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terça-feira, 11 de outubro de 2011

Segundo trailer de 'Carnage', com elenco oscarizado e direção de Polanski

'Carnage', o novo filme do cineasta Roman Polanski (O Escritor Fantasma), baseado na peça 'God of Carnage', ganhou seu segundo trailer.

Os oscarizados Christoph Waltz (Bastardos Inglórios), Jodie Foster (O Silêncio dos Inocentes) e Kate Winslet (O Leitor) estrelam, ao lado de John C. Reilly.



Adaptação da peça teatral homônima de Yasmina Reza, ganhadora do Tony Awards, o filme acompanha a história de dois casais que se encontram depois de seus filhos se envolverem em uma briga na escola. O encontro é um desastre, mas serve para dar início a uma análise conjugal de ambos os casais.

As filmagens aconteceram em Paris, mas a história se passa no Brooklin, em Nova York. O motivo? Polanski é considerado fugitivo da justiça e será preso caso entre nos EUA.

Dupont e Dupond em clipe de 'As Aventuras de Tintim'

'As Aventuras de Tintim' ganhou seu primeiro clipe. Ele mostra Dupont e Dupond ao lado de Tintim, resolvendo um mistério.

O longa usou a mesma técnica de filmagem de 'Avatar', onde as filmagens acontecem em fundo verde, e depois é inserido os cenários.



Jamie Bell, conhecido pelo ótimo 'Billy Elliot', vive o protagonista. Daniel Craig será o pirata Rackham, o Terrível. Toby Jones (HellBoy), e Mackenzie Crook (Piratas do Caribe) também estão no elenco, assim como Andy Serkis (Capitão Haddock), Simon Pegg e Nick Frost (como a dupla Dupont e Dupond).

O aventureiro Tintim compra para o amigo Haddock um modelo de um galeão antigo, que, por coincidência, era a réplica do navio de um antepassado do capitão, o cavaleiro de Hadoque. O modelo é roubado, e logo depois a casa de Tintim é toda revirada. O que os assaltantes procuravam? Por sua vez, o capitão acha no sótão de casa as memórias do cavaleiro. Nelas, ele narra seu encontro no Caribe com o pirata Rackham, o Terrível, que o captura com seu navio, para o qual transfere os tesouros que havia pilhado. O cavaleiro consegue escapar e afunda o Licorne com todo o tesouro a bordo. Divide o mapa com a localização do naufrágio em três partes, que esconde em réplicas do navio. Muitos anos depois, Tintim e seus amigos decidem buscar as partes do mapa, sabendo que para isso terão de driblar uma perigosa quadrilha.

Previsto inicialmente para 11 de Novembro, o lançamento no Brasil foi adiado para 20 de Janeiro de 2012.

Javier Bardem confirma sua presença em '007 - Skyfall'

Javier Bardem (Onde os Fracos Não Têm Vez) confirmou em entrevista à ABC que estará presente no novo '007', como o inimigo de James Bond.

"Estou bastante empolgado. Quando criança, meus pais me levavam ao cinema para ver os filmes da franquia. Assisti todos eles. Estar em um desses filmes é um sonho", revelou.

Boatos dizem que o título do novo filme será '007: Skyfall'.

Em '007', James Bond está em Dubai na companhia de um amigo, quando é obrigado a enfrentar um inimigo muito perturbador.

As filmagens começam em Fevereiro, e a maior parte da tama vai se passar na África do Sul.

Javier Bardem será o vilão da produção, assim como Ralph Fiennes (Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte I), cujo personagem não foi revelado. Naomie Harris (Extermínio, Ninja Assassino) vive a assistente de M (Judi Dench), Miss Moneypenny. Rhys Ifans (Um Lugar Chamado Notting Hill) também está no elenco.

A talentosa atriz Rachel Weisz (Um Olhar do Paraíso) continua em negociações para viver a vilã . Ela deve interpretar a chefona da organização secreta Quantum, grande causadora de problemas nos dois últimos filmes do agente. Será a primeira vez que as histórias Bond terá uma mulher como vilão. Weisz ganhou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por 'O Jardineiro Fiel'.

A nova Bond Girl será vivida pela francesa Berenice Marlohe, que não possui nenhum filme internacional em seu currículo, apenas participação em shows de TV de seu país natal.

Sam Mendes (Beleza Americana, Estrada Para a Perdição) dirige e Daniel Craig estrela.

O longa estreia em 26 de Outubro de 2012 na Inglaterra e Reino Unido, e 9 de Novembro de 2012 nos EUA, Brasil e resto do mundo.

domingo, 9 de outubro de 2011

'Um Novo Despertar'

Sem palavras para Jodie Foster, além de ser uma excelente atriz, é uma ótima diretora, com o drama ‘Um Novo Despertar’, ela conseguiu extrair a mensagem por trás de uma mente doentia do personagem de Mel Gibson, dizendo que é impossível ser feliz sozinho.

A trama acompanha Walter Black (Mel Gibson), ele é presidente de uma indústria de brinquedos, mas sofre de depressão, o que faz com que se torne cada vez mais distante da esposa Meredith (Jodie Foster) e dos filhos Porter (Anton Yelchin) e Henry (Riley Thomas Stewart). Um dia, ao jogar o lixo fora, ele encontra “o castor”, um bicho de pelúcia no qual é possível colocar o braço. Logo em seguida Walter tenta o suicídio, mas fracassa. A partir de então, já com o castor, ele assume uma nova identidade e passa a se comunicar através do boneco. O castor permite que Walter volte à vida, no trabalho e junto à família, mas aos poucos ele passa a sofrer um conflito de identidades.

