um ser conhecido como "A Coisa". Suas vítimas eram crianças, sendo que se apresentava na maioria das vezes como o palhaço Pennywise. Com esta forma ele reaparece, 30 anos depois. Quem sente sua presença é Michael Hanlon (Tim Reid), um bibliotecário e único de um grupo de sete amigos que continuou morando em Derry. Assim ele liga para Richard Tozier (Harry Anderson), Eddie Kaspbrak (Dennis Christopher), Stanley Uris (Richard Masur), Beverly Marsh Rogan (Annette O'Toole), Ben Hanscom (John Ritter) e William Denbrough (Richard Thomas), pois todos os sete quando jovens viram "A Coisa" e juraram combatê-la caso surgisse outra vez. Porém este juramento pode custar suas vidas.

Nesse verdadeiro épico, o autor brinca com múltiplos personagens, cronologias paralelas e sobrepostas, além de temas socioculturais como a infância e o envelhecimento, entre muitos outros. A trama é muito envolvente, onde o passado e presente dialogam de forma perfeita, King ofereceu a seus leitores não apenas o mais violento épico de terror que já produziu, como também uma ótima história sobre amor, amizade e esperança.

A tarefa para adaptar o romance de Stephen King coube a Lawrence D. Cohen e Tommy Lee Wallace (que ganhou projeção com ‘A Hora do Espanto 2’ (Fright Night 2) de 1988) que conseguiu fazer 192 minutos de puro terror e suspense com sequência de cenas capaz de deixar qualquer ser vivo de cabelo em pé.

O Ator Tim Curry, foi o responsável em dar vida para o papel do palhaço Pennywise, e nem preciso dizer a perfeição que resultou. O roteiro mais do que bem amarrado nos envolve no drama a cada cena que temos a aparição do monstro. Deve-se reconhecer que reduzir um livro de quase 800 páginas a um filme de 192 minutos não é tarefa fácil, principalmente tratando-se de uma história tão complexa como a de "IT", e naturalmente tem que deixar de fora vários elementos da obra original e mesmo assim manter a espinha dorsal da mesma. Quem já leu o livro sentiu falta de várias coisas no filme, porém, a caracterização de Pennywise é realmente assustadora e consegue manter a atenção todo o tempo.

O que se deve lembrar para quem nunca assistiu, é que esse filme já tem 21 anos, então não espere os efeitos especiais dignos e nem um romance bobo no decorrer da trama, as imagens não são tão dignas, mas é perfeito para um filme dos anos 90.

Recomendo mais esse grande clássico que marcou várias gerações e que ainda pode marca, por na verdade, os filmes de terror estão a cada dia extintos. Mais um bom motivo para você não perder tempo e adicionar mais esse para sua coleção.


Nota: 9
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‘IT: Uma Obra Prima do Medo’



Título original: (It)
Lançamento: 1990 (EUA)
Direção: Tommy Lee Wallace
Roteiro: Lawrence D. Cohen e Tommy Lee Wallace, baseado em livro de Stephen King.
Produção: Mark Bacino
Duração: 192 min.
Gênero: Terror
Estúdio: Warner Bros. Television / Lorimar Television / Green/Epstein Productions / Konigsberg/Sanitsky Company
Distribuidora: Warner Bros. Television


Elenco:

Seth Green (Richard Tozier - 12 anos)
Harry Anderson (Richard / Trashmouth' Tozier)
Dennis Christopher (Eddie Kaspbrak)
Richard Masur (Stanley Uris)
Annette O'Toole (Beverly Marsh Rogan)
Tim Reid (Michael Hanlon)
John Ritter (Ben Hanscom)
Richard Thomas (William Denbrough)
Tim Curry (Robert Gray / Pennywise / A Coisa)
Jonathan Brandis (William Denbrough - 12 anos)
Brandon Crane (Ben Hanscom - 12 anos)
Adam Faraizl (Eddie Kaspbrak - 12 anos)
Ben Heller (Stanley Uris - 12 anos)
Emily Perkins (Beverly Marsh - 12 anos)
Marlon Taylor (Michael Hanlon - 12 anos)
Jarred Blancard (Henry Bowrs - 14 anos)
Olivia Hussey (Audra Phillips Denbrough)
Michael Cole (Henry Bowers)
Sheila Moore (Sonya Kaspbrak)
Florence Patterson (Gray Kersh)
Claire Brown (Arlene Hanscomb)


