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domingo, 24 de janeiro de 2016

Snoopy e Charlie Brown Peanuts – O Filme

Não tem como não amar Charlie Brown e sua turma, não importa a sua idade, se você é velho vai recordar a infância dos especiais animados de natal e as belas tirinhas de Charles M. Shulz (1922-2000) nos jornais. E para comemorar 50 anos do personagem mais carismático dos quadrinhos que temos a honra de presenciar, agora em computação gráfica, ‘Snoopy e Charlie Brown Peanuts – O Filme’.

Uma palavra que define bem o longa é FOFO. Difícil não se tocar em alguns momentos ou não abrir um grande sorriso em outros. É aquele típico clássico ressurgindo. ‘Snoopy e Charlie Brown - Peanuts, O Filme’ traz aquele sentimento de nostalgia e o carinho pelos personagens que até podem fazer muita gente gostar mais ainda do filme, nada falta.

Na trama, Charlie Brown e sua turma são surpreendidos com a chegada na cidade de uma nova criança, a garotinha de cabelo ruivo. Brown logo se encanta pela jovem, mas ao mesmo tempo não acha que seja bom suficiente para estar ao seu lado. É muito legal reencontrar Linus, Lucy e companhia.

O longa tem tudo de bom mesmo, com uma pequena e leve exceção, de infelizmente ver o personagem do Snoopy que acaba sendo desperdiçado com uma fantasia bobinha com a Fifi, mas tirando isso, o longa agrada, e ainda deixa aquele gostinho de quero mais.

Dirigido por Steve Martino, dos fracos ‘Horton’ e ‘O Mundo dos Quem’, ‘Peanuts’ é divertido e tem tudo para agradar as crianças e alguns mais velhos. Mas os verdadeiros fãs dos personagens irão sentir falta de uma maior complexidade no estudo da vida infantil. E a partir disso fica a vontade de ver mais e muito mais, por que não uma pequena franquia por aí?

Nota: 08




Título original: (Snoopy e Charlie Brown Peanuts)
Lançamento: 2016
Direção: Steve Martino
Roteiro: Bryan Schulz, Cornelius Uliano e Craig Schulz
Produção: Craig Schulz, Bryan Schulz, Cornelius Uliano e Paul Feig
Duração: 102 min.
Gênero: Animação
Orçamento: US$ 100 milhões
Distribuidores: 20th Century Fox
Classificação: Livre


Elenco



Bill Meléndez (Snoopy / Woodstock)
Noah Schnapp (Charlie Brown)
Hadley Belle Miller (Lucy Van Pelt)
AJ Teece (Chiqueirinho)
Noah Johnston (Schroeder)
Venus Schultheis (Patty Pimentinha)
Alexander Garfin (Linus Van Pelt)
Francesca Capaldi (Ruivinha / Frieda)
Mar Mar (Franklin Armstrong)
Mariel Sheets (Sally Brown)
Rebecca Bloom (Marcie)
William Alexander Wunsch (Shermy)
Anastasia Bredikhina (Patty)
Madisyn Shipman (Violet Gray)

Elenco brasileiro


Bill Meléndez (Snoopy / Woodstock)
Arthur Salerno (Charlie Brown)
Mariana Dondi(Lucy Van Pelt)
Luiz Felipe (Chiqueirinho)
Rafael Mezadri (Schroeder)
Victoria Alexandre (Patty Pimentinha)
Enzo Dannemann (Linus Van Pelt)
Isabele Cunha (Ruivinha)
Isabella Koppel (Frieda)
Pedro Kahn (Franklin Armstrong)
Eduarda Morás (Sally Brown)
Beatriz Messias (Marcie)
Edu Pinheiro (Shermy)
Noa Bicalho (Patty)
Luisa Laynes (Violet Gray)

Curiosidade



- ‘Snoopy & Charlie Brown - Peanuts, O Filme’ é baseado na história em quadrinhos do cartunista Charles M. Shulz (1922-2000);

- O longa comemora os 65 anos da história em quadrinhos e os 50 anos da animação ‘O Natal do Charlie Brown’ (1965);

- A direção é de Steve Martino, o mesmo de ‘Horton’ e ‘O Mundo dos Quem’ (2008);

- Os roteiristas Craig Schulz e Bryan Schulz são respectivamente filho e neto do criador de Charlie Brown e sua turma;

- O longa em computação gráfica foi produzido pela Blue Sky Studios;

- Para marcar o aniversário de Snoopy, o diretor Steve Martino divulgou um vídeo ensinando o passo a passo de como desenhar o personagem;

- A produção foi indicada ao Globo de Ouro 2016 de Melhor Animação.

O Bom Dinossauro

Em se tratando de animação, uma coisa é certa: Pixar nunca vai decepcionar seus fãs. Mas, infelizmente o “nunca” é tempo de mais e nada dura para sempre. O mais novo longa ‘O Bom Dinossauro’, é uma produção diferente do que estamos acostumados a ver, em se tratando da poderosa produtora, chega a convencer, mas o agradar fica difícil. Porém, ele pode até não ser tão bom quanto às produções anteriores, mas aquelas mensagens positivas e a magia estão ali, meio escondidas, mas está ali. A premissa é: e se o asteroide que atingiu a Terra há 65 milhões de anos, extinguindo os dinossauros, tivesse errado o alvo? Um ponto de partida criativo e condizente com as especulações fantasiosas do estúdio a respeito do “cotidiano”, mas que resulta em um filme que não tem a mesma força das produções anteriores da companhia.