Fora do cinema, Gibson é antissemita, alcoólatra, machista e já foi expulso de filmes antes mesmo de começarem as filmagens. A diretora dá a ele um personagem também repleto de problemas – marido depressivo, pai ausente, executivo desleixado e beberrão – que encontra a segunda chance de sua vida num insólito castor fantoche. É como se a câmera apontasse para o ator interpretando Walter Black e pedisse ao espectador para estender a mão ou ao menos se sensibilizar de que, apesar dos atos corrosivos, ali mora um coração.

O cinema é ótimo para dar a segunda chance que os seres humanos não conseguem no dia a dia. Especialmente a produção norte-americana, calcada na estética da transparência e na ideia de sequestrar o espectador no começo do filme e só largá-lo ao final da sessão. ‘Um Novo Despertar’ aposta alto em tudo isso e pega tudo aquilo que busca: sensibilizar a audiência disposta a ser sensibilizada.

Os acontecimentos insólitos ao longo do filme são o que dão carisma. Frente à equipe de sua empresa, Walter vai explicar o que significa o tal castor em seu braço. Antes, porém, quando todos chegam encontram o seguinte bilhete: “Olá. Esta pessoa está sob os cuidados de um castor receitado como prescrição médica. Por favor, trate-o como de costume, mas se dirija ao castor”. Cômico, sim, mas também profundamente triste reflexo de um filme equilibrado nos dois registros.

Jodie Foster aposta em uma narrativa de abertura em off, fechando do mesmo modo, porém, consegue dirigir um filme com vários aspectos moral resumindo em uma simples mensagem, além é claro de apostar no humor negro envolvendo o tema: depressão. Porém, o drama é simples, passando bem longe de um filme que mexe com o seu psicológico, como seria se esse longa estivesse nas mãos de um David Lynch. Porém, Jodie é uma diretora comportada e comprometida com a inteligibilidade de seu filme, a comédia entra como elemento para suavizar as dores. Afinal, não falta matéria bruta para um filme barra pesada: pai esquizofrênico, mãe despreparada, filho mais velho tentando se livrar do fantasma paterno e caçula se isolando gradativamente do mundo.

Mas ‘Um Novo Despertar’ é honesto em suas pretensões, não quer fazer o espectador sentir na pele a desconexão com o mundo. Prefere apresentar um tema e encerrá-lo no próprio filme, oferecendo a solução e atendendo a um público interessado por histórias sensíveis. Para tal, prefere a simplicidade narrativa e correr poucos riscos: um elenco afiado e talentoso (Gibson sai bem do drama para a cômico), uma história sensível com começo, meio e fim e música para criar um clima de esperança.

Ao observar uma cisão clara entre o externo e o interno, não se estabelece o caos, mas uma certa ordem. Quando tudo indicava a perda de rumo, aparece uma alternativa, um paliativo: o castor títere. Filme correto para quem busca se emocionar sem ter sua inteligência ofendida, postura em extinção no cinema comercial.


Nota: 8
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'Um Novo Despertar'




Título original: (The Beaver)
Lançamento: 2011 (EUA)
Direção: Jodie Foster
Roteiro: Kyle Killen
Produção: Steve Golin e Keith RedmonDuração: 92 min
Gênero: Drama
Estúdio: Summit Entertainment Participant Media Imagenation Abu Dhabi FZ Anonymous Content Icon Entertainment International
Distribuidora: Summit Entertainment (EUA)


Elenco:

Mel Gibson (Walter Black)
Jodie Foster (Meredith Black)
Anton Yelchin (Porter Black)
Jennifer Lawrence (Norah)
Riley Thomas Stewart (Henry Black)
Paul Hodge (Jock)
Michelle Ang (Tradutora)
Jeff Corbett (Voluntário)
Kris Arnold (Garçom)


Curiosidades:

- 'Um Novo Despertar' teve orçamento aproximado de US$ 19 milhões;

- É o terceiro longa da atriz Jodie Foster como diretora. Os outros foram 'Mentes que Brilham' (1991) e 'Feriados em Família' (1995);

- Rodado em diversas locações de Nova York, nos Estados Unidos;

- 'Um Novo Despertar' é dos mesmos produtores de 'O Suspeito';

- O roteiro figurava na famosa "lista negra" de Hollywood;

- Os atores Jim Carrey e Steve Carell chegaram a ter seus nomes cogitados para o papel principal, mas Mel Gibson foi o escolhido;

- É a segunda vez que Jodie Foster e Gibson trabalham juntos. A outra foi em 'Maverick' (1994);

- Devido aos escândalos de violência doméstica envolvendo Gibson e sua ex-namorada Oksana Grigorieva, o filme teve seu lançamento em 2010 adiado para março de 2011.

'Amizade Colorida'

Sabe o que o longa ‘Sexo Sem Compromisso’ tem em comum com o filme ‘Amizade Colorida’?