Curiosidades:

- Originalmente possuía 187 minutos;

- no Brasil o filme ficou com 157 minutos;

- Feito para a TV norte-americana.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Cisne Negro

O diretor Darren Aronofsky tem um estilo bem peculiar ao dirigir todos os seus filmes, e por mais que sejam de gêneros diferentes sempre drama ou suspense – como ele classifica seus filmes – os mesmo sempre mostra na verdade um estilo de terror psicológico que faz o espectador pensar profundamente sobre o que acaba de ver. E seu último longa ‘Cisne Negro’ não podia ser e não é diferente da marca registrada de Aronofsky.

A trama aterrorizante mostra Beth MacIntyre (Winona Ryder), a primeira bailarina de uma companhia que está prestes a se aposentar. O posto fica com Nina (Natalie Portman), mas ela possui sérios problemas interiores, especialmente com sua mãe (Barbara Hershey). Pressionada por Thomas Leroy (Vincent Cassel), um exigente diretor artístico, ela passa a enxergar uma concorrência desleal vindo de suas colegas, em especial Lilly (Mila Kunis). Porém Nina sofre de verdade mesmo, pois se sente o tempo todo incapaz de ser perfeita, embora empregue todo seu tempo e energia na tentativa de sê-lo. E, se considerarmos sua ocupação de bailarina, o seu sofrimento parece ainda maior. O balé, com sua disciplina rigorosa e a constante busca da perfeição, acaba se configurando como um cenário cruel para ela. Na expectativa de conseguir a posição de destaque na companhia de balé para interpretar o cisne branco e o cisne negro, Nina se leva e nos leva ao extremo. E sua mãe, Erica Sayers (Barbara Hershey), é uma ex-bailarina que mais parece a “carrasca” da filha, mantendo-a num universo maternal e de um controle perverso, colaborando para as obsessões e perda de noção da realidade sofrida pela filha.

E é nesse estilo perturbador que Darren Aronofsky tem mais uma vez a capacidade de colocar o espectador na pele da personagem principal, Nina, interpretada por Natalie Portman, que está deslumbrante no papel da protagonista com verdadeiros problemas de esquizofrenia. Ela apresenta sinais de distúrbios alimentares, autoflagelação e delírios, exibindo uma personalidade controladora, tensa e instável. Travando uma relação doentia até com a ex-bailarina principal, Beth Macintyre (Winona Ryder em participação especialíssima), por se sentir culpada ao substituí-la. Nina está sufocando, e ao mesmo tempo sufoca a todos que acompanha cada segundo desse longa que mais parece um teste psicológico.

O personagem de Vincent Cassel como Thomas Leroy, o instrutor de Nina e de Mila Kunis (Lily) a amiga e concorrente de Nina, que está disposta a tomar seu posto de Cisne, misturam a realidade com a fantasia numa mistura do erotismo e do prazer, mas acabam por confundir ainda mais o espectador e a bailarina, potencializando as suas paranóias e aumentando ainda mais a nossa angustia para ver logo o desfecho de mais um filme completamente paranóico.