A direção da vez ficou para o novato Peter Sohn que até aqui, só dirigiu o curta 'Parcialmente Nublado’ (2009), mas fez um bom trabalho. Na trama, uma vez que a tragédia maior (a colisão) é evitada, conhecemos Arlo e sua família. A espécie do nosso herói vive em paz com a família, tendo a agricultura como base da sobrevivência do grupo – outra boa sacada, quando o filme do diretor Peter Sohn põe nas patas dos jurássicos animais o desenvolvimento da prática agrícola como inevitável. Após viver uma tragédia pessoal, o jovem protagonista se perde da família e – ao formar uma dupla com o humano Spot (menino, que é uma espécie de animal de estimação do dinossauro), tem como missão a jornada de volta para casa.

Note que “não ser tão bom quanto às produções anteriores” não significa não ter força nenhuma. Apesar de não ser exatamente emocionante (no sentido de excitante), The Good Dinosaur (no original) é emotivo; ou seja, apela para o coração, mais do que entrega uma experiência de diversão completa – a que a Pixar nos acostumou.

É em momentos assim, que percebemos que já foi aquele tempo em que as animações eram um tipo de produção destinado única e exclusivamente ao público infantil. Os supracitados (ou referenciados) ‘Toy Story’, ‘Monstros S.A’. e ‘Os Incríveis’ (só para permanecer na Pixar), por exemplo, são provas de que “desenho animado” pode agradar tanto às crianças quanto aos pais que as levam aos cinemas. E é nesse sentido que ‘O Bom Dinossauro’ deixa a desejar. Com uma trama quase pueril, o resultado é “apenas” infantil. A aparição do Forrest Woodbush (voz do próprio Sohn), um tricerátopo meio hippie, meio nonsense, é um lampejo em meio aos personagens um tanto quanto previsíveis. Mas é só uma participação, infelizmente, desse que poderia até ser o alívio cômico do filme.

É sutil a construção das relações entre os personagens – principalmente o elo que se estabelece entre Arlo e Spot –, com o intuito de espalhar a mensagem do quão importante à família é – o que é conduzido evitando a pieguice (ufa!).

Tem a magia da Pixar, tem aquela mensagem sobre o quanto uma amizade é importante, mas ficou aquele sentimento de que faltou algo, faltou alguma coisa. Pode até ser cedo para falar, mas, algo inédito pode acontecer na premiação do Oscar esse ano, na categoria Melhor Animação.


Nota: 05


Título original: (The Good Dinosaur)
Lançamento: 2016
Direção: Peter Sohn
Roteiro: Peter Sohn, Erick Benson e Bob Peterson
Produção: Denise Ream
Duração: 100 min.
Gênero: Animação
Orçamento: US$ 200 milhões
Distribuidores: Walt Disney Studios Motion Pictures
Classificação: Livre


Elenco



Raymond Ochoa (Arlo) – Apatossauro
Jack Bright (Spot) - Homo Sapiens
Jeffrey Wright (Papai Henry) – Apatossauro
Frances McDormand (mamãe Ida) – Apatossauro
Marcus Scribner (Buck) – Apatossauro
Maleah Padilla (Libby) – Apatossauro
Steve Zahn (Tempestade / Trovoada) - Pterodáctilo
Sam Elliott (Butch) - T-Rex
Anna Paquin (Ramsey) - T-Rex
AJ Buckley (Nash) - T-Rex
Peter Sohn (Colecionador de bichos) – Estiracossauro
Dave Boat (Bubbha) – Velociraptor
Mackenzie Grant (Melvin) - Velociraptor           
Carrie Paff (Lurleane) – Velociraptor
John Ratzenberger (Earl) – Velociraptor

Elenco brasileiro



Pedro Henrique (Arlo) – Apatossauro
Jack Bright (Spot) - Homo Sapiens
Anderson Coutinho (Papai Henry) – Apatossauro
Marli Bortoletto (mamãe Ida) – Apatossauro
Lipe Volpato (Buck) – Apatossauro
Anna Giulia Chantre (Libby) – Apatossauro
Hermes Baroli(Tempestade / Trovoada) – Pterodáctilo
Antônio Moreno(Butch) - T-Rex
Shallana Costa (Ramsey) - T-Rex
Luiz Laffey (Nash) - T-Rex
Cesar Marchetti (Colecionador de bichos) – Estiracossauro
Anderson Bizzocchi (Bubbha) – Velociraptor
Daniel Nascimento (Melvin) - Velociraptor        
Priscila Franco (Lurleane) – Velociraptor
Elídio Sanna (Earl) – Velociraptor


Curiosidade



- O personagem Arlo apareceu como um brinquedo num quarto de criança na animação ‘Universidade Monstros’ (2013);

- Peter Sohn faz sua estreia na direção de longa-metragem. Ele comandou o curta ‘Parcialmente Nublado’ (2009) e foi animador de ‘Os Incríveis’ (2004) e ‘Ratatouille’ (2007);