Ambos tem o mesmo assunto, mas existe várias diferenças entre um e outro. Primeira de todas é a ótima produção, seguido da direção de Will Gluck, uma boa trilha, fotografia impecável, além de uma grande química entre Mila Kunis e Justin Timberlake. E nem adianta acusar ‘Amizade Colorida’ de plagiar ‘Sexo Sem Compromisso’. Bem antes desses dois longas, muitos outros abordaram o tradicional tema da relação sexual sem afeto ou dos limites da transa sem envolvimento emotivo. E outro detalhe é que ‘Amizade Colorida’ foi exibido nos EUA primeiro, diferente da distribuição daqui.

Jamie (Mila Kunis) é uma jovem recrutadora de talentos que vive em Nova York, ela convence Dylan (Justin Timberlake), um jovem em potencial a deixar seu emprego em São Francisco para trás e aceitar um emprego na Big Apple. Apesar de haver uma atração mútua, ambos percebem que tudo de que eles estão fugindo é de um relacionamento e decidem se tornar amigos... Com benefícios. Só sexo e nada de compromisso sério. Para ambos é o arranjo perfeito até então.

Lendo a sinopse você pensa: “mais um história sobre amizade e sexo que não vale a penar ver de novo, pois o resultado final é óbvio!”. Até aí tudo bem, o clichê está presente em todos os momentos, o roteiro é bom mas tem seus buracos com piadinhas que realmente já deu. Porém, ‘Amizade Colorida’ tem como objetivo mostrar esse assunto explicando de uma forma mais clara, mais divertida e mais realista do que já vimos antes no filme de Ivan Reitman.

Um outro ponto forte desse longa está no elenco, além da ótima química de Mila Kunis e Justin Timberlake, temos a honra de rir muito com a ótima presença de Patricia Clarkson fazendo a mãe de Kunis, ela realmente está perfeita em mais um trabalho. Em certo momento chega a roubar a cena da filha e até mesmo do casal. Richard Jenkins também é figura conhecida no elenco. Ele faz o pai de Timberlake, em um assunto paralelo que ajuda a fugir da mesmice no roteiro. Seu personagem sofre de mal de Parkinson.

Sem dúvida temos um filme interessante. Por outro lado, se faz dos clichês das comédias românticas o principal alimento, ‘Amizade Colorida’ também sucumbe a eles. Isso mostra que em vez de bater na tradição, o filme quer é se inserir nela, ganhar um selo de respeitabilidade, mesmo que mascare suas intenções com as piadas. Resultando em um mero humor e interação.

Há um vácuo, porém, entre a interação dos protagonistas e a eficiência dos diálogos com a direção e o que a câmera conta. É assustador esse entendimento do cinema de entretenimento que abdica de qualquer tentativa em narrar pelos enquadramentos, encenação etc. Nesse sentido, a direção é medíocre na mesma intensidade de ‘Quero Matar Meu Chefe’.

Até a primeira metade, ‘Amizade Colorida’ se sai muito bem brincando com Hollywood e até com Katherine Heigl em ‘A Verdade Nua e Crua’. Já na segunda metade, o filme se enquadra como uma típica comédia romântica, recuperando-se em momentos pontuais (como a vívida participação de Richard Jenkins).

Resumindo: é um bom filme, divertido no texto, fraco como cinema e muito melhor que ‘Sexo Sem Compromisso’.


Nota: 7.5
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'Amizade Colorida'




Título original: (Friends with Benefits)
Lançamento: 2011 (Estados Unidos)
Direção: Will Gluck
Roteiro: Keith Merryman, David A. Newman e Will Gluck, baseados em história de Harley Peyton, Keith Merryman e David A. Newman
Produção: Will Gluck, Jerry Zucker, Janet Zucker, Martin Shafer e Liz GlotzerDuração: 109 min
Gênero: Comédia Romântica
Estúdio: Screen Gems Castle Rock Entertainment Olive Bridge Entertainment Zucker Productions
Distribuidora: Screen Gems (Estados Unidos)


Elenco:

Justin Timberlake (Dylan)
Mila Kunis (Jamie)
Patricia Clarkson (Lorna)
Emma Stone (Kayla)
Jenna Elfman (Annie)
Richard Jenkins (Sr. Harper)
Woody Harrelson (Tommy)
Bryan Greenberg (Parker)
Nolan Gould (Sam)
Andy Samberg (Quincy)
Shaun White (o próprio - ator)
Andrew Fleming (Motorista)
Courtney Henggeler (Aeromoça)
Masi Oka (Darin Arturo Morena)
Tiya Sircar (Recepcionista)
Christopher T. Wood (Ira Ungerleider)
Lili Mirojnick (Laura)
Chike Johnson (Motorista de táxi)
Angelique Cabral (Pam Niborski)
Jerry Hyman (Caricaturista)


Curiosidades:

- O filme anterior do diretor Will Gluck, 'A Mentira' (2010), também foi protagonizado por Emma Stone, tendo Patricia Clarkson no papel de mãe dela;

- Filmado em Los Angeles, Califórnia, Estados Unidos;

- A atriz Jenna Elfman voltou a trabalhar quatro meses depois do nascimento de seu filho;

- O título original 'Friends of Benefits' foi motivo de uma pequena polêmica entre os estúdios Screen Gems e Paramount. Um projeto chamado Fuckbudies iria mudar seu título para 'Friends with Benefits', mas a Screen Gems já tinha registrado o nome primeiro, retando para o estúdio perdedor a opção de adotar 'No Strings Attached', lançado no Brasil como 'Sexo Sem Compromisso' (2011), estrelado por Ashton Kutcher e Natalie Portman;

'Sem Limites'

Se tem uma coisa que raramente da certo, são os filmes que apostam numa narrativa em off, e esse é o principal caso do longa ‘Sem Limites’, não ter dado muito certo. O filme tem elenco, tem produção, um diretor que dispensa comentários, boa trilha e uma fotografia até que peculiar. Mas a trama que o roteiro aposta é muito fraco.