O roteiro muito bem amarrado envolve ainda mais o espectador junto com um trilha digna e envolvente que chega a tirar o fôlego. Não é a toa que esse filme foi indicado ao Oscar. ‘Cisne Negro’ já deixa claro, na sua sombria e poderosa sequência inicial, que se trata de uma história perturbadora. O reflexo do rosto de Nina no vidro do metrô, os closes dos pés maltratados pela dança, suas terríveis alucinações, sua angústia... Tudo faz do longa um exemplar de terror psicológico de muita qualidade, dirigido com competência e povoado por personagens densos e inquietantes, com destaque para a bela Natalie Portman, que se entrega física e emocionalmente ao personagem, de tal forma que nos oferece uma sensação incomodamente intensa de que Nina é real. Levou a estatueta de melhor atriz merecidamente por esse longa que com certeza registrou sua carreira em um nível muito mais elevado que talvez até ela mesmo não imaginava. O filme só não levou mais estatuetas por não ser um longa com as preferências da Academia. Mas valeu por já ter sido indicado.

‘Cisne Negro’ é com certeza mais um de Darren Aronofsky que vale muito a pena ser conferido, ele sem dúvida pode ser resumido como o cinema mostrando o equilíbrio perfeito entre o real e o irreal, o puro terror psicológico que faz com que você relembre desse filme por muito tempo.

Recomendo!


Nota: 9.5
Download: ‘Cisne Negro’



Título original: (Black Swan)
Lançamento: 2010 (EUA)
Direção: Darren Aronofsky
Roteiro: Andres Heinz e Mark Heyman, baseado em história de Andres Heinz.
Duração: 103 min.
Gênero: Terror/Suspense
Estúdio: Protozoa Pictures / Phoenix Pictures / Cross Creek Pictures / Fox Searchlight Pictures
Distribuidora: 20th Century Fox Film Corporation


Elenco:

Natalie Portman (Nina)
Vincent Cassel (Thomas Leroy)
Mila Kunis (Lilly)
Winona Ryder (Beth MacIntyre)
Barbara Hershey (Erica)
Toby Hemingway (Tom)
Janet Montgomery (Madeline)
Kristina Anapau (Galina)
Ksenia Solo (Veronica)
Sebastian Stan (Andrew)


Curiosidades:

- O ator Vincent Cassel comparou seu personagem com George Balanchine, um dos fundadores do New York City Ballet. Segundo Cassel, Balanchine era "um verdadeiro artista, que tinha um controle neurótico e usava a sexualidade para comandar seus bailarinos";

- 'Cisne Negro' foi o filme de abertura do Festival de Veneza 2010;

- O nome da atriz Meryl Streep chegou a ser cogitado para viver Erica, mas o personagem ficou com Barbara Hershey;

- Blake Lively fez testes para o papel de Lilly, mas foi Mila Kunis quem acabou levando. A sugestão por Kunis, inclusive, foi de Natalie Portman;

- Para as cenas de sexo mais fortes entre os personagens de Portman e Kunis (muito amigas na vida real), as duas sugeriram uns copos de drinques para quebrar o "gelo". Uma garrafa de tequila foi providenciada e foi reservado um dia e meio para filmar a sequência. O diretor, sentindo-se culpado, afastou-se durante o restante do dia;

- Seu orçamento foi de US$ 17 milhões.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Zumbilândia

O diretor Ruben Fleischer não é muito conhecido, até eu mesmo não o conhecia bem, mas o longa ‘Zumbilândia’ com toda certeza é seu cartão de visita. Ao mesmo estilo e visão do longa ‘Todo Mundo Quase Morto’ de 2004 e um pouco de ‘Férias Frustradas de Verão’ de 2009, o longa conseguiu elevar um ótimo nível de comédia e terror.

Para alguns esse filme é mais um desconhecido, razão pela qual essa bela obra não estreou em nenhuma sala nacional, por motivos desconhecidos, mas fazer o que. Porém, com os clássicos zumbis invadindo a cultura pop em todos os níveis, estava faltando uma boa comédia assim. E ‘Zumbilândia’vai além de trazer ótimas piadas, ainda tem um roteiro bem amarrado e que consegue aprofundar muito bem cada personagem.