- Sohn também esteve na equipe de animação e dublagem de vários outros projetos da Pixar;

- O filme é produzido por John Lasseter, diretor de animações da franquia ‘Carros’;

- ‘O Bom Dinossauro’ seria lançado em 2014, mas sofreu atraso quando Bob Peterson foi afastado da direção. Os motivos não foram divulgados pela Disney e Peterson assina apenas o roteiro;

- O roteirista Bob Peterson está entre os autores. Ele foi um dos responsáveis por ‘Up: Altas Aventuras’ (2009) e ‘Procurando Nemo’ (2003);

- Junto com as cópias de ‘O Bom Dinossauro’, também será exibido o curta-metragem da Pixar, ‘Sanjay's Super Team’ (2015);

- A produção foi indicada ao Globo de Ouro 2016 de Melhor Animação.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Enrolados

Se tem uma coisa que a poderosa Walt Disney não abre mão é de seus clássicos contos infantis com seus musicais que querendo ou não admitir, sempre acerta e sempre encanta a todos com as canções. Com a nova animação ‘Enrolados’, a história não é diferente. Diferente só no modo de contar, mas com a direção de Byron Howard e Nathan Greno, essa é mais uma animação independente da Disney que realmente deu certo.

‘Enrolados’ é uma adaptação original de mais um grande clássico conhecido por todos como Rapunzel. O longa mostra o jovem Flynn Ryder (Zachary Levi) , um bandido procurado e sedutor do reino. Um dia, em plena fuga, ele se esconde em uma torre. Lá conhece Rapunzel (Mandy Moore), uma jovem prestes a completar 18 anos que tem um enorme cabelo dourado. Rapunzel deseja deixar seu confinamento na torre para ver as luzes que sempre surgem no dia de seu aniversário. Para tanto, faz um acordo com Flynn. Ele a ajuda a fugir e ela lhe devolve a valiosa tiara que tinha roubado. Só que a mamãe Gothel (Donna Murphy), que manteve Rapunzel na torre durante toda a sua vida, não quer que ela deixe o local de jeito nenhum.

Com a aquisição da Pixar Animation e a manutenção de seus principais executivos (leia-se John Lasseter) em cargos de chefia tem feito muito bem à Disney. Esse mais recente desenho animado dos famosos estúdios criadores de Mickey Mouse – ‘Enrolados’ – conseguiu aliar a magia e o romantismo que sempre caracterizaram essa grife Disney mundialmente conhecida.

Mostrando com um bom humor e a deliciosa gaiatice típicas da Pixar. O resultado com certeza é o que muitos críticos disseram no lançamento dessa animação, resultando em um dos melhores desenhos da empresa nos últimos anos.

Mas quero destacar um dos personagens que deixou essa animação ao alto nível de um bom humor.Puxando um pouco pela memória, ‘Enrolados’ e ‘Caminho Para El Dorado’ também têm um importante personagem personificado por um cavalo que são bastante parecidos. Fazendo a todo instante as caretas e bizarrices que se pode imaginar. Resultando em muitos risos.

Na versão dublada só não gostei da dublagem feita pelo apresentador Luciano Huck, muito ruim mesmo, mas é isso, nem tudo é perfeito, por isso já quero ressaltar para que assista ah versão original.

Mas o importante é ressaltar o equilíbrio obtido por ‘Enrolados’. Humor, aventura, personagens fortes e carismáticos, ação, romance, tudo na medida certa para agradar a todos. Com direito a pelo menos uma cena que já pode ser considerada antológica: a da soltura das lanternas, enquanto os protagonistas fazem um passeio de barco. Um momento de grande inspiração e que – ufa, finalmente - justificou o preço do ingresso em 3D.

Recomendo!


Nota: 8
Download: ‘Enrolados’ dublado e legendado





Título original: (Tangled)
Lançamento: 2010 (EUA)
Direção: Nathan Greno, Byron Howard
Roteiro: Dan Fogelman, baseado na história dos irmãos Jacob e Wilhelm Grimm.
Duração: 92 min.
Gênero: Animação
Estúdio: Walt Disney Animation Studios Walt Disney Pictures
Distribuidora: Walt Disney Studios Motion Pictures (EUA)


Elenco:

Mandy Moore (Rapunzel)
Ron Perlman (Stabbington)
Sylvia Salustti (Rapunzel - versão brasileira)
Zachary Levi (Flynn Ryder)
Luciano Huck (Flynn Ryder - versão brasileira)
Donna Murphy (Mamãe Gothel)
Gottsha (Mamãe Gothel - versão brasileira)
Cláudio Albuquerque (Stabbington - versão brasileira)
Richard Kiel (Vlad)
Jorge Vasconcellos (Vlad - versão brasileira)
M.C. Gainey (Capitão da guarda)
Carlos Gesteira (Capitão da guarda - versão brasileira)
Delaney Rose Stein (Rapunzel - jovem)
Renato Rabello (Lovehorn - versão brasileira)
Mauro Ramos (Gancho - versão brasileira)
Garcia Junior (Baixinho - versão brasileira)
Jeffrey Tambor
Brad Garrett


Curiosidades:

- É o 50º longa-metragem de animação produzido pela Walt Disney Pictures;

- É o primeiro filme de princesa dos estúdios Disney feito em CGI;

- Inicialmente seriam Glen Keane e Dean Wellins os diretores de Enrolados. Entretanto, devido a outros compromissos assumidos, a dupla foi substituída por Byron Howard e Nathan Greno;

- Desde o início Glen Keane queria que Enrolados tivesse uma animação que lembrasse a tradicional dos estúdios Disney, apesar de ser feito em 3D. Para tanto ele realizou um seminário chamado "The Best of Both Worlds" (traduzindo, "O Melhor dos Dois Mundos"), onde 50 animadores da Disney discutiram as técnicas usadas tanto no estilo tradicional quanto na animação em CGI;

- Segundo Glen Keane, o visual do filme, explorando o 3D em pintura, foi inspirado no quadro "The Swing", de Jean-Honoré Fragonard;

- Kristin Chenoweth e Dan Fogler foram as escolhas iniciais da Disney para dublar os personagens Rapunzel e Flynn Ryder;

- Clay Aiken chegou a ser confirmado como dublador de Flynn Ryder, em 2005. Ele não faz parte do elenco do filme;

- David Schwimmer e Burt Reynolds chegaram a dublar personagens para o filme, mas eles foram retirados em sua edição final;

- Segundo o produtor Doeri Welch Greiner, o roteiro original de 'Enrolados' fazia do filme quase uma sequência de 'Encantada' (2007), já que a protagonista se transformava em um esquilo e tinha seu mundo invadido por uma garota do mundo real, fora dos contos de fadas;

- Inicialmente o nome do principal personagem masculino seria Bastian;

- O nome Flynn foi dado em referência ao ator Errol Flynn, que fez bastante sucesso interpretando um bandido boa praça em 'As Aventuras de Robin Hood' (1938);

- Inicialmente Flynn Ryder seria britânico. Zachary Levi, seu dublador, chegou a gravar a voz do personagem usando o sotaque típico da Inglaterra;

- O compositor Alan Menken baseou a trilha sonora no rock'n'roll produzido nos anos 60;

- O filme inicialmente se chamaria simplesmente "Rapunzel". Entretanto, devido ao desempenho insatisfatório de 'A Princesa e o Sapo' (2009) nas bilheterias, a Disney achou melhor alterar o título para evitar a associação imediata do filme ao mundo das princesas. Segundo o estúdio, as garotas dos dias atuais estão mais interessadas em serem descoladas e populares do que em serem princesas;

- Seu orçamento foi de US$ 150 milhões.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Rango

Fazer animação realmente ta na moda mesmo, mas seria bem melhor deixar essa moda para quem realmente sabe fazer. A produtora Nickelodeon Movies ainda tem que ralar muito e melhorar muito mesmo para poder realmente apresentar uma boa animação, porque ‘Rango’ infelizmente não agrada em quase nada.

Na verdade, a história do longa é boa, o roteiro é muito bom, mas não para uma animação, talvez se o longa tivesse atores de verdade ao invés de alguns animais do deserto e tal, garanto que seria melhor. O elenco original que dubla os personagens tem nome, e quem sabe se não ajunta-se Johnny Deep com mais alguns atores novatos não sairia um ‘Western Teen’.

Ao estilo de faroeste o longa mostra Rango (Johnny Depp), um camaleão da cidade grande que vai parar, após um acidente, em pleno velho oeste, na cidade de Poeira no deserto do Mojave, na Califórnia. De uma hora para outra, sua rotina de animal de estimação muda radicalmente e agora ele precisa deixar a vida "camuflada" para enfrentar os perigos existentes no mundo real, fazendo com que ele vivencie a experiência de fazer amigos, conhecer inimigos e até, quem sabe, se tornar um herói.

A direção é de Gregor Verbinski, já é um companheiro de Deep da boa trilogia de ‘Piratas do Caribe’, já que ele não está mais na direção da nova franquia do pirata. Pois bem, que ele continue com seus filmes com gente de carne e osso, porque para uma animação realmente não deu muito certo. Não chega a ser péssimo, mas ta longe de ser bom.

O roteiro como já disse antes é bom, bem adaptado, em certo momento até chega ah jogar umas piadas bem clichê no estilo Western, mas o máximo que consegue é só tirar um sorriso escondido do espectador. A trilha convence durante a trama, na minha opinião o único ponto forte do filme, mas não o ponto alto, porque realmente não existe.

Não tenho muito o que dizer sobre o longa, mas o fato é que se a Nickelodeon ainda quer chegar ao mesmo patamar que a poderosa Pixar ou até mesmo a DreamWorks, vai ter que se esforçar, repensar bem nos projetos e ralar de verdade, caso contrário é melhor continuar com o bom e velho ‘Bob Esponja’ e seus ‘Pinguins de Madagascar’ mesmo, porque ‘Rango’ é um verdadeiro fiasco, aliás, mais um.

Não recomendo!