O carismático Bradley Cooper é o escritor Eddie Morra, ele sofre de bloqueio de criatividade e isso está prestes a acabar com sua carreira. Um dia, ele reencontra na rua seu ex-cunhado, Vernon (Johnny Whitworth), que lhe apresenta um remédio revolucionário que permite o uso de 100% da capacidade cerebral. O efeito é imediato em Eddie, pois ele passa a se lembrar de tudo que já leu, ouviu ou viu em sua vida. A partir de então ele consegue aprender outras línguas, fazer cálculos complicados e escrever muito rapidamente, mas para manter este ritmo precisa tomar o remédio todo dia. Seu desempenho chama a atenção do empresário Carl Van Loon (Robert De Niro), que resolve contar com sua ajuda para fechar um dos maiores negócios da história.

É a partir daí que o roteiro começa a desenrolar, e quando pensamos que agora o negócio vai disparar e vamos entrar em uma trama envolvente, somos iludidos e nada disso acontece. O diretor Neil Burguer o mesmo responsável pelo bom ‘O Ilusionista’ parece que não confiou na força de suas próprias imagens, e as enfraquece por meio de uma narração em off para lá de redundante, desnecessária e, em determinados momentos, até irritante. Talvez tenha sido pressão dos produtores, que sempre acreditam que o público “pode não entender a mensagem” e teimam em deixar tudo explicadinho, nos mínimos detalhes. A piada é inevitável: como ‘Sem Limites’ é um filme sobre uma nova droga, ele vem com bula.

O que se vê nesse longa é um Bradley Cooper em alta e disposto a trabalhar de verdade, assim como em ‘Se Beber Não Case!’, mas agora em um longa de suspense que o que promete um ao espectador um grande suspense, cada sequência de cena com ele é imprevisível, usando ou não a tal droga milagrosa. Ao lado dele temos a presença de Robert De Niro, que infelizmente, novamente está ligado no piloto automático.

A falha no roteiro, porém, não tira de ‘Sem Limites’ sua força de entretenimento competente. O tema é dos mais interessantes e o final deixado em aberto para uma futura continuação. Ou um seriado para TV, talvez.


Nota: 4.5
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'Sem Limites'



Título original: (Limitless)
Lançamento: 2011 (EUA)
Direção: Neil Burger
Roteiro: Leslie Dixon, baseado em livro de Alan Glynn
Produção: Leslie Dixon, Ryan Kavanaugh e Scott KroopfDuração: 105 min
Gênero: Suspense
Estúdio: Many Rivers Productions / Boy of the Year / Intermedia / Relativity Media / Virgin Producted
Distribuidora: Relativity Media (EUA) / Imagem Filmes (Brasil)


Elenco:

Bradley Cooper (Eddie Morra)
Robert De Niro (Carl Van Loon)
Abbie Cornish (Lindy)
Johnny Whitworth (Vernon Gant)
Robert John Burke (Pierce)
Andrew Howard (Gennady)
Patricia Kalember (Sra. Atwood)
T.V. Carpio (Valerie)
Eddie J. Fernandez (Victor)
Ned Eisenberg (Morris)
Lee M. Cunningham (Brylee)
Darren Goldstein (Kevin Doyle)


Curiosidades:

- Inicialmente seria Shia LaBeouf o intérprete de Eddie Morra, mas ele teve que deixar o papel devido a um grave acidente de carro sofrido. Em seu lugar foi contratado Bradley Cooper;

- Elizabeth Banks esteve cotada para integrar o elenco;

- Seu orçamento foi de US$ 26 milhões.

'Sexo Sem Compromisso'

Não sou fã de Natalie Portman e muito menos do Ashton Kutcher, o que me atraiu a atenção para assistir ‘Sexo Sem Compromisso’, foi a presença de Ivan Reitman na direção, diretor responsável pelo ótimo ‘Evolução’ e ‘Minha Super Ex Namorada’. O que tenho a dizer é que houve uma época em Hollywood em que a possibilidade de um estúdio financiar um filme com a premissa desse longa seria impensável, ou pouco provável. A sempre alerta moralidade estadunidense receberia escandalizada uma produção cuja questão proposta é: seria possível fazer sexo regularmente com um amigo sem se envolver afetivamente?