A história mostra que a população mundial foi dizimada devido a um vírus, variante do mal da vaca louca, que faz com que as pessoas se transformem em zumbis. Poucos são os humanos não infectados, entre eles Columbus (Jesse Eisenberg). Ele é um estudante da Univeridade do Texas, que deseja voltar para sua cidade natal na esperança de encontrar seus pais ainda vivos. Cheio de fobias, o maior medo de Columbus não são os zumbis, mas os palhaços. No caminho ele encontra Tallahassee (Woody Harrelson), que está indo para a Flórida com o objetivo de aniquilar o maior número possível de zumbis. Columbus pega uma carona com ele. Ao parar em uma mercearia, a dupla enfrenta três zumbis e encontra duas garotas, Wichita (Emma Stone) e sua irmã caçula Little Rock (Abigail Breslin). Só que Little Rock aparenta ter sido mordida por um zumbi, o que divide o grupo sobre o que fazer.

Sem quase nenhum clichê aparente, (isso você só vai entender assistindo ao longa), garanto que você vai se divertir muito e se encantar com a bela atuação de Emma Stone que é esse filme não conseguiu convencer nenhum ser racional que ela realmente sabe atuar. O ator Woody Harrelson também consegue convencer muito no seu papel do matador durão de zumbis, com ele também pode sair várias piadas de fazer rir de verdade.Já o ator Jesse Eisenberg quebrando a banca mesmo ao seu estilo nerd de ser, ainda mais com as inúmeras regras que ele cria no decorrer do longa para sobreviver ao ataque do zumbis, entre elas estão: ter o coração forte para correr muito, o golpe duplo, usar o cinto de segurança e não usar um banheiro. Porém, algumas regras foram feitas para ser quebradas né?!

Tudo isso se passa pela narração do próprio Jesse Eisenberg, com muito humor negro e com um bom papo de nerd, com muitos pontos altos, ao longo do filme os sobreviventes encontram com mais um que conseguiu sobreviver ao caos, eles se encontram na mansão do ator Bill Murray, que faz uma bela ponta como Bill Murray mesmo.

Tai mais um ótimo filme do gênero comédia/terror que vale muito a pena ser conferido. Assista e se divirta, e não se esqueça de anotar as regras de Columbus, elas podem salvar sua vida caso isso um dia venha acontecer de fato.

Recomendo!


Nota: 8.5
Download: ‘Zumbilnândia’



Título original: (Zombieland)
Lançamento: 2009 (EUA)
Direção: Ruben Fleischer
Roteiro: Rhett Reese e Paul Wernick
Duração: 88 min.
Gênero: Comédia
Estúdio: Columbia Pictures / Relativity Media / Pariah
Distribuidora: Columbia Pictures


Elenco:

Woody Harrelson (Tallahassee)
Jesse Eisenberg (Columbus)
Emma Stone (Wichita)
Abigail Breslin (Little Rock)
Amber Heard (406)
Bill Murray (Bill Murray)
Joan Schuermeyer (Cynthia Knickerbocker)
Derek Graf (Palhaço zumbi)
Michael August (Policial zumbi)


Curiosidades:

- O diretor Ruben Fleischer declarou que sua maior inspiração era realizar seu 'Todo Mundo Quase Morto' pessoal;

- Inicialmente 'Zumbilândia' seria um piloto para série de TV, sendo posteriormente adaptado para longametragem;

- O título original seria "Another Day in Zombieland", mas os produtores temeram que o público acreditasse que o filme era uma sequência. Desta forma, ele foi abreviado para "Zombieland";

- John Carpenter recusou a oferta de dirigir 'Zumbilândia';

- William Goldman reescreveu algumas cenas do roteiro, mas não é creditado;

- Patrick Swayze faria uma participação especial em 'Zumbilândia', o que não pôde acontecer devido à sua luta contra o câncer. A cena em que estaria presente seria uma paródia a 'Dirty Dancing - Ritmo Quente' (1987) e 'Ghost - Do Outro Lado da Vida' (1990), filmes por ele estrelados;