Nota: 4
Download: ‘Rango’



Título original: (Rango)
Lançamento: 2011 (EUA)
Direção: Gore Verbinski
Roteiro: John Logan, baseado na história de James Ward Byrkit e Gore Verbinski
Duração: 107 min.
Gênero: Animação
Estúdio: Nickelodeon Movies GK Films Blind Wink
Distribuidora: Paramount Pictures (EUA) United International Pictures - UIP ( Brasil)


Elenco:

Johnny Depp (Rango)
Abigail Breslin (Priscilla)
Alfred Molina (Roadkill)
Timothy Olyphant (Espírito do Oeste)
Ray Winstone (Bad Bill)
Isla Fisher (Dona Feijão)
Bill Nighy (Jake Cascavel)
Ned Beatty (Prefeito)
Stephen Root (Doc / Merrimack / Sr. Snuggles)
Harry Dean Stanton (Balthazar)
Ian Abercrombie (Ambrose)
James Ward Byrkit (Waffles / Gordy Papa / Joad / Primo Murt / Rodent Kid / Atirador de facas)
Claudia Back (Angelique)
John Cothran Jr. (Elgin)
Patrika Darbo (Delilah / Maybelle)
George DelHoyo (Sr. Flan)
Gore Verbinski (Sargento Turley / Crevice / Slim / Lupe)


Curiosidades:

- É a primeira animação a ter efeitos especiais elaborados pela Industrial Light & Magic;

- É o 4º filme em que o diretor Gore Verbinski e o ator Johnny Depp trabalham juntos. Os anteriores foram 'Piratas do Caribe - A Maldição do Pérola Negra' (2003), 'Piratas do Caribe - O Baú da Morte' (2006) e 'Piratas do Caribe - No Fim do Mundo' (2007);

- O personagem Rattlesnake Jake foi modelado tendo por base o ator Lee Van Cleef;

- Ned Beatty baseou sua dublagem no personagem interpretado por John Huston em 'Chinatown' (1974).

sábado, 2 de julho de 2011

Megamente

Tente imaginar: Krypton está em colapso e um bebê, que se tornaria Clark Kent, é colocado em uma cápsula espacial por seus pais e expelido no universo, em busca de um planeta onde ele pudesse viver. Agora, imagine essa cápsula sendo tirada de seu curso por outro bebê em apuros. Um deles cai em uma casa luxuosa com todo o conforto possível e o que seria o nosso “Clark Kent” cai em um presídio e ali mesmo é criado pelos criminosos. Pois é assim que começa ‘Megamente’, nova animação da DreamWorks, dirigida por Tom McGrath (Madagascar 2 – A Grande Escapada).

A animação mostra o pequeno Megamente (Will Ferrell), aterrissa numa penitenciária e é criado por vários criminosos. Logo, ele mostra sua aptidão para inventar máquinas e toda sorte de engenhoca para impressionar os outros, mas sempre é obscurecido pelo garotinho da outra cápsula, que teve uma criação generosa e ficou conhecido como Metro Man (Brad Pitt). Já adultos são inimigos mortais. Um dia, com a ajuda de Criado (David Cross) e após sequêstrar a repórter Rosane Rocha (Tina Fey), o malvado consegue o inimaginável, para ele e para todos: dar um sumiço no herói. A única coisa que ele não contava era que sua vida se tornaria tão chata a ponto de ele inventar um herói para combater. E, é claro, esse questionamento trará muita dor de cabeça par a ele (e para a cidade de Metro City).

A história já surpreende no seguinte ponto: na maioria dos filmes de super-heróis, o contato com o lado humano e frágil do vilão ocorre apenas no final, quando ele está prestes a ser aniquilado. No entanto, em ‘Megamente’, o espectador já é apresentado à gênese do protagonista e à sua razão para ficar malvado antes mesmo do nome do filme aparecer na telona. E o melhor é que há a vontade de torcer por ele desde o início, tamanha a empatia gerada por sua trajetória – por mais que ele faça esforço para ser “do mal”.

O roteiro impecável consegue chamar a atenção do espectador de tal forma, que não é difícil se encantar pelas atrapalhadas do ‘anti-herói’ e ah história toda no decorrer da trama. Sem contar a trilha sonora, caso raro em uma animação, mas você ouve dês do Metal pesado de Ozzy Osbourne ao Hard Rock de AC/DC e Guns N’ Roses, como também o ótimo som POP de Michael Jackson. E claro, ah música do rei do POP fez jus ao protagonista, com a música ‘Bad’.

‘Megamente’ pode até parecer, num primeiro momento, apenas mais uma animação pirotécnica sobre heróis e vilões, mas adquire profundidade ao mostrar personagens descobrindo o que realmente querem ser, independente do que os outros acham que eles são. O filme mostra a figura do herói, e tenta explicar que há bondade e maldade em todos, e enaltece a descoberta da própria vocação por si mesmo.

Enfim, a única concorrente direta com a mega produtora de animação Pixar é sem dúvida nenhuma a DreamWorks, e ultimamente seus longas estão cada vez melhor. Esse é o caso de ‘Megamente’, mais uma boa animação da produtora que consegue envolver o espectador do começo ao fim, com toda certeza.

Recomendo.