Pois bem, o longa mostra Adam (Ashton Kutcher), um assistente de produção de uma série musical que ainda sente o fato de ter sido chutado por Vanessa (Ophelia Lovibond), sua namorada por oito meses. Para piorar a situação, ele descobre que ela é a nova namorada de seu pai, Alvin (Kevin Kline), um astro da TV. Desejando esquecê-la e seguir em frente, ele fica bêbado e, em seguida, liga para todas as mulheres que tem no celular, no intuito de encontrar companhia. Quem responde o apelo é Emma (Natalie Portman), uma jovem médica com quem encontrou algumas vezes, anos atrás. Adam vai a casa dela e eles acabam transando. Como Emma não deseja ter um relacionamento sério, já que teme sofrer, propõe a Adam que se encontrem tendo o sexo como único objetivo. Ele topa, mas, com o tempo, novos sentimentos florescem entre eles.

Pois é, estamos em pleno século 21 e tratar do tema não é mais problema. Pode-se falar de tudo no cinema americano. E, sem patrulha moral. Depois de alguns flashbacks tolos no inicio do longa, ficamos sabendo com quem que Emma e Adam se cruzaram ao longo dos últimos 15 anos (em geral em circunstâncias embaraçosas ou pouco críveis).

Com o roteiro politicamente correto ao que oferece, o longa vai seguindo todas as leis que o clichê do gênero sugere. Seguindo as convenções padrão das Comédias Românticas que não arriscam acrescentar nada de novo ou inesperado ao espectador. O roteiro mostra pouca inspiração. Não que o longa seja ruim. Mas é cruel ver a atuação da estreante Elizabeth Meriwether, cheio de diálogos longos e fictícios – é surpreendente como a autenticidade e senso de credibilidade são artigos desprezados em filmes do gênero - aliando-se à direção pouco sensível de Ivan Reitman para nos apresentar o que nosso detector de obviedades já antecipou.

Como iniciei o texto minha opinião sobre Ashton Kutcher, devo reconhecer que Kutcher está no caminho certo se tratando do gênero, ajudando um pouco o lado da direção. No entanto, ‘Sexo Sem Compromisso’ não é, de forma alguma, o que de pior se vê por aí quando o assunto é comédia romântica. Existe alguns bons momentos sim. Algumas fagulhas aparecem para animar. Mas as labaredas não vêm, fazendo com que o espectador tenha de se contentar mesmo com o fogo de palha.

Porém, não posso nem pensar em terminar essa crítica sem dar um destaque para Natalie Portman, que acabou de receber (merecidamente) um Oscar por sua atuação em ‘Cisne Negro’. Não sou fã, mas é bom vê-la na tela. Segura e eficiente, mesmo quando obrigada a fazer cenas infelizes. Não há química no casal formado por ela e Kutcher. Culpa de Kutcher.

Mas recomendo esse longa, alertando que o filme não mostra nada além do que tenta oferecer.


Nota: 5
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'Sexo Sem Compromisso'




Título original: (No Strings Attached)
Lançamento: 2011 (EUA)
Direção: Ivan Reitman
Roteiro: Elizabeth Meriwether
Produção: Ivan Reitman, Joe Medjuck e Jeffrey Clifford
Duração: 108 min.
Gênero: Comédia Romântica
Estúdio: Paramount Pictures Spyglass Entertainment Handsomecharlie Films Katalyst Films The Montecito Picture Company
Distribuidora: Paramount Pictures (EUA) Paramount Pictures Brasil


Elenco:

Natalie Portman (Emma)
Ashton Kutcher (Adam)
Kevin Kline (Alvin)
Ophelia Lovibond (Vanessa)
Cary Elwes (Dr. Metzner)
Lake Bell (Lucy)
Ludacris (Wallace)
Greta Gerwig (Patrice)
Olivia Thirlby (Katie)
Tim Matheson (Pai de Eli)
Jake M. Johnson (Eli)
Mindy Kaling (Shira)
Talia Balsam (Sandra Kurtzman)
Ben Lawson (Sam)


Curiosidades:

- Filmado inteiramente na Califórnia, com locações em Santa Barbara, Beverly Hills, Los Angeles e também nos estúdios da Paramount;

- O título original de 'Sexo Sem Compromisso' era "Friends With Benefits", mas a produção teve que alterá-lo porque já existia um outro filme com este título, estrelado por Mila Kunis e Justin Timberlake.

sábado, 8 de outubro de 2011

'Temos Vagas'

Um bom filme de suspense é aquele que nem pelo próprio nome temos ideia do que se trata, e a tradução do longa ‘Temos Vagas’ não foge muito do original, que tem como título original: Vacancy (vaga). Dirigido pelo desconhecido e novato Nimród Antal, este longa é de 2007.

A trama acompanha o casal David (Luke Wilson) e Amy (Kate Beckinsale), eles estão em crise e prestes a se separar. Repentinamente o carro quebra e ambos têm que passar a noite em um motel de beira de estrada. Discutem algumas diferenças quanto ao relacionamento, e logo percebemos que o casal enfrenta a perda de um filho. O gerente do local é Mason (Frank Whaley), um homem estranho, mas aparentemente inofensivo. Após se alojarem no quarto, David e Amy encontram no quarto uma coleção de filmes caseiros, que têm muito sangue e são bem realistas. Até que percebem que estão alojados no mesmo quarto onde os vídeos foram filmados e que são as próximas vítimas do “cineasta”.