- Foram oferecidas participações especiais a Joe Pesci, Mark Hamill, Dwayne Johnson, Kevin Bacon, Jean-Claude Van Damme e Matthew McConaughey. Todos interpretariam zumbis, mas nenhum deles aceitou o convite;

- As filmagens ocorreram em apenas 42 dias;

- Woody Harrelson foi preso durante as filmagens, por posse de maconha. O ator perdeu um dia de filmagens por isto;

- Ao término dos créditos finais, há uma cena extra com Tallahassee e Bill Murray.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Sobrenatural

Esse longa tinha tudo para dar certo, mas não existe um ponto certo para falar onde o longa ‘Sobrenatural’ falhou. Na verdade, o que fica é a dúvida, apenas perguntas perdidas no ar que nos provocam uma grande discussão. Nos leva a questionar o seguinte: Por que esse filme foi feito? Para que realizar um filme no gênero terror ao mesmo estilo de vários outros que não deu certo? E por que fazer exatamente como os outros do gênero: sem novidade, estilo e criatividade?

Nem eu, nem você e creio que nem o diretor James Wan pode ser capaz de responder isso e muitas outras perguntas que ficaram no ar durante cada minuto perdido. Acha que eu estou exagerando? Não vou falar para você ir conferir porque eu estarei sendo um cara muito mau mesmo.

Mas se você não acredita, a sinopse é o seguinte: Por incrível que pareça,a história fala – novamente – de uma família que se muda para uma casa – mas agora tem uma pequena novidade, eles se mudam duas vezes – porém, para “surpresa” de todos a casa começa a ter problemas com assombrações, e todo o resto que você já viu em vário do tipo acontece novamente.

A família Lambert, formada por Josh (Patrick Wilson), Renai (Rose Byrne) e os filhos Dalton (Ty Simpkins) e Foster (Andrew Astor), acaba de se mudar. Logo uma das crianças entra em coma de forma inexplicável, o que faz com que os pais descubram que a nova casa abriga um espírito do mal. Eles logo se mudam, mas rapidamente percebem que não era a casa que estava mal assombrada.

O diretor reproduz todas as velhas armadilhas do gênero, daqueles que ninguém mais cai. São portas batendo, música alta nos momentos cruciais, aparições relâmpago de fantasmas, e por aí vai. Só faltou o gato preto que pula de repente na frente do personagem, mas aí também já seria demais. Sem contar os momentos que você talvez deveria levar um susto ou se arrepiar, é claro, não vai acontecer.

Mas sendo justo ao longa, ‘Sobrenatural’ não chega a ser um filme ruim, mal realizado, ou tosco. Não. Ele é simplesmente, digamos, insípido. O roteiro é bem amarrado, só o elenco que não ajuda, ainda mais com o tal de Ty Simpkins que até em coma atua muito mal. Onde será que James Wan viu atuação nesse garoto, vai ser ruim assim em outra dimenção.

Mas minha pergunta final fica para o diretor James Wan, um filme sem criatividade nenhuma, como pode se estamos falando de um dos criadores e diretor do primeiro ‘Jogos Mortais’, além de produtor executivo do restante da franquia. O roteirista Leigh Whannel também está sempre presente nos créditos daquela franquia. Mas aqui todos eles ficaram devendo. Muito mais do que se possa imaginar.

O filme é ruim, e por fim, não recomendo mesmo!