Nota: 8
Download: ‘Megamente’



Título original: (Megamind)
Lançamento: 2010 (EUA)
Direção: Tom McGrath
Roteiro: Alan J. Schoolcraft e & Brent Simons
Duração: 96 min.
Gênero: Animação
Distribuidora: Paramount Pictures (EUA) Paramount Pictures (Brasil)


Elenco:

Will Ferrell (Megamente)
Tina Fey (Rosane Rocha)
Brad Pitt (Metro Man)
Jonah Hill (Titã)
Ben Stiller (Bernard)
David Cross (Criado)
Cláudio Galvan - versão brasileira(Megamente)
Mabel Cezar - versão brasileira(Rosane Rocha/Roxanne Ritchi)
Thiago Lacerda - versão brasileira (Metro Man)
Paulo Mathias Jr. - versão brasileira (Titã / Al)
Mckeidy Lisita - versão brasileira(Criado/Minion)
Luiz Carlos Persy - versão brasileira (Diretor da prisão)
Justin Theroux (Pai de Megamente)
Jessica Schulte (Mãe de Megamente)
Tom McGrath (Lorde Scott / Guarda da prisão)
Emily Nordwind (Lady Scott)
Brian Hopkins (Prisioneiro)
J.K. Simmons (Warden)
Christopher Knights (Guarda da prisão)


Curiosidades:

- Inicialmente o título original seria "Master Mind". Entretanto, este nome já estava registrado pelos criadores de um programa de TV homônimo dos anos 70;

- Uma possibilidade levantada era que o filme se chamasse "Oobermind". Seria uma brincadeira com "übermind", que significa mente grande. Entretanto, devido à sonoridade do título, ele foi descartado;

- A ideia original do filme nasceu com a pergunta "o que aconteceria se Lex Luthor derrotasse o Superman?";

- Ben Stiller e Robert Downey Jr. estiveram cotados para dublar Megamente, mas foram preteridos por Will Ferrell;

- É o primeiro filme que Brad Pitt dubla desde 'Sinbad - A Lenda dos Sete Mares' (2003), também produzido pela DreamWorks Animation;

- Tanto o uniforme usado por Megamente quanto o do Metro Man são homenagens ao personagem Capitão Marvel, da DC Comics;

- O Museu Metro Man é uma citação ao personagem Flash, da DC Comics, que tem o Museu Flash construído em sua homenagem;

- A personagem Roxanne Ritchi é uma referência a Roxanne Simpson, de 'Motoqueiro Fantasma' (2007);

- O título original é formado a partir da junção de diversos jornais, que sempre relatam os combates entre Metro Man e Megamente;

- O diretor Guillermo Del Toro participou da edição de 'Megamente', no intuito de deixá-lo "mais excitante";

- Segundo o diretor Tom McGrath, 'Megamente' foi feito sob a inspiração de Batman, o Homem-Morcego (1966) e Superman - O Filme (1978);

- É o segundo filme da DreamWorks que Thiago Lacerda dubla. O anterior foi 'Sinbad - A Lenda dos Sete Mares' (2003). Curiosamente, neste filme o personagem também era dublado por Brad Pitt na versão original;

- Lançado também em formato 3D.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Rio (Rio)

O diretor Carlos Saldanha soube se inspirar perfeitamente com o seu país, ‘Rio’ é uma das animações com uma das melhores trilhas sonoras que já vi. Mas não só a trilha, como o longa é bom também, porém, com uma história um pouco simples demais.
Mas nada que tire a beleza visual aos mínimos detalhes da cidade maravilhosa e pelos personagens cativantes e as belas músicas. O Rio de Janeiro está muito bem representado nas telas, nas paisagens e no espírito de ser.

A nova animação de Saldanha começa com muita cor, de encher os olhos. São dezenas de pássaros espalhados pelas árvores com o plano de fundo que não podia ser diferente, senão o cartão postal da cidade maravilhosa, o pão de açúcar. Elas sambam e requebram ao som da bateria composta por cada ave. Um filhote de arara-azul acorda ao som do belo samba e assiste a tudo escondida numa árvore com seus lindos e grandes olhos. No meio do grande samba, o clima muda: gaiolas aprisionam os raros animais, que serão traficados para algum país. Assim, começa ‘Rio’.

Blu Blu (Jesse Eisenberg) é uma arara azul que nasceu no Rio de Janeiro, mas, capturada na floresta, foi parar na fria Minnesota, nos Estados Unidos. Lá é criada por Linda (Leslie Mann), com quem tem um forte laço afetivo. Um dia, Túlio (Rodrigo Santoro) entra na vida de ambos. Ornitólogo, ele diz que Blu é o último macho da espécie e deseja que ele acasale com a única fêmea viva, que está no Rio de Janeiro. Linda e Blu partem para a cidade maravilhosa, onde conhecem Jade (Anne Hathaway). Só que ela é um espírito livre e detesta ficar engaiolada, batendo de frente com Blu logo que o conhece. Quando o casal é capturado por uma quadrilha de venda de aves raras, eles ficam presos por uma corrente na pata. É quando precisam unir forças para escapar do cativeiro.

Pelo que percebi, grande parte que proporciona o tom de comédia do longa, vem dos roteiristas, o resto, com certeza é ao olhar de do autor da história, Carlos Saldanha, sem dúvida. ‘Rio’ chega a beira com suavidade a perfeição técnica, além das sequências lindas e trechos emocionantes, os personagens tem muitos momentos inteligentes que realmente vale a pena.