Diante deste contexto, o espectador imagina estar diante de mais um filme que aborda a temática dos relacionamentos e perdas, e que será levado a mais pura mesmice dos filmes do gênero. Pois bem. O clichê existe sim, o final pode até ser previsível, mas na verdade, ‘Temos vagas’ caminha justamente na direção oposta desse estilo. Trata-se de um filme de suspense com sustos intensos e contínuos.

David Fox, é muito bem vivido por Luke Wilson, rosto bem conhecido em filmes decadentes de comédia bem sigilosas. Mas sua atuação realmente se diferenciava nesse ótimo suspense. A bela Kate Beckinsale é mais uma que dispensa comentário, só o simples fato das sequencias do casal em crise, já é um mero ápice para sua ótima atuação.

O mais interessante desse longa é que ele não apela no roteiro e muito menos em fotografia – muito comum em filmes do gênero – o visual parado e monótono, dispensa o enquadramento e planos de fundo, tornando tudo mais realista possível. Me arrisco a dizer que chega a lembrar filmes de Hitchcock, como por exemplo o clássico ‘Psicose’.

O longa de roteiro raso, consegue demonstrar com grande competência o que promete. Uma ótima direção, e acredito que é mais um diretor que devemos dar toda atenção. Resta esperar os próximos trabalhos.



Nota: 8
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'Temos Vagas'



Título original: (Vacancy)
Lançamento: 2007 (EUA)
Direção: Nimród Antal
Roteiro: Mark L. Smith
Produção: Hal Lieberman
Duração: 80 min.
Gênero: Ficção
Estúdio: Screen Gems / Hal Lieberman Company
Distribuidora: Sony Pictures / UIP


Elenco:

Kate Beckinsale (Amy Fox)
Luke Wilson (David Fox)
Frank Whaley (Mason)
Ethan Embry (Mecânico)
Mark Casella (Motorista de caminhão)
David Doty (Patrulheiro da auto-estrada)
Scott G. Anderson


Curiosidades:

- O roteirista Mark L. Smith teve a idéia de Temos Vagas 8 anos antes, ao dirigir numa estrada do Novo México e notar a existência de vários pequenos motéis de beira de estrada que aparentemente não tinham hóspedes;

- Sarah Jessica Parker chegou a acertar sua presença, mas posteriormente desistiu do filme;

- O orçamento de ‘Temos Vagas’ foi de US$ 19 milhões.

sábado, 1 de outubro de 2011

'Lanterna Verde'

As adaptações estão cada vez mais em alta. As mega produções não perdem tempo, já que isso está dando muito certo, mas nem todas são como deveria realmente ser, um grande exemplo é o primeiro filme sobre o herói da DC Lanterna Verde. Esse longa da para classificar da seguinte forma: existe as adaptações perfeitas, boas, regulares, ruins e existe o longa ‘Lanterna Verde’.


Já que o Lanterna Verde não é um dos heróis mais queridos, como um Batman ou um Superman, é claro, que era preciso então uma boa história para aproximá-lo do grande público. Porém, não é isso que acontece aqui. Por seguir à risca a cartilha de clichês para o gênero, o diretor Martin Campbell perdeu a oportunidade de aproveitar a composição diferenciada do universo de seu personagem principal. Do começo ao fim, é possível prever cada fala, cada cena e cada desfecho, e nem mesmo os efeitos visuais interessantes conseguem chamar a atenção nesse contexto. O que vale realmente a pena é a curiosa escalação do elenco e o significado por trás dos super-poderes do herói e do vilão.

Hal Jordan (Ryan Reynolds) é um audacioso piloto de aviões que foge de qualquer responsabilidade. É assim que mantém a amizade com Carol Ferris (Blake Lively), colega de infância e também piloto, que está prestes a assumir o comando da empresa do pai. Hal e Carol tiveram um caso no passado, que não seguiu em frente por causa dele. Um dia, a vida de Hal muda ao ser envolto em uma redoma verde e levado até um alienígena prestes a morrer, chamado Abin Sur (Temuera Morrison). O extraterrestre lhe entrega um estranho anel e diz que ele foi escolhido, além de alertar sobre as responsabilidades de possuí-lo. Ao usá-lo Hal torna-se o Lanterna Verde, tendo condições de moldar a luz verde da forma como sua imaginação permitir. É apenas o início da jornada do herói, que viaja até o planeta Oa para aprender a usar suas novas habilidades e tem como grande teste o temido Parallax.

Para quem conhece o herói e a história, eu acabei de contar o filme todo nessas linhas. O roteiro não consegue nem ao menos cansar o espectador, a história passa tão rápido que não da nem tempo de aproveitar qualquer parte do filme e muito menos admirar os efeitos visuais.

O longa não consegue nem ao menos introduzir elementos mais sérios, deixar algumas pontas soltas para algumas continuações interessantes (há sim uma deixa para uma continuação futura, mas pouco promissora), ou até mesmo se aventurar mais pela longa lista de histórias que os quadrinhos proporcionam, Campbell faz de seu filme algo tão óbvio e clichê que parece até infantil. Ele poderia fazer de Lanterna Verde uma franquia tão ampla e empolgante quanto à dos X-Men, mas limita-se apenas no terreno seguro e garantido, e seu erro mais grave começa na escalação do ator para viver Hal Jordan.