Nota: 3.5
Download: ‘Sobrenatural’



Título original: (Insidious)
Lançamento: 2011 (EUA)
Direção: James Wan
Roteiro: Leigh Whannell
Duração: 102 min
Gênero: Terror
Distribuidora: FilmDistrict (EUA) / PlayArte (Brasil)


Elenco:

Patrick Wilson (Josh Lambert)
Barbara Hershey (Lorraine Lambert)
Rose Byrne (Renai Lambert)
Ty Simpkins (Dalton Lambert)
Andrew Astor (Foster Lambert)
Lin Shaye (Elise Rainier)
Leigh Whannell (Specs)
Angus Sampson (Tucker)
Corbett Tuck (Enfermeira Adelle)
Heather Tocquigny (Enfermeira Kelly)
Ruben Pla (Dr. Sercarz)
John Henry Binder (Padre Martin)


Curiosidades:

- 'Sobrenatural' reúne os criadores de duas das séries de terror mais populares na última década. O diretor James Wan é o responsável por 'Jogos Mortais' (2004), enquanto que o produtor Oren Peli dirigiu 'Atividade Paranormal' (2007);

- É o 2º filme em que Ty Simpkins interpreta o filho do personagem de Patrick Wilson. O anterior foi 'Pecados Íntimos' (2006);

- O orçamento foi de apenas US$ 1 milhão.

domingo, 19 de junho de 2011

Atividade Paranormal em Tóquio

Tédio!

É o que se pode resumir de ‘Atividade Paranormal em Tóquio’, é mais cansativo que o anterior e consegue ser pior que o primeiro que até deu para “engolir”, o roteiro é preguiçoso, muito mal amarrado e em momento nenhum o filme mostra aquilo que promete. A câmera é guiada pelo ator tentando entrar na pele do personagem, ele não consegue enquadrar absolutamente nada nem mesmo o seu papel, além de tremer constantemente.

Se você já assistiu ao primeiro filme, já sabe como é a história e como tudo começou, com certeza levou alguns pulos da cadeira com as cenas assustadoras que aconteciam de repente e que depois essas mesma cenas voltaram a acontecer na sequência, já acabando com a paciência do espectador. Pois é, ‘Atividade Paranormal em Tóquio’ só mudou o nome, porque na verdade o filme não passa de uma cópia japonesa muito mal feita e com todos os clichês do primeiro. Você sabe o que vai acontecer, quando, onde e como, antes mesmo que elas aconteçam, e resultado não é diferente: sem sustos.

A história agora se baseia na estudante Haruka (Noriko Aoyama), que volta para casa em Tóquio, após um programa de intercâmbio nos Estados Unidos. Ela está com as duas pernas quebradas depois de um acidente de carro. Ela é recebida pelo pai e o irmão Koichi (Aoj Nakamura) que insiste em registrar o dia a dia dela na cadeira de rodas com uma câmera. Para a surpresa deles, fatos estranhos começam a acontecer na casa, onde é decidido por eles, filmar a casa todo o tempo para descobrir o que estaria causando os fenômenos. Mas eles descobrem que Haruka trouxe na bagagem algo ah mais que seus pertences.

Até a Katie é lembrada nessa história de uma forma muito mal contada no decorrer da trama.

Não tem muito que falar desse longa, não da para elogiar, não da para aguentar mesmo. Não passa de um verdadeiro oportunismo, que com certeza toda do marketing, mas dessa vez mostrando o outro lado do mundo. Não recomendo mesmo, esse é péssimo!


Nota: 0
Download: 'Atividade Paranormal em Tóquio'








Título original: (Paranômaru akutibiti: Dai-2-shô – Tokyo Night)
Lançamento: 2010 (Japão)
Direção: Toshikazu Nagae
Roteiro: Toshikazu Nagae
Duração: 90 min.
Gênero: Terror
Distribuidora: Presidio (Japão) PlayArte (Brasil)




Elenco:




Aoi Nakamura (Koichi Yamano)
Noriko Aoyama (Haruka Yamano)




Curiosidades:



- Inspirado na franquia de sucesso iniciada por 'Atividade Paranormal' em 2009;

- 'Atividade Paranormal em Tóquio' é uma versão oriental desenvolvida em paralelo à sequência 'Atividade Paranormal 2' (2010);

- A produção não é uma refilmagem e tenta estabelecer uma conexão com os fatos do primeiro filme da série;

- O trailer de 'Atividade Paranormal em Tóquio' faz alusão direta aos números conquistados pelo filmes originais.