Resumindo, o geral de tudo que se vê, é um filme muito bem cuidado, que felizmente não repete de maneira esvaziada o discurso político da preservação da natureza. Recomendo essa animação, mas lembrando que ela é boa, mas bem inferior ao último trabalho de Saldanha: ‘A Era do Gelo 3’.

Nota: 7



Título original: (Rio)
Lançamento: 2011 (EUA)
Direção: Carlos Saldanha
Roteiro: Don Rhymer
Duração: 96 min.
Gênero: Animação
Distribuidora: Twentieth Century Fox Film Corporation (EUA)


Elenco: (vozes):

Jesse Eisenberg (Blu)
Anne Hathaway (Jade)
Rodrigo Santoro (Túlio / Narrador do jogo de futebol)
Jamie Foxx (Nico)
Leslie Mann (Linda)
Jake T. Austin (Fernando)
Bernardo de Paula (Silvio)
Jemaine Clement (Nigel)
Bebel Gilberto (Eva)
Sofia Scarpa Saldanha (Linda - jovem)
Wanda Sykes (Chloe)
Will.i.am (Pedro)
Tracy Morgan (Luís)
Jane Lynch (Alice)
George Lopez (Rafael)
Carlos Ponce (Marcel)
Wanda Sykes (Flora)
Carlos Saldanha (Garçom)
Renato D'Ângelo (Policial)
Jason Fricchione (Motorista)
Gustavo Pereira (Blu - versão brasileira)
Adriana Torres (Jade - versão brasileira)
Luiz Carlos Persy (Rafael - versão brasileira)
Sylvia Salustti (Linda - versão brasileira)
Guilherme Briggs (Nigel - versão brasileira)
Alexandre Moreno (Nico - versão brasileira)
Mauro Ramos (Pedro - versão brasileira)
Cadu Paschoal (Fernando - versão brasileira)
Júlio Chaves (Luiz - versão brasileira)
Jorge Lucas (Armando - versão brasileira)
Marcelo Garcia (Tipa - versão brasileira)
Ricardo Schnetzer (Marcel - versão brasileira)
Sérgio Stern (Líder - versão brasileira)
Sérgio Mendes (Diretor de escola de samba - versão brasileira)
Gracinha Leporance (Dra. Barbosa - versão brasileira)
Justine Warwick (Pássaro assustado - versão brasileira)
Tim Nordquist (Piloto de asa delta - versão brasileira)


Curiosidades:

- Terceiro longa-metragem de animação dirigido por Carlos Saldanha, os anteriores foram 'A Era do Gelo 2' (2006) e 'A Era do Gelo 3' (2009). Atuou como co-diretor em 'A Era do Gelo' (2002) e 'Robôs' (2005);

- É o segundo filme produzido pela Blue Sky Studios a ser lançado em formato 3D. O anterior foi 'A Era do Gelo 3' (2009);

- Durante os estágios iniciais da produção vários integrantes da equipe técnica visitaram o Bronx Zoo, onde observaram como as aves se movem e como usam suas penas;

- Foi desenvolvido um novo renderizador de penas chamado Ruffle Deformer, que permitiu aos animadores criar e moldar as penas com um detalhismo jamais obtido até então;

- Cada pena de Blu foi pintada de azul, sendo posteriormente adicionados os detalhes, as luzes e as texturas da superfície, como arranhões, marcas e depressões no bico;

- A personagem dublada por Anne Hathaway na versão original chama-se Jewel, enquanto que na brasileira recebeu o nome Jade;

- Rodrigo Santoro dubla o personagem Túlio nas versões em inglês e em português do filme;

- A pré-estreia mundial aconteceu em 22 de março de 2011, na cidade do Rio de Janeiro. Vieram à cidade os dubladores Anne Hathaway, Jesse Eisenberg, Jamie Foxx, Jemaine Clement e Will.i.am.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Como Treinar o Seu Dragão

Quem foi que disse que só a Pixar junto com a poderosa Disney são os únicos capazes de fazer grandes animações merecidas de um Oscar. Animações como Carros, UP - Altas Aventuras e agora com Toy Story 3.

Pois bem, dessa vez tem um páreo duro para bater de frente, a mais nova animação da DreamWorks Animation, Como Treinar Seu Dragão (How to Train your Dragon), é perfeita e merecida de um Oscar.

A história do garoto Soluço (Jay Baruchel) é resumida logo no começo do filme, quando sua aldeia é atacada por dragões, que passam por ali, saqueiam, destroem e levam embora suas ovelhas. Ele é franzino, meio atrapalhado até, e tenta a todo custo ajudar na árdua tarefa de manter aquelas lagartixas aladas cuspindo fogo longe nos seus telhados. Mas a cada nova tentativa, ele só piora a situação, o que faz dele motivo de piada entre os outros adolescentes e preocupação para os demais adultos.

Em um dos ataques, Soluço acerta um “Fúria da Noite”, um dragão negro que voa quase invisível entre as estrelas e jamais erra seu alvo. Seria a glória de qualquer viking voltar para casa carregando uma cabeça deste dragão. Mas o garoto não consegue. Ele não é um matador de dragões. Porém, deste ato de compaixão nasce uma inédita amizade entre humano e dragão, que vai levar o menino a entender os hábitos dos temidos animais e a domá-los.