Ryan Reynolds não é o tipo ideal de ator para ser o Lanterna Verde. Carismático demais e bobalhão, sua função dentro do filme é entreter o público da maneira mais porca, por assim dizer. Ele tira a seriedade do personagem e ajuda Campbell a limitar os horizontes de uma possível franquia. Isso poderia ser até reversível se não se tratasse do protagonista, já que os coadjuvantes e o vilão estão excelentes. Tim Robbins, Angela Bassett, Peter Sarsgaard, Mark Strong e até Blake Lively terminaram por combinar tanto com esse universo dos HQs no cinema que acabam ofuscando o próprio personagem-título, uma honra nem tão vantajosa assim para a produção.

Com o perdão do trocadilho, Lanterna Verde possui uma luz fraca. A explosão de efeitos visuais não é o suficiente para sustentá-lo no meio de tantas produções sobre super-heróis deste ano. Se a DC vinha caprichando mais nas adaptações de seus clássicos para o cinema ultimamente, aqui ela volta a escorregar ao deixar que um diretor tão sem ambição se encarregue de uma história tão cheia de oportunidades. Seria muito dramático dizer que tudo está perdido, mas não seria exagero afirmar que um começo ruim como esse compromete seriamente a presença desse herói nas telonas futuramente.



Nota: 3
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'Lanterna Verde'
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Título original: (Green Lantern)
Lançamento: 2011 (EUA)
Direção: Martin Campbell
Roteiro: Michael Goldenberg, Marc Guggenheim, Michael Green e Greg Berlanti
Duração: 105 min.
Gênero: Aventura
Estúdio: Warner Bros. Pictures / De Line Pictures / DC Entertainment
Distribuidora: Warner Bros. Pictures






Elenco:

Ryan Reynolds (Hal Jordan / Lanterna Verde)
Blake Lively (Carol Ferris)
Peter Sarsgaard (Hector Hammond)
Mark Strong (Sinestro)
Tim Robbins (Senador Hammond)
Angela Bassett (Dra. Amanda Waller)
Temuera Morrison (Abin Sur)
Jon Tenney (Martin Jordan)
Amy Carlson (Jessica Jordan)
Jay O. Sanders (Carl Ferris)
Mike Doyle (Jack Jordan)
Taika Waititi (Thomas Kalmaku)
Jeff Wolfe (Bob Banks)
Jenna Craig (Carol Ferris - 11 anos)




Curiosidades



- Em junho de 2006, Robert Smigel concluiu o roteiro do filme, que seria uma comédia/aventura estrelada por Jack Black. Devido à péssima repercussão que esta possibilidade teve junto aos fãs, a Warner Bros. decidiu abortar a ideia;

- Kevin Smith foi contactado pela Warner no início de 2007, para escrever o roteiro de 'Lanterna Verde'. Ele recusou a oferta, alegando que existiam pessoas mais capacitadas para esta tarefa;

- Em 2007, Greg Berlanti assinou contrato para dirigir e roteirizar 'Lanterna Verde', mas deixou o projeto para dirigir 'This Is Where I Leave You' (2011). Posteriormente ele retornou ao filme, mas apenas como roteirista;

- Zach Snyder foi convidado a dirigir 'Lanterna Verde', mas recusou a proposta para assumir 'Watchmen - O Filme' (2009);

- Nos quadrinhos seis pessoas já tiveram o posto de 'Lanterna Verde' do planeta Terra: Alan Scott, Hal Jordan, Guy Gardner, John Stewart, Kyle Rayner e Jade. Em 'Lanterna Verde' Hal Jordan é apresentado como o primeiro herói da Terra;

- É a primeira vez que o personagem Lanterna Verde aparece em um filme com atores;

- Sam Worthington, Bradley Cooper, Chris Pine, Justin Timberlake e Jared Leto estiveram cotados para protagonizar o Lanterna Verde;

- O ator Brian Austin Green, um grande fã do personagem Lanterna Verde, fez forte campanha para ser escolhido como seu intérprete;

- Keri Russell, Eva Green, Jennifer Garner e Diane Kruger estiveram cotadas para a personagem Carol Ferris;

- Pierce Brosnan esteve cotado para o personagem Alan Scott;

- A contratação de Ryan Reynolds trouxe uma situação rara: um ator que já interpretou no cinema personagens das duas maiores editoras de quadrinhos. Para a Marvel, Reynolds interpretou Deadpool em 'X-Men Origens: Wolverine' (2009) e Hannibal King em 'Blade Trinity' (2004). Para a DC Comics, seu primeiro personagem é Hal Jordan em 'Lanterna Verde';

- Uma das versões iniciais do roteiro previa uma breve participação de Clark Kent, que seria cogitado como um dos possíveis donos do anel de força dos Lanternas Verdes. Os produtores resolveram deixá-lo de fora, pois não queriam depender de outro super-herói para que este filme fizesse sucesso;

- As filmagens ocorreram entre 15 de março e 6 de agosto de 2010;

- Inicialmente as filmagens ocorreriam nos estúdios da Fox em Sydney, na Austrália. Entretanto, devido ao aumento na cotação do dólar australiano, as locações foram alteradas para a cidade de Nova Orleans, que ofereceu um incentivo de 30% nas taxas a serem pagas;

- A cidade de Oa foi desenhada tendo por inspiração a cidade esmeralda de Oz, de O Mágico de Oz (1939);