Um roteiro de causar inveja, uma história com perfeitos detalhes um elenco de peso, ótima fotografia e um grande diretor, só poderia ser uma ótima animação com cheiro de Oscar. A direção é de Dean DeBlois e Chris Sanders.

Como Treinar seu Dragão é a prova de que a DreamWorks Animation deveria abandonar de vez a história de Shrek - que há tempos já perdeu a graça - e investir em novas histórias. Voar mais alto. O risco do tombo pode ser maior, mas a sensação de liberdade e a vitória valem o preço.

Nota: 10



Título original:(How to Train your Dragon)
Lançamento: 2010 (EUA)
Direção: Dean DeBlois e Chris Sanders
Duração: 98 min
Gênero: Animação

Vozes de:

America Ferrera
Gerard Butler
Jonah Hill
Jay Baruchel
Christopher Mintz-Plasse

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Toy Story 3

“Amigo estou aqui, amigo estou aqui, se a fase é ruim, e são tantos problemas que não tem fim, não se esqueça o que ouviu de mim, amigo estou aqui, amigo estou aqui.”

Essa musica é bem conhecida pelos fãs da animação da Disney, Toy Story, o terceiro não poderia ser diferente. A animação segue não de onde parou, mas sim com o mesmo encanto que os primeiros. Toy Story 3, além de muito bem feito, é completamente diferente de qualquer outra animação já feita pela Disney com a mega produção da Pixar.

Dessa vez a direção está nas mão de Lee Unkrich, e um ótimo elenco emprestando suas vozes para os personagens. Vozes de Tom Hanks, Tim Allen, Michael Keaton e Joan Cusack, está no longa merecido de um Oscar.

A história começa com Andy (John Morris), que já está com 17 anos e prestes a ir para a faculdade. Desta forma, precisa arrumar o quarto e definir o que irá para o lixo e o que será guardado no sótão. Seus antigos brinquedos, entre eles Buzz Lightyear (Tim Allen), Jessie (Joan Cusack) e o Sr. Cabeça de Batata (Don Rickles), são separados para serem guardados no sótão. Entretanto, uma confusão faz com que a mãe de Andy os coloque no lixo. Woody (Tom Hanks), que será levado por Andy para a faculdade, decide salvá-los. O grupo escapa, mas acaba no carro da mãe de Andy. Ela leva a uma creche diversos brinquedos, entre eles Barbie (Jodi Benson). Ao chegarem, os amigos encontram um universo até então inimaginável, onde os brinquedos sempre têm crianças para brincarem com eles.

O diretor Lee Unkrich volta depois de Toy Story 2 e mais algumas dirigidas históricas da Pixar em Monstros S/A e Procurando Nemo. O roteiro dispensa comentários, Michael Arndt é o roteirista responsável, e realmente sabe o que faz. O grande trunfo da história realmente são os diálogos e dublagem, já que a animação sempre foi simples desde o início. Por muito pouco, a Disney/Pixar rouba a cena da Dreamworks, mais um ano consecutivo, conseguindo superar tanto na ação, quanto na dramaticidade e principalmente na comédia. Talvez tenham sido algumas das maiores gargalhadas que já tenha dado em uma animação. Apesar de ser para todas as idades, as várias tiradas sutis de duplo sentido, vai fazer marmanjos dar boas risadas.

Talvez a Disney aprendeu a receita com os primeiros trabalhos da Dreamworks, enquanto o estúdio de Spielberg parece ter perdido um pouco a mão no sentido desse humor. Uma troca interessante de papéis.

Bom, se você ainda não assistiu só porque está com certo preconceito em relação a animação, ou por ser algo infantil, ou porque já viu os outros 2 e não se animou. Não se iluda, Toy Story 3 é um desenho bastante adulto, profundo, que questiona o que é lealdade, amizade, a velhice e o que fazer quando chegamos a certa idade e nos sentimos ultrapassados. Basicamente, é sobre as coisas que fazem valer a pena viver. Talvez seja algo mais para os antigos fãs infantis, agora jovens adultos, do que só para crianças. Deixe seu preconceito de lado e vá assistir a, talvez não maior, mas melhor obra da Pixar até hoje. E fique para assistir as cenas durante os créditos, não vão se arrepender com a apresentação final.

Nota: 8.5




título original: (Toy Story 3)
lançamento: 2010 (USA)
direção:Lee Unkrich
duração: 103 min
gênero: Animação

Tom Hanks (Woody)
Tim Allen (Buzz Lightyear)
Michael Keaton (Ken)
Joan Cusack(Jessie)
R. Lee Ermey (Sargento)
John Ratzenberger (Hamm)
John Morris (Andy)
Laurie Metcalf (Mãe de Andy)
Wallace Shawn (Rex)
Don Rickles (Sr. Cabeça de Batata)
Jodi Benson (Barbie)
Ned Beatty (Lotso)
Estelle Harris (Sra. Cabeça de Batata)
Bonnie Hunt (Dolly)
Timothy Dalton (Sr. Pricklepants)
Whoopi Goldberg