- Os uniformes de Hal Jordan e Sinestro foram feitos a partir de computação gráfica, o que fez com que seus intérpretes, Ryan Reynolds e Mark Strong, usassem roupas de captura de movimento durante as filmagens. Como as roupas dos personagens são criadas através da luz de seus anéis de força, os produtores concluíram que elas não precisavam existir fisicamente;

- Peter Sarsgaard usou uma prótese na cabeça para realizar as cenas de seu personagem nas fases iniciais de mutação;

- A maquiagem usada por Temura Morrison para ser caracterizado como Abin Sur levava de quatro a cinco horas para ser aplicada;

- Geoff Johns, que trabalhou como roteirista na revista em quadrinhos do Lanterna Verde, foi contratado como consultor criativo do filme;

- Seu orçamento foi de US$ 150 milhões.

'Paul - Contatos Imediatos com Essa Figura’

O longa ‘Paul - Contatos Imediatos com Essa Figura’ dirigido por Greg Mottola consegue ser tão ruim e estranho como o próprio nome, antes ficasse no original, só como ‘Paul’, mas fazer o que? Imagine um filme ruim que aposat na comédia, mas faz de tudo para fugir do humor e em pleno final apela para o drama com a intuição de fazer o espectador talvez, gostar do filme.

O longa acompanha os dois amigos nerds, Graeme Willy (Simon Pegg) e Clive Gollings (Nick Frost), ambos tinham programado uma viagem dos sonhos para qualquer apaixonado pelo tema "discos voadores": uma visita a famosa e sempre negada pelo exército Area 51. Só que no meio do caminho eles encontraram com Paul ( Seth Rogen), um alienígena que escapou da base militar e precisa encontrar sua nave mãe para retornar ao seu planeta em segurança. Começando então uma “aventura” do trio para escapar da garras do Agente Zoil (Jason Bateman) e seus parceiros.

O clichê é o destaque principal de um roteiro mais que ruim. Apelando para o dialogo “sujo” o que se vê é só um filme para maiores sem sentido algum. Um dia, talvez, eu vou entender porque atores consagrados, aceitam qualquer roteiro que aparece.

Por incrível que pareça o ator Jason Bateman (Quero Matar Meu Chefe), é um dos protagonista, mas é duro ver o que ele não consegue fazer no longa, junto de Simon Pegg, Nick Frost e Seth Rogen como o alienígena da paz que só quer voltar para casa.

Não tem muito o que dizer quando um filme consegue extrapolar todos os limites e paciência do espectador. Com piada sem graça, dialogo como já disse antes apelativo, o longa não sai das mesmices e o pior de tudo, não sai do lugar!

Péssimo!

Nota: 2.5
Download:
‘Paul - Contatos Imediatos com Essa Figura’



Título original: (Paul)
Lançamento: 2011 (França, Espanha, Reino Unido, Estados Unidos)
Direção: Greg Mottola
Roteiro: Nick Frost e Simon Pegg
Duração: 104 min.
Gênero: Comédia/Aventura
Estúdio: Relativity Media Working Title Films Studio Canal Big Talk Productions
Distribuidora: Focus Features (EUA) Universal Pictures International (UPI)


Elenco:

Simon Pegg (Graeme Willy)
Nick Frost (Clive Gollings)
Seth Rogen (Paul - voz)
Jason Bateman (Agente Zoil)
Sigourney Weaver (Chefona)
Kristen Wiig (Ruth Buggs)
Steven Spielberg (Ele mesmo)
Blythe Danner (Tara Walton)
Mia Stallard (Tara Walton - Jovem)
Jeremy Owen (Vendedor)
Jeffrey Tambor (Adam Shadowchild)
David House (Segurança)
Nelson Ascencio (Jorge)
Jane Lynch (Pat Stevens)
David Koechner (Gus)
Jesse Plemons (Jake)
Bill Hader (Haggard)
Joe Lo Truglio (O'Reilly)
John Carroll Lynch (Moses Buggs)
Brett Michael Jones (Keith Nash)


Curiosidades

- Paul teve um orçamento estimado em US$ 40 milhões;

- Do mesmo diretor da comédia 'Superbad - É Hoje' (2007) e roteirista (Simon Pegg) de 'Maratona do Amor' (2007);

- Estrelado pela mesma dupla da comédia 'Todo Mundo Quase Morto' (2004);

- Durante a Comic Con 2010, evento dedicado aos quadrinhos que acontece anualmente em San Diego, Califórnia, nos Estados Unidos, o ator Seth Rogen, que dá a voz para o personagem principal Paul, admitiu que pediu uma "consultoria" para o também ator Andy Serkis por sua experiência com o ser animado Gollum de 'O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel';

- Na sequência em que o alienígena Paul conversa com Steven Spielberg ao telefone sobre 'E.T., o Extra-terrestre', a voz é do próprio cineasta;

- O longa foi rodado no centro de San Diego e em Santa Clarita, ambos na California e também no Novo México e nos Estados Unidos;

- A trilha sonora está nas mãos do mesmo compositor do sucesso '007 - Quantum of Solace' (2008);

- A fotografia é do mesmo diretor de 'Se Beber, Não Case!' (2009) e 'Eu Te Amo, Cara' (2